
Nunes deseja continuar à frente da prefeitura até 2028
Carlos Petrocilo
Folha
À medida que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026 ganha forma, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se diz aliviado para terminar o seu mandato, segundo aliados.
O prefeito está entre os principais cotados para concorrer ao Governo de São Paulo, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) tivesse sido escalado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar o Planalto.
REELEIÇÃO – No entanto, o ex-presidente confirmou em uma carta, revelada na última quinta-feira (25), a indicação do seu filho Flávio para o pleito do ano que vem. Com a candidatura de Flávio, Tarcísio tem reforçado à sua equipe que brigará pela reeleição no Palácio dos Bandeirantes.
Nunes tem manifestado, publicamente, o seu desejo de continuar à frente da prefeitura e já disse, em tom de brincadeira, que a partir de 2028 poderá ser secretário ou ministro de Tarcísio.
Por outro lado, o emedebista repete que, se Tarcísio pedir, ele concorre ao governo. Nunes afirma ter uma dívida de gratidão ao governador pelo apoio no momento mais crítico de sua reeleição em 2024.
ALÍVIO – A permanência de Nunes também traz alívio para sua equipe, que está em alerta com as chances de o vice coronel Ricardo Mello Araújo (PL) assumir o comando da prefeitura a partir de abril de 2026.
Escolhido pelo ex-presidente Bolsonaro para ser o vice de Nunes, Mello Araújo é visto como imprevisível e voluntarista. Recentemente, ele fez críticas ao próprio prefeito e ao governador.
Cada vez mais descolado do prefeito, Mello Araújo dá nome de ‘missão Bolsonaro’ à sua função de vice-prefeito e já disse que não é bem quisto pela gestão municipal. “Gosto das coisas certas e [isso] incomoda quem anda errado. Simples assim”, disse o vice à Folha, em novembro.