/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2025/n/9/n1tN6uTCmWOazwQE34Bw/53911234038-a94fd1b2c9-k-1-.jpg)
Sabino reafirma apoio a Lula e diz ‘não dever nada a ninguém’
Verônica Daminelli
Estadão
O ministro do Turismo, Celso Sabino, voltou a desafiar a direção partidária e assegurou sua permanência no governo Lula, afirmando que “não deve nada para ninguém” dentro do União Brasil. Suspenso da Executiva Nacional por se recusar a deixar o ministério após a ruptura da sigla com o Planalto, Sabino afirmou estar com a “consciência tranquila, limpa”. Ele sustentou ainda que sua atuação na COP-30 justifica a decisão de permanecer no cargo.
Para Sabino, o processo disciplinar que poderia resultar na sua expulsão, e que pode se arrastar por até 60 dias, não faria sentido “faltando menos de um ano para as eleições de 2026”. Além disso, Sabino permanece com a disposição de seguir no governo. “Estou trabalhando pelo Brasil, pelo Pará e pela COP-30, que não é uma simples reunião de condomínio”, disse em entrevista nesta segunda-feira, 17, ao programa “Bom dia, Ministro”, ao reforçar que não cometeu nenhuma irregularidade.
PUNIÇÃO – A crise de Sabino se intensificou após a federação União Progressista (União Brasil e PP) determinar que filiados deixassem suas pastas no governo Lula, sob risco de punição no último dia 18 de setembro. A avaliação dentro do partido é de que a situação se tornou insustentável após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizer que Antonio Rueda, presidente do União Brasil, não gosta dele nem do governo.
Sabino, no entanto, ignorou o ultimato, foi afastado da direção partidária no Pará e passou a ser alvo de críticas internas, especialmente do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que o chamou de “traidor”. O ministro respondeu minimizando a acusação e ironizando o desempenho eleitoral do governador, afirmando que só pretende tratá-lo como adversário “quando ele atingir 1,5% nas pesquisas”.
Mesmo pressionado, Sabino tem reforçado publicamente sua aliança com o presidente Lula. Durante as agendas oficiais, inclusive em Belém, afirmou que nenhum partido vai afastá-lo do povo e que Lula pode contar com ele “onde estiver”. Pré-candidato ao Senado pelo Pará, o ministro aposta na visibilidade política da COP-30 para fortalecer sua base regional e argumenta que abandonar o ministério às vésperas do evento teria significado “interromper um trabalho essencial” para o país.
“CABELO EM OVO” – No debate sobre a organização da COP-30, Sabino voltou a rebater críticas e atribuiu parte delas à “síndrome de vira-lata”. Para ele, a conferência, que soma mais de 60 mil inscritos, está dentro da normalidade, e problemas como a explosão do preço das hospedagens foram corrigidos pelo próprio mercado. Segundo o ministro, há setores “procurando cabelo em ovo” e tentando associar falhas pontuais a questões políticas. “Isso é síndrome de vira-lata: achar que tudo o que funciona bem precisa estar lá fora”, afirmou.
A posição de Sabino expõe o paradoxo vivido pelo ministro: enquanto mantém prestígio no governo – reforçado pela presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo – enfrenta isolamento crescente dentro do partido e a possibilidade concreta de expulsão. Ainda assim, ele diz apostar na força do cargo e na centralidade da COP-30 para sustentar sua trajetória política. No centro da disputa, a frase que repetiu várias vezes resume o momento e evidencia o racha com sua própria legenda: “Não devo nada para ninguém”.
Estará se aproveirando e exagerando da “sabinoria”?
Recado para os distraídos:
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) saiu do Brasil de forma irregular. Reportagem publicada pelo site PlatôBR mostrou o parlamentar com sua esposa em um condomínio de luxo em Miami, nos Estados Unidos. Fontes ligadas à investigação afirmam que o deputado saiu do país clandestinamente. (247)
José Luis
Aumenta descrédito de Barba externamente
Como não teria dado certo tentar fazer da FLOP30 apenas um caça-níquel internacional, Barba já se lançou, mais do que de repente, na nova panaceia do “Mapa do Caminho”, com o aparente objetivo de remediar a tentativa ora fracassada de arrecadar em nível planetário.
Que Sabino continue assim.
Vamos ver o que ocorrerá nas eleições de 2026.
Não vejo ” lógica e bom senso ” algum dos líderes do partido ” União Brasil ” do ministro do Turismo , Celso Sabino , força-lo a abandonar o cargo que ocupa á vésperas do inicio da ” COP-30 ” , um evento internacional de tamanha magnitude por picuinhas políticas , sabendo-se de antemão que ele é uma das peças chave , para o bom andamento do evento COP-30 , por outro lado , até hoje não li ou ouvi os líderes do União Brasil , sugerirem a expulsão de seus quadros um de seus pares , por roubo e corrupção .
“Cop 30”, em:
https://www.facebook.com/share/v/16YVXYWCDc/