
Sinal verde para Flávio expõe mais uma geringonça da família
Dora Kramer
Folha
Não parece ter sido coincidência: no dia 2 de dezembro, Michelle Bolsonaro derrota os enteados no lance do veto à aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará; na sexta-feira seguinte (5), o primogênito Flávio Bolsonaro diz que recebeu do pai sinal verde para se lançar candidato a presidente pelo partido.
A aparência é muito mais de um jogo de equilíbrio das forças familiares do que propriamente do lançamento de uma candidatura para valer, daquele que representaria a direita na disputa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente seria o maior beneficiário dela e, portanto, deve estar achando ótimo.
REAÇÃO – Já a direita, a centro-direita e mesmo o centro —todos os partidos que não se alinham à esquerda nem à cartilha do capitão— num primeiro momento reagiram com descrença, formalidade e, em alguns casos, silêncio. E político quando cala ou fala pouco é porque não pode ou não quer dizer o que pensa.
Desnecessário muito esforço de raciocínio para concluir que mais essa de tantas outras ideias do clã tem um quê de geringonça. Lançamento no vácuo, cujos preparativos limitaram-se à disseminação de boatos travestidos de informações dos chamados bastidores.
QUEIMADO – Flávio estava queimado pelo episódio da convocação da vigília em protesto contra a prisão do pai. O ex-presidente rebaixado à condição de “seu Jair” depois de bulir com a tornozeleira. Carlos sendo contestado pela direita em Santa Catarina e Eduardo, sem assunto nos EUA, buscando abrigo no muro das Lamentações em Israel.
Para a cena da família desunida e protagonista de noticiário negativo, providenciou-se um antídoto na forma de candidatura presidencial a fim de afetar vigor político. Por enquanto, é só.
As primeiras reações não indicam um desenrolar positivo do que os Bolsonaros veem como estratégia esperta que mais uma vez pode se revelar fracassada. E ainda cria o risco real de a direita ignorar a imposição, contestar abertamente a liderança de Jair Bolsonaro, isolar o PL e fazer a alegria do PT.
Blá blá blá
A realidade bateu na Micheque: Ex-mito indica Rachadinha
O ex-mito não apoia ninguém que não seja da família bolsonaro. E isso inclui ela, inclusive, como agregada tardia. Já deveria saber disso.
‘Excluída’, Micheque já deve ir pensando numa vaga de deputada distrital por Gama. O que já seria muito pra ela, pela irrelevância política.
Escolha de Flávio mostra que prioridade do ex-mito é manter a franquia familiar
Ao ungir Flávio Rachadinha, o ex-mito mostra que sua prioridade não é derrotar Barba. O plano é evitar o fechamento da franquia familiar, mesmo que isso signifique perder a eleição de 2026.
Fonte: O Globo, Opinião, 07/12/2025 02h35 Por Bernardo Mello Franco
Adendos, em:
https://youtu.be/rPiW9PnF-ZI?si=vuhFJKxD8Os4nnpa
A realidade bateu na Micheque: Ex-mito indica o Rachadinha para 2026
O ex-mito não apoia ninguém que não seja da família bolsonaro. E isso inclui Micheque, inclusive, como agregada tardia. Ela já deveria saber disso.
‘Excluída’, portanto, da chapa do clã, Micheque já deve ir pensando na disputa de uma vaga de deputada distrital por Gama. O que já seria muito pra ela, pela irrelevância política que tem.
O risco de fiasco do Bolsonaro inexiste. O que é certo que existe, é o risco de fiasco do centrão sem Bolsonaro. Essa impren$a pix não toma jeito mesmo.
O vendedores de fiascos e mercadores da desgraça alheia estão se transformando em profetas nauseabundos.
A nauseabundagem dessa turma é tamanha que se o Demiurgo em mais um dos seus banquetes comer o guardanapo e limpar a boca com o bife vai pautar a mídia canhestra a divulgar que uma pesquisa da Datafolha confirma que o guardanapo é mais nutritivo que o bife de vaca.
E a legião de eunucos passa a comer guardanapos.