De Ramagem a Zambelli: a rota de fuga de bolsonaristas rumo ao exterior

8 thoughts on “De Ramagem a Zambelli: a rota de fuga de bolsonaristas rumo ao exterior

  1. Ramagem não precisava fugir. Dificilmente perderia o mandato e poderia cumprir 1/6 da pena no semi aberto e se livrar do problema. Tem família. Com filhos pequenos não dá para arriscar a vida em outro país assim como foragido da justiça. Vai começar do zero lá? Dá até título de filme; “Do zero com o zero três na terra do Mickey” kkkkkk!!!!

    • A fuga seria um erro se houvesse um regime democrático e legalidade no Brasil atual.

      O fato é que todo o patrimônio e a vida de qualquer cidadão no Brasil de hoje não têm proteção nenhuma e estão expostos às arbitrariedades sem limites desse Estado sem respeito à Lei e regido por ditadores que se travestem e usam e abusam da toga que desonram.

  2. Tragédia de Mariana e BHP: falta um coração no monstro de ferro

    Uma década depois do rompimento da barragem, a condenação da BHP na Justiça inglesa expõe o abismo entre o poder das mineradoras e a dor das vítimas do rio Doce

    Há 10 anos, quando ocorreu o desastre criminoso da barragem de Mariana, explorada pela Vale e pela maior mineradora do mundo, a inglesa BHP, só me restava lamentar e chorar a tragédia, como milhões de brasileiros. Anos depois, fui procurado para advogar no caso. É o tipo de processo, embora seja o maior do Judiciário inglês, no qual os honorários não estão na lista de prioridade.

    A revolta pela insensibilidade do governo brasileiro, a arrogância das mineradoras, a desfaçatez do Ibram –que recebeu da mineradora inglesa R$ 6 milhões para questionar a legitimidade dos municípios brasileiros de pleitearem seus direitos perante a Corte britânica–, a parcialidade de parte da imprensa e o derrame de dinheiro das mineradoras, tudo levava à conclusão de que era preciso estar ao lado dos 660 mil brasileiros atingidos, dos 46 municípios que tiveram a coragem e a decência de enfrentar, no processo da Inglaterra, o que parecia impossível.

    Com um orçamento sem limites, para fugir de uma condenação justa, mas pesada financeiramente, todos os recursos foram empregados. Desde usar o Ibram para ajuizar uma vergonhosa ADPF no Supremo Tribunal Federal brasileiro, até financiar parte da imprensa para defender o indefensável. Um ponto chamou muito a atenção de quem queria ver a verdade e levantar o véu denso e perigoso que as mineradoras pretendiam impor.

    A pergunta comporta certa simplicidade: como os meus clientes, grupos quilombolas, poderiam enfrentar, em solo britânico, a mais poderosa mineradora do mundo? E inglesa? E assim, tantos outros grupos de ribeirinhos que foram tragados pela lama tóxica despejada no Rio Doce?

    Esse questionamento remonta aos primórdios da civilização: o poder econômico tende a ser hegemônico e totalitário. No caso concreto, só a participação de grupos financiadores poderia bancar a disputa. Com o financiamento, seria possível levar à Corte inglesa uma discussão técnica e de alto nível. E daria a chance aos melhores argumentos saírem vencedores. Como aconteceu. A condenação da BHP foi histórica e contundente. Com reconhecimento de culpa que terá efeitos importantes e graves. A estratégia, covarde e mesquinha, mas inteligente, foi tachar os financiadores de “abutres”.

    Como acreditar que o direito dos hipossuficientes seria uma afronta aos donos do dinheiro e de parte da imprensa? Foi exatamente esse grupo de financiadores que acreditou na causa, o que viabilizou uma disputa técnica e de alto nível no tribunal inglês. A mineradora queria ganhar por W.O. Sem sequer permitir que as vítimas tivessem direito de ver reconhecida a lesão ao seu próprio direito.

    O Poder Judiciário inglês nos fez lembrar da antiga história do moleiro que brigou com o lorde alemão: “ainda há juízes em Berlim”. Havia uma juíza em Londres. A prepotência impediu as mineradoras de ver isso. Em vez de fazerem uma proposta digna e justa, procuraram a força bruta. Ainda agora, com a retumbante vitória, há expectativa de qual será o acordo proposto.

    No Brasil foi feito um acordo, homologado pelo Supremo Tribunal Federal, em números significativos. Mas muito inferior ao que seria o minimamente justo. E sem o cuidado de procurar todas as partes atingidas. Um governo com preocupação e sensibilidade social não poderia ceder ao conservadorismo que norteou a negociação. Parecia mais um acordo do Zema, com as mineradoras batendo palmas, do que um acordo com um governo do presidente Lula.

    A decisão foi técnica e corajosa ao enfrentar, em um tribunal inglês, a BHP, a maior mineradora do mundo, com uma potência financeira à qual apenas o Direito pode impor limites. Agora, passamos para a 2ª etapa dessa infindável tragédia. Depois de 10 anos, a Justiça inglesa reconheceu a culpa da BHP e as indenizações serão calculadas. Qual deveria ser o próximo passo? A poderosa BHP sentar-se à mesa com os advogados que representam as vítimas e propor um acordo justo e correto. Algo até com uma pitada de humanismo.

    O mundo inteiro está de olho e torcendo por isso. Mas, claro, o vil metal ainda fala pelas vozes da indiferença, da prepotência e da arrogância. Se, de um lado, temos vítimas frágeis e sofridas, do outro, temos os verdadeiros abutres, a lucrar com a desgraça alheia.

    Assim como era impossível, na visão de muitos, enfrentar e ganhar, na Corte inglesa, da poderosa BHP, resta-nos acreditar que, talvez, a memória de tantos e incontáveis sofrimentos da tragédia do rio Doce, de repente, deságue nos corações de ferro dos mineradores e eles enxerguem a dor, o sofrimento e a necessidade de encerrar esse capítulo da história.

    A mineradora, na verdade, não existe. Existem acionistas que, na esmagadora maioria, não apoiam essa tragédia desumana e criminosa. Mas os ribeirinhos, as vítimas, a mãe que perdeu o filho de 7 anos tragado pela lama, todos existem. A dor, o luto, a tristeza e a solidão são reais. Ganhar na Justiça foi difícil, mas possível. Como fazer, agora, na hora do acordo, para colocar um ponto final e um coração de verdade nesse monstro de ferro?

    Poder360, Opinião, 21.nov.2025 – 5h55 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.

  3. Senhor Panorama , o principal inimigo das vítimas dos ” desastres e tragédias ” em Mariana , é o governador de Minas Gerais Romeu Zema (PN-MG) , que vem obstacularizando , obstruindo e sabotando as indenizações e ressarcimentos ás da ” Vale e BHP ” , alegando que não existem responsáveis pelo ocorrido , e mesmo assim licenciou e liberou essas empresas para explorarem novas lavras minerais em MG , mesmo não tendo ressarcido suas vítimas até hoje .

  4. A amnésia seletiva do Bernardo.
    Senhor Melo, quantos esquerdistas, terroristas, sequestradores, assassinos, assaltantes fugiram do Brasil nos idos de 64?
    Seu ativismo de redação só ecoa na mente vadia dos convertidos por burrice ou dinheiro.
    Senhor Franco, Figueiredo, o Fig, deu anistia a essa renca de malfeitores que hoje assolam nosso pais.
    Dessa forma o senhor compactua com os desmandos e roubalheira desse governo, o senhor é um cumplice e não jornalista.

  5. Senhor Eliel , saber demais não quer dizer que essa pessoa vá usar tais conhecimentos , para promover a justiça , pelo contrario pois infelizmente no Brasil as pessoas em geral que sabem demais usam tais conhecimentos para ” chantagear , subjugar e dominar ” as pessoas que comentem algum ilícito , ou seja , o chantagista é pior que o criminoso .

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