Superpopulação e omissão dos governantes tornam Brasília uma capital em decadência

ESPECIAL - A miséria, a exclusão e a fome nas ruas de Brasília

Há cada vez mais moradores de rua espalhados pela capital

Vicente Limongi Netto

A colunista Circe Cunha (“Visto, lido e ouvido” – Correio Braziliense- 06/05) mostrou admirável e irretocável radiografia da cruel realidade dos imensos e preocupantes problemas de Brasília. Não deixou pedra sob pedra na sua análise isenta, detalhada e firme. A verdade e os horrores da ex-capital da esperança precisam ser revelados e enfrentados com competência e grandeza de atitudes. Sem a demagogia, omissão e arrogância costumeiras dos governantes.

“Vive-se na capital um estado de caos permanente e crescente, com o Plano Piloto tomado por problemas sociais de todo o tipo”, diz a colunista. “O paraíso de tranquilidade e paz, que de certa maneira existia em Brasília, acabou com o início da emancipação política da capital. De lá para cá, o clima citadino mudou de água potável para água contaminada, com a cidade se igualando e até superando muitas capitais do país quando o assunto é insegurança pública”, concluiu a jornalista, refletindo a opinião dos moradores de Brasília. 

ARROGANTE E ATREVIDA – É o fim da picada. Era só o que faltava.  A petulante, atrevida e espaçosa ex-ministra Damares Alves declarou ao Valor Econômico que não abre mão da candidatura ao Senado, por Brasília.

Arrogante, Dalmares acrescentou que a deputada e ex-ministra Flávia Arruda, se quiser, pode vir a ser suplente na chapa dela. Ora, a patética Damares é do Paraná. Que seja candidata por lá.

Flávia Arruda que fique atenta, porque Damares vai insistir com Bolsonaro e com a primeira-dama, para que seu inacreditável devaneio eleitoral se concretize. Francamente, é desanimador. É conveniente que os aliados de primeira hora de Flávia Arruda mostrem firmeza pela candidatura dela.

SAUDADE DE HAVELANGE – Domingo passado, Dia das Mães, o brasileiro João Havelange completaria 106 anos de idade. Durante 26 anos presidiu a Fifa. Modernizou a entidade e a tornou milionária. Abriu a Copa do Mundo para países árabes e africanos, uma verdadeira revolução.

Quando deixou o cargo, a Fifa tinha mais países filiados do que a ONU. Como presidente da ex-CBD, hoje CBF, conquistou três títulos mundiais para o Brasil e trouxe para cá a famosa Copa Jules Rimet.

Havelange jamais pode deixar de ser homenageado pelos desportistas, dirigentes, atletas e torcedores que realmente amam o futebol e têm respeito e admiração por aqueles que dedicaram a vida pelo desenvolvimento do esporte mundial.

NO MUNDO DA LULA – Um feliz brasileiro foi contemplado com a cobiçada viagem espacial. O engenheiro Victor Correa Hespanha, de 28 anos, foi sorteado para participar de uma excursão da Blue Origin, de Jeff Bezos. É um fato a ser comemorado, pois ele vai concretizar um sonho que tinha desde menino. A partida será marcada para antes de outubro. Que bom. Os deuses do espaço agradecem.

É pena que o bilionário americano não aproveite a oportunidade e decida também que sua próxima expedição espacial leve no foguete a dupla de lunáticos brasileiros que hoje polarizam as eleições presidenciais. 

Seria uma alívio para os brasileiros, até porque esses dois candidatos sempre viveram no mundo da Lua.

Resposta imediata de Arthur Lira a Lula recolocou o ex-presidente no seu devido lugar

Sem reformas, teto de gastos não adianta, diz Lira | Economia | iG

Lula tentou ridicularizar Arthur Lira,  que devolveu as ofensas

Vicente Limongi Netto

Três assuntos políticos destacados pelo Correio Braziliense do dia 4 chamam nossa atenção. O primeiro é “Lula anda abusado”, destilando rancor, chutando o vento, praguejando e falando pelos cotovelos sobre o que não sabe. Parece tenso com Bolsonaro subindo nas pesquisas. A bola da vez, para satisfazer as diatribes do candidato petista, é o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, a quem chamou de “ditador”, comparando-o com o imperador do Japão. Comparação estapafúrdia, mas deixou Lira orgulhoso. 

O ex-presidente diz asneiras, falastrão e ameaçador. Mete o bedelho em assuntos da Câmara Federal como se fosse o dono da verdade e do Congresso, já como presidente eleito e empossado.

LIRA RESPONDE – O troco, firme e sereno de Lira foi imediato. Chamou Lula de “grosseiro” e “desinformado”, que age com “má-fé”. Frisou que não ia dar cartaz a Lula, a quem não conhece e nunca tomou nem cafezinho com ele.

Outro assunto destacado pelo Correio foi a candidatura da ex-ministra Damares Alves. Particularmente, considero um absurdo, uma intromissão indébita, presunçosa e desaforada, dessa ex-ministra, que sai rodando a saia para querer ser candidata ao senado por Brasília, na vaga que seria da deputada federal e ex-ministra Flávia Arruda (Eixo Capital).

Era só o que faltava. Damares é figura estranha na política de Brasília. Deveria falar grosso e ser candidata no Paraná, de onde veio. Flávia Arruda que fique atenta e firme, porque Damares vai buzinar nos ouvidos de Bolsonaro até conseguir a vaga.

NOTÍCIA BOA – O terceiro assunto do Correio Braziliense foi a oportuna e bem-vinda visita do presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, ao presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), ministro Luiz Fux, uma reunião saudada pelo Brasil democrático.

O encontro fixou a certeza de que as instituições estarão unidas e não cederão aos apetites doentios de açodados e irresponsáveis a serviço da baderna e da desordem, sedentos para tumultuar as eleições de outubro. O Brasil não é republiqueta e repele truculências de fantoches do caos. 

Por fim, amo Brasília. Os governantes é que não merecem meu respeito. Quem gosta de Brasilia não pode ficar indiferente aos crescentes e assustadores problemas da cidade. 

DEPOIS DA FESTA – A lua-de-mel pelos 62 anos de Brasília acabou. O 21 de abril alegrou corações. Levantou o ânimo da população. Shows e festas para todos os gostos. Agora, é preciso encarar a cruel realidade. Em alguns aspectos, Brasília é uma capital comum igual às outras.

Impostos altíssimo, com crimes, assaltos, feminicídios, roubos, golpistas, sequestros, roubos de carros, assassinatos, tudo isso no dia-a-dia. Em todo canto. O pedestre sai de casa com medo de ser assaltado. Arrastões em ônibus viraram rotina. Faz tempo que o brasiliense não tem mais sossego, paz nem tranquilidade.  O noticiário policial amedronta. O desemprego aumenta. A fome e o esmoléu assustam. O policiamento nas ruas é precário. Céu bonito e concretos majestosos não enchem barriga.

O transporte coletivo é tenebroso. Os hospitais e prontos-socorros humilham o cidadão. Faltam médicos. As escolas são medonhas. Verdadeiros pardieiros. Qualquer chuva fortes destrói casas, carros e alagam trechos importantes. Calçadas, ruas, áreas comerciais, sujas e esburacadas. Segurança, só nas mansões. Mas nem elas escapam da fúria dos marginais.  E os gestores estão se lixando para os graves problemas da população. Botam uma banca danada e adoram posar de operosos. Outubro vai lavar a alma do brasiliense.   

Ao indultar Daniel Silveira, o presidente busca atrair os eleitores mais radicais

Bolsonaro defende perdão a Silveira e diz que Barroso mente

Jair Bolsonaro homenageou Silveira no Palácio do Planalto

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro e o pitbull de estimação, o ainda deputado Daniel Silveira, viraram o Brasil pelo avesso. O desatinado mito de barro insiste na defesa de um correligionário irresponsável, arrogante e truculento. Que insultou ministros do Judiciário e incitou à violência. A liberdade de expressão não foi feita para ultrajar a democracia nem para ser usada por fanfarrões, escondidos na imunidade parlamentar. 

Bolsonaro, por sua vez, consegue o que quer com o inacreditável indulto a um criminoso engravatado, pois está atraindo mais adeptos sanguinários e intolerantes, seguidores do quanto pior, melhor.

ATROPELA TUDO – Bolsonaro exagera nos absurdos, visando a reeleição. Atropela o bom senso. Estica a corda. Provoca o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Monitorado por Bolsonaro, o rastejante Daniel Silveira continua aprontando e provocando. Anunciou, desta feita, que deixou de usar a tornozeleira eletrônica, refugiando-se dentro da Câmara dos Deputados, onde não pode ser preso, Mais um deboche e afronta do fantoche deputado, contrariando decisão do ministro da suprema corte, Alexandre de Moraes.

Lamentável e inacreditável que um país que luta para ser civilizado e respeitado por outras nações, detenha-se, perca tempo e gaste energias com episódio tão degradante e surreal, deixando de cuidar e procurar solucionar outros problemas graves, como desemprego, fome e insegurança.

CÂMARA É CÚMPLICE – Concluindo, sobre a sujeira e a lama que assolam e coloca em perigo as instituições: a Câmara Federal decidiu apoiar as sandices, falta de escrúpulos e irresponsabilidades do deputado Daniel Silveira, brindando o cão de guarda de Bolsonaro com assentos como titular em diversas comissões técnicas da Casa. Inclusive na Comissão de Constituição e Justiça. Farsante e insolente que ofende leis, agora está cuidando da Constituição. É o fim da picada.

O deboche tomou conta da coerência e do bom senso. Patético, medonho e inacreditável. Provocação ao judiciário e à democracia.

Pelo andar da orquestração da empulhação, da farsa e do cinismo, com o apoio do Centrão, Daniel Silveira breve toma o lugar do presidente Arthur Lira e determina que o parlamentar alagoano use tornozeleira eletrônica. A bagunça comandará a nação. Nessa linha do escárnio descarado, é bom que o vice-presidente, deputado Marcelo Ramos, fique esperto, para também não ser expulso da função.

ABI SEM JERÔNIMO – Eleições democráticas na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Saudáveis ventos pela liberdade de expressão. Como sócio da ABI há 52 anos, mensalidades em dia, estarei na área, vigilante, para que a entidade não se transforme em QG político eleitoral.

Horas dessas sempre aparecem, dos esgotos, figuras alheias a entidade, fantasiados de patriotas. Deitando falação e querendo monitorar as ações dos novos eleitos. Até José Dirceu dá pitaco na eleição. Já vimos esse filme. Santos de pau oco, patrulheiros do caos e da arrogância.

Lamento que o atual presidente, veterano e respeitado jornalista Paulo Jerônimo, não dispute a reeleição. Dedicou-se com esmero e isenção, dignificando nossa ABI.

Entenda por que Lula demorou tanto para comentar o decreto que “perdoou” Daniel Silveira

Justiça reconhece legalidade de palestras do ex-presidente Lula - Notícias  sobre giro cidades - Giro Marília Notícias

Lula só comentou uma semana depois, e estava pegando mal…

Vicente Limongi Netto

Alguns setores matutando por que Lula demorou tanto a se manifestar diante do indulto de Bolsonaro a seu aliado truculento, desmiolado e ignorante deputado Daniel Silveira. O pré-candidato do PT somente veio a se pronunciar nesta terça-feira e de maneira debochada, dizendo que Bolsonaro fez “graça” ao baixar o decreto.

Lula não queria falar porque agiu exatamente igual, ao impedir a extradição de Cesare Battisti, sob alegação de que era um preso político, e quebrou a cara. Extraditado anos depois por Michel Temer, Battisti confessou na Itália ter assassinado quatro pessoas.

Antes de Lula falar, já se especulava que ele, se for eleito, pretende conceder indulto a José Dirceu, um dos homens mais próximos do candidato do PT, que teve a pena de 27 anos e quatro meses de cadeia recentemente mantida pelo Superior Tribunal de Justiça(STJ).

CADÊ A OAB – A OAB Nacional sumiu, evaporou-se. Perdeu a língua, não tem mais fôlego democrático. Já não participa ativamente dos debates nacionais. Antigamente a Ordem dos Advogados não fugia da raia. Mal ou bem, não se omitia. Divulgava notas contundentes, participando da vida do Brasil.

O jeito é acender velas. Repudiando o silêncio da entidade. Saudades dos tempos gloriosos dos presidentes Bernardo Cabral, Mauricio Correa e Reginaldo Oscar de Castro. 

Agora, diante desse decreto do presidente Bolsonaro para “perdoar” Daniel Silveira, a OAB limitou a emitir uma nova anunciando que iria pedir o parecer de sua Comissão de Assuntos Constitucionais, e até agora, nada.

O OUTRO DRUMMOND – Aristóteles Drummond bem que poderia ter sido parente do maravilhoso poeta Carlos, porque também canta a vida, saúda a fraternidade, idolatra a família e venera os amigos. Todos são puros e gloriosos. Nenhum deles nunca fez nada de errado na vida.

Tudo que é saudável vem de dentro da alma e do coração de Aristóteles. O livro dele é bom de se ler. Pessimismo, ódio e ressentimento nunca marcaram presença nem aporrinharam a existência, pessoal e profissional de Aristóteles Drummond.

Suas memórias de Aristóteles contam casos envolvendo políticos, empresários, jornalistas, intelectuais e militares,  com as quais o autor conviveu. Aristóteles nunca teve problemas para transitar entre poderosos. Respeitado e respeitador, em todo lugar sempre deixou boas recordações e referências. Críticas, elogios, ponderações nos artigos e colunas de Aristóteles têm a marca da elegância, argúcia, clareza e firmeza.

GRANDES AMIZADES – Aristóteles lembra com carinho as amizades de Ana Ramalho, Hildegard Angel, Bernardo Cabral, Sérvulo Tavares, Helio Fernandes, Marcos Villaça, Antônio Olinto, André Jordan, Fernando Collor de Mello, Marco Maciel, Ricardo Boechat, Roberto Campos, Arnaldo Niskier, Evandro Lins e Silva, Paulo Maluf, José Aparecido, Roberto Marinho e Aziz Ahmed, entre tantas outras personalidades que precisariam de espaço gigantesco.   

Nunca deixou de exaltar o trabalho de homens públicos merecedores de aplausos. Sobre Collor de Mello, por exemplo, afirmou:

“Reconheço que o Brasil moderno surgiu com o governo Collor. Mesmo que dentro de um contexto internacional, foi ele quem teve a coragem de quebrar tabus e enfrentar as esquerdas até o ponto de ser derrubado por um golpe parlamentar”.

ZÉ MEDALHEIRO – Aviso aos navegantes adoradores e bajuladores de Palácios e de coluna sociais(boas e ruins), que não diferenciam um grão de café de uma jabuticaba: não ando atrás de mordomias nem de agrados do atual ocupante do governo de Brasília, o famoso Zé das Medalhas.

Dependendo do meu voto, o Zé do Piauí não se elege mais nem para vigia noturno de conjunto residencial.

Fui condecorado por outros governadores de Brasília, todos eles mais qualificados do que o atual. Inclusive recebi a Medalha da Policia Militar do Distrito Federal, que guardo com enorme carinho.

Com a decisão de Bolsonaro, uma nuvem de pólvora e chumbo polui os ares em Brasília

Vote em charges do Governo Bolsonaro em Charges sobre PolíticaVicente Limongi Netto

O mito de barro pirou de vez. Escancarou sua vocação e sede antidemocrática. Extrapolou suas próprias sandices, ultrajando a decisão do Supremo Tribunal Federal, que agiu com rigor, cumprindo a lei e condenando um deputado facínora, truculento e desmiolado, que atacou e ameaçou ministros do STF e do TSE e incitou a violência.

O parvo Bolsonaro aumenta, em ação premeditada, o abismo entre o Executivo e o Judiciário. Insiste em desmoralizar a Suprema Corte. Rasga a constituição. O congresso vai explodir, com debates e brigas, entre sabujos do presidente e parlamentares defensores da democracia e das leis.  Temo pelo cheiro de pólvora e chumbo nos sombrios horizontes do Brasil, além de baionetas sangrando nas ruas, caso o tresloucado Bolsonaro não seja reeleito.

ZÉ DAS MEDALHAS – Brasília é literalmente mal tratada pela atual corja de governantes incompetentes e demagogos. Baixou o santo do Zé Palanqueiro das medalhas no Buriti. Gastos desnecessários, estranhos e estúpidos. O roliço piauiense adora fazer média com poderosos. Travestido de isento e operoso. 

Morro de rir. Você já foi buscar sua medalha no Palácio do Buriti, sede do governo (ou desgoverno?) de Brasília? Não precisa ter feito algo relevante pelo bem estar do brasiliense. Basta chegar lá, entrar na fila, e esperar pelo instante mais radiante da sua vida, o de ser honrosamente condecorado pelo governador Ibaneis Rocha.

Corra, porque as 121 medalhas da primeira enxurrada já estão acabando. Na próxima edição da farra das medalhas mais banalizadas do Universo, Ibaneis garante que não faltará honrarias para ninguém. Ibaneis vai comprar milhares delas. O palanque eleitoreiro do governador vai até outubro. À custa do contribuinte, claro.

BRASÍLIA ABANDONADA – A população exige e precisa de transporte urbano de qualidade, bom atendimento nos hospitais e prontos-socorros. Ruas limpas. Segurança nos bairros e nas ruas. Escolas que orgulhem alunos, pais e professores. A sina de Brasilia é oferecer maus exemplos para brasileiros em geral. Nos hospitais públicos falta comida para os acompanhantes. É comum não haver medicamentos, seringas, gases e esparadrapo.

Não há segurança. A fome e a miséria tomaram conta dos espaços públicos. As pessoas se revoltam com a falta de médicos. O matagal tornou-se paraíso para ratos e marginais. O trânsito é dominado por irresponsáveis e assassinos.

A péssima gestão acabou com o sossego da população.  Nas ruas, avenidas, calçadas e quadras tem mais buracos do que asfalto. O desgoverno atual vai embora sem deixar saudades. Apenas indignação e desapontamento.

Postura indigna do general Mourão mostra que ele não merece ser eleito senador

Mourão riu sobre a possível investigação - Foto: AP Photo/Leo Correa

Mourão debochou de uma situação absolutamente trágica

Vicente Limongi Netto

Lamentável, indigna, sórdida, deplorável, odiosa e inacreditável a declaração debochada e grosseira do vice-presidente, general Hamilton Mourão, sobre os mortos torturados no regime militar. É o fim da picada.

Mesmo sabendo-se que Mourão já demonstrou admiração pelo coronel Brilhante Ustra, que comandou a tortura e assassinato de presos políticos, não se esperava que o general recorresse ao deboche.

As palavras amargas e insultuosas do general, candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, deslustram o cargo que ocupa, ofendem as memórias das vítimas e desrespeitam a dor dos familiares. Realmente, não merece os votos dos gaúchos.

VIOLÊNCIA EM BRASÍLIA – Meu amor e gratidão por Brasília são antigos. Nessa linha, perto do Distrito Federal completar 62 anos, recordo trechos do meu depoimento sobre Brasília, há 42 anos, publicado no Correio Braziliense, edição de 21 de abril de 1980,:

O que tenho, o que ganhei, o que formei, o que guardei, o que construir, para mim e minha família foi Brasília que me possibilitou ganhá-lo e conquistá-lo. Palmo a palmo, sem tréguas. Mas com esperanças, lutas, esforço pessoal, obstinação. Não sou leviano nem hipócrita em nada que faço ou digo. Não uso eufemismo.

Que impere o sentimento de ordem. Não só no lar, mas na escola, no convívio com a sociedade. Dentro do respeito à lei, dos direitos humanos, no amor ao futuro e no acatamento aos conselhos do passado. Segurança para adultos e crianças. Não existe segurança nacional sem segurança individual. Pátria que não assegura direitos não pode impor deveres. Vem, então, a galope, o que Oliveira Bastos antevê, com a sabedoria habitual: a violência avassaladora.

A justiça de Brasília tem que ser rápida. Justiça que se arrasta, mesmo quando é reta, avilta o direito. Entre o governo de Brasília e a comunidade, a afinidade deve ser, sempre, mais ampla e aberta. Os interesses se conciliam. Da mesma forma as contrariedades e prejuízos. Entremos nessa. Dando o que o povo quer, Brasília ficará melhor. A recompensa maior, no caso, será para nossos filhos. Este é o legado, a palavra de ordem que deve orientar os governantes. Isto feito, o resto obteremos por acréscimo.

BBB DECEPCIONA – A turba de machistas e preconceituosos ligados no BBB-22, estimulados pelo apoio descarado da direção do programa, ostenta outro ultrajante e melancólico troféu. Finalmente botaram as meninas para fora do jogo.

O BBB tornou-se um enfadonho e revoltante clube do Bolinha. Os dissimulados e galhofeiros Scooby, Pedro André, Gustavo, Arthur e Douglas, jamais engoliram as consagradoras vitórias das mulheres nas edições anteriores.

Linna e Jessi são mulheres simples. Não dispõem de recursos financeiros nem de azeitadas assessorias para defendê-las aqui fora.  A goiabada com queijo será servida em breve.

Caciques do MDB acham que manter candidatura de Simone Tebet prejudica o partido

Após jantar, senador do PT diz que Lula respeita candidatura de Tebet | VEJA

Depois do jantar, Lula tirou fotos com os caciques do MDB

Vicente Limongi Netto

No jantar para Lula, segunda-feira, na casa do emedebista cearense Eunicio Oliveira, em Brasília, o nome da senadora Simone Tebet foi servido em bandejas de prata. De frituras em banho maria. Nessa linha, dia 9, na Tribuna da Internet, analisei a frágil candidatura da senadora. Não tem jeito dela decolar. Hoje, os sábios analistas não falam de outra coisa.

Coitado do forte MDB, colecionador de memoráveis conquistas democráticas, atolado na rinha presidencial com Simone Tebet. Quadro ruim para o partido de grandes conquistas. Caciques do MDB esperam que o fraco desempenho da senadora não prejudique os candidatos da agremiação nas eleições municipais.

SEM CONSENSO – Sobre a medonha terceira via, salientei na ocasião que será difícil, quase impossível, os cardeais da terceira via chegarem finalmente a um nome de consenso. Palavra ardilosa que vem tirando o sono de dezenas de políticos.

Na política existe também, em alta escala, o chumbo trocado. Há quem prefira a vingança servida ao gosto do freguês. Simone traiu Renan Calheiros, em cima da hora, sem nenhum pudor, no plenário, bandeando-se para Davi Alcolumbre, nas eleições para a presidência do Senado.

O pérfido senador do Amapá é aquele que cunhou a candente proposta, revelada pela “Veja”, para as funcionárias fantasmas que mantinha no gabinete, “você me ajuda, eu te ajudo”.  

NOVIDADES NA ACADEMIA – O povo vibrou com o eterno craque da pena, Machado de Assis.  Os corações das almas musicais e teatrais estão glorificados, com Gilberto Gil e Fernanda Montenegro na Academia Brasileira de Letras.

As gabolas e precavidas filhotas da dupla, Fernanda Torres e Preta Gil, já tiraram as medidas dos fardões.

Para a vaga de Lygia Fagundes Teles, os portões da Casa de Machado de Assis permanecem escancarados para ídolos do cancioneiro, artistas, atletas e famosos. É o frescor da vida emocionada. Da eterna juventude em flor, lustrando e energizando a academia. Saudando novos membros. Com ventos de ternura. 

OUTROS IMORTAIS – Figuras amadas serão bem vindas. Como Alcione, Zezé de Camargo, Viviane Araújo, Mion,  Faustão, Neguinho da Beija-Flor, Glória Pires, Fábio Junior, Juliette,  Luciano Hulk, Tiririca, Ivete Sangalo, Juju, Pablo Vittar,  MC Dricki, Motinha, Gabigol,  Boninho,  Martinho da Vila, Silvio Santos,  Bochecha, Fafá de Belém, Ludmilla, Thiago Lafet, Daniel, Sabrina Sato, Galvão Bueno, Patrícia Kuot,  Datena, Raul Gil, Tite, Crioulo,  Chitãozinho e Xororó, Ferrugem,  Casagrande, Patricia Poeta, Cafu, Serginho Groisman,  Diogo Nogueira, Ratinho, Milton Neves,  Rodrigo Faro, Iza, Eliana,  Arnaldo Cesar Coelho, Felipão,  Renato Aragão, Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Willian Bonner, Ancelmo Gois e Gil do Vigor.

Alguns acadêmicos esperam o segundo turno das eleições presidenciais para homenagear o candidato vencedor.  O convite foi providenciado. Com o desenho do fardão com uma ferradura.                                     

BBB-22 E CBF – A turba infame de preconceituosos, homofóbicos, machistas e racistas, tirou do Big Brother Brasil 22 a guerreira Linn da Quebrada. Ultrajante e repugnante. Com direito a infeliz, tolo, patético, desnecessário, injustificável e inacreditável comentário do apresentador Tadeu Schmidt, segundo o qual a presença de Linna no jogo “venceu o preconceito”.

O BBB-22 segue para o final tropeçando e se desmanchando. O mais fraco, medonho e insosso de todas as edições. A ordem é liquidar e afastar as meninas do final. Deixando todas as glórias para o quinteto de marrentos, santinhos de pau oco e debochados marmanjos. Com o cretino e dissimulado reizinho Arthur dando as cartas. 

Por fim, um registro: o novo presidente da CBF, o baiano Ednaldo Rodrigues, promete novos tempos com trabalho, união, isenção e profissionalismo na entidade. Ednaldo comandará a CBF até 2026.

Lula já tem idade suficiente para saber que quem fala demais dá bom dia a cavalo

Lula diz que merece respeito como ex-presidente | Espaço Vital

Fotocharge reproduzida do Espaço Vital

Vicente Limongi Netto    

Dois assuntos: 1) Lula deveria saber que quem fala demais dá bom dia a cavalo, ensina o ditado popular. O triunfalismo exacerbado do candidato petista indica que Lula precisa frear a língua. Dirigiu sandices para deputados, insultou o Congresso e defendeu, açodadamente, a legalização do aborto. Tiros no pé e as eleições ainda estão longe; 2) Assombrosa pantomima a pretensão de parlamentares fantoches de Bolsonaro, querem obrigar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, a comparecer ao Senado, para dar explicações sobre os recentes fatos políticos dos quais é relator.

É bobagem. O ministro Moraes não vai servir de palanque nem de pasto para saciar o apetite de demagogos, oportunistas e ressentidos, ávidos por minutos de fama.

SEM VOTOS – Nada contra a terceira via. Todos têm direito a um lugar ao sol. Cada dia mais perto do meio-fio da brigalhada e da vaidade desenfreadas. O busilis da questão é a falência total de votos. As duplas especuladas dão calafrios na espinha. Ciro bate o pé e mantém o estilo raivoso. Prefere correr solto, na escuridão da quarta via.

Moro deu no pé, meteu o galho dentro. Mas não perde a pose. Melhor para Bolsonaro e para o próprio Lula. Dória, por ser do maior e poderoso Estado de São Paulo, é, com todos os defeitos, o que mais pode agregar votos. Vem com tudo, a partir de maio.

Coitado do forte MDB, atolado na rinha com a fraca Simone Tebet. Quadro ruim para o partido de grandes conquistas. No país todo. Caciques do MDB esperam que o fraco desempenho da senadora não prejudique as eleições municipais. Será difícil, quase impossível, os cardeais da terceira via chegarem finalmente a um nome de consenso. Palavra ardilosa que vem tirando o sono de dezenas de políticos. A maioria deles, sem votos suficientes para amedrontar Lula e Bolsonaro.

NOTÍCIA ALVISSAREIRA – Revela o bem informado colunista Eduardo Brito (Jornal de Brasíia – Do Alto da Torre, dia 6) que o ex-senador Paulo Octávio pode vir a ser o próximo candidato à vice-governador na chapa de Ibaneis Rocha, que pleiteia a reeleição.

O bom senso espera que a notícia prospere, porque Paulo Octávio é homem público valoroso, agregador, qualificado, respeitado e tem votos entre o eleitorado brasiliense.

Diante de uma terceira via tonta e combalida, Lula e Bolsonaro estão dando boas risadas

Fotocharge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

As mexidas dos jogadores na combalida e tonta terceira via, deixam Lula e Bolsonaro cada vez mais rindo com as paredes. O pleito está longe. Mas os búzios indicam que aqueles que se atreverem a disputar a presidência com eles vão sair chamuscados da peleja. 

Sérgio Moro nunca foi do ramo. Entrou de gaiato na disputa presidencial, incentivado por correligionários aprendizes de paladinos da moral e da ética, como ele. Moro e políticos nunca se entenderam.  Moro é, para políticos, uma nota de três reais.  Moro adora elogios, mas fica deprimido com críticas.

Desfecho feio para o casal Moro. O ex-juiz e a mulher deixaram o Podemos pela porta dos fundos.

DORIA E LEITE – O ex-governador paulista João Dória, por sua vez, vai surfando. Quer passar a impressão que pode virar o jogo. Não perde a pose própria dos guerreiros paulistanos. Com mania de grandeza, nunca admite erros e está seguro que vai salvar o Brasil do atoleiro.

Outro jovem, igualmente aspirante a salvador da Pátria, o ex-governador gaúcho Eduardo Leite, caiu na onda do insistente Gilberto Kassab. O presidente do PSD queria porque queria ter um candidato à Presidência da República que finalmente pudesse bater no peito e chamar de seu, mas deu tudo errado.

Como o importante é manter-se no jogo. Dória e Leite vão segurar a brocha de pré-candidatos, com sorrisos largos e otimistas por mais um tempo. Como político sem mandato perde o respeito dos correligionários, seguirão, adiante, o caminho de Moro, que deve acabar disputando vaga para a Câmara Federal.

AS DIVAS DA POLÍTICA – Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, antes de serem esmeradas colunistas, já foram repórteres, como relata o artigo “As divas da política”, de Ana Dubeux (dia 3). Sabem, de cor e salteado, o trabalho de garimpar a boa informação. Fechar a coluna atenta ao que pode ser especulado, checado e publicado, livre da má fé e da ressentida, chula e encomendada intriga.

Tornaram-se respeitadas e lidas profissionais cultivando e correndo atrás do ouro do jornalismo, a boa e isenta notícia. Ana e Denise escrevem colunas qualificadas preservando boas fontes. A editora Ana Dubeux salienta com razão que as duas colunistas do Correio Braziliense são exemplos marcantes de como a jornalista pode e deve se impor diante do machismo torpe e covarde que insiste em proliferar em todos os setores de atividades da sociedade.

VOLÚVEL – Demitido por Lula, do Ministério da Educação, pelo telefone, o enfadonho Cristovam Buarque agora é tiete do pré-candidato petista à Presidência da República. Deu show de puxa-saquismo explícito. 

Em melancólica entrevista ao Correio Braziliense (dia 4) Buarque derrete-se em elogios a Lula. Para o autor de livros encalhados, Lula é a salvação do Brasil. Cristovam é patético. Não perde a pose de sábio de proveta da política.

Foi péssimo governador e senador pior ainda. Diz que não é candidato. Foi a única coisa boa e sensata revelada na cansativa entrevista.

Daniel Silveira não está sozinho e se sente estimulado pela vocação golpista de Bolsonaro

Daniel Silveira diz que colocará tornozeleira por causa da multa

Tudo por dinheiro! O que assustou Silveira foi a multa elevada

Vicente Limongi Netto

O deputado Daniel Silveira é mais um embusteiro, covarde e estúpido serviçal de Bolsonaro. Insiste em afrontar as leis. Bota banca de valente. Inacreditável como são eleitas figuras patéticas como o famigerado e truculento deputado. Não defendo ministros de tribunais superiores, mas se membros da Suprema Corte e as leis são desrespeitadas, a democracia sofre abalos. Isso pode significar que pretendem destrui-la.  

Ao mesmo tempo, mentes doentias voltam a insinuar golpe. A começar por repetidas declarações do mito de araque. O quadro é grave. Parlamentares também têm limites. Não podem confundir liberdade de expressão com destrambelhos e irresponsabilidades.

ATRÁS DA IMUNIDADE – Muitos se escondem atrás da   imunidade para xingar e ameaçar. Outros vão na onda. Até alguns senadores já entraram no mesmo balaio idiota e inconsequente, na colossal ânsia de obter migalhas do noticiário.  Fantasiados de machões.  O assunto vai render. Tenho ânsia de vômito.

A propósito da pantomima armada pelo inacreditável Daniel Silveira, creio que foi notável e impecável a nota do ministro do STF, Alexandre de Moraes, repudiando e lamentando os delírios do parlamentar bolsonarista.

“Estranha e esdrúxula situação, onde o réu utiliza-se da Câmara dos Deputados para esconder-se da polícia e da justiça, ofendendo a própria dignidade do Parlamento, ao tratá-lo como covil de réus foragidos da justiça”, salientou Moraes. Adiante, o ministro da Suprema Corte chamou de “duvidosa inteligência a opção do réu, pois o mesmo terminou por cercear sua liberdade aos limites arquitetônicos da Câmara dos Deputados, situação muito mais drástica do que aquela prevista em decisão judicial”.

90 ANOS DE CABRAL – Outra expressiva homenagem aos anos 90 anos do jurista, ex-senador e ex-ministro Bernardo Cabral. Desta vez, foi feita pelogeneral Agenor Francisco Homem de Carvalho, ex-chefe do gabinete militar do governo Collor:

“O trabalho de Bernardo Cabral como relator da Constituinte   foi excepcional, em momento histórico da vida nacional. Foi talvez o maior responsável por não permitir revanchismos às Forças Armadas no texto constitucional, apesar do desejo e pressão de seus pares. Observe-se que Cabral, quando deputado, foi cassado pelo governo militar, o que mais enobrece a sua conduta. Quem me disse e comprovou essa assertiva foi o saudoso e operacional ministro do Exército, Leonidas Pires Gonçalves. Por isso, é importante a preocupação em merecidamente homenageá-lo”.

OUTRA HOMENAGEM – O advogado, escritor, compositor e poeta Estenio Campelo, cearense de nascimento e brasiliense por amor, dedicação e trabalho, alimenta na alma e no coração sentimentos do bem. Cultiva ações que elevam o espírito. Tem o saudável e exemplar dom de ajudar os mais necessitados.

Nesse sentido, foi homenageado com placa de reconhecimento pelo Hospital da Criança de Brasília, pela doação de equipamentos para análises clínicas. O Hospital da Criança nasceu com a colaboração maciça e edificante de apoiadores. Hoje o Hospital é uma realidade. Graças aos bons corações. Como o de Estenio.

Pela ajuda que também dedica, com entusiasmo, ao Instituto do Coração, de São Paulo, Estenio recebeu emocionado memorando de agradecimentos do conselheiro diretor da entidade, professor e doutor Roberto Kalil Filho.

Jair Bolsonaro acertou ao escolher o general Braga Netto como vice? Há controvérsias…

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Braga Netto (Defesa)

Braga Netto gosta de mostrar a Bolsonaro que caminho seguir

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro amadureceu o nome. No pregão dos oferecidos e cotados, bateu o martelo e escolheu o general Braga Netto como candidato a vice-presidente nas eleições de outubro.  O chefe da nação tem o direito de escolher quem quiser. A batata quente é dele. Que embale e cuide do astro que tirou da cartola. 

O ministro da Defesa é homem probo. Virtude saudável, mas não suficiente para enfrentar ávidos animais políticos. O sisudo Braga Netto não tem estofo nem cancha para dialogar com parlamentares. Políticos experientes não costumam avançar em diálogos e ações com vice que não tem votos. O general também enfrenta arestas nas Forças Armadas.

FUTURO INCERTO – Decidindo por Braga Netto, Bolsonaro imagina que não ficaria refém do Centrão. Esquece que eleição se ganha com votos. O chefe da nação foi deputado. Sabe que no surrado e viciado presidencialismo brasileiro, ninguém governa sem o apoio do Congresso. 

Hoje o poderoso e guloso Centrão apoia Bolsonaro. Mas até as eleições, as nuvens da política, cantadas pelo matreiro Magalhães Pinto, podem mudar de rumo.

Enquanto isso, no centro do poder, o secretário-geral da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, mostra ter marcantes e saudáveis vocações de decorador e arquiteto amador. De repente, decidiu colocar em prática suas formidáveis prendas domésticas. 

ESPERAR SENTADO? – Depois de cuidar esmeradamente da feirinha do Palácio do Planalto, demonstrando carinho de pai e avô, o irrequieto ministro vai acabar com poltronas e sofás nos corredores do quarto andar. Ou seja, que fique em pé quem tiver de esperar por audiências nas diversas dependências palacianas.

Ao mesmo tempo, Ramos estuda a possibilidade de instalar carrocinhas de cachorro-quente, pastel e caldo de cana nas dependências do palácio. São quitutes favoritos do chefe.

O ministro-general também está de olho nos amplos espaços do Palácio da Alvorada e quer aumentar o acervo de obras da biblioteca, colocando exemplares da Bíblia, ilustradas com fotos do agora ministro licenciado da Educação, Milton Ribeiro, o pastor que vale ouro.  E outra estupenda ideia é construir um estante de tiros, para Bolsonaro e filhos não perderem a forma. Os alvos serão fotos coloridas de Lula, Ciro, Moro e Dória.

ABI divulga nota oficial: 'Renuncie, presidente!'

Paulo Jerônimo conseguiu recuperar a ABI

PARABENS À ABI – Esta segunda-feira foi um dia radiante, merecido e justo para o valoroso jornalista Paulo Jerônimo de Sousa, que desde 2019 vem presidindo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com intensa participação no vida política, econômica e social do país.

Na Assembleia do Rio de Janeiro, o presidente da ABI desta vez virou notícia. Foi condecorado com a Medalha Tiradentes, maior comenda do Legislativo estadual, por proposta apresentada pela deputada Mônica Francisco (PSOL), aprovada por unanimidade.

A gestão do experiente e respeitado Paulo Jerônimo dignifica e honra os jornalistas e nossa centenária entidade. Do céu, Helio Fernandes saúda e vibra com a honraria recebida por Paulo Jerônimo, e parabeniza não somente o jornalista, mas também a própria ABI.

NO IATE CLUBE – Depois que a colunista Denise Rothenburg (Correio Braziliense, dia 27) revelou que o ministra da Secretaria de Governo, deputada Flávia Arruda, quando tem folga sempre pratica beach tennis, o trânsito para o Iate Clube de Brasília ficou ainda mais congestionado e o Detran precisa tomar providências. 

Camelôs estão faturando com aluguéis de caixotes e de escadas para aqueles que não são sócios e, portanto, não conseguem entrar no clube. É grande a procura para ficar pendurado nas grades e nos muros e conseguir assistir às certeiras raquetadas da bela ministra.

Aos 90 anos, Bernardo Cabral pode olhar o passado e ver que o tempo não passou em vão

TRIBUNA DA INTERNET | Com 25 anos de antecedência, Bernardo Cabral previu  uma crise que agora nos atinge

Bernardo Cabral é um personagem que faz falta na política

Vicente Limongi Netto

O Brasil precisa se espelhar no exemplo de Bernardo Cabral, um dos poucos personagens da política que pode olhar para o passado e ver que o tempo não passou em vão. Pelo caminho deixou marcas de realizações que representam contribuições para o Brasil e para a coletividade. Bernardo chega aos 90 anos de idade, no próximo dia 27. Altivo e altaneiro. Sereno, trabalhando e produzindo.

Pode bater no peito e dizer como o poeta chileno Pablo Neruda, Prêmio Nobel de Literatura, nas suas memórias “Confesso que Vivi”.

Nessa linha, peço licença para valorizar meu humilde e despretensioso texto, com palavras de algumas personalidades, destacando os traços marcantes do ex-senador, ex-ministro da Justiça, ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, autor de livros, membro de entidades culturais e relator, no Senado, de iniciativas transformadas em leis e agências reguladoras.  

O presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Roberto Tadros, por exemplo, destaca que “Bernardo Cabral engrandeceu, com talento e sabedoria, tudo o que fez. Figura de dimensão histórica. Seja na política, no Direito, no jornalismo, onde atuou  sempre deixou a marca de alguém profundamente comprometido com valores humanistas e democráticos”.

Por sua vez, o vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos, avalia que “celebrar os 90 anos do senador Bernardo Cabral dois dias depois do Dia da Constituição, 25 de março, é muito simbólico para quem relatou com tanta coragem e brilhantismo a nossa Carta Cidadã”.

LEGADO IMPORTANTE – No entender de Ramos, a capacidade de diálogo de Bernardo Cabral “nos legou uma transição política que restaurou direitos e garantias aos brasileiros”.

Para o senador Renan Calheiros, também ex-ministro da Justiça, Bernardo “é ser humano grandioso que nasceu para trabalhar pela coletividade. Na Constituinte, foi severo e firme guardião da democracia, da liberdade de expressão e dos direitos dos cidadãos”.

Por seu turno, o ex-senador, ex-deputado e ministro aposentado do TCU, Valmir Campelo, que conviveu com Cabral na Câmara e no Senado, também deixa um depoimento: “Bernardo me ajudou muito, como relator da Constituinte, acolhendo minhas emendas. Como a que estabelece que é dever da União manter todos os recursos para educação, saúde e segurança pública, para o Distrito Federal”. A seu ver,” Brasília deve imensas gratidões a Cabral”. 

GUARDIÃO DA DEMOCRACIA – O jornalista Alexandre Garcia homenageia os 90 anos de Bernardo Cabral fazendo um pedido: “Peço que nos dê um presente, com a autoridade de ter sido relator da Constituição. Exija que ela seja cumprida em tudo que os constituintes nela escreveram. Especialmente por aqueles que deveriam ser dela guardiães, mas estão indo além da guarda para reescrevê-la sem ter poderes para tal”.

Na opinião do presidente do Centro das Indústrias do Amazonas, Wilson Périco,” Cabral foi um dos mais expressivos políticos do Amazonas. Responsável, na Constituinte, pela preservação da zona franca de Manaus. Merece todo nosso respeito e admiração”.

MERECE UM BUSTO – Taxativa, a ex-superintendente da Suframa, economista Flávia Grosso, acredita que” Bernardo Cabral merece um busto em todos os recantos públicos do Amazonas, por tudo de notável que produziu pela zona franca”.

Por sua vez, o ex-procurador-geral da República, doutor em Direito, professor aposentado da Universidade de Brasília,  Inocêncio Martires Coelho, sintetiza o respeito por Bernardo Cabral: “Amigo lúcido, expressivo e admirável”.

Assim é o grandioso Bernardo Cabral, um indomável defensor dos interesses nacionais, uma qualidade rara hoje em dia.

Cobertura da TV mostra que a guerra na Ucrnia uma completa desumanidade

Rssia comea invaso e realiza primeiros ataques  Ucrnia; veja as imagens - ISTO Independente

Imagens da TV so sempre constrangedoras e revoltantes

Vicente Limongi Netto

Joe Biden chamou Vladimir Putin de “criminoso de guerra”, “ditador assassino” e “bandido completo”. Russos pularam nas tamancas. Acharam injustas as merecidas e duras definies.Queriam que chamasse o sanguinrio mandatrio sovitico de Anjo da guerra,benfeitor da humanidade ou de Putin bondoso.

O cinismo, a intolerncia, a brutalidade, a volpia pelo poder, sem medir consequncias, desgraadamente so tnicas mundiais. Agresses desmedidas destroem famlias, afastam crianas dos pais. Abalam economias. Matam inocentes. Acabam com sonhos de milhes de pessoas.

CENAS DESESPERADORAS – Imagens da avassaladora escalada de destruio da Ucrnia doem no corao. Almas no resistem ao choro. Putin mostra que continuar insensvel, destruindo a Ucrnia. Humilhando e desesperando o povo ucraniano.

Parece mostrar que no se intimida com as sanes econmicas Rssia. No se comove com a dor e o sofrimento no apenas dos ucranianos, mas de todo mundo civilizado, diante da barbrie que patrocina e que parece no ter fim.

FUNDO E ELEIO – Doarei meu 1 real esquecido no Banco Central, para o pobre, raqutico e necessitado Fundo Eleitoral, abenoado pelo Congresso e por Bolsonaro com minguados 4,9 bilhes de reais.Dinheiro do povo esfomeado e com 12 milhes de desempregados.

E na TV a candidata Simone Tebet (MDB) pede votos, na TV, parecendo que est suplicando, chorando ou com os sapatos apertando nos calos. Onde esto a firmeza, a contundncia, a bravura das palavras que Simone Tebet costuma exibir no Senado?

Curioso, no final, a exemplo da propaganda do candidato Lula, Simone Tebet garante que “vamos reconstruir o Brasil”. Quem, afinal, copia quem?

NINGUM DE NINGUM – O crescimento do sereno Lucas, no BBB-22, preocupa Paulo Andr(PA) e Arthur. Ambos no esconderam as caras desapontadas e os sorrisos amarelos, com a vitria de Lucas para novo lder. Dentro da casa, sobretudo agora com o jogo afunilando, ningum de ningum. Cada um por si. Lorotas e conversas moles perderam espaos. hora das estratgias pessoais esquentarem as cabeas.

Vai chegar o dramtico momento que Lucas precisar votar no seu amor, Islovenia. Semelhante drama ocorrer com outro casal de namorados, Lais e Gustavo. Troca de chumbos amorosos. o jogo visando o prmio de 1 milho e 500 mil reais entrando na vida de todos.

As meninas, por sua vez, apoiadas por Gustavo, Eli e Lucas, continuam em vantagem numrica. Porm, no conseguem ganhar nenhuma prova pela liderana nem para o anjo. Fica difcil respirar e ter sossego para bolar estratgias. Ao contrrio do triunfalista grupo dos marrentos. Vencem as provas e no escondem a banca de grandeza.

MELHOR SORTE – Entre as meninas, Lin da quebrada merecia melhor sorte no jogo. Carismtica, sabe raciocinar e tem o respeito dos adversrios e do pblico.

Vencendo provas, o engenheiro e estudante de medicina, Lucas, vai tirando o sono do falastro e sabido Arthur. Na primeira chance que pintar, Arthur vai tentar colocar Lucas no paredo. E vice versa. Seria, ento, boa oportunidade para o pblico avaliar qual o melhor jogador dos dois. Emocionando o jogo.

Douglas, por sua vez, vai levando a vida numa boa. No levar queixas do longo confinamento. J ganhou dois belos e caros carros.Douglas simpatiza infinitamente mais com Lucas do que com Arthur. A quem j chamou de “imbecil”. A deciso dele seguramente levaria tambm o vacilante e sugestionvel Paulo Andr a trocar Arthur por Lucas. Nervos flor da pele, na Casa.

Simone Tebet no tem chance e Joaquim Barbosa quer ser cortejado para sair candidato

Tebet diz que no depende de caciques do MDB para viabilizar candidatura para 2022 - 09/12/2021 - Poder - Folha

Simone Tebet no tem conseguido subir nas pesquisas

Vicente Limongi Netto

A poltica fascinante. Mas requer fora interior, espao na mdia, carisma, articulaes partidrias, pacincia e, sobretudo, poder econmico. Alguns candidatos desistem no meio do caminho. Desiludidos por no avanar na disputa, ou magoados por no merecer, de fato, o apoio necessrio da direo do partido.

Nessa linha, dois senadores j desistiram da pr-candidatura Presidncia da Repblica, Alessandro Vieira e Rodrigo Pacheco. Fizeram autocrtica que engrandece a ambos. Jovens, tm vasto caminho poltico pela frente. Resta, a meu ver, a senadora Simone Tebet fazer o mesmo.

FALTAM VOTOS – Tolice e certa dose de masoquismo, teimosia e orgulho, a senadora prosseguir na disputa presidencial, como candidata do MDB. Ela prpria sabe que no tem votos suficientes de apoio para maiores sonhos nem mesmo dentro do partido dela.

Pode ser que o plano B de Simone Tebet seja, de fato, ser candidata a vice de outro candidato da sonolenta e j quase sem flego, terceira via. S as peas do xadrez poltico tm a resposta.

E surge agora a candidatura de Joaquim Barbosa, que faz charme. Caras e bocas. Tira onda de blas. Quer ser adulado e sair de casa carregado em carro de bombeiros para disputar a Presidncia da Repblica.

Joaquim Barbosa no descarta concorrer ao Planalto, mas cita empecilho - SCTODODIA - Ligados em tudo

Barbosa candidato, mas ainda no tem partido

BARBOSA E MORO O ex-presidente do Supremo alega que procura partido decente. Comea mal, generalizando e insultando os partidos existentes e a classe poltica. No se conhece, na verdade, qual lder partidrio deu esperanas para o ministro aposentado do STF vir a ser candidato.

Joaquim Barbosa e Srgio Moro so parecidos. Odeiam polticos, mas no resistem aos encantos do poder e da bajulao. Condenaram empresrios e polticos. Ganharam fama de dures.

Hoje Moro sofre na mo dos adversrios e de parte da imprensa. Barbosa, se realmente tiver aquilo roxo para entrar na rinha presidencial, tambm no ter vida fcil.

LEMBRANDO HAVELANGE – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deveria providenciar por justia, iseno, gratido e grandeza de atitude a inaugurao de um busto de Joo Havelange em lugar destacado na sede da entidade.

Infantino ainda estava nos cueiros e Havelange j trabalhava, sem trguas, pelo desenvolvimento e expanso da Fifa, entidade que presidiu por 24 anos. Uniu o mundo atravs do futebol. Antes dele, a entidade funcionava em prdio precrio. No tinha renda e pouca credibilidade. Havelange transformou a Fifa na milionria potncia mundial que hoje. Levou a Fifa a ter mais pases filiados do que a ONU.

Se estivesse entre ns, Havelange completaria 106 anos de idade, dia 8 de maio, consagrado e respeitado por todos que trabalham com futebol. Asnos, recalcados, ticos de meia pataca e parasitas jamais mancharo a vitoriosa trajetria profissional e humana de Joo Havelange.

Enfim, uma medida altamente elogivel tomada por Bolsonaro, desfazendo um erro

Regras claras do governo de Bolsonaro. A charge de Frank Maia | Desacato

Charge do Frank Maia (Portal Desacato)

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro resolveu sancionar, agora certamente orientado por um raro anjo do bem, que passou no Palcio do Planalto, a deciso do Congresso favorvel a distribuio de absorventes,que havia vetado, em outubro. Alegando que a iniciativa contrariava o “interesse pblico”. O Brasil estava diante, ento, de mais uma destrambelhada justificativa e deciso pattica, melanclica, deplorvel, inaceitvel e inacreditvel do chefe da nao.

Nessa linha, a meu ver, o que realmente contraria o interesse pblico , por exemplo, Bolsonaro levar os prprios filhos em viagens ao exterior; xingar e ameaar jornalistas; insultar ministros do Supremo Tribunal Federal; debochar das normas sanitrias e da importncia da vacina; fazer torpes insinuaes contra tcnicos da Anvisa; mentir na ONU; fazer vista grossa para as crescentes e brutais queimadas na Amaznia; sancionar escandaloso fundo eleitoral, com bilhes de reais, enquanto milhares de brasileiros esto desempregados, desalojados e passam fome.

BEST SELLER Em Braslia, foi lanado na ltima tera-feira, Dia da Mulher, o livro “Como no ser um babaca: Guia prtico para homens que cansaram de ser machistas no trabalho e na vida”.

Graduadas figuras do governo e da poltica esto entusiasmadas, literalmente devorando o livro. Sonham em tirar boas lies do manual. A edio esgotou.

Os ilustres homens pblicos pretendem, inclusive, divulgar a obra no horrio da propaganda poltica. O livro iniciativa do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da Unio (Sindilegis), em parceria com a Revista AzMina e Agncia Flap.

NOTCIAS DO BBB – Jade danou no BBB-22 porque se arriscou demais pelo grupo de meninas que estavam do lado dela. Exagerou nos desafios ao Arthur, tornando-se insolente e vingativa aos olhos do pblico. Arthur enjoado e marrento. Mas no abre mo de jogar. Sabe que dentro da casa, como na poltica, vale tudo, menos perder a gana de correr atrs do sedutor prmio de 1 milho e 500 mil reais.

As meninas, por sua vez, mais Vinicius e Ely, permanecem maioria no jogo. Mas no vibram, no trocam estratgias. No indicam que reagiro s investidas de Douglas, Pedro Sccooby, Paulo Andr, Artur, Gustavo e Lucas. Este ltimo, finalmente deixou a mscara cair e foi para o outro lado. Embora seja namorado da Elosvenia. No se sabe at quando.

Semelhante raciocnio serve para Gustavo, namorado da Lais.

IGUAL POLTICA – O jogo no BBB-22 permite todo tipo de hipocrisia, falsidade e traio. Ganha aquele que conseguir filtrar intrigas, engolir mais sapos e controlar os nervos.

Para o jogo sair do marasmo, voltar a ficar animado, as meninas precisam, urgente, ganhar a prxima liderana e o anjo.

Para respirar no jogo. J que nessa turma os homens costumam ganhar todas as provas. Amadurecendo e ampliando o enorme poder que j tm.

Se voc tem juzo, esquea o que dizem os polticos e no deixe de usar a mscara contra covid

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Charge do Niniu (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Acostumei-me com a mscara no rosto. No incomoda, protege. No saio sem ela. Significa prudncia e amor vida. Prefiro no arriscar. Ainda cedo. S dispenso a mscara em casa. E olhe l. Peo as visitas que mantenham a mscara. Os riscos permanecem entre a populao. Excelente que as mortes diminuram. H dois anos sofremos e penamos. No hora de abrir a guarda, de subestimar, o perigoso vrus.

Conheo dezenas de pessoas que contrariam a covid, por mais de uma vez. Embora vacinadas, inclusive com a dose de reforo. A maioria reagiu bem, mas alguns sofrem com fortes sequelas. No tem como identificar se todos que cruzam meu caminho, fogosos e altaneiros, sem a mscara, esto vacinados. No Rio de Janeiro e em outras cidades ampliaram a dispensa do uso da mscara tambm para locais fechados. Valha-me Deus. Colossal temeridade.

UM FURO MUNDIAL – O canal GloboNews repetiu, sexta-feira passada, exaustivamente, nos caracteres de notcias da tela, uma descoberta surpreendente do atilado analista Guga Chacra, que deixou o mundo em polvorosa: “Se Putin continuar bombardeando a Ucrnia, muitos morrero”.

Guga Chacra inconfundvel. Ainda bem que ele existe. O que seria de ns, pobres mortais e telespectadores, sem as lies profundas e oportunas advertncias do formidvel Guga.

REPERCUSSO Era esperado que a firme, impecvel e corajosa declarao do acurado Guga ganhosse manchete nos jornais europeus. Chefes de Estado ficariam comovidos. Compartilhariam a brilhante anlise nas redes sociais. E as agncias de notcia estariam ansiosas para ouvir Guga Chacra. Em seguida, entidades que zelam pelos direitos humanos anunciariam que pretendem indicar o sereno jornalista para o prximo Nobel da Paz.

O mundo inteiro ora para que as ponderaes do descabelado e sbio Guga Chacra sensibilizem Vladimir Putin. Acabando, finalmente, com a escalada cruel e sangrenta da Rssia contra o povo ucraniano.

Demorou, mas o canal GloboNews enfim deletou a inacreditvel descoberta de Guga. Tarde demais.

O CANALHA CHORA – O desprezvel deputado estadual (Podemos-SP) Arthur Do Val agora age como todos da escria de canalhas e de indignos como ele. Chora, lamenta e pede desculpas por insultar e debochar das mulheres ucranianas.

O sujeitinho um lixo. Aberrao ambulante. Os cidados de bem esto fartos de tipos decados como o deputado Do Val. Machistas e intolerantes que adoram jogar as patas imundas em mulheres.

Aguardemos as severas providncias do partido dele. Presidido, alis, nacionalmente, pela deputada federal por So Paulo, Renata Abreu. O bom senso e o repdio da sociedade, alm da pssima repercusso internacional, indicam que o pilantra ter o que merece a cassao do mandato.

DEU NA VEJA – A sempre pretensiosa revista “Veja” do dia 2, com Vladimir Putin na capa, informa e revela ao mundo, na pgina 31. com foto do presidente do MDB, Baleia Rossi, e da senadora Simone Tebet, trazendo a legenda: Rossi e Tebet; o MDB no est unido em torno da candidatura da senadora”.

Sobre o assunto, ou casamento praticamente desfeito, escrevi, dia 31 de janeiro, aqui e alhures: Dentro do prprio MDB Simone Tebet enfrenta dificuldades. questo de tempo para o MDB formalizar apoio a Lula.

o que costumo dizer, sem desfazer os sbios coleguinhas: No toro nem distoro. Analiso.

Putin ficou desorientado e perdeu o sono com a nota de repdio de Moro, Doria, Simone e dAvila

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Charge do Z Dassilva (NSC Total)

Vicente Limongi Netto

Surpreendente notcia que deixou Vladimir Putin atordoado. Quatro pr-candidatos Presidncia da Repblica Srgio Moro, Joo Dria, Simone Tebet e Felipe d’vila divulgaram manifesto ao Brasil e ao mundo para repudiar a invaso da Ucrnia.

A humanidade agradece. Era a iniciativa que o povo ucraniano aguardava. As oraes do mundo foram, enfim, ouvidas. A sonhada paz est perto. O Vaticano certamente mandou rezar missa em louvor da alma dos quatro novos mosqueteiros da paz, Tebet, Dria, Moro e d’Avila.

Era o que faltava para deixar Putin sem ao. Tenso e preocupado, o implacvel tirano perdeu o sono. No quis almoar nem jantar. Suspendeu a vodka. Nessa linha, visivelmente transtornado, Putin recorreu s foras militares russas, para decidir o que fazer. Se prossegue com as invases ou cede aos apelos do candente repdio dos severos e indomveis polticos brasileiros.

AINDA AZEVEDO – No comovente artigo “Universidade de Braslia; linda, necessria e sexagenria” (Correio – 02/03), dois professores emritos da instituio, Isaac Roitman e Aldo Paviani,lembram e deploram as ocupaes militares na UnB, pocas em que o reitor era Jos Carlos Azevedo.

A dupla de mestres no cita Azevedo. Porm, do a entender que a universidade no cresceu durante as gestes dele.Nada mais injusto, risvel e pattico. Exaltar a UnB e deixar de exaltar o legado acadmico das gestes de Jos Carlos Azevedo o fim da picada. Triste rano juvenil. deixar-se levar pelo surrado e eterno ressentimento. A cultura, a inteligncia e a integridade de Azevedo jamais sero maculadas.

MACIEL E CAMATA – Nesta linha, recordo trechos do discurso, no Senado, do ento senador, acadmico, professor, ex-deputado e ex-governador Marco Maciel, em 26 de maro de 2010, lamentando a partida de Azevedo, com 78 anos de idade (agora, faria 90 anos):

“Ele era uma pessoa de temperamento forte e intelectualmente muito preparado em diferentes campos das diversas especialidades da Engenharia. De alguma forma, contribuiu para consolidar a Universidade de Braslia. No sem outro motivo que hoje a Universidade respeitada como uma das melhores do pas”.

Em aparte, por sua vez, o senador capixaba e ex-governador, Gerson Camata, acrescentou enfatizando as aes de Azevedo, como reitor: “Quem deu corpo, quem consolidou a Universidade de Braslia, foi ele. Agregou cursos, criou cursos de ps-graduao e se tornou, portanto, um benemrito dessa instituio de ensino superior”, concluiu.

DIZ PAULO KRAMER Ainda sobre a atuao do reitor Jos Carlos Azevedo, o renomado professor e cientista poltico Paulo Kramer enviou a seguinte mensagem:

Muito grato, amigo Limongi, por dar razo a quem tem! Uma conspirao de silncio, h dcadas, procura deletar a memria do melhor reitor de todos os tempos da nossa UnB, o capito de mar-e-guerra e PhD em Fsica Nuclear pelo MIT Jos Carlos Azevedo.

Na sua gesto, ele conferiu universidade um prestgio internacional que ela jamais conseguiu recuperar. Com o preciso apoio do ento decano de Extenso, o professor Carlos Henrique Cardim, diplomata de carreira (embaixador aposentado) e meu colega de corpo docente (Instituto de Cincia Poltica), Azevedo trouxe para compartilhar sua sabedoria nomes do quilate de Henry Kissinger, Norberto Bobbio, o padre Theodore Hesburgh (presidente da Universidade Notre Dame, Estados Unidos), Friedrich Hayek, entre tantos outros.

triste saber que milhes de brasileiros ainda recusam a vacina, agindo infantilmente

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Charge do Jean Galvo (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

A tragdia da covid-19 h dois anos apavora o mundo. Aqui no Brasil, a primeira infeco do novo coronavirus foi notificada no dia 26 de fevereiro de 2020. Dilacera famlias. Destruiu empregos, abalou a economia. Carregamos na alma a marca brutal, vergonhosa e estarrecedora de quase 700 mil mortos. O drama continua. Sem previso de acabar.

O sistema de sade tem horas que no suporta atender a demanda. A dor passou a morar na vida da populao. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. preciso que todos se conscientizem e procurem os postos de vacinao.

CONTRA A VACINA – Inacreditvel que milhes de pessoas ainda no foram vacinadas. Sabem que, sem o apoio da vacina, quem sobrevive geralmente padece com sequelas.

A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. No incio, o chefe da nao desprezou a fria assassina do coronavirus. No adotou providncias de imediato. Demorou para comprar vacinas, deciso que teria evitado milhares de mortes.

Chamou a covid de “gripezinha”. Debochou da vacina e das normas sanitrias. Tripudiou e continua fazendo pouco caso do uso da mscara. J pegou covid duas vezes, mas se acha super-homem e foge da vacina.

VACINAR PRECISO – A vida no tem preo. Bolsonaro precisa acabar com insensatez de condenar as vacinas, pensando em colocar uma tranca depois que a porta j foi arrombada. O Brasil precisa avanar na vacinao coletiva.

Estamos longe do sossego. As devastadoras covid-19 e a variante micron cobrem de medo, humilhao, tristeza e indignao os coraes dos brasileiros.

Julgavam que em 2022 estaramos livre da pandemia, atravs da vacinao e da imunidade do rebanho, porque no contavam com o surgimento das novas variantes.

ATAQUE ZONA FRANCA – Como de hbito, sorrateiro em suas atitudes pouco republicanas, o ministro Paulo Guedes investe, mais uma vez, contra o Polo Industrial de Manaus(PIM). Desta feita, decidindo reduzir em 25% o valor do IPI para grande parte dos produtos fabricados na zona franca. Recebeu, prontamente, o firme e enrgico repdio do deputado federal, tila Lins(PP-AM).

Lins argumenta que Guedes nunca teve compromisso com a zona franca de Manaus. O que prope, segundo tila Lins, “imoral e nada republicano”. “ um duro golpe contra o polo industrial. Muitas fbricas fecharo e os 100 mil empregos diretos proporcionados pelas indstrias da zona franca correm risco”.

tila pediu ao poderoso ministro da Casa Civil, senador Ciro Nogueira, que intervenha junto a Bolsonaro para coibir e frear ” essa nova nefasta, brutal, injustificvel, aodada e inacreditvel atitude contra a zona franca”.

Mais uma vez, a revista Veja se afasta do jornalismo e se dedica a intrigas e fofocas

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Tirinha do Alexandre Beck (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

“Veja”, revistinha ordinria e editada por velhacos, que o inesquecvel Helio Fernandes chamava de “a sujssima Veja, volta a jogar as patas imundas no senador Collor de Mello (PROS-AL). Agora, em dois momentos, em suas pginas enlameadas de sordidez e bom jornalismo de araque. Primeiro, a pretexto de incensar o desprezvel Arnaldo Jabor, acusa o ex-presidente de descaso com a cultura.

Motivo: na chefia da nao, Collor teve a coragem de acabar com as mamatas na Embrafilme. Deixou relinchando a corja de manjados aproveitadores fantasiados de cineastas, que sugavam os recursos pblicos.

APOIO CULTURA – A trfega revistinha esquece que a Lei Rouanet, inspirada no ento Secretrio da Cultura, acadmico Srgio Rouanet, criada exatamente para tolher os picaretas e incentivar a legtima cultura, foi assinada no governo Collor.

E a segunda patifaria contra o ex-presidente nesta edio de Veja surgiu na desacreditada e enxovalhada coluneta da outrora badalada diva da poltica Dora Kramer, veterana colecionadora de dios, recalques e rancores.

INOCENTE DUAS VEZES Ao contrrio de Lula, que cumpriu pena e agora passou a se dizer “inocentado”, mas todos os dez magistrados de trs instncias que o julgaram foram unnimes em conden-lo, o ex-presidente Collor realmente foi declarado inocente pelo Supremo, em dois julgamentos que desfizeram todas as acusaes de corrupo apresentadas por seus levianos detratores.

O ento presidente foi arrancado do cargo por jogo covarde orquestrado por adversrios polticos que derrotou na disputa presidencial. Hoje, como senador, Collor permanece trabalhando pela coletividade. Com o habitual esprito pblico. Para desapontamento dos decados patrulheiros de planto.

NOTA DE LOUVOR – Gesto valoroso, digno e exemplar de servidores do Senado Federal: atravs da Liga do Bem, que hoje congrega tambm voluntrios entre os moradores de Braslia, arrecadaram perto de 35 toneladas de doaes para as famlias atingidas pelas enchentes em Petrpolis.

Os mantimentos e objetos doados foram enviados Regio Serrana em uma carreta, obtida pelos voluntrios da Liga do Bem. O material coletado ser entregue no Museu do Artesanato de Petrpolis.

De l vai para o Centro de Direitos Humanos para ser distribudo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, exaltou a marcante iniciativa.

VOLTA DE GANSO – Craque no desaprende. o caso de Paulo Henrique Ganso. Comeou jogando no Fluminense, pela primeira vez nesta temporada, contra o Volta Redonda, pelo campeonato carioca, e mostrou a categoria e a lucidez habituais. O torcedor vibrou.

Com mais ritmo de jogo, Ganso ser muito til s pretenses do tricolor das Laranjeiras. O tcnico Abel gostou da apresentao do meia e, claro, vai aproveit-lo sempre que puder.

Os analistas de araque que no gostaram. Tm imensa m vontade com o atleta. A maioria deles nunca jogou nem bola de gude na vida, quanto mais futebol… Calem a boca. Parem de falar sandices.

Kassab cortejado por todos os candidatos, mas prefere favoritos e no aposta em pangars

Imagem analisada visualmente

Charge do Toni (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

A jornalista Eliane Cantanhde (Estado, dia 20/02) quer saber quem o esperto e volvel Gilberto Kassab namora, atualmente, no jogo da sucesso presidencial. Se Lula, Rodrigo Pacheco, Eduardo Leite ou Bolsonaro? Kassab, antes de sair de casa, joga bzios e cartas, para ver o nome que mais se coadune com seus interesses eleitoreiros.

Para o criado e dono do PSD, os planos esto dando certo. Kassab sabe que em poltica vale tudo, menos perder. Flutua com desembarao em todos os partidos. Tem amizade e respeitado por todos os candidatos.

Neste momento, o nome do corao dele o de Eduardo Leite. Est convencido que o jovem governador gacho tem qualidades e chances de tirar do marasmo e do impaludismo poltico a ofegante terceira via. Como no gosta de pegar chuva na poltica, nem bola nas costas, Kassab sempre tem por perto um imenso e seguro guarda-chuva. Aceitar de bom grado a vice-presidncia da Repblica na chapa de quem tenha mesmo chance de vitria e jamais aposta em pangar.

VOLTA DA CENSURA – Lamentvel, vergonhoso, ultrajante e inacreditvel. o fim da picada que o Correio Braziliense tenha censurado meus comentrios-cartas sobre Arnaldo Jabor. Tudo indica que o Correio providenciar um busto, na entrada do prdio, para incensar o crpula Jabor.

O centenrio jornal, que guarda em suas pginas, matrias minhas, assinadas, do exterior, ao tempo do saudoso Ronaldo Junqueira, jogou no lixo meu direito ao contraditrio, uma regra bsica, saudvel e democrtica, que dignifica e valoriza o bom jornalismo.

Jamais esperava, com 77 anos de idade, 50 deles como jornalista, voltar a ser censurado. O mais grave, censura prvia. Como na poca que escrevia para a saudosa Tribuna da Imprensa, do bravo e inigualvel, Hlio Fernandes, entre 1968 e 1978, quando censores oficiais tomavam conta da redao.

DUAS NOTAS – Que ningum se atreva, dentro do governo Bolsonaro, a tentar atrapalhar a escalada de subservincia do procurador-geral da Repblica, Augusto Aras. Colocou as unhas de fora e gostou de lambuzar-se em puxa-saquismo. Age como esmerado capacho de Bolsonaro. Jogou suas fichas na reeleio do atual presidente.

Assim, espera ser premiado com a indicao para o Supremo Tribunal Federal. Senadores tm parcela de culpa, pois aprovaram Aras na sabatina pela reconduo na PGR, j sabendo quem na verdade era ele, quando Aras portou-se como samaritano, tentando enganar a todos. Ins agora morta.

Por fim, as lgrimas do veterano reprter Flvio Fachel, da TV Globo do Rio, cobrindo a tragdia de Petrpolis, foram emocionantes, exibindo aflitos clamores das boas almas e dos coraes indignados com tanta violncia, tragdias e descasos com o ser humano. O choro de Fachel repdio coletivo aos governantes incapazes, insensveis, demagogos e despreparados.