Quem pedia uma nova ditadura militar vai ganhar uma democracia militar

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Charge do Thiago (Arquivo Google)

Carlos Newton

Tenho dúvidas de que Deus seja brasileiro, mas considero absolutamente compreensível que escreva certo por linhas tortas. Basta conferir o que está acontecendo agora no Brasil. Depois do mensalão, do petrolão, do impeachment e da ascensão de um governo formado quase que exclusivamente por corruptos (Temer, Padilha, Moreira, Gedell, Renan, Barbalho & Cia), uma enorme parcela da sociedade começou a defender a necessidade de uma intervenção militar não prevista na Constituição. Ou seja, exigiam um novo golpe, e o faziam abertamente, sem temer a Lei de Segurança Nacional.

Aqui na “Tribuna da Internet”, essa tese do novo regime de exceção ganhou adeptos entusiasmados, que alinhavam estranhos argumentos, alegando que seria uma intervenção apenas durante algum tempo, para clarear a situação, e depois os militares devolveriam o poder aos civis, como se fosse possível uma bobagem dessas.

FENÔMENO BOLSONARO – O certo é que, com a aproximação das eleições, houve o crescimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, e tudo mudou. O movimento a favor do golpe militar foi arrefecendo à proporção que aumentava a viabilidade da candidatura do deputado-capitão, que percorria incansavelmente o interior do país, conquistando apoio local para implantar outdoors nas estradas.

Em março de 2016, quando anunciou sua pré-candidatura, era filiado ao Partido Social Cristão (PSC), mas já sabia que não lhe dariam a legenda para disputar a eleição e teria de se filiar a outro partido.

Apareceu o PEN, que para homenagear Bolsonaro até trocou de nome, passando a se chamar Patriotas. Mas o candidato acabou se desentendendo com os dirigentes e não se filiou. Continuou a campanha sozinho, até iniciar as negociações com outro partido nanico, o PSL.

A MENSAGEM – O partido nem interessava a Bolsonaro, porque o importante era a mensagem de mudanças. Manteve a rotina das viagens pelo país e sua aceitação foi crescendo, de forma espantosa.

Agora, Bolsonaro se prepara para chegar ao poder e traz consigo um grupo de oficiais-generais, que o ajudaram a montar o governo. Ou seja, quem defendia um golpe militar será atendido com um governo militarista, mas eleito democraticamente, vejam como Deus escreve certo com as linhas tortas.

Pessoalmente, o editor da TI continua achando que Bolsonaro é um idiota completo, mas tem condições de fazer um grande governo, se for bem assessorado. Se isso acontecer, prometo que passaremos a classificá-lo de o idiota que deu certo e foi conduzido por divinas linhas tortas, como as usadas genialmente por Garrincha.

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P.S.
Para evitar que a quadrilha petista volte ao poder, qualquer candidato serve. Até o Tiririca, porque a gente sabe que pior não fica. (C.N.)

 

Eleito deputado, general propõe impeachment e prisão de ministros do STF

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Gilmar Mendes é o principal alvo do general-deputado

Pedro do Coutto

A matéria foi publicada na página 8 da edição de ontem de O Estado de São Paulo. O general Eliezer Girão Monteiro Filho, eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte, está defendendo impeachment e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham beneficiado com despachos irregulares os acusados de corrupção. O general citou como exemplo a libertação do ex-deputado José Dirceu e os ex-governadores Beto Richa e Marconi Perillo.

Destacou o deputado eleito que “não pode haver negociação com quem se vendeu”. E sua declaração inclui a responsabilidade do Senado Federal como árbitro do impeachment.

SETA LANÇADA – O fato chama atenção pelo inusitado da iniciativa, e também pela direção a quem se dirige a seta lançada. O episódio, importante em si, no sentido direto, traduz uma dificuldade de relacionamento que deve marcar as decisões parlamentares e as decisões da Corte Suprema.

Pode se argumentar que esta iniciativa seja uma ruptura da independência entre os Poderes, já que na história da República é praticamente impossível encontrar-se outro exemplo. Contudo, deixa assinalada uma atmosfera bastante densa que vai se verificar ao longo do provável governo Jair Bolsonaro.

Essa atmosfera inclui reflexos do pensamento, certamente, de alguns setores militares que estão formando a corrente do sucessor do presidente Michel Temer. São formas de agir que revelam modos de pensar bastante diverso.

PENA DE PRISÃO – O general deputado propõe até a prisão dos ministros que considera como bases voltadas para a liberação de acusados. Parece difícil que a iniciativa do novo parlamentar seja levada adiante pelo Senado, que já sentou em cima de diversos pedidos de impeachment de ministros do STF, especialmente Gilmar Mendes. Até porque criaria um fato sem precedentes no cenário nacional. Mas indica uma predisposição da qual Eliezer Girão não será o único defensor.

Imagine-se, por exemplo, se a Câmara ou o Senado Federal decide rejeitar um projetou ou emenda de bons propósitos apresentada por Bolsonaro. Qual o tipo de reação que tal episódio poderá acarretar? Por isso, digo eu, é que uma dificuldade de entendimento vai se impor essencialmente pelo menos na primeira fase do próximo governo. Dificuldades encontram-se à vista.

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BANCOS QUEREM RESTRINGIR USO DO DINHEIRO VIVO

Reportagem de Talita Moreira, edição de ontem do Valor, destaca o fato de os grandes bancos passarem a defender a restrição do uso de dinheiro em espécie como forma de bloqueio à circulação de moeda em espécie. A Federal Brasileira de Bancos defende esse tipo de controle e constrói uma ponte entre a transação financeira e sua origem. O presidente da Febraban , Murilo Portugal, relacionou os motivos que convergem para a ideia.

Acrescenta a matéria que o próprio Banco Central planeja realizar consulta pública sobre a ideia defendida pela Federação dos Bancos.

Temer recebeu R$ 5,9 milhões em propina do setor portuário, revela a PF

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E Temer continua a ser chamado de “Excelentíssimo”…

Aguirre Talento e Bela Megale
O Globo

O presidente Michel Temer recebeu diretamente R$ 5,9 milhões em propina do setor portuário, de acordo com o relatório da Polícia Federal (PF). Os pagamentos teriam sido feitos entre 2000 e 2014. A PF diz ainda que Temer captou também junto a empresas do setor R$ 17 milhões em doações para seu grupo político.  O relatório indiciou o emedebista por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa do presidente argumenta que o indiciamento é ilegal e pede ao STF a anulação.

Segundo o relatório policial, R$ 2,4 milhões foram pagos pela Rodrimar, do porto de Santos,  entre 2000 e 2010, para uma empresa de fachada ligada ao coronel João Baptista Lima, amigo de longa data de Michel Temer e seu operador financeiro. Outros R$ 2 milhões foram doações oficiais da JBS para Michel Temer por causa de questões envolvendo um terminal portuário em Santos, em 2014. A PF ainda cita o pagamento de R$ 500 mil por meio de doações oficiais do grupo Libra e R$ 1 milhão entregues em espécie pelo grupo J&F, dono da JBS, para o coronel Lima cujo destinatário final era Michel Temer, todos em 2014.

A FILHA, TAMBÉM – Além de indiciar Temer, a PF indiciou sua filha Maristela por lavagem de dinheiro e imputou crimes aos seguintes investigados: Rodrigo da Rocha Loures (corrupção passiva e organização criminosa), Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar (corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa), Ricardo Mesquita, ex-diretor da Rodrimar (corrupção ativa), Gonçalo Torrealba, dono do grupo Libra (corrupção ativa e lavagem de dinheiro), coronel Lima (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa), Carlos Alberto Costa, sócio do coronel (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa), Almir Martins Ferreira, contador do coronel que operava empresa de fachada (lavagem de dinheiro), Carlos Alberto Costa Filho (lavagem de dinheiro) e Maria Rita Fratezi, mulher do coronel Lima (lavagem de dinheiro).

A investigação, que durou 13 meses, tem como base um decreto assinado por Temer no ano passado que prorrogou e estendeu os prazos de concessão de áreas públicas às empresas portuárias. A PF aponta que Temer recebeu propina pela edição do decreto e diz que ele atendeu aos interesses do setor com o objetivo de continuar mantendo influência e recebendo propina.

DIZ A DENÚNCIA – “Neste sentido, mesmo com tantos dispositivos contestados quanto à sua legalidade e favoráveis às empresas beneficiadas, o novo Decreto dos Portos visou não apenas servir de contrapartida política e ato oficial do Excelentíssimo Senhor Presidente da República para horar compromissos com um setor do qual se beneficiou com recebimento de recursos indevidos durante quase 20 anos, sendo possível acreditar, levando-se em consideração o histórico de acusações que recaem sobre o Senhor Presidente, que o Decreto questionado poderia permitir um novo período de influência no setor portuário pelo investigado Michel Temer e seus aliados políticos”, diz o relatório, assinado pelo delegado Cleyber Malta Lopes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO mais engraçado é que a Polícia Federal, ao se referir a um criminoso vulgar como Michel Temer, chama esse meliante de “Excelentíssimo Senhor Presidente da República”. Sinceramente… (C.N.)

Produtores pedem a Bolsonaro posse de arma em áreas rurais e urbanas

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Galvan diz que fazendeiros precisam defender suas terras

Deu em O Tempo
Estadão Conteúdo)

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) – uma das maiores do agronegócio brasileiro – apresentou as suas reivindicações ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro O documento, que possui uma série de solicitações sobre questões ambientais, fundiárias, logística e de segurança, pede mudanças drásticas em itens que, necessariamente, teriam de passar por amplas discussões no Congresso para serem levados adiante.

Os produtores de soja, principal produto de exportação do País, querem que Bolsonaro garanta a posse de armas nas propriedades rurais, acabe com o licenciamento ambiental de atividade realizadas nessas propriedades, impeça a ampliação de terras indígenas, apoie políticas de negociação bilateral com a China e crie linhas que permitam aos produtores repactuar dívidas não bancárias com agentes de financiamento rural.

URGÊNCIA – “Todos os problemas são urgentes, mas eu acredito que a questão da insegurança é a pior para nós. Ninguém aguenta mais essa banalização. Está na hora das pessoas terem suas armas, sim”, diz Antonio Galvan, presidente da Aprosoja no Mato Grosso e vice-presidente da associação no Brasil.

“Hoje entram na sua casa e te matam. Se o bandido souber que a pessoa pode ter uma arma em casa, isso já inibe o assalto. Então, tem de ser liberado o quanto antes, e para qualquer propriedade, seja rural ou urbana.”

LICENCIAMENTO – Do lado ambiental, a Aprosoja pede o fim do licenciamento para atividades tocadas em propriedades rurais. Se alguma licença for necessária, que seja concedida “de forma digital automática e online, bastando declaração do proprietário rural”. Querem ainda que não sejam mais impostas moratórias (acordos) e exigências para a produção, ações que, segundo o setor, seriam “impostas de forma recorrente por ONGs”.

Outro ponto polêmico diz respeito à questão fundiária. O agro quer que a demarcação de novas terras indígenas só ocorra em situações em que a terra tenha presença de índios após a data de promulgação da Constituição de 1988, ou seja, leve em conta o chamado “marco temporal”. Os produtores pedem que seja proibida a ampliação de terras indígenas já demarcadas e que seja considerado “ato criminoso a invasão de propriedade rural com intuito de promover a expropriação”.

EXPORTAÇÕES – Sobre ações econômicas e outros incentivos, o setor reivindica uma “política externa de negociação bilateral com a China e a repactuação de dívidas rurais”.

Na terça-feira (16) o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, disse que não acredita que, caso Bolsonaro seja eleito presidente, venha a adotar uma postura de negociação com os chineses que prejudique as exportações de soja do Brasil.

PF revela envolvimento de procurador com Rocha Loures, o “homem da mala”

Ex-presidente Dilma Rousseff e Alexandre Camanho

O procurador também era íntimo de Dilma Rousseff

Letícia Casado e Camila Mattoso
Folha

Braço direito da procuradora-geral Raquel Dodge, o secretário-geral da PGR Alexandre Camanho atuou junto a Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Michel Temer, para se aproximar do presidente e comemorou a indicação de Sarney Filho para o Ministério do Meio Ambiente antes mesmo de Dilma Rousseff sofrer impeachment. O ex-assessor de Temer foi filmado em abril do ano passado recebendo uma mala com R$ 500 mil de um executivo da J&F, que controla a JBS.

Os diálogos entre Camanho e Rocha Loures estão descritos no relatório da Polícia Federal sobre o inquérito dos portos, no qual Temer e outras dez pessoas, incluindo seu ex-assessor, foram indiciados por corrupção, entre outros crimes.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – As conversas mostram que a relação entre eles era próxima e que Camanho tentou emplacar um nome para o Ministério da Justiça e pediu reunião fora do Planalto, para evitar exposição. Os diálogos ocorreram antes da gestão de Dodge na PGR. E em 16 de abril de 2016, o procurador afirmou que tinha “coisas importantes para dizer” a Rocha Loures.

Os investigadores destacam um diálogo entre eles datado de 29 de abril de 2016 no qual Camanho demonstra para Rocha Loures contentamento na indicação de Sarney Filho para Ministério do Meio Ambiente. “No diálogo, Camanho ainda fala que Sarney Filho é ‘um bom amigo e verdadeiramente engajado’”, informa o relatório.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA – Segundo a PF, Camanho e Rocha Loures trataram também sobre uma indicação para o Ministério da Justiça em um governo Temer também antes do afastamento de Dilma. Em 5 de maio de 2016, Camanho se colocou à disposição para uma “sondagem preliminar” com o “indicado” por ele para o Ministério da Justiça, afirmam os investigadores.

“Da conversa de ontem pensei: pq não chamar Francisco Rezek para a Justiça? Duas vezes ministro do STF, presidente do TSE, juiz da Corte da Haia, ministro das Relações Exteriores, doutor pela Sorbonne, procurador da República”, escreveu Camanho. “Se o presidente quiser, posso fazer uma sondagem preliminar, para que ele não corra riscos. Fui assessor dele no STF e somos amigos pessoais”, acrescentou o procurador.

FAVOR AGUARDAR – “Ótima sugestão! Falarei com ele e te aviso apôs almoço. Favor aguardar”, respondeu Rocha Loures. As conversas mostram ainda que em 11 de maio de 2016 Camanho tentou intermediar uma reunião entre os procuradores da Lava Jato e o presidente Temer em Brasília.

“Estou com os meninos da Lava Jato. O presidente quereria vê-los?”, escreveu Camanho. Os procuradores não se encontraram com Temer, mas Rocha Loures foi ao encontro do grupo.

No dia seguinte, Camanho e o atual presidente da ANPR, José Robalinho, foram a uma reunião com Temer no Palácio do Jaburu. “Segundo informações veiculadas na mídia, Alexandre Camanho teria encontrado com Michel Temer para tratar de assuntos relacionados à sucessão na Procuradoria-Geral da República”, diz o documento.

DIÁLOGOS – Naquela época, Dilma ainda não havia sido afastada pelo Senado, o que só ocorreu em 12 de maio de 2016. Sarney Filho assumiu o Meio Ambiente e Temer nomeou Alexandre de Moraes para a Justiça.

A PF destaca dois diálogos de Camanho com Rocha Loures depois que Temer assumiu a Presidência. Em 25 de maio de 2016, Camanho “aparenta urgência em falar com o presidente ao final do dia”, diz a Rocha Loures que estava indo conversar com Zequinha e que teria “muitas coisas que precisa levar ao conhecimento do presidente”.

Naquele dia, o ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) homologou a delação de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, que “envolvia membros do antigo PMDB, inclusive conversas do ex-senador José Sarney —pai de Zequinha Sarney”.

VANTAGENS ILÍCITAS – Machado entregou à PGR uma planilha com valores e datas na qual aponta irregularidades por parte de parlamentares, incluindo Sarney Filho. Segundo Machado, ele teria recebido R$ 400 mil como “vantagens ilícitas em doações oficiais” no ano de 2010.

“Após 5 (cinco) dias da conversa anterior, em 30/05/2016, Alexandre Camanho volta a dizer que tem urgência em falar assunto importante com Rocha Loures, mas pede para o encontro ocorrer fora do Palácio do Planalto, pois alega que se fosse no Palácio ‘seria muito expositivo’”, informa o documento.

“Resta frisar que somente a partir dos diálogos tratados não é possível chegar a qualquer conclusão sobre o resultado dos encontros entre Rocha Loures e o procurador regional Alexandre Camanho, bem como eventuais temas tratados”, ressaltam os investigadores.

“PRESIDENTE” – No relatório, a PF informa que ainda no fim do primeiro governo de Dilma Rousseff, Camanho, que estava à frente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), já se referia ao então Michel Temer como “presidente”.

“Estimado amigo, posso ver o presidente na semana que vem?”, escreveu Camanho a Rocha Loures em fevereiro de 2014. Nesta troca de mensagens não há resposta, e em março, Camanho envia: “Estimado amigo, alguma perspectiva?”, ao que Rocha Loures responde “Alexandre confirmo horário até amanhã Abs.”.

Dois anos depois e após ter deixado suas funções na ANPR, Camanho continuou as tratativas com Rocha Loures, segundo a PF. De acordo com a assessoria da PGR, Camanho informou que estabeleceu um contato com o então vice-presidente enquanto presidia a ANPR por questões típicas da associação e suas pautas corporativas. Mas o diálogo continuou mesmo depois que ele deixou a associação e as conversas relatadas são absolutamente normais, informou a PGR.

Não há mais restrições e agora Bolsonaro representa mesmo os militares

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Daniela Lima
Folha/Painel

A ascensão de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida eleitoral e a perspectiva de que ele está perto da vitória minaram as resistências ao presidenciável na cúpula das Forças Armadas. Se antes era comum fardados de alta patente afirmarem que o deputado tinha mais tempo de Câmara do que de Exército, sendo, portanto, mais político do que militar, hoje muitos o chamam em conversas privadas de “nosso candidato”. Alguma desconfiança ainda perpassa a Aeronáutica, mas é só.

Políticos que acompanham o universo dos militares apontam dois fatores determinantes: o fato de ser o PT do outro lado do balcão – sigla pela qual as Forças não nutrem qualquer simpatia – e a possibilidade cada vez mais palpável de ver dois quadros forjados no Exército voltarem ao poder pelo voto. Entre generais da reserva o apoio é explícito. Os da ativa não tratam do assunto publicamente. Repetem o discurso de que as Forças não têm preferência política e nem candidato.

CID GOMES –  Pessoas próximas a Bolsonaro comemoraram o desabafo e os insultos que Cid Gomes (PDT-CE) disparou a petistas na noite de segunda-feira (dia (15). Disseram que o irmão de Ciro marcou dois gols contra em uma mesma partida, entregando ao PSL um presente pronto para desembrulhar.

A campanha de Bolsonaro levou a fala de Cid ao horário eleitoral. A ação do pedetista contra o uso de sua imagem na propaganda só foi impetrada depois de a peça ter sido exibida na TV e no rádio.

Aliados do candidato do PSL projetam um número maior de votos nulos e abstenções no segundo turno, o que elevaria o patamar de votos válidos de Bolsonaro a um índice superior ao indicado pelas pesquisas até agora, que é de 59%.

LEMBRA DE MIM? – O temor de que Jair Bolsonaro ganhe mais terreno no Nordeste e entre os eleitores mais pobres fez com que Fernando Haddad (PT) fosse orientado a voltar a fazer campanha nas ruas na reta final da disputa.

Petistas que conversaram com gente que visitou Lula na carceragem da Polícia Federal, na segunda (15), dizem que o ex-presidente enviou mensagem otimista. Teria afirmado que “duas semanas em campanha eleitoral é uma eternidade”. Uma ala do PT, porém, já dá a causa como praticamente perdida. Não faltam críticas às divisões internas do partido e a integrantes da elite, que aderiu em maioria a Bolsonaro. “Eles são burros. Jogam dama, não xadrez. Não enxergam um palmo adiante”, protestou um dirigente da legenda.

O PT estuda levar à propaganda eleitoral depoimentos de pessoas que foram vítimas de agressões atribuídas a apoiadores de Bolsonaro. A ideia é que elas gravem vídeos pró-Haddad.

 

Eleito deputado, general defende impeachment e prisão de ministros do STF

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General deputado cita Gilmar Mendes como exemplo

Marcelo Godoy
Estado

O general Eliéser Girão Monteiro Filho, deputado eleito pelo PSL no Rio Grande do Norte, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) responsáveis pela libertação de políticos acusados de corrupção, como o ex-deputado José Dirceu (PT) e os ex-governadores do Paraná Beto Richa (PSDB) e de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Segundo ele, “o impeachment de vários ministros” se insere em um “plano de moralização das instituições da República”.

“Não tem negociação com quem se vendeu para o mecanismo”, escreveu em sua conta no Twitter, em referência à série da Netflix sobre a Lava Jato. “Destituição e prisão”, completou.

É ISSO MESMO – Ao ser questionado pelo Estadão, o general ratificou o disse: “É isso. O Senado tem de cumprir o papel dele.” O impeachment de ministros do Supremo deve ser votado pelo Senado e aprovado por dois terços da Casa. Ele é possível em caso de crime de responsabilidade, como proferir julgamento quando suspeito na causa ou exercer atividade político-partidária.

Girão é um dos dois generais eleitos para a Câmara pelo PSL de Jair Bolsonaro. Teve 86 mil votos no Rio Grande do Norte. É da turma de 1976 (Tuma 31 de Março) da Academia Militar das Agulhas Negras e é próximo ao general Augusto Heleno Pereira. Girão passou para a reserva em 2009 em protesto à retirada de fazendeiros da área da reserva indígena de Raposa Serra do Sol, em Roraima. O “Brasil é um país onde a lei tem de ser respeitada por todos. Só porque alguém é presidente, ele deve responder apenas quando deixa a Presidência?”, questionou. Em seguida, disse que se referia ao presidente Michel Temer.

GILMAR MENDES – O militar citou ainda os casos dos ex-governadores tucanos soltos recentemente por decisão do ministro Gilmar Mendes (STF). “Aí o cara é solto pelo ministro do Supremo. E você sabe que não manda soltar por acaso”, disse. Ele defendeu ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato, seja retirado de sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, e enviado para um presídio comum.

Também defendeu classificar as invasões de terras e propriedades urbanas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra como crime de “terrorismo”. “O (João Pedro) Stédile (líder do MST) foi recebido por Lula no Planalto e advogou a desobediência civil. Se eu estivesse lá, dava voz de prisão para esse cara.” O general disse que o País precisa voltar a ser uma “democracia plena, com a independência dos poderes para que as leis sejam cumpridas”. Para ele, a moralização deve “começar pelo Congresso”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO general-deputado tem toda razão. É intolerável, inexplicável e insuportável a presença de “juristas” como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Estes três, pelo menos, deveriam sofrer impeachment e serem trancafiados junto com os criminosos que soltaram ilegalmente. (C.N.)

De volta para o futuro, Haddad ataca as “zelites” pelo apoio a Bolsonaro

Candidato Fernando Haddad em entrevista para a agência AFP (NELSON ALMEIDA / AFP) Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Haddad repete o bordão que Lula costumava usar

Sérgio Roxo
O Globo

As declarações do senador eleito Cid Gomes (PDT) praticamente enterraram as esperanças de Fernando Haddad (PT) de montar uma frente em torno de sua candidatura no segundo turno da disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (PSL). Sem a possibilidade de ampliar o arco de alianças, os petistas decidiram se voltar para os eleitores mais pobres, historicamente simpáticos ao ex-presidente Lula e que migraram para o adversário. Nesta terça-feira, o presidenciável retomou o discurso petista de ataques às elites.

Diante do impacto negativo das declarações de Cid, logo na manhã desta terça-feira, Haddad convocou uma reunião com o senador eleito Jaques Wagner, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Rui Falcão, entre outros, para definir uma forma de reação. Foi acertado que a campanha intensificará ações nas periferias, com carros de som e atividades por parlamentares.

CONTRA AS ELITES – Como uma tentativa de não enfrentar isolamento, Haddad decidiu participar, durante a tarde, de uma encontro promovido pelos frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúne movimentos sociais como a CUT, o MST e o MTST. No evento, Haddad acusou a elite brasileira de apoiar Bolsonaro para se contrapor à classe trabalhadora:

— O significado da elite estar aliada a esse candidato (Bolsonaro) é que ela está disposta a tudo para vencer o povo e a classe trabalhadora.

O petista afirmou que apoiaria, “talvez com dor no coração”, qualquer candidato que enfrentasse Bolsonaro num segundo turno. “A nossa elite, ao contrário, está disposta a apoiar qualquer candidato para evitar a retomada de um projeto de desenvolvimento com inclusão social, que é que nós estávamos até o golpe (impeachment da presidente Dilma Rousseff) — afirmou o candidato, que tentou passar otimismo aos presentes ao dizer que quando foi eleito prefeito de São Paulo, em 2012, também aparecia atrás nas pesquisas.

RECADO AOS GOMES – O candidato mandou ainda recado para Ciro Gomes e seu irmão Cid ao elogiar a sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), e o candidato derrotado, no primeiro turno, do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, que estava presente, por terem se posicionado na disputa eleitoral. Comparou a atitude da dupla com o apoio dado por Leonel Brizola, figura histórica do PDT de Ciro Gomes, e por Mário Covas (PSDB) e Miguel Arraes (PSB) a Lula no segundo turno contra Fernando Collor, em 1989.

— Sem pedir nada em termos pessoais ou partidários, vocês colocaram os interesses nacionais e democráticos acima de qualquer outro interesse – disse a Manuela e Boulos.

CRÍTICAS DE CID – Em evento de apoio a Haddad na noite desta segunda-feira em Fortaleza, Cid cobrou um pedido de desculpas do PT pelas “besteiras que fizeram” e disse que que o partido “criou” Bolsonaro.

Reservadamente, os petistas reconhecem que a “frente democrática” dificilmente se consolidará. Jaques Wagner, responsável pela articulação política da candidatura, até negou que a campanha tenha esse objetivo, ao contrário do que vinha sendo propagada pelo presidenciável e seus aliados.

— A gente quer ampliar com a sociedade. A gente conversa com todo mundo, mas não tem ideia de frente — afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Inventada por Lula da Silva, essa desculpa de culpar as “zelites” já está fora de época, mas Haddad resolveu recorrer a esse expediente, porque sua campanha já entrou numa fase de volta ao futuro, digamos assim. (C.N.)

Saiba o que Jair Bolsonaro precisar fazer logo no início do seu mandato

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Bolsonaro vai ter muita dor de cabeça pela frente

Jorge Béja

Se for eleito presidente da República – e as pesquisas dizem que sim – Jair Bolsonaro, logo nos primeiros dias de Janeiro de 2019, vai  agir com firmeza, determinação e sempre de acordo com a Constituição Federal. O começo da limpeza nacional exige atitudes de força e poder, no limite do que é justo, perfeito e necessário para o bem do país e do povo brasileiro. Temos aqui três antecipadas medidas cujas possibilidades de virem acontecer – caso não todas, pelo menos uma ou duas – são de 95%, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

1) A ruptura das relações diplomáticas com o governo de Nicolás Maduro, da Venezuela. Bolsonaro expulsa o embaixador venezuelano em Brasília, fecha a embaixada e os consulados brasileiros naquele país e chama de volta o embaixador e todo o corpo diplomático. Tudo isso sem prejuízo do acolhimento dos venezuelanos que buscam refúgio no Brasil, tanto os que entre nós já se encontram quanto os que ainda decidam vir para o cá. Seria incoerente Bolsonaro presidente e o Brasil com relações diplomáticas mantidas com a Venezuela. Se tanto acontecer, ou seja, se o rompimento das relações não se der, Bolsonaro dá seu primeiro passo em falso como presidente do Brasil.

2) A determinação à Advocacia-Geral da União (AGU) para que ingresse na Justiça com as ações indenizatórias contra os ex-presidentes Lula e Dilma, cobrando a restituição aos cofres públicos federais dos bilhões (fala-se em mais de 400 bilhões) que os dois autorizaram o BNDES a entregar a governos ditatoriais para a construção de obras em seus países, tudo com o dinheiro do povo brasileiro, sem que até hoje os valores tenham sido devolvidos pelos países beneficiários.

EIS AS OBRAS – Porto de Mariel (Cuba); Hidrorelétrica de San Francisco (Equador); Hidroelétrica de Manduriacu (Equador);  Hidroelétrica de Chaglia (Peru); Metrô da Cidade do Panamá (Panamá); Autopista Madden-Colón (Panamá); Aqueduto de Chaco (Argentina); Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina); Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela); Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela); Barragem de Maamba (Moçambique); Aeroporto de Nacala (Moçambique); BRT da capital Maputo (Moçambique); Hidroelétrica de Tumarín (Nicarágua); Projeto Hacia el Norte-Rurrenabsque-El-Chorro (Bolívia); Exportação de 127 ônibus (Colômbia); Exportação de 20 aviões (Argentina); Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru); Renovação da rede de gasoduto em Montevidéu (Uruguai); Via Expressa Luanda/Kifangondo. E ainda existem mais de 3.000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014….

TEMER, TAMBÉM – E não seria exagero de Bolonaro presidente ordenar que seja incluído também, como réu co-responsável, Michel Temer, por ter ocupado a presidência e não ter agido. A responsabilidade civil administrativa inclui também os atos omissivo (não praticados, mas lesivos, “culpa in omittendo”) e não apenas os comissivos (praticados, lesivos, “culpa in faciendo ou in cutodiendo”).

3) A cassação da licença que o governo concedeu à Samarco. Nem é preciso escrever e relembrar aqui as razões. Todos sabem. O mundo viu o que aconteceu. Dilma e Temer cruzaram os braços. E nada fizeram, quando deveriam tudo fazer.

“As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra” (Constituição Federal, artigo 176).

Pronto, todo aquele subsolo explorado pela Samarco (leia-se Vale S/A e BHP Biliton Brasil Limitada) é da União. É do povo brasileiro. Apenas o produto da lavra passa a ser de propriedade, no caso da concessionária Samarco, única responsável pelo desastre.

A Samarco explorou e ficou com a fabuloso lucro e por sua culpa, cobriu parte do território brasileiro de lama, matando, ferindo e destruindo histórias de vidas de pessoas, povos e cidades! E mais: “A propriedade mineral submete-se ao regime de domínio público, ficando a mineradora concessionária com o produto da lavra e jamais proprietária da jazida” conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento no Recurso Extraordinário n. 140.254, julgado em 5.12.1995, Relator Min. Celso de Mello, Diário da Justiça de 06.06.1997. 

Para esconder a bolsa de colostomia, Bolsonaro teve de mudar seu figurino

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Bolsonaro passou a só vestir jaquetas largas e escuras

Deu na Folha

Desde que deixou o hospital Albert Einstein no dia 29 de setembro, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) adotou um novo figurino. As camisas sociais claras foram trocadas por camisetas e jaquetas esportivas, preferencialmente de cores escuras. Essas opções são adotadas especialmente para os momentos em que o capitão reformado do Exército tem atividades fora de sua casa, no Rio de Janeiro.

A decisão está relacionada ao fato de ele ainda estar com uma bolsa de colostomia. Para disfarçar o objeto, que fica colado ao corpo e faz a coleta de fezes e gases, ele passou a vestir peças com cores escuras, como preto e azul marinho.

INCÔMODO – Como a bolsa gera desconforto e incômodo, o candidato adotou modelos mais confortáveis, preferindo tecidos mais grossos e menos colados ao corpo.

Bolsonaro tem demonstrado desconforto em alguns momentos ao se deslocar e ter contato com o público. Ao sentar-se no carro ou deixar o veículo, ele faz cara de dor em alguns momentos.

Ele se queixou de dor ao ser esbarrado no domingo (dia 7), quando saiu de casa pela primeira vez para votar, no Rio. Aliados contam que um esbarrão na bolsa provocou dor.

FIM DO REPOUSO – São frequentes as vezes que amigos e políticos chegam em sua casa e, mesmo com horário marcado para visita, são informados pelos porteiros de que precisam aguardar o fim do repouso de Bolsonaro.

Ele passará por nova avaliação médica na quinta-feira (dia 18), quando a equipe do Albert Einstein vem ao Rio para realização de exames. A expectativa é de que, mesmo com a bolsa, ele seja liberado para algumas atividades de campanha.

Inicialmente, o plano era de que ele mesmo fosse a São Paulo. Contudo, a necessidade de escolta da Polícia Federal e o estado frágil de saúde do candidato, mudou os planos.

NOVA AVALIAÇÃO – Ele deve fazer exames de imagem com uso de aparelhos portáteis que serão trazidos pelos médicos.  Uma nova avaliação de seu peso e do ganho de massa magra também deve ser feita.

Segundo os profissionais de saúde, ele precisa recuperar a estrutura muscular. Desde que sofreu o atentado, Bolsonaro perdeu 15 kg.

Há uma terceira cirurgia programada para o presidenciável para a retirada da bolsa de colostomia. Segundo os médicos, isso só poderá ser feito a partir de 12 de dezembro, quando são completados três meses desde a última operação à qual foi submetido.

Helio Fernandes completa 98 anos e continua escrevendo como nunca

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Helio Fernandes, um fenômeno de lucidez aos 98 anos

Carlos Newton

Helio Fernandes, decano dos jornalistas mundiais, completa hoje 98 anos e continua em plena forma, escrevendo artigos diários, que são publicados em seu blog e no site Tribuna da Imprensa Sindical, de Daniel Mazola. Com o vigor de sempre, na coluna de hoje Helio Fernandes aborda determinadas características da vida de Jair Bolsonaro que passam despercebidos pela imprensa.

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BOLSONARO TEM TUDO PARA FAZER UM GOVERNO
DESALINHADO, COMO SUA ESTRANHA VIDA FAMILIAR

Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa Sindical

A comparação é obrigatória e nada surpreendente. Nos dois casos, a vida particular e o exercício da vida pública, ele é o personagem principal. E pela personalidade violenta, sem controle e totalmente inusitada, está sempre em contradição.

Está no terceiro casamento. Não mantém relacionamento com as duas primeiras mulheres, apesar de ter tido 4 filhos com elas. Com eles, confessou, o comportamento é fácil e maravilhoso. “Podemos até falar palavrões”, que deve ser o máximo da intimidade, para um homem com a sua educação e formação.

VASECTOMIA – Aí, tomou uma providência, que eu não conhecia ninguém que tivesse feito: vasectomia. E para completar e complementar a contradição em que vive, revelou: “Fui ao HCE (Hospital Central do Exercito, excelente, já estive preso lá, não estava doente, só queriam me tirar da circulação), fiz outra cirurgia que anulou a vasectomia”.

Motivo: se apaixonou por uma moça que já tinha uma filha, casou com ela, queria ter um filho com ela. Em suas próprias palavras, “deu uma fraquejada” e teve uma filha.  Como tudo o que está aqui, foi revelado por ele, contou: “Isso mudou minha vida, tenho uma filha e uma enteada”. Imaginem o que um homem que faz tudo isso apenas em casa mudando espantosamente a própria família, pode fazer, modificando milhões de famílias, se for presidente.

A eleição está quase no fim e o PT ainda não entende por que está perdendo

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Charge do Miguel (O Povo-CE)

Percival Puggina

Haddad está atrapalhadíssimo. Os marqueteiros do partido fizeram desabar sobre Bolsonaro três adjetivos que deveriam condená-lo à morte política por inanição de votos. Verdadeiro corte da fonte de suprimentos. Nos últimos meses, multidão de militantes, comunicadores, professores, intelectuais foi orientada a etiquetá-lo como machista, racista e homofóbico. A previsão era de que isso o fizesse definhar mais do que facada no ventre e sopa de canudinho no hospital. Pois apesar da carga cerrada, a mais recente pesquisa do Ibope mostrou que o candidato do PSL o supera em votos entre as mulheres (46% a 40%), entre os negros (47% a 41%) e provavelmente também entre os gays, mas isso não dá para saber. É informação difícil de buscar.

Ventríloquo – Haddad, então, não conhece seu adversário nem seus eleitores e já não sabe quem é. Por tanto tempo foi boneco de ventríloquo do Lula presidiário que quis continuar a usar a máscara com a face do chefe mesmo depois de ungido candidato a presidente.

Aceitou ser chamado de “Poste” e – é claro – passou a ser tratado como tal. Haddad topava todas as postergações e humilhações porque ali adiante havia uma porta da felicidade que franqueava para os palácios presidenciais de Brasília. E tudo vale a pena, também quando a alma é pequena.

E AS PESQUISAS… – Ademais, as pesquisas, enganosas como são, vinham dando ao petismo a impressão de que o páreo estava corrido. Elas atribuíam a Bolsonaro um índice de rejeição incompatível com vitória eleitoral. Num segundo turno perderia para todos, incluído ele, Haddad. Bastava levar o adversário a um novo round e o PT voltaria às delícias do sítio de Atibaia da Praça dos Três Poderes.

O eleitor brasileiro, no entanto, “problematizou” a situação e “desconstruiu” essa narrativa, como diria um petista treinado nos ardis da novilíngua. O PT ficou reduzido a um único grande eleitor, o Lula. Nestes últimos dias, então, o atrapalhado Haddad descalçou o Lula; suprimiu a estrela, o PT e o PCdoB; fez desaparecer o vermelho.

Adotou as cores da bandeira e ficou com jeito de “coxinha”. E quer porque quer debater com Bolsonaro. Valem, aqui, dois conselhos quase seculares: Não se atrapalha adversário que está errando e não se ajuda adversário que está atrapalhado.

FOI UM PARAÍSO? – Para que conceder ao adversário algo que ele tanto quer? Num debate, Haddad usará as piores estratégias. Estatísticas e calendários, desempenhos de gestão e atos de corrupção irão para o moedor das conveniências e das versões. Não vem o PT repetindo que sua gestão foi um paraíso de bem estar e prosperidade? Não alega que foi Temer quem arrastou o Brasil para o precipício? Oportunizar esse tipo de discurso? É muito difícil debater quando a honestidade intelectual fica fora do recinto.

Só para lembrar: em 1989, no primeiro turno, Collor faltou a todos os debates e no segundo foi a apenas dois; FHC, que venceu dois pleitos no primeiro turno, compareceu a apenas um evento em 1994 e em 1998 sequer houve debates; Lula não compareceu a nenhum debate no primeiro turno de 2006. Comparecer ou não é juízo de conveniência.

A campanha eleitoral vai terminar sem que o PT entenda que está perdendo esta eleição para o antipetismo em todos os segmentos da vida nacional. O petismo vive uma situação como a do samba de Vinícius e Toquinho em que o sujeito tantas fez que agora tanto faz.

Onyx anuncia que não haverá debates, devido à colostomia de Bolsonaro

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS)

“O mais importante é a saúde de Bolsonaro”, diz Onyx

Mariana Haubert e Camila Turtelli
Estadão 

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos principais aliados do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e cotado para assumir a Casa Civil em eventual vitória, reafirmou que o presidenciável não participará de debates no segundo turno das eleições 2018 com o presidenciável Fernando Haddad, do PT, e atribuiu a decisão às suas condições de saúde do deputado.

Sem meias palavras, Lorenzoni disse que uma pessoa que passa por uma colostomia “peida e fede”. Bolsonaro passou pelo procedimento cirúrgico após ter levado uma facada em um evento de campanha em setembro. Nesse caso, o paciente tem o seu intestino grosso exteriorizado e é acoplada ao paciente uma bolsa coletora de fezes.

JÁ DISSE TUDO – “Ele não deve ir. Alguém que está há três anos e meio dizendo suas ideias, suas propostas, caminhando pelo Brasil, indo a lugares que vocês (em referência aos jornalistas) não vão, mas ele foi, conquistou tudo que ele conquistou, ele tem que dizer mais o quê?”, afirmou Lorenzoni.

Questionado sobre o fato de Bolsonaro ter feito uma visita ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro nesta segunda, 15, o deputado respondeu: “Uma coisa é 20 minutos, outra coisa são duas horas”.

CUIDAR DA SAÚDE – Sobre a proposta feita pelo PT para que as regras dos debates fossem adaptadas para que Bolsonaro pudesse participar, o deputado afirmou que a discussão sobre a questão é “desumana” e que os debates televisivos atualmente não “resolvem nada”. “Acabou. O jeito normal de se fazer política no Brasil acabou. A saúde deles é prioridade para nós”.

Lorenzoni reafirmou também que o candidato não fará um governo de “toma lá, dá cá”. “É só não deixar ninguém trocar voto por lugar no governo. Não vamos aparelhar o governo. Isso todo mundo sabe”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ importante essa notícia, enviada pelo grande amigo Fallavena. A meu ver, Haddad deu sorte com o cancelamento dos debates, porque Bolsonaro não tem meias palavras e iria tratá-lo como fez  com os apresentadores da TV Globo e da GloboNews. No caso de Haddad, iria esculhambá-lo por estar num partido que montou a maior máquina de corrupção do mundo. Se Hadda não é corrupto, o que está fazendo no PT? (C.N.)

Haddad entrega hoje a carta aos evangélicos, para conter avanço de Bolsonaro

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Haddad mandou fazer o “kit gay”, mas não distribuiu

Andréia Sadi
G1 Brasília

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, escreveu uma carta nesta terça-feira (16), com a ajuda de Gilberto Carvalho, ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula, dirigida a religiosos para tentar conter o avanço do adversário Jair Bolsonaro entre evangélicos. A campanha discute o melhor momento de divulgar a carta.

Ao blog, um aliado de Haddad disse que a carta “é um recado aos cristãos contra mentiras veiculadas”, além de abordar a “trajetória do candidato em respeito a todas as religiões”.

FAKE NEWS – Haddad tem dito ser alvo de fake news nas redes sociais e pela campanha de Jair Bolsonaro, que atribui ao petista a divulgação do que ficou conhecido como “kit gay”. Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral mandou o candidato do PSL retirar esses vídeos da internet.

Segundo as últimas pesquisas, Bolsonaro tem ampla vantagem entre os religiosos, principalmente com evangélicos. Haddad tem seu melhor desempenho entre católicos mas, mesmo assim, perde para Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em O Globo, o repórter Sérgio Roxo informa que, nesta quarta-feira, Haddad terá um encontro em um hotel de São Paulo com lideranças evangélicas. A carta, em que o candidato também se comprometerá em não propor a legalização das drogas, deve ser lida no encontro. Sérgio Roxo revela também que a campanha petista se queixa que adversários têm espalhado fake news para esse segmento de eleitores. Uma delas seria a apresentação de  Haddad como responsável por distribuir nas escolas o chamado “kit gay” quando ministro da Educação. Mas acontece que ele realmente mandou fazer o tal “kit gay” e o editor da TI chegar a manusear o folheto, que foi impresso, mas nunca chegou às escolas, porque foi vetado pela Presidência, devido à reação altamente negativa. Era destinado aos alunos do ensino médio e tinha como objetivo combater a homofobia. (C.N.)

Amélia é que era a mulher de verdade, na visão de Mário Lago e Ataulfo Alves

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Lago e Ataulfo, dois grandes compositores

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O advogado, ator, radialista, poeta e letrista carioca Mário Lago (1911-2002) é autor de alguns clássicos da MPB, entre ele, “Ai Que Saudade da Amélia”, samba gravado por Ataulfo Alves, em 1941, pela Odeon, que popularizou o mito da Amélia: idealização da mulher que aceita tudo por amor, que é conformada com o destino. O samba de clima enfadonho, depressivo, melodia triste, traz um conteúdo polêmico que mobiliza os modos de comportamento ditados pela solidariedade e pelo afeto. Alguns afirmam que a intenção dos autores era fazer de Amélia um símbolo da mulher compreensiva, amiga, solidária.

AI, QUE SAUDADE DA AMÉLIA
Ataulfo Alves e Mário Lago

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: “meu filho, o que se há de fazer!”
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Bolsonaro vai governar com uma base aliada amplamente majoritária

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Charge do Angeli (Folha)

Carlos Newton

É impressionante a mudança de rumos da política brasileira. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), que tinha o maior índice de rejeição, não somente vai ganhar a eleição para presidente da República como também conseguirá formar uma base aliada amplamente majoritária, tanto na Câmara quanto no Senado. Portanto, terá condições ideais de governabilidade e facilmente conseguirá suportar a carga da oposição, que terá dificuldades até para formar Comissões Parlamentares de Inquérito.

O mais curioso é que Bolsonaro, que apoia o prosseguimento da Lava Jato e não aceita envolvimento com a corrupção, será apoiado pelos legendas mais comprometidas do Congresso, como PP, PSD, PMDB e PTB, vejam como é difícil que os analistas políticos estrangeiros entendam a política brasileira.

A OPOSIÇÃO – Agora, a grande dificuldade é identificar quem fará oposição ao novo governo. Além dos partidos de sempre (PT, PSOL e PCdoB), quem mais pretende enfrentar Bolsonaro?

O PROS, que apoiou o candidato do PT desde o primeiro turno, está mudando de lado. O deputado federal Eros Biondini (PROS-MG), eleito para o seu terceiro mandato, já gravou um vídeo declarando voto em Jair Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial. Biondini é líder católico da chamada Igreja Carismática.

Dois dias depois do primeiro turno, o PTB de Roberto Jefferson anunciou apoio a Bolsonaro. Outros partidos liberaram as bancada. O DEM está se acertando, discretamente, e o PSD já declarou apoio ao candidato favorito, pois sua característica é aderir a quem estiver no poder, não importa o partido ou a ideologia, o presidente Gilberto Kassab se mostra altamente pragmático, digamos assim.

APTO A GOVERNAR – Desde o fim da ditadura, nenhum outro presidente teve tão ampla base parlamentar. Isso significa que Bolsonaro terá facilidade para aprovar importantes mudanças. Mas nem tudo serão flores, porque haverá resistência a determinadas propostas de Paulo Guedes, que pretende transformar a Previdência num simples plano de capitalização, em que o segurado receberá frutos do que depositar.

Não será uma Previdência como a atual, que ampara o segurado e sua família em caso de doença com incapacidade temporária ou permanente. Funcionará como uma previdência privada bancária, que nada mais é do que uma aplicação financeira. Quando a pessoa se aposenta e começa a usar o dinheiro poupado, paga Imposto de Renda a cada retirada, e a poupança vai diminuindo. Se a pessoa viver muitos anos, como é moda hoje em dia, o dinheiro pode terminar antes da hora, que Deus proteja nossos velhinhos desamparados.

P.S.A reforma da previdência precisa começar pelo fim da pejotização e das falsas empresas criadas por empregados de altos salários, que assim sonegam pagamento de Imposto de Renda, INSS e FGTS e ajudam as empresas empregadoras a também sonegar. Bolsonaro já mostrou que conhece esse golpe, vamos ver como se comportará a respeito na hora da verdade. (C.N.)

Cid Gomes diz que Lula é o culpado pela derrota de Haddad e do próprio PT

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Cid Gomes desfez o sonho de Haddad ter apoio do PDT

Pedro do Coutto     

Ao participar de ato público em Fortaleza para apoiar Fernando Haddad, o senador eleito Cid Gomes atacou o ex-presidente Lula e disse que, na realidade ele tornou-se o grande culpado pela derrota do candidato a que apoia e pela derrota do próprio PT nas urnas de outubro. As afirmações de Cid Gomes dividiram os presentes ao ato, uma parte aplaudindo outra vaiando. Mas ele foi em frente. A matéria está publicada em O Globo, edição de ontem, assinada por Dimitrius Dantas.

O PT, disse Cid, devia ter pedido desculpas ao seus eleitores pelas besteiras que suas lideranças fizeram. “Ao contrário do que normalmente se espera, o ex-presidente Lula da Silva não assumiu seus próprios erros”, acrescentou. O motivo principal da revolta de Cid Gomes foi a não aceitação de qualquer acordo político em torno da candidatura de seu irmão, Ciro Gomes, porque Lula julga-se dono da legenda partidária.

RUMO AO DESASTRE – Não reconhecer os próprios erros é algo que só pode conduzir ao desastre. As críticas de Cid Gomes, a meu ver, são procedentes. O ex-presidente da República, contraditoriamente, demonstrou medo de perder o comando do Partido dos Trabalhadores. Isso de um lado. De outro, foi superestimar sua força política e não perceber a rejeição do eleitorado contra ele. Tal situação conduziu ao equívoco e ao desastre eleitoral.

As pesquisas demonstravam que o candidato mais forte para disputar o Palácio do Planalto com Jair Bolsonaro era mesmo Ciro. Porém, Lula considera-se proprietário da legenda e acha que mesmo preso, podia comandar o eleitorado petista.

O eleitorado petista sozinho não garante o êxito eleitoral da candidatura que adotou. É indispensável reunir forças sociais para que o projeto de poder alcance a vitória e assegure a democracia no Brasil. Até certo ponto, a atitude de Lula ajudou a criar e fortalecer a candidatura de Bolsonaro. O candidato do PSL ocupou a faixa contrária abertamente ao projeto tanto de Lula quanto do próprio PT.

LULA PERDE TUDO – Temendo perder seus correligionários e sua legenda, Lula acabou perdendo tudo isso e também as eleições.  Na minha opinião uma frente de 18 pontos a duas semanas das urnas torna-se praticamente impossível de ter seus rumos alterados.

Lula não levou em consideração as reações da sociedade brasileira ao escândalo do Petrolão. Ainda por cima antes houve o mensalão.

O projeto político, não só do PT mas de todos os demais partidos, com a vitória de Bolsonaro foi transferido para 2022.

Kassab procura equipe de Bolsonaro e anuncia o apoio do PSD ao candidato

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Kassab é um profissional que adere a qualquer governo

Andréia Sadi
G1 Brasília

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), comunicou à equipe de Jair Bolsonaro que seu partido apoia no segundo turno o candidato do PSL para a Presidência da República. Ministro de Michel Temer (MDB), Kassab também foi do primeiro escalão de Dilma Rousseff (PT).

No primeiro turno, o partido – que tem Kassab como principal cacique – apoiou oficialmente Geraldo Alckmin (PSDB). Mas lideranças do PSD já vinham manifestando ainda no primeiro turno apoio a Bolsonaro, como em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

INTERLOCUTOR – Na semana passada, Kassab procurou Paulo Guedes – economista da campanha de Bolsonaro e de quem ele é amigo desde os tempos da campanha de Guilherme Afif. Kassab perguntou ao amigo economista quem era o melhor interlocutor político da campanha para comunicar a decisão.

Guedes respondeu: “Onyx Lorenzoni”. Deputado do DEM, Onyx é apontando como futuro ministro da Casa Civil, se Bolsonaro se eleger.

Na última terça-feira (dia 9), Kassab, Afif e Onyx jantaram em Brasília. Kassab explicou que o PSD só não poderia anunciar formalmente o apoio a Bolsonaro porque os diretórios da Bahia e Sergipe apoiavam o PT. Mas, na prática, o partido fará campanha para Bolsonaro no segundo turno.

JUSTIFICATIVA – A aliados, Kassab explicou que o apoio a Bolsonaro nada tem a ver com a perspectiva de poder do candidato do PSL – 18 pontos à frente de Haddad de acordo com a última pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (dia 15).

A justificativa de Kassab é que não poderia apoiar Fernando Haddad por “questões locais” e porque, na sua avaliação, “o PT não está maduro para voltar ao poder”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGKassab é um profissional da política. Quando criou o PSD, fez questão de anunciar que o partido não era de direita ou esquerda, muito pelo contrário. Sempre em cima do muro, em sua carreira Kassab apoiou FHC, Lula, Dilma, Temer e agora… Bolsonaro.  Parodiando Shakespeare, pode-se dizer que “adesão, teu nome é Kassab!”. (C.N.)