Missão por Ramagem trava no Senado e expõe cálculo político de Davi Alcolumbre

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  1. Como é fácil voar de graça no Brasil em jatinhos e jatões! Basta ter cargo importante e ‘o que oferecer em troca’

    Ricos e poderosos cruzam os céus em jatinhos e jatões, próprios, alugados ou ‘emprestados’; se você tem um cargo, a FAB, empresas e empresários estão à sua disposição

    Enquanto milhões de brasileiros vivem com seus filhos em barracos, amontoados em morros, sem esgoto, higiene e o mínimo de segurança e conforto, os ricos e poderosos cruzam os céus do País – e do mundo – em jatinhos e jatões, próprios, alugados ou “emprestados”.

    Os muitíssimos ricos do setor privado compram aviões para uso pessoal, se exibir por aí, fazer negócios e paparicar quem lhes possa garantir algum tipo de vantagem.

    Os poderosos do serviço público aproveitam seus 15 minutos de fama para usufruir do bom e do melhor, como, por exemplo, os jatinhos da FAB e seus brindes caprichados.

    O famoso da vez, Vorcaro, por exemplo, voava alto, cruzava oceanos e, além de “aviões laranjas” de suas empresas, comprou três jatos ultramodernos para ele próprio, com um detalhe: à vista.

    Mais interessante ainda é como ele fazia uso das preciosidades: para o próprio desfrute e “ficar bem” com gente importante.

    Está muito claro de onde vinha tanta grana para as extravagâncias de um espertalhão que virou banqueiro e, enfim, presidiário.

    Já o dinheiro para comprar e manter os jatinhos da FAB tem uma trajetória bem mais direta, nada tortuosa: sai do seu, do meu, do nosso bolso.

    ‘Farra’ em uso de aviões da FAB por autoridades

    Relatório do TCU, revelado por Vinicius Valfré, no Estadão, mostra como é bom voar nas asas da FAB. Foram 791 voos em 2020, 1.531 (quase o dobro) em 2021, 1.879 em 2022, 2.124 em 2023 e 1.166 até julho de 2024.

    Como tantas coisas, o gosto por jatinhos oficiais não tem ideologia, vai de Bolsonaro a Lula em velocidade cruzeiro.

    Em tradução livre do relatório, todo mundo voa para lá e para cá, não explica direito o motivo da “viagem a serviço”, na maioria das vezes o avião decola e gasta tripulação, combustível e quitutes com uma única autoridade e, daqui e dali, a lista dos passageiros é “descartada”, ninguém sabe, ninguém viu. Uma farra!

    Assim, é muito fácil viajar de graça no Brasil, seja para leilões de cavalos em São Paulo, como um certo ex-ministro do governo, ou para jogos de futebol em países vizinhos e reuniões a dois com empresários esquisitões, como faziam dois ministros do STF, e vai por aí.

    Se você tem um cargo importante, a FAB, empresas e empresários estão à sua disposição.

    Ah! E o crime organizado voa em aviões supersônicos, ninguém pega.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 18/04/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

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