Relator diz que crise com Gilmar força Senado a votar lei do impeachment

2 thoughts on “Relator diz que crise com Gilmar força Senado a votar lei do impeachment

  1. Correios enfrenta rombo de R$ 10 bilhões no ano e prejuízo estrutural.
    Roubo covarde nas aposentadorias e pensões dos brasileiros.
    Banco Master entrou em colapso com um rombo bilionário (estimativas variam de bilhões), resultando em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025, após investigações de fraude em CDBs e títulos “sujos”. A crise afetou milhões de clientes, fundos de previdência e gerou um dos maiores resgates da história do FGC. 
    As desgraças são tantas que a população está enojada desses “podres poderes”.

    A REPÚBLICA PODRE

    A República brasileira desde o golpe de 1889, deu início a sucessivos arranjos para acomodar cleptocracias que dominam o país.
    Todos nós continuamos lutando diariamente contra esse estado de coisas horríveis, mas o centro da questão sempre será essa República.

    SUGESTÃO LEGISLATIVA

    A Sugestão Legislativa (SUG) 9/2024, originada do e-Cidadania, propõe um plebiscito em 2026 para decidir sobre a restauração da monarquia parlamentarista no Brasil. A ideia, de autoria popular, visa substituir o presidencialismo, considerado ineficiente e propenso à corrupção, por um sistema monárquico parlamentarista inspirado em modelos europeus.

    MUDE

    Mas comece devagar, porque a direção
    é mais importante que a velocidade.
    Mude de caminho, ande por outras ruas,
    observando os lugares por onde você passa.
    Veja o mundo de outras perspectivas.
    Descubra novos horizontes.

    Nota: Trecho adaptado do poema pertencente a Edson Marques. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Clarice Lispector. Todavia, ainda existe controvérsia.

    Curtinhas

    PS.: Com mais de 6 bilhões de prejuízo, o fim dos Correios.
    (Radialista Paulo Lopes)

    PS. 02: Após viagem em jatinho, Toffoli passou do limite do suportável, diz Maierovitch.

    PS. 03: “Não é porque uma coisa pode que ela é moral. Ela é completamente imoral”.
    (Comentário de Malu Gaspar, na Globo News, sobre a viagem em jatinho, feita pelo ministro Toffoli)

    PS. 04: “Depois de superar o golpismo, Brasil precisa enfrentar a falta de limites do Supremo”.
    (Malu Gaspar, 27/11/2025)

    Acordou?

    PS. 05: O valor milionário do contrato da mulher de Alexandre de Moraes com o enrolado Banco Master”.
    (Malu Gaspar, 09/12/2025)

    Caiu da cama?

  2. SUPREMO SE DESMORALIZA COM DECISÃO DE TOFFOLI SOBRE O MASTER

    Revelações sobre ministros afundam Supremo na crise do Master

    Quando Dias Toffoli chamou para si o caso do Banco Master e decretou sigilo absoluto, muita gente em Brasília dormiu aliviada. Acreditou-se que a decisão era suficiente para conter as revelações que poderiam emergir do inquérito que estava na primeira instância.

    De fato, ela fez parar tudo, das oitivas à abertura de novos inquéritos, assim como as perícias no material apreendido pela Polícia Federal no dia da prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, e dos outros alvos da Operação Compliance Zero.

    A investigação que começou com a venda fraudulenta de créditos de R$ 12,2 bilhões do Master ao estatal BRB ameaçava se espraiar por outros ramos dos negócios de Vorcaro e seus parceiros da política, mas a decisão de Toffoli parecia ter levado os potenciais envolvidos a porto seguro.

    Logo se viu que a blindagem tinha furos. Só que os primeiros atingidos não foram os suspeitos habituais do Congresso, e sim os próprios ministros do Supremo.

    A revelação de que o próprio Toffoli viajou para o Peru com o advogado de um dos investigados no jato de um empresário amigo para assistir à final da Libertadores, horas antes de decretar o “sigilo master” sobre o processo, jogou por terra a pretensão de controlá-lo.

    Dias depois, soubemos que Moraes também tinha muito a perder com o escrutínio sobre o Master.

    Já era público que o escritório de sua mulher e de seus filhos, o Barci de Moraes Associados, tinha um contrato com o banco. O que não se conhecia era o valor: R$ 3,6 milhões ao mês por três anos, ou R$ 129,6 milhões ao todo.

    O objeto da contratação é amplo. Prevê desde a defesa do banco e de seus controladores na Justiça até o “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do Master no Senado e na Câmara Federal.

    Que projetos são esses e que tipo de acompanhamento? Isso ainda é mistério, já que nem Moraes nem sua mulher, Viviane, se manifestaram até agora.

    Mas não precisa ter carteira da OAB para saber que a remuneração está muito acima dos parâmetros de mercado, mesmo o das grandes estrelas da advocacia.

    Os defensores de Toffoli, Moraes e Viviane dizem que não há regra que impeça ministros de viajar em jatos e que não é ilegal seus parentes prestarem serviços a clientes privados — é verdade, assim como também é fato que o próprio Supremo liberou seus magistrados para julgar processos de escritórios de seus parentes.

    Se fosse um argumento aceitável, porém, já teria aparecido algum acólito de plantão para defendê-lo em público.

    Antes, até havia quem dissesse que o sigilo de Toffoli era necessário para impedir vazamentos ou que o caso do Master poderia se transformar em Lava-Jato 2.0 e levar ao surgimento de novos outsiders como o ex-mito, na linha do “se investigar o Master, o fascismo volta”. Agora, até esse pessoal anda calado.

    NO SUPREMO, O CONSTRANGIMENTO PELO QUE JÁ SE SABE SÓ NÃO É MAIOR QUE O PAVOR DO QUE AINDA PODE VIR À TONA. QUEM CONHECE BEM AS ENTRANHAS DO MASTER, RECONHECE QUE O ABALO PODE SER GIGANTE.

    A nova esperança de Toffoli, Moraes e companhia é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantenha o processo com o Supremo, endosse o sigilo e ajude a dificultar o andamento da investigação.

    Não é uma expectativa descabida, dado que Moraes foi um dos principais padrinhos da indicação de Gonet ao cargo. Com Gilmar, ambos formam uma trinca azeitada.

    Mesmo que o caso venha a ser abafado pela PGR, porém, o estrago já está feito.

    Os requintes de promiscuidade com o Master são o coroamento de uma degradação que vem de longe — e resulta da simbiose entre a onipotência alienada dos ministros e a conivência de amplos setores da sociedade.

    O temor de Moraes e seu modus operandi faz com que muita gente prefira não dizer em público o que fala todo dia em Brasília, na Faria Lima, ou na Central do Brasil:

    – O STF, FUNDAMENTAL PARA ASSEGURAR A ESTABLIDADE DEMOCRÁTICA E PROTEGER A CONSTITUIÇÃO, DESMORALIZOU A SI PRÓPRIO AO SE AFUNDAR NA GELEIA MORAL DOS CENTRÕES DA VIDA.

    A escolha que os ministros têm diante de si, agora, não é entre matar ou não o inquérito do Master, e sim entre aceitar que não são intocáveis e devem satisfação ao público ou se preparar para um futuro descrito de forma bastante crua nesta semana pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado:

    — Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha.

    Pode parecer exagero, mas talvez seja melhor não pagar para ver.

    Fonte: O Globo, Opinião, 11/12/2025 04h00 Por Malu Gaspar

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