Imprensa quer ocultar a podridão que atinge a família de Moraes

Trump aplica Lei Magnitsky a esposa de Alexandre de Moraes - 22/09/2025 -  Poder - Folha

Contrato com Master destrói a idoneidade do ministro

Carlos Newton

É alarmante constatar que o país já não pode contar com a chamada grande imprensa, que prestou grandes serviços na fase da Lava Jato, mas depois passou a ser conivente com a corrupção e com as irregularidades cometidos pelo Supremo e pelo governo Lula, passando a criticar preferencialmente o Congresso, por causa das emendas parlamentares.

Não se fez a ressalva de que as emendas fazem parte da práxis democrática e existem em muitos países, inclusive nos Estados Unidos. Seus excessos já foram contidos pelo ministro Flávio Dino, mas a imprensa agora fica procurando recapitular e renovar as denúncias, para enfraquecer o Legislativo, justamente quando ele mais precisa de força, para enfrentar os desmandos do Judiciário e do Executivo.

PASSANDO PANINHO – O mais inacreditável é que, ao mesmo tempo, a mídia procure não somente esfriar, mas também esconder e sepultar os seguidos escândalos que atingem ministros do Supremo, como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Nesta terça-feira, por exemplo, enquanto a internet e as redes sociais desancavam a blindagem de Gilmar a ministros ameaçados de impeachment e o envolvimento de Moraes e Toffoli com a corrupção do Banco Master, a grande imprensa tentava desesperadamente abafar os dois casos.

Embora a notícia fosse originária de O Globo, pelo colunista Lauro Jardim, o jornal dos irmãos Marinho não deu importância ao descaminho da família Moraes. Da mesma forma, outros jornais, como Folha, Estadão, Valor, Zero Hora, O DIa e Correio Braziliense, tentaram ocultar o escândalo que destruiu a suposta idoneidade de Moraes.

FALSO DESMENTIDO – O mais incrível nesse comportamento da chamada grande imprensa foi a matéria defendendo a mulher de Moraes, publicada pelo Projeto Comprova, uma coalizão que reúne 41 veículos na checagem de fake News nas redes sociais.

A “apuração” do caso Master nas postagens das redes foi feita por Folha e O Dia, tendo sido depois “verificada” por UOL, GZH e A Gazeta. Com base nessa “apuração”, a Folha publicou no dia 1º a reportagem sem assinatura, afirmando que “não há indícios de que a mulher de Moraes tenha envolvimento no caso do Banco Master”.

A matéria diz que “seu escritório foi contratado pela instituição, mas o post mente ao dizer que prisão de Bolsonaro foi para acobertar participação dela no escândalo”. E completa: “O conteúdo também desinforma ao dizer que ministro teria tirado do ar publicações ligando a parceira à fraude”.

E COMPLETA – “Não é verdade que Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, tenha envolvimento no escândalo do Banco Master, ou que o magistrado tenha mandado derrubar posts associando o nome dela ao da instituição financeira, diferentemente do que afirma um post viral no Instagram”, diz a matéria da Folha, acrescentando:

“Como verificado pelo Comprova, o escritório de advocacia Barci de Moraes, onde atuam Viviane e dois filhos do casal, foi contratado pelo banco para representá-lo judicialmente, segundo publicou O Globo em abril deste ano. De acordo com fontes ligadas ao banco, Viviane representa o Master em algumas poucas ações”, diz a reportagem.

O fato de ela ser advogada da instituição não significa que tenha envolvimento no escândalo envolvendo o Master, liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero, com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional”.

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P.S.
Esse tipo de jornalismo envergonha a nação. Quer dizer que a dra. Viviane Moraes estava ganhando R$ 129 milhões para defender apenas “algumas poucas ações”? Portanto, não é coincidência que o impoluto ministro tenha comprado em agosto uma mansão em Brasília por R$ 12 milhões, como cerca de 750 metros quadrados de área construída. Se Francelino Pereira e Renato Russo ainda estivessem entre nós iriam bradar, em uníssono: “Que país é esse?”. (C.N.)

11 thoughts on “Imprensa quer ocultar a podridão que atinge a família de Moraes

  1. Sr. Newton

    Quem diria, o Partideco das Trevas da Ètica do Moral e dos Bons Costumes, um eterno combatente da corrupção, bandalheira e falcatruas que assola o Páis está ligado a Organizações Criminosas..

    Pode isso.??

    PT do Rio abre processo contra deputada que votou por soltura de Bacellar…

    https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2025/12/10/pt-do-rio-abre-processo-contra-deputada-que-votou-por-soltura-de-bacellar.htm?cmpid=copiaecola

  2. Sr. Newton

    Tem mais imóveis que o Xá da Pérsia comprou, segundo os Especialistas de Plantão…

    A “famiglia” está com muita grana pra torrar….

    Tudo pela “justiça $ocial”…..

    “”..Uma das transações, ocorrida em março, foi a compra de um apartamento duplex em Campos do Jordão (SP) por R$ 4 milhões. Com 365 metros quadrados, o imóvel de alto padrão possui cinco suítes, seis vagas de garagem e uma ampla varanda gourmet.

    Este é o segundo apartamento da família no mesmo edifício; o primeiro foi adquirido em 2014, também por R$ 4 milhões e com a mesma metragem e planta — ambos vendidos pela construtora Paiano Lopes LTDA.

    https://claudiodantas.com.br/instituto-moraes-comprou-imoveis-16-milhoes/

    aquele abraço

    E continua a ventania………

    • “Que país é esse?”

      Sr. Newton

      È o Páis da Ju$tiça do $éculo XXI……

      O Páis do Pai da Pátria do Século XXI

      O Pais do Redentor e Fiador da Demogracinha Bostileira….

      aquele abraço

  3. SUPREMO SE DESMORALIZA COM DECISÃO DE TOFFOLI SOBRE O MASTER

    Revelações sobre ministros afundam Supremo na crise do Master

    Quando Dias Toffoli chamou para si o caso do Banco Master e decretou sigilo absoluto, muita gente em Brasília dormiu aliviada. Acreditou-se que a decisão era suficiente para conter as revelações que poderiam emergir do inquérito que estava na primeira instância.

    De fato, ela fez parar tudo, das oitivas à abertura de novos inquéritos, assim como as perícias no material apreendido pela Polícia Federal no dia da prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, e dos outros alvos da Operação Compliance Zero.

    A investigação que começou com a venda fraudulenta de créditos de R$ 12,2 bilhões do Master ao estatal BRB ameaçava se espraiar por outros ramos dos negócios de Vorcaro e seus parceiros da política, mas a decisão de Toffoli parecia ter levado os potenciais envolvidos a porto seguro.

    Logo se viu que a blindagem tinha furos. Só que os primeiros atingidos não foram os suspeitos habituais do Congresso, e sim os próprios ministros do Supremo.

    A revelação de que o próprio Toffoli viajou para o Peru com o advogado de um dos investigados no jato de um empresário amigo para assistir à final da Libertadores, horas antes de decretar o “sigilo master” sobre o processo, jogou por terra a pretensão de controlá-lo.

    Dias depois, soubemos que Moraes também tinha muito a perder com o escrutínio sobre o Master.

    Já era público que o escritório de sua mulher e de seus filhos, o Barci de Moraes Associados, tinha um contrato com o banco. O que não se conhecia era o valor: R$ 3,6 milhões ao mês por três anos, ou R$ 129,6 milhões ao todo.

    O objeto da contratação é amplo. Prevê desde a defesa do banco e de seus controladores na Justiça até o “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do Master no Senado e na Câmara Federal.

    Que projetos são esses e que tipo de acompanhamento? Isso ainda é mistério, já que nem Moraes nem sua mulher, Viviane, se manifestaram até agora.

    Mas não precisa ter carteira da OAB para saber que a remuneração está muito acima dos parâmetros de mercado, mesmo o das grandes estrelas da advocacia.

    Os defensores de Toffoli, Moraes e Viviane dizem que não há regra que impeça ministros de viajar em jatos e que não é ilegal seus parentes prestarem serviços a clientes privados — é verdade, assim como também é fato que o próprio Supremo liberou seus magistrados para julgar processos de escritórios de seus parentes.

    Se fosse um argumento aceitável, porém, já teria aparecido algum acólito de plantão para defendê-lo em público.

    Antes, até havia quem dissesse que o sigilo de Toffoli era necessário para impedir vazamentos ou que o caso do Master poderia se transformar em Lava-Jato 2.0 e levar ao surgimento de novos outsiders como o ex-mito, na linha do “se investigar o Master, o fascismo volta”. Agora, até esse pessoal anda calado.

    NO SUPREMO, O CONSTRANGIMENTO PELO QUE JÁ SE SABE SÓ NÃO É MAIOR QUE O PAVOR DO QUE AINDA PODE VIR À TONA. QUEM CONHECE BEM AS ENTRANHAS DO MASTER, RECONHECE QUE O ABALO PODE SER GIGANTE.

    A nova esperança de Toffoli, Moraes e companhia é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantenha o processo com o Supremo, endosse o sigilo e ajude a dificultar o andamento da investigação.

    Não é uma expectativa descabida, dado que Moraes foi um dos principais padrinhos da indicação de Gonet ao cargo. Com Gilmar, ambos formam uma trinca azeitada.

    Mesmo que o caso venha a ser abafado pela PGR, porém, o estrago já está feito.

    Os requintes de promiscuidade com o Master são o coroamento de uma degradação que vem de longe — e resulta da simbiose entre a onipotência alienada dos ministros e a conivência de amplos setores da sociedade.

    O temor de Moraes e seu modus operandi faz com que muita gente prefira não dizer em público o que fala todo dia em Brasília, na Faria Lima, ou na Central do Brasil:

    – O STF, FUNDAMENTAL PARA ASSEGURAR A ESTABLIDADE DEMOCRÁTICA E PROTEGER A CONSTITUIÇÃO, DESMORALIZOU A SI PRÓPRIO AO SE AFUNDAR NA GELEIA MORAL DOS CENTRÕES DA VIDA.

    A escolha que os ministros têm diante de si, agora, não é entre matar ou não o inquérito do Master, e sim entre aceitar que não são intocáveis e devem satisfação ao público ou se preparar para um futuro descrito de forma bastante crua nesta semana pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado:

    — Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha.

    Pode parecer exagero, mas talvez seja melhor não pagar para ver.

    Fonte: O Globo, Opinião, 11/12/2025 04h00 Por Malu Gaspar

  4. Excelente artigo!

    Como se não bastasse esconder a sujeira da famíglia do traficante Xandão do PCC, a imprensa prostituída sequer fala das viagens do Totóffi no jatinho do ‘Beto Louco’, o lavador do 1533.

    É a mesma imprensa que insiste em negar que o Xandão do PCC tem essa alcunha por ter trabalhado para o Marcola. É a mesma imprensa que relativiza o fato do ladrão Lula da Silva ter fundado o Foro de SP, o cartel de narcotraficantes da América Latina.

    A imprensa morreu, resta uns gatos pingados aqui e acolá, espalhados pela internet.

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