Em protesto ensaiado contra chanceler venezuelano, Damares abandona reunião da ONU

Ministra saiu quando representante de Maduro começou a falar

Deu no O Globo

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, abandonou a sala da reunião do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, em forma de protesto contra o governo da Venezuela de Nicolás Maduro.

Damares deixou a reunião assim que o representante da Venezuela, Jorge Arreaza, começou a falar, nesta terça-feira, dia 25. Representantes do Itamaraty que acompanhavam a ministra também deixaram a reunião.

PLANEJADO – A ministra planejou o protesto. Ela entrou na sala apenas minutos antes do início do discurso Arreaza e abandonou o local assim que o representante venezuelano começou a falar. O protesto da ministra foi filmado por sua assessoria de imprensa.

Na segunda-feira, Damares falou sobre a Venezuela em discurso na reunião da ONU. Ela disse que o Brasil atendeu a mais de um milhão de cidadãos daquele país que buscavam refúgio em razão da crise humanitária.

“Estamos particularmente preocupados com as centenas de crianças que chegam desacompanhadas ao Brasil. Elas precisam de uma perspectiva de vida livre e saudável, algo que lhes foi violentamente retirado pelo regime ilegítimo e autoritário de Nicolás Maduro. Reitero, com tristeza, nossa preocupação com as persistentes e sérias violações de direitos humanos cometidas na Venezuela”, disse a ministra.

Bolsonaro enviou pelo menos dois vídeos convocando a população a ir às ruas

Foto: Isac Nóbrega/Presidência

Ao invés de ficar quieto., Bolsonaro cria uma nova crise

Felipe Frazão e Mateus Vargas
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro enviou pelo menos dois vídeos convocando a população a sair às ruas, no dia 15 de março, em defesa do governo e contra o Congresso. Com imagens e sobreposição de fotos suas, os vídeos têm trechos idênticos, como a frase que classifica Bolsonaro como um presidente “cristão, patriota, capaz, justo e incorruptível”.

O ex-deputado Alberto Fraga confirmou ao Estadão que, antes do carnaval, recebeu um destes vídeos do próprio Bolsonaro, por meio do WhatsApp. A mesma peça foi enviada na segunda-feira, 24, pelo secretário da Pesca, Jorge Seif Jr, a seus contatos no Whatsapp. Seif já foi apelidado por Bolsonaro de “filho zero seis”, tamanha sua proximidade.

AFIRMAÇÕES IGUAIS – O BR Político mostrou nesta terça-feira, 25, que o presidente compartilhou um vídeo com seus aliados, estimulando a presença na manifestação anti-Congresso, convocada por grupos de direita. Não é, porém, o mesmo citado por Fraga e Seif, embora contenha afirmações iguais em alguns trechos. As duas peças são apócrifas.

Amigo do presidente e frequentador assíduo do Palácio da Alvorada, Fraga considerou que Bolsonaro não está fazendo uma “convocação” para os atos, ainda que os conteúdos dos vídeos sejam de incentivo à manifestação de cunho conservador e governista, contra o Congresso. “Não vi nenhum tipo de convocação”, disse o ex-deputado. “Ele tem 35 milhões de seguidores. Não faria isso.”

PRECEDENTES – Bolsonaro já endossou críticas ácidas ao Congresso em outras ocasiões. Em agosto do ano passado, por exemplo, ele compartilhou um texto dizendo que o Brasil é “ingovernável fora dos conchavos”.

O vídeo enviado por Seif Jr. também mostra Bolsonaro e imagens de manifestantes vestidos com as cores da Bandeira do Brasil. Um narrador questiona: “Qual futuro desejamos para nossos filhos e netos?”. E conclui com um “Basta”, pedindo apoio aos atos do dia 15.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Afinal, o que pretende Bolsonaro? Ele é um inovador, não há dúvida, pois consegue criar crise até no Carnaval. E transformou um simples ato público numa manifestação oficial do governo. (C.N.)

 

Bolsonaro e ministro Eduardo Ramos criticam enredo da Mangueira que citou “messias de arma na mão’”

Bolsonaro disse que desfile da Mangueira desacatou religiões

Guilherme Mazui
G1

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) criticaram nesta terça-feira, dia 25, o enredo que a Mangueira apresentou neste domingo, dia 23, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

A Mangueira fez uma versão moderna da vida de Jesus Cristo, representado como índio, mulher e morador de rua. Na comissão de frente, ele apareceu em sua representação clássica, um homem branco de cabelos longos e barba, sofrendo repressão policial. Um dos trechos do samba-enredo intitulado “A Verdade vos Fará Livre” diz: “Favela, pega a visão / Não tem futuro sem partilha / Nem Messias de arma na mão”.

COMENTÁRIO – Bolsonaro fez o comentário sobre o samba-enredo enquanto caminhava pela praia em Praia Grande, no litoral paulista, onde passa o carnaval. A caminhada foi transmitida por uma das redes sociais do presidente. Ele estava acompanhado de seguranças, de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), e do deputado Helio Lopes (PSL-RJ).

Logo no início da transmissão, Bolsonaro reclamou do jornal “Folha de S.Paulo”. A primeira página da edição desta terça-feira do jornal traz foto do desfile com o título “Mangueira usa imagens de Jesus para criticar Bolsonaro”. Para o presidente, a escola desacatou religiões.

“Vamos ver a reação do povo aí. Um dia vou ter alguma vaia também, né? E a imprensa vai divulgar (risos). A ‘Folha de S.Paulo’, hoje, foi buscar uma imagem no carnaval do Rio, uma imagem de uma escola de samba desacatando as religiões, né? Cristo levando uma batida de policial. Faz uma vinculação comigo. Estão buscando uma imagem no Rio para me atingir”, declarou.


RESPEITO – O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também criticou a Mangueira. Ele comentou o desfile em mensagem publicada em uma rede social. “Sou defensor da liberdade de expressão , valor importante na Democracia !! Mas como Cristão não creio ser razoável usar a figura de Jesus, filho de Deus da forma que a escola de samba Mangueira fez !! Independente dos que acreditam ou não, respeitem os Católicos e Cristãos !!”, escreveu Ramos.

Ataque do Planalto ao Congresso e ao Supremo é inaceitável em democracia plena

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Charge do Duke (dukechargista.com)

Vicente Limongi Netto

As gloriosas cores verde-oliva ensaiam golpe contra as instituições. Nada é feito de afogadilho. O plano sempre foi este. Torpedear o bom senso. Insultar o direito alheio. Governo que não sabe conviver com críticas é estarrecedor e fraco. No devido tempo, expondo pretextos espúrios, resolveram solapar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. O destempero caiu na cabeça de quem foi eleito democraticamente.

Afronta-se a legitimidade das urnas. Violenta-se o direito do cidadão. Fica evidente, diante do plano sórdido de Bolsonaro e capachos da torpeza e do mal, que o vídeo vazado do ministro Augusto Heleno insultando o Congresso foi proposital. Serviu como senha nefasta e ditatorial para desacreditar o Brasil no cenário internacional.

FARSA PALACIANA – O povo e a imprensa não admitirão servir de pasto para o estapafúrdio cenário antidemocrático que se desenha. Lutarão até o fim para não voltar a serem penalizados por prepotentes de plantão. Deputados, senadores, vereadores, prefeitos, ministros e governadores saberão repudiar a farsa palaciana.  O Brasil não se transformará em rios de sangue para satisfazer os apetites doentios daqueles que foram consagrados pelas urnas.E agora, melancolicamente, voltam-se contra elas. 

Os abutres e hienas dos conchavos sorrateiros estão nus. Conduzidos e humilhados pela colossal fraqueza de gestos, atitudes, pobreza de espírito, covardia e hipocrisia. Que tomaram conta de suas almas. 

MORO NO CEARÁ – Para dizer bobagens, sangrando ainda mais os corações da amedrontada e afrontada população, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não precisava ir flanar no Ceará.  A síntese da percepção de Moro diante do quadro da violenta onda de 147 assassinatos no Estado cearense foi estarrecedora: “Está tudo sob controle. Não há uma situação de absoluta desordem nas ruas”.

Coisa feia, ministro. Ponha os pés no chão. Na mesma linha ridícula de Moro, outra declaração inacreditável partiu da ministra Damares Alves. Atropelando e desafiando a Constituição, Damares defendeu, em Genebra, o direito de greve dos militares encapuzados no Ceará. Depois, alertada pela barbaridade proferida, a falastrona Damares recuou. Virou hábito a autoridade falar o que não deve, pelos cotovelos, pagando, a seguir, pela língua sem freios.

Mesmo sob vaias e hostilizado, Bolsonaro agradece o “apoio” de bonecos de Olinda

Em Olinda,”Jairzão”foi alvo de latas de cerveja e pedras de gelo

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais nesta terça-feira, dia 25, para dar destaque ao Carnaval em Olinda (PE), onde foliões produziram bonecos gigantes dele e de outros membros do governo federal para levar às ruas durante as comemorações do feriado.

Na foto divulgada na sua conta oficial do Twitter, ele é o primeiro de uma fila de pelo menos dez bonecões que teriam feito parte dos desfiles na cidade pernambucana na segunda-feira, dia 24. Além de Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foram transformados em bonecos.

“APOIO” – Bolsonaro agradeceu ao “apoio”. “Obrigado pela consideração, Olinda-PE!”, escreveu o presidente. Ele também compartilhou a publicação de uma página bolsonarista intitulada “Pau de Arara Opressor”, que diz: “Presidente Bolsonaro e seus ministros são aplaudidos em alegoria de bonecos gigantes em Pernambuco no maior bloco do mundo”.

Desde o início do Carnaval, contudo, o chefe do Palácio do Planalto tem sido o principal alvo de protestos de escolas de samba. Agremiações tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo produziram enredos com críticas a Bolsonaro e algumas escolas chegaram a desfilar com carros alegóricos e fantasias que remetiam ao presidente da República.


BOZO – A manifestação mais clara partiu da Acadêmicos de Vigário Geral, que está na divisão de acesso do Carnaval carioca. A agremiação saiu à Marquês de Sapucaí com uma alegoria representada pelo palhaço Bozo vestindo terno e com a faixa presidencial cruzando o peito e fazendo uma “arma” com as mãos. A referência a Bolsonaro, que tornou viral o gesto durante a campanha eleitoral de 2018, veio acompanhada por versos da canção da escola.

“Somos da tribo quilombola/ Que segue aguerrida/ Mas sempre esquecida/ Por quem tem poder/ Montando em cabrestos/ Matando direitos de quem quer viver/ O homem de terno pregando mentira/ Desperta a ira em nome da fé/ Pois é, na crise nossa gente acende vela/ Pra santo que nem olha pra favela/ E brinca com direito social/ Ó mãe, o morro é o retrato do passado/ Legado de um mito mal contado/ Vigário, teu protesto é Carnaval”, entoou a escola.

“NÃO SABEM O QUE FAZEM” – Campeã do carnaval de São Paulo em 2019, a Mancha Verde também não poupou o alto escalão do governo federal no desfile deste ano. Em meio ao mar de cores e fantasias, o carnavalesco do grupo, Jorge Freitas, aproveitou o enredo “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!” para cutucar a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Damares foi alvo da principal chacota. Uma ala inteira da agremiação se vestiu de azul e rosa para ironizar a frase dita pela ministra no ano passado de que “menino veste azul e menina veste rosa”.

Além disso, em um dos carros alegóricos da escola, uma mulher se vestiu de empregada doméstica, colocou orelhas do Mickey na cabeça e carregou um passaporte enorme na mão para debochar de Guedes que, recentemente, “aprovou” a alta do dólar pois, com o câmbio baixo, “empregada doméstica estava indo pra Disney, uma festa danada”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGApesar do aparente apoio e a boa intenção dos produtores do “Jairzão”, o bonecão de Bolsonaro, sob vaias, foi hostilizado em Olinda, atingido por latas de cerveja e pedras de gelo. Em diversos momentos do desfile muitos foliões  entoavam o verso mais repetido no Carnaval olindense: “Ai, ai, ai, Bolsonaro é o carai”. O bonequeiro que levava “Jairzão” confessou que pela primeira vez, em vinte anos, teve medo ao desfilar. (Marcelo Copelli)

Gilmar responde a Bolsonaro e diz que as instituições devem ser honradas

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Gilmar Mendes respondeu sem citar o nome de Bolsonaro

Paulo Roberto Netto
Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira, dia 26, que as instituições brasileiras devem ser “honradas por aqueles aos quais incumbe guardá-las”. Na terça-feira, o ‘Estadão’ revelou que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou, pelo WhatsApp, vídeos de convocação para protestos de teor anti-Congresso Nacional.

Sem citar o caso nominalmente, o ministro afirma que a ‘harmonia e o respeito’ entre os Poderes são pilares do Estado democrático de Direito. “Independentemente dos governantes de hoje ou de amanhã”, afirma.

ESTABILIDADE – “A Constituição Federal de 1988 garantiu o nosso maior período de estabilidade democrática. A harmonia e o respeito mútuo entre os Poderes são pilares do Estado de Direito, independentemente dos governantes de hoje ou de amanhã. Nossas instituições devem ser honradas por aqueles aos quais incumbe guardá-las”, escreveu Gilmar.

O vídeo compartilhado por Bolsonaro exibe a facada que o então candidato à Presidência sofreu em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018, para dizer que o presidente ‘quase morreu’ para defender o País e que agora precisa ‘que as pessoas vão às ruas para defendê-lo’ A mensagem que acompanha o vídeo afirma: “- 15 de março/Gen Heleno/Cap Bolsonaro/O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre”.

MENSAGENS PESSOAIS – Mais cedo, Bolsonaro respondeu às manifestações contrárias à divulgação do vídeo afirmando se tratar de ‘troca de mensagens de cunho pessoal, de forma reservada’. “Qualquer ilação fora desse contexto são tentativas rasteiras de tumultuar a República”, afirmou o presidente da República.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ver Gilmar Mendes defendendo as instituições parece ser Piada do Ano. (C.N.)

 

General Santos Cruz critica uso “grotesco” de imagem de militares em convocação de ato pró-governo

General classificou como “irresponsável” o compartilhamento de fotos

Deu no Estadão

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, criticou, nesta segunda-feira, dia 24, o uso do Exército para uma convocação de atos de rua contra o Congresso.

No Twitter, ele classificou como “montagem irresponsável” o compartilhamento de fotos de quatro militares do governo acima da frase: “Fora Maia e Alcolumbre”. A montagem tem circulado em redes sociais de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

“GROTESCO” – “Não confundir o Exército com alguns assuntos temporários. O uso de imagens de generais é grotesco. Manifestações dentro da lei são válidas.” Minutos antes, o general havia postado um texto diferente, em que não citava a palavra “montagem” e afirmava: “Confundir o Exército com alguns assuntos temporários de governo, partidos políticos e pessoas é usar de má fé, mentir, enganar a população.”

A convocação para o protesto ganhou força semana passada, após o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, dizer, durante uma reunião que teve o áudio vazado, que Bolsonaro não deve ceder a “chantagens” do Congresso.

CONVOCAÇÃO – Ele também afirmou que o presidente deveria “convocar o povo às ruas”. Heleno é um dos generais que aparecem na montagem, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão e do deputado federal General Peternelli.

Na reunião do último dia 18, Heleno estava irritado com a possibilidade de o Congresso derrubar vetos do governo Bolsonaro, entre eles o orçamento impositivo. Segundo ele, as “insaciáveis reivindicações” de parlamentares por fatias do Orçamento prejudicam a atuação do Executivo e vão contra os preceitos de um regime presidencialista.

A fala de Heleno provocou a resposta de parlamentares. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) qualificou o chefe do GSI como “radical ideológico”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também criticou o comentário de Heleno. “Nenhum ataque à democracia será tolerado pelo Parlamento”, afirmou.

Na disputa pelo controle da legenda, PSL prepara nova ofensiva contra bolsonaristas na Câmara

Charge do Bira Dantas (humorpolitico.com.br)

Renato Onofre e Danielle Brant
Folha

A ala do PSL ligada ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), prepara uma nova investida contra o grupo de deputados que ficou ao lado do presidente Jair Bolsonaro na disputa pelo comando do partido no ano passado. Após o Carnaval, novas representações contra congressistas bolsonaristas serão protocoladas no conselho de ética do partido.

Entre os pedidos estão expulsão e novas punições a deputados que estão ativamente convocando filiados a abandonarem o PSL para se associarem à Aliança pelo Brasil, legenda que Bolsonaro pretende criar. “Novas ações estão sendo estudadas”, afirmou o deputado Junior Bozzella (PSL-SP).

RETOMADA DA LIDERANÇA – O movimento tem como objetivo alcançar maioria dentro da Câmara para que o grupo ligado a Bivar retome a liderança do partido. Assim, os bivaristas poderão controlar a indicação dos deputados que comandarão e participarão das comissões permanentes da Casa.

Hoje, o grupo comandado por Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente, tem maioria na bancada, o que assegura sua liderança. Se conseguir expulsar bolsonaristas, a ala aliada a Bivar retomaria o controle do partido na Câmara.

COLEGIADOS – Atualmente, o PSL preside três colegiados: CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. O regimento interno da Câmara veda a reeleição do presidente e dos vice-presidentes das comissões. O mandato é de um ano.

Em 2019, a CCJ, a mais importante da Casa, ficou na mão de Felipe Franceschini (PSL-PR), deputado que começou o ano ao lado de Bolsonaro e terminou alinhado a Bivar. Neste ano, passa ao comando do centrão — bloco de partidos independentes que na Casa somam mais de 200 congressistas. Republicanos e MDB disputam a cadeira.

“DEDICADO” – Eduardo, presidente da Comissão de Relações Exteriores, quer manter indiretamente o controle do colegiado. Oficialmente, o discurso é de que pretende se afastar da temática internacional para se dedicar a assuntos domésticos e percorrer o país para consolidar a Aliança pelo Brasil.

Na última semana, porém, interlocutores ligados ao filho do presidente iniciaram as primeiras conversas com líderes para assegurar que um aliado de Eduardo ocupe a principal cadeira na comissão. Na área internacional, Eduardo chegou a ser lançado pelo pai, o presidente, a futuro embaixador do Brasil em Washington. O plano ruiu diante das críticas, e o posto foi destinado ao diplomata Nestor Foster.

CHANCELA – De acordo com deputados ligados a Bivar, mesmo que Eduardo consiga apoio para influenciar na Comissão de Relações Exteriores, o partido não vai chancelar o nome indicado pelo deputado.

Bivar avisou que o objetivo é manter pelo menos uma comissão relevante na mão do PSL. O dirigente está disposto a entregar todos os postos em troca da CFT (Comissão de Finanças e Tributação). O movimento, contudo, não encontra respaldo dos outros partidos do bloco que a legenda faz parte.

No ano passado, com a divisão dos blocos entre os partidos da Câmara, o PSL ficou no maior grupo, que tem também o DEM, Republicanos e oito legendas. O bloco da maioria ficou com o comando de 15 comissões na Casa. A Câmara tem 20 comissões permanentes no total.

PRIORIDADE – O regimento da Casa divide o comando das comissões pelo tamanho dos blocos partidários. O grupo do PSL e DEM tem o direito a fazer, antes dos demais blocos, as dez primeiras escolhas e, desta forma, controlar as principais comissões da Casa.

O bloco encabeçado pelo PDT tem o comando de cinco comissões, assim como o da oposição, com o PT, que também poderá escolher cinco. No acordo, em troca de apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o PSL ficou com o controle da CCJ e da Comissão de Relações Exteriores. Tudo corria conforme o combinado até o partido mergulhar em uma crise que se arrasta desde meados de outubro.

LARANJAS – Naquele mês, o grupo de deputados endossou os ataques de Bolsonaro a Bivar. Em meio às denúncias de uso de candidaturas laranjas reveladas pela Folha, Bolsonaro pediu que o partido abrisse suas contas.

O movimento gerou um racha na legenda que culminou na ascensão de Eduardo à liderança da sigla na Câmara e na deposição do então líder, Delegado Waldir (GO), ligado a Bivar. Desde então, os dois lados trocam retaliações, em um impasse que já dura cinco meses e deixou o partido enfraquecido na Câmara. O impasse levou a duas tentativas frustradas de afastar os bolsonaristas do PSL.

SAÍDA AMIGÁVEL – Há duas semanas, um grupo de deputados considerados moderados na briga retomou as conversas para tentar uma saída amigável de pelo menos 25 congressistas.

O acordo prevê a desfiliação sem a perda do mandato. Contudo, Bivar e aliados próximos só aceitam abrir mão das vagas —pela lei eleitoral o deputado que sair do partido perde o mandato— após a janela partidária para a troca de sigla, o que inviabilizaria algumas candidaturas. Ao costurar acordos, os líderes das principais legendas não contabilizam o número de filiados do PSL como membros do governo, por causa da divisão.

DISPUTA – Dentro do partido a disputa também ocorre. Os dois lados não querem deixar para os rivais a presidência de comissões importantes. A queda de braço só deve terminar se a Aliança pelo Brasil for formalizada, quando os bolsonaristas deixarem o partido de Bivar e migrarem para a nova legenda.

Como resultado, o PSL deve ver sua bancada cair à metade e ser comandada pela ex-líder do governo no Congresso Joice Hasselmann (SP).

Líderes partidários reagem contra vídeo anti-Congresso compartilhado por Bolsonaro

Lula e FHC foram às redes repudiar iniciativa de Bolsonaro

Deu na Folha

Líderes políticos como os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso e o presidente da OAB manifestaram repúdio na noite desta terça-feira, dia 25, à iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de compartilhar vídeos convocando manifestações contra o Congresso para o próximo dia 15.

A manifestação é uma reação à fala do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, que chamou o Congresso de “chantagista” na semana passada. Bolsonaro encaminhou a amigos um vídeo que convoca a população a ir às ruas para defendê-lo.

CONFIRMAÇÃO –  A informação foi confirmada à Folha pelo ex-deputado federal Alberto Fraga, amigo do presidente. Outro vídeo, diferente do recebido por Fraga, mas exaltando a manifestação do dia 15, também foi compartilhado por Bolsonaro, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

Em mensagem em rede social nesta terça-feira, Lula chamou o episódio de “mais um gesto autoritário de quem agride a liberdade e os direitos todos os dias”. “É urgente que o Congresso Nacional, as instituições e a sociedade se posicionem diante de mais esse ataque para defender a democracia.”

CRISE – Fernando Henrique Cardoso, também em rede social, disse: “A ser verdade, como parece, que o próprio Pr tuitou [na verdade, enviou a amigos por WhatsApp]convocando uma manifestação contra o Congresso (a democracia) estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto de tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo.”

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado por Bolsonaro na eleição de 2018, também cobrou reação dos presidentes da Câmara e do Senado. “É criminoso excitar a população com mentiras contra as instituições democráticas.”

REPÚDIO – O governador de São Paulo, João Doria, também falou por meio de rede social: “Devemos repudiar com veemência qualquer ato que desrespeite as instituições e os pilares democráticos do país. Lamentável o apoio do Presidente Jair Bolsonaro a uma manifestação contra o Congresso Nacional.”

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição, informou que está propondo aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e a outros líderes que se reúnam para discutir ações diante da participação de Bolsonaro na convocação para as manifestações.

AUTORITARISMO – “Temos que parar Bolsonaro! Basta! As forças democráticas deste país têm que se unir agora. Já! É inadiável uma reunião de forças contra esse poder autoritário. Ou defendemos a democracia agora ou não teremos mais nada para defender em breve. Ao não encontrar soluções para o país, ao se sentir sozinho, isolado e frágil, Bolsonaro apela ao que todos temíamos: a um ato autoritário contra a própria democracia. Não dá mais”, disse Molon, em nota.

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), falou em “impedir a escalada golpista”. “Agindo como um vulgar extremista  e não como presidente do país, Jair Bolsonaro convoca ato contra a democracia.   Chega!”

IMPEACHMENT – O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, disse que o ato de Bolsonaro, se confirmado, pode abrir caminho para pedido de impeachment.

“Entendo que é inadmissível, o presidente está mais uma vez traindo o que jurou ao Congresso em sua posse, quando jurou defender a Constituição Federal. A Constituição e a democracia não podem tolerar um presidente que conspira por sua supressão”, afirmou Santa Cruz.

Segundo ele, a convocação pode se enquadrar no artigo 85 da Constituição, que diz que “são crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: […] o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação”.

DECLARAÇÃO – A fala de Heleno que inspirou a convocação das manifestações foi no último dia 18. Em um áudio captado durante uma transmissão em rede social, o ministro foi flagrado dizendo que Bolsonaro não poderia aceitar que o Legislativo queira avançar sobre o dinheiro do Executivo.

“Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se”, disse aos ministros Paulo Guedes (Economia) e general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Bolsonaro compartilha vídeo convocando a população para ato contra o Congresso e o STF

Atos foram marcados por apoiadores em defesa do governo

Thais Arbex, Juliana Dal Piva e Marlen Couto
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou por WhatsApp vídeo convocando a população para atos anti-Congresso no dia 15 de março. Amigo do presidente, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) confirmou a informação ao O Globo.

O próprio Fraga disse ter recebido o vídeo de Bolsonaro. Os atos foram marcados por apoiadores do presidente em defesa do governo, dos militares e contra o Congresso. A mobilização ganhou força na semana passada, após o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ter atacado parlamentares, acusando-os de fazer “chantagem”.

PROTESTOS – No filme de um minuto e meio compartilhado pelo presidente não há menção ao Congresso ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). São exibidas imagens de protestos em Brasília na época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Com o Hino Nacional ao fundo, um narrador pergunta logo no início: “Por que esperar pelo futuro se não tomarmos de volta o nosso Brasil?”. Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que não vai se manifestar.

“RESGATE” – A narração segue com imagens da posse de Bolsonaro, do momento da facada, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG), e de suas passagens pelo hospital. “Basta”, diz o narrador em outro trecho. “O Brasil só pode contar com você. O que você pode fazer pelo Brasil? O poder emana do povo. Vamos resgatar o nosso poder. Vamos resgatar o Brasil.”

Embora não haja referência ao Congresso ou ao STF no vídeo, a peça deixa explícita a chamada para os atos do dia 15 que têm sido convocados também como protesto contra as duas instituições. “Dia 15 de março mostre que você é patriota”, conclui o vídeo.

VÍDEO ENCAMINHADO – A divulgação do vídeo pelo presidente foi noticiada no início da noite de ontem pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. O ex-deputado federal Alberto Fraga confirmou ao O Globo que Bolsonaro “encaminhou o vídeo”, mas disse que o presidente não está convocando a população para a manifestação.

“O Bolsonaro sabe que não é conveniente fazer isso, mas ele não tem como evitar que as pessoas façam”, disse. À noite, o presidente postou em suas redes sociais uma imagem assistindo a um filme de faroeste com o ator Clint Eastwood. “Uma boa noite a todos! Clint na tela!”, escreveu.

“CHANTAGEM” – Na semana passada, O Globo revelou que, em solenidade na frente do Palácio da Alvorada, o ministro-chefe do GSI reclamou do Congresso e disse que o Executivo não poderia aceitar “chantagem” no processo de negociação para aprovação do Orçamento da União.

Em áudio captado em transmissão ao vivo da Presidência pela internet no dia 19, Heleno avaliou que o Executivo não pode aceitar “chantagens” do Parlamento o tempo todo. “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”, disse Heleno, na presença de ministros.

INCÔMODO – Na reunião do Conselho do Governo, no Palácio da Alvorada, o ministro do GSI expôs novamente o incômodo do presidente em permitir que o Congresso derrube seus vetos e controle R$ 30 bilhões no Orçamento de 2020. A preocupação de Bolsonaro, segundo aliados, é de que começará a governar em um sistema de parlamentarismo.

Durante o evento com ministros, Heleno deu voz à irritação do presidente, afirmou que o governo não pode ficar “acuado” às pressões do Congresso e que, se preciso, o povo deve ir às ruas se manifestar. A Câmara dos Deputados e o Senado chegaram a discutir na última semana a possibilidade de chamar o general Heleno para explicar suas declarações.

REAÇÃO – Anteontem, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo do governo Bolsonaro, se manifestou sobre o uso de imagens de militares nas postagens que convocam para o ato anti-Congresso, no dia 15. Santos Cruz considerou a montagem irresponsável. Em sua conta no Twitter, o general escreveu que o Exército é uma “instituição de Estado”.

“Irresponsabilidade. Exército Brasileiro – instituição de Estado, defesa da pátria e garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Confundir o Exército com alguns assuntos temporários de governo, partidos políticos e pessoas é usar de má-fé, mentir, enganar a população”, escreveu Santos Cruz.

CRISE – Parlamentares e lideranças políticas de diversos partidos reagiram ontem com críticas a Bolsonaro. O ex-presidente Fernando Henrique classificou o episódio como “uma crise institucional de consequências gravíssimas”. “Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto se tem voz”, publicou em seu perfil no Twitter.

O ex-presidenciável e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ressaltou que é “criminoso” incitar a população com “mentiras contras as instituições democráticas” e pediu reação do Congresso. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que é “extremamente grave” que altas autoridades civis e militares estejam apoiando atos políticos contra os Poderes Legislativo e Judiciário.

Não gosto de carnaval, mas o desfile das escolas é um espetáculo incomparável

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Vila Isabel fez uma das melhores apresentações deste carnaval

Francisco Bendl

Meus colegas comentaristas e articulistas sabem que não sou carioca, mas desconhecem que não gosto de carnaval. Nada contra os foliões, pelo contrário, eu os invejo. Mas desde quando eu era piá, guri, não me atraem os festejos de Momo, simplesmente questão de cunho pessoal.

No entanto, eu me lembro do carnaval carioca na Praça Onze, onde a pujança, o brilho, o som emanado das Escolas de Samba eram diminuídos pela falta de espaço, eco dos prédios, e aglomeração das arquibancadas erguidas quase que em cima dos que desfilavam.

O TEMPLO DO SAMBA – Com o surgimento do Sambódromo, na década de 80, o brilho das escolas, suas fantasias, enredos, carros-alegóricos, evoluções, o som contagiante do samba, os instrumentos de repercussão, mestre-sala e porta-bandeira, a comissão de frente e tudo o mais tiveram o devido e merecido ambiente para os admiradores dessas organizações carnavalescas mostrarem a sua arte.

Com as arquibancadas e os luxuosos camarotes, o carnaval do Rio de Janeiro se tornou também uma festa de elite, extrapolou as fronteiras nacionais e se tornou um evento mundial.

CARNAVAL E DESFILE – Portanto, concordo que o carnaval brasileiro seja o maior evento mundial e o desfile carioca das escolas de samba verdadeiramente tenha se tornado o Maior Espetáculo da Terra!

Olimpíadas, Super Bowl, Campeonatos Mundiais de Futebol, nada disso jamais poderá ser comparada à versatilidade das Escolas de Samba.

A criatividade, o envolvimento das comunidades, a vontade de fazer um desfile apoteótico, a vibração, a alegria, definitivamente espetáculo algum no planeta apresenta a grandiosidade do Rio.

REVER AS IMAGENS – Agora, assistir a Mangueira, Portela, Imperatriz Dona Leopoldina, Unidos da Vila Isabel, Salgueiro, Estácio de Sá, Império Serrano, Beija Flor, Mocidade Independente de Padre Miguel, União da Ilha do Governador … não existe nada igual no mundo!

E hoje teremos a apuração, transmitida para todo o país. E poderemos rever as melhores imagens do desfile da grande campeã.

O encantamento, a explosão de cores, as esculturas, os sambas… que outro espetáculo nos apresenta tamanho contágio popular de alegria?!

“Quem me dera viver pra ver e brincar outros carnavais…” (de Vinicius e Carlos Lyra)

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Vinicius e Lyra, dois expoentes da bossa nova

Paulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta carioca Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes (1913-1980) escreveu com Carlos Lyra, em 1963, a “Marcha da quarta-feira de cinzas”. O lirismo melancólico dos foliões a espera do próximo carnaval, que imperava na letra, depois serviu também como música de protesto contra a ditadura militar de 1964. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, essa marcha-rancho foi gravada, inicialmente, por Jorge Goulart, em 1963, pela Copacabana.

MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor.

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade…

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar.

Porque são tantas coisas azuis
Há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.

Bernie Sanders será o adversário de Donald Trump nas urnas de novembro?

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Até que ponto o socialista Sanders pode ameaçar Trump?

Pedro do Coutto

Com a vitória por larga margem nas prévias de Nevada, mais uma entre aquelas que já conseguiu, tudo indica que Bernie Sanders será candidato do Partido Democrata a disputar as eleições em novembro contra Donald Trump. É verdade que ainda faltam muitas prévias, mas o fato evidente é que ele despertou a emoção das bases e isso deverá levá-lo a vitória nas eleições partidárias.

O quadro tornou-se francamente favorável a sua indicação, uma vez que Joe Biden não conseguiu decolar. Percebe-se uma situação de frieza dos democratas em relação a ele. Mas ele poderá acrescentar votos a Sanders na campanha eleitoral americana.

UNIR AS BASES – O partido Democrata atravessa uma fase difícil depois da derrota de Hilary Clinton, porém por este aspecto não se pode dizer que a legenda não conseguirá a união de suas bases e a emoção humana que é o ponto primordial dos embates eleitorais.  As campanhas e as urnas surpreendem. Há vários exemplos.

Em 1960, Nixon, favoritíssimo, perdeu para John Kennedy . Dois anos depois, em 1962 disputou o governo da Califórnia contra o democrata Edmond Brien. Perdeu e anunciou aos jornalistas sua saída da política, que teve como ponto marcante ter sido vice-presidente de Eisenhower nos mandatos conquistados em 52 e 56. 

Em 64 o partido Republicano concorreu com Barry Goldwater. Lyndon Johnson venceu disparado. Em 68 o quadro republicano estava vazio. Houve uma divisão dos democratas aberta pelo governador George Wallace. E Nixon derrotou Hupert Humprey. Portanto situações inesperadas ocorrem.

TRUMP FAVORITO – Agora os fados da política destacam favoritismo de Donald Trump. Mas é preciso levar em consideração os aspectos que surgirão ao longo da campanha nos noves meses que faltam para as urnas.

Por exemplo. Depois da convenção, a legenda que foi de Roosevelt e de Kennedy poderá alcançar a unidade na maratona pela Casa Branca. Além disso, é necessário considerar o peso do apoio do ex-presidente Barack Obama que, como é natural, faz parte da ética absoluta que caracteriza seu comportamento. Vale acentuar que a hipótese de tal apoio traz consigo uma conquista social importante, caso do Obamacare.

Obamacare, projeto do ex-presidente incorporado à legislação, permitiu cobertura de serviço de saúde a 20% da população dos EUA. Esses 20%, reduzidos em números absolutos, representam 60 milhões de pessoas, famílias que passaram a contar com uma atenção que antes não recebiam. Pontos como esse logicamente podem acrescentar votos. Donald Trump hoje está forte. Amanhã pode não se ter a mesma certeza.

O aspecto importante em matéria eleitoral é que eleição não se ganha na véspera, como é o caso das partidas de futebol. O voto se conquista nas urnas. A vitória também.

Reforma administrativa é uma decepção pior do que a reforma da Previdência

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Charge do Erasmo

Carlos Newton

Depois da Quarta-Feira de Cinzas, vem aí a Quinta-Feira da Decepção, porque o presidente Jair Bolsonaro vai encaminhar ao Congresso a mensagem da ansiada reforma administrativa, que será uma repetição da famosa reforma da Previdência, que praticamente não retirou nenhuma regalia das chamadas nomenklaturas civil e militar, ao contrário do que tem acontecido com outros países em crise, como a velha Grécia, onde as elites perderam privilégios.

A única regalia que a reforma da Previdência tirou foi a extinção do acúmulo de aposentadorias, em caso de viuvez, devendo o cônjuge sobrevivente optar pela pensão mais alta.

EU DISSE PRIVILÉGIO…  – É preciso ficar claro que, no caso na aposentadoria do trabalhador comum pelo INSS, a mudança não atinge privilégios, pois o valor máximo não chega a R$ 6 mil. Para a imensa maioria, a nova regra funcionará como uma punição ao cônjuge sobrevivente.

Porém, no que se refere ao serviço público, que envolve belas aposentadorias de até R$ 39,2 mil, depois de muito pesquisar  só consegui encontrar um caso de privilégio que será atingido, mas provavelmente em futuro remoto.

Como se sabe, o juiz federal Marcelo Bretas é casado com uma juíza. Com a duplicidade do auxílio moradia, ambos estão chegando à remuneração máxima. Se um dos cônjuges morrer, pela nova regra o sobrevivente estará condenado a sobreviver com apenas R$ 39 mil mensais, vejam que sofrimento será.

MILITARES DE FORA – O certo é que a reforma deixará os militares de fora, como já virou praxe. E o pior é que não vai obrigar o cumprimento de um dos mais importantes disposiitivos constitucionais, o artigo 37, inciso XI, que exige:

“A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (…)”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, nesse particular, a Constituição Cidadã de Dr. Ulysses Guimarães é irretocável. No entanto, jamais será cumprida. E quem acreditava na reforma administrativa, é melhor já ir caindo na real. Se esse artigo 37 da Constituição vigorasse, Bolsonaro não poderia receber três remunerações simultâneas, como capitão, ex-deputado e presidente da República. E os militares que são ministros ou ocupam outros cargos também teriam as remunerações limitadas ao teto constitucional. Mas isso eles não aceitam, de jeito nenhum. Devem ter passado o Carnaval em casa, guardados por Deus e contando o vil metal, como dizia Belchior, o grande compositor cearense. (C.N.)

Carnaval 2020 deve movimentar R$ 8 bilhões na economia, estima Confederação Nacional do Comércio

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Em Salvador, o Carnaval atrai turistas do mundo inteiro

Isadora Duarte
Estadão

O feriado prolongado de carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões em atividades relacionadas ao turismo neste ano, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O faturamento, se confirmado, representa aumento real de 1% em relação ao obtido em igual período do ano passado e o maior volume desde 2015.

Segundo a CNC, “a recuperação gradual da atividade econômica, combinada à inflação baixa” tendem a refletir na recuperação moderada dos serviços turísticos. Além disso, o fortalecimento do dólar ante o real deve favorecer um maior fluxo interno de turistas.

ESTIMATIVA – O Ministério do Turismo calcula que pelo menos 36 milhões de brasileiros vão passar o feriado nos seis principais destinos carnavalescos do país e no Distrito Federal.

Entre os setores que devem gerar maior receita, a CNC destaca a alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões), as empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão) e os serviços de hospedagem em hotéis e pousadas (R$ 861,3 milhões). Juntos, esses segmentos devem responder por 88% do faturamento da data.

MAIOR FATIA – O Estado do Rio de Janeiro tende a concentrar a maior fatia da movimentação financeira do período com faturamento de R$ 2,68 bilhões, seguido por São Paulo com R$ 1,94 bilhão, Bahia com R$ 1,36 bilhão, Minas Gerais com R$ 809,7 milhões, Pernambuco com R$ 381,9 milhões e Ceará com R$ 318 milhões.

A Confederação prevê que a maior taxa de crescimento das receitas deve ser observada em São Paulo com alta de 5,4% e Pernambuco com incremento de +3,2%. Já o Ceará tende a obter um decréscimo de 2,9% no faturamento acumulado no feriado.

CONTRATAÇÕES – A CNC calcula ainda que para atender ao aumento sazonal de demanda, 25,4 mil trabalhadores temporários devem ser contratados entre janeiro e fevereiro deste ano – o maior contingente desde 2014. O número representa 2,8% trabalhadores a mais que no carnaval de 2019. O setor serviços de alimentação deve responder por 71% destas vagas com 18,2 mil postos.

Ministra Damares tenta uma aproximação entre o governo e a Igreja Católica

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Damares  afirma que nunca houve rompimento com a Igreja

Felipe Frazão
Estadão

 A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), que assumiu o papel de interlocutora do governo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o governo, disse ao Estado que acredita que a relação está boa e promete mais cooperação de pautas e políticas públicas: “Em alguns momentos, em alguns lugares, a Igreja chega aonde o Estado não chega”.

A senhora visitou a CNBB em nome do presidente Bolsonaro, com a ciência dele, representando o governo?
A visita se deu com conhecimento do presidente. Ele sabia da visita e da agenda. Não representei o governo como um todo, mas apenas o ministério. Nossas pautas foram muito pontuais.

A senhora é capaz de melhorar a relação do governo com a CNBB, após episódios como a divergência sobre o Sínodo da Amazônia e críticas frequentes do presidente e seus apoiadores ao Papa Francisco?
Eu me coloco à disposição para ser ponte, se necessário for. Mas acho que essa relação está boa. Não vejo esses ruídos todos. Acho que é mais barulho nas redes sociais do que de verdade a relação entre CNBB e Estado.

É um dos objetivos do governo reatar com a CNBB em 2020?
Isso nunca foi conversado, mas não vejo essa questão de não reatar ou rompimento. Esse rompimento nunca houve. A primeira visita que o atual presidente da CNBB (d. Walmor Oliveira de Azevedo) fez, assim que tomou posse, foi ao presidente da República. A CNBB tem inúmeras atividades ligadas a diversos ministérios. Quando a gente pensa no CIMI (Conselho Indigenista Missionário), a gente associa à Funai (Fundação Nacional do Índio) e política indigenista. Quando a gente pensa em Pastoral da Criança, a gente já associada aos ministérios da Saúde, da Cidadania e ao nosso próprio ministério.

Pesa o fato de ser uma pastora conhecedora dos valores cristãos?
Eu não fui como pastora, fui como ministra e como sou militante em defesa da vida e da família e há muitos anos trabalhando com idosos, com criança… Todas as pastorais ligadas à CNBB de uma forma ou de outra uma vez na vida eu já participei. E essas pastorais todas têm uma relação muito grande entre os temas que elas lidam e os do ministério. Era apenas para apresentar à CNBB a formatação do ministério que estamos fazendo. Era uma visita que deveria ter acontecido ano passado.

Pode haver mais cooperação e parcerias do governo Bolsonaro com a Igreja Católica?
Com certeza, muita parceria entre governo e Igreja. Foi uma das coisas que nós falamos lá (na visita). A Igreja tem a Pastoral da Juventude que faz um trabalho espetacular e nós estamos construindo uma política nova para a juventude no Brasil. Dá para fazer muita coisa junto. A Igreja Católica cuida com muito carinho de alguns segmentos, como as famílias no cárcere – presidiários, mulheres, até mesmo as unidades socioeducativas, a população carcerária. A Igreja como um todo tem um trabalho social extraordinário, incrível. Em alguns momentos, em alguns lugares, a Igreja chega aonde o Estado não chega.

Pernambucanos consideram Calabar um traidor e homenageiam outros heróis

Resultado de imagem para domingos calabarEdjailson Xavier Correia

Como pernambucano do Recife e conhecedor profundo da vida e história de nosso povo repilo essa homenagem a Domingos Calabar, um traidor que lutou contra as “tropas nativas do negro, branco e índio” que doaram suas vidas e seu sangue pela formação da pátria brasileira nas colinas sagradas dos Montes Guararapes.

Os brasileiros de todas as raças e suas famílias foram criminosamente atacadas pela maior armada do mundo à época, os holandeses, que cercavam as moradias e até tentaram sequestrar as esposa dos nativos que o combatiam com fé e coragem.

AS MULHERES HEROÍNAS  – Entre os exemplos está a Batalha de Tejucupapo , distrito da cidade de Goiana Pernambuco, onde no dia 23 de abril de 1646 os holandeses resolveram invadir, sabendo que era domingo e as nativas moradoras ficavam sozinhas em suas casas, já que os maridos iam vender na cidade do Recife as frutas,  verduras e outros produtos, como rapadura, farinha etc.

Quando a investida começou, as heroínas pernambucanas resistiram, tendo a frente Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina, que lutaram bravamente contra os holandeses, enquanto os poucos pernambucanos que lá estavam emboscavam nas matas os militares da “maior armada do mundo”. Essas mulheres de Tejucupapo, sem armas, ferveram água em tachos e panelas de barro, acrescentaram pimenta, e atacaram os holandeses com essa mistura jamais esperada por eles. Os olhos eram os principais alvos e a surpresa a melhor estratégia.

GRANDE VITÓRIA –  O saldo da escaramuça foram mais de 300 cadáveres espalhados pelo vilarejo, em sua maioria de holandeses. A batalha durou horas, mas, naquele 23 de abril de 1646 as guerreiras de Tejucupapo saíram vitoriosas, mulheres brasileiras e pernambucanas.

Outro ato de heroísmo das mulheres pernambucanas foi o episódio das Damas de Casa Forte que após os holandeses invadirem o Forte no Bairro do Cordeiro no Recife e os casarios do local. Para obrigar os pernambucanos a se renderem, os holandeses colocaram nas janelas das casas grandes as esposas dos moradores, na tentativa de que os brasileiros se rendessem e não atirassem contra os holandeses, para não atingir as mulheres.

Os comandantes pernambucanos chegaram a pedir para cessarem fogo… cornetas tocaram. Eis que das janelas, debruçadas e expostas às balas, as Damas de Casa Forte, debruçando-se nas janelas, agitando os braços, cheias de heroísmo, gritavam paras as forças libertadoras nativas: “Atirem! Não se importem conosco, não. Atirem!”. Não foi preciso, felizmente, porque os holandeses estavam ficando cercados e tiveram de recuar.

ATAQUE AO ENGENHO – Outro ato que ficou na História ocorreu quando Fernandes Vieira e Vidal de Negreiros resolveram atacar os holandeses, que tinham conseguiram tomar a Casa de Engenho, que foi transformada num reduto deles. Os pernambucanos investiram como inacreditável coragem, utilizando apenas armas brancas, fazendo brilhar as lanças, espadas e facões.

E foi um assalto que honrou a bravura e o nacionalismo dos pernambucanos. E sabem quem mostrou e informou aos holandeses as defesas pernambucanas? Foi o traidor Calabar.

Por todas essas lutas, no Forte das Cinco Pontas, perto da Praça da Restauração, onde os holandeses assinaram a rendição, permanece hasteada a bandeira do Recife, em homenagem aos nossos heróis nativos pernambucanos, com a seguinte frase, que nos orgulha nessa cidade Invicta: ”Bandeira do Recife, Sempre para o Alto! Viva o Povo Brasileiro!”

Ministro Sergio Moro nega ter pedido à PF que enquadrasse Lula na Lei de Segurança Nacional

Assessoria alega “erro interno do Ministério da Justiça””

Deu no O Globo

Criticado por ter solicitado abertura de inquérito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça, Sergio Moro, divulgou nota para afirmar que não havia pedido à Polícia Federal que enquadrasse o petista na Lei de Segurança Nacional (LSN), instituída durante a ditadura militar.
Por intermédio da assessoria, o ministro admitiu que o uso da LSN havia sido confirmado à imprensa, mas por conta de “um erro interno do Ministério da Justiça”. Em ofício de 22 de novembro de 2019, Sergio Moro determinou à PF que instaurasse inquérito para investigar Lula por conta de declarações que deu acusando o presidente Jair Bolsonaro de ser miliciano.
CALÚNIA – Moro afirmou que Lula havia caluniado o presidente da República “atribuindo-lhe falsamente responsabilidade específica por crime de assassinato, além de injuriá-lo qualificando-o como “miliciano”.
“Diante da gravidade dos fatos narrados, requisito, com base no art. 145, parágrafo único, do Código Penal, à Polícia Federal a abertura de inquérito policial e adoção de providências imediatas com vistas à apuração do caso”, escreveu Moro em oficio assinado eletronicamente às 18h36.

INVESTIGAÇÃO – Um minuto antes de assinar o documento enviado à PF, o ministro assinou outro ofício, este endereçado a Bolsonaro, informando que havia determinado a abertura da investigação.

Segundo o site Consultor Jurídico, no dia 26 de novembro, Moro recebeu documento da Polícia Federal confirmando a abertura do inquérito. No documento, o delegado do caso informa que, conforme o ministro havia solicitado, fora instaurado inquérito para apurar os crimes de calúnia e injúria contra o presidente da República.

O ofício do delegado cita que ambos os crimes estão previstos em lei de 1983, a LSN. Segundo a assessoria de Moro, apesar da referência no documento, o delegado teria agido por conta própria ao citar a LSN na portaria que instaurou o inquérito.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
A defesa do petista também divulgou nota nesta segunda-feira em que ratifica a informação de que Moro pediu abertura de inquérito contra Lula com base na Lei de Segurança Nacional. A defesa desmente a versão divulgada de que houve apenas um erro de informação sobre o ocorrido e  justifica que “Lula prestou depoimento à Polícia Federal no dia 19/02/19 em inquérito instaurado com base na Lei de Segurança Nacional e requisitado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública”, acrescentado que “na oportunidade, o ex-presidente demonstrou que não violou a citada lei.” 
Confira a nota da defesa aqui. (Marcelo Copelli)

Militar preso com 39 quilos de cocaína na Espanha confessa crime e recebe seis anos de pena

Sargento alegou dificuldades financeiras e disse estar  arrependido

Deu no O Globo

O segundo-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel Silva Rodrigues, preso em junho do ano passado em um aeroporto da Espanha por transportar 39 quilos de cocaína pura, aceitou uma sentença de seis anos e um dia de prisão, além de uma multa de dois milhões de euros (cerca de R$ 9,5 milhões). Ele confessou o crime e afirmou estar “profundamente arrependido”.

Na ocasião, ele integrava o grupo de apoio do presidente Jair Bolsonaro, que seguia para Osaka, no Japão, para a reunião de cúpula do G20. O militar foi preso no aeroporto de Sevilha enquanto viajava com a droga, depois de voar de Brasília para Lisboa.

CONFISSÃO – O militar foi condenado por uma tribunal de Sevilha. Inicialmente, a pena pedida pelo Ministério Público era de oito anos de prisão, além de uma multa de quatro milhões de euros. No tribunal, ele admitiu que carregava 37 pastilhas de cocaína na mala e que a droga foi entregue a ele no Brasil.

Ele ainda declarou que no dia da sua prisão ele teve que ir a um shopping para entregar a droga para um outro homem que ele não conhecia.

O militar justificou as suas ações porque estava com dificuldades financeiras. A cocaína que transportava era 80% pura e estava avaliada em 1,4 milhão de euros (R$ 6,6 milhões na taxa de câmbio atual).