Caso Master complica Dias Toffoli, um “abafador-geral” bem trapalhão

Homem de meia-idade com cabelo grisalho e barba curta veste terno azul, camisa branca e gravata azul clara, posicionado à direita da imagem com fundo desfocado em tons de azul e branco.

Toffoli se meteu onde não devia e terá muitos dissabores

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

Não se conhecem em detalhes os fatos que estão congelados no grande iceberg do Banco Master sobre o qual está sentado o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Os sinais são de que a montanha submersa tem enorme potencial para afundar um Titanic com muitos passageiros do establishment econômico, político e institucional a bordo.

No que tange ao STF, onde o caso, sem motivo convincente foi parar, sabe-se de um vultoso contrato de R$ 129,6 milhões do banco com a família de Alexandre de Moraes, por si rumoroso o suficiente para deixar o tribunal na berlinda.

ABAFADOR-GERAL – Mas não é só isso. Choca, em acréscimo, da parte do candidato a abafador geral Dias Toffoli, o super-sigilo imposto e a trapalhada de ter anunciado uma acareação entre Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação, Pedro Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), possível comprador, e o diretor de fiscalização do BC Ailton de Aquino Santos.

Isso, como já foi repisado, ao apagar do ano, durante festas e recesso de instituições da República. Aos olhos de advogados e juristas respeitáveis, a convocação de Aquino não tinha cabimento fosse para o procedimento do qual Toffoli acabou por recuar em parte, seja para depor à Polícia Federal.

O episódio acabou privilegiando depoimento e acareação de Vorcaro e Pedro Henrique Costa, tendo Aquino prestado esclarecimentos sobre a atuação do BC antes de ser dispensado.

CRIME ORGANIZADO – A novidade em cena é o uso pelo banco de operações com fundos que serviram também a propósitos escusos do crime organizado, conforme se viu na operação Carbono Oculto.

Como publicou esta Folha, um relatório do Banco Central (BC) enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indícios de fraude em operações financeiras realizadas em conjunto com fundos administrados pela Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Quem acompanha o mercado diz que é grande o nervosismo. Pudera.

De acordo com o documento, as transações suspeitas somariam R$ 11,5 bilhões e foram consideradas pelo BC como portadoras de “falhas graves”, em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional.

APOIOS COMPROMETEDORES – Sabe-se que o Master, além da imaginação financeira de seu dono, conta com uma ampla rede de apoios comprometedores, envolvendo autoridades de relevo.

Noticiou-se que o governador do Rio, Cláudio Castro, por exemplo, bem como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teriam apoiado a instituição com incentivo a investimentos dos fundos de previdência dos servidores do Rio e do Amapá. No caso do Estado da região Norte, o diretor do fundo seria apadrinhado do senador.

Os dois casos, entre tantos na mesma linha veiculados pela imprensa, talvez sejam apenas a pontinha da ponta do iceberg que já se pode ver.

DELAÇÃO PREMIADA – O grande temor agora é que o imbróglio entre na esfera criminal e acabe por produzir uma delação premiada, o que não seria fogo e sim um incêndio de grandes proporções no parquinho.

O Brasil não dá sossego. O caso Master vai nos acompanhar por bom tempo. Serão grandes as apreensões e variadas as tentativas de manobras num ambiente político cada vez mais delinquencial, que se alastra pelo Congresso e outras instâncias da democracia.

O Titanic continua em rota de colisão com o iceberg. Veremos.

13 thoughts on “Caso Master complica Dias Toffoli, um “abafador-geral” bem trapalhão

  1. A bandigadem enlouqueceu geral.

    Os vagabundos querem detonar com o mercado financeiro e a p´ropria Economia pra defender criminosos.

    Aprenderema com o STF.

  2. A bandigadem enlouqueceu geral.

    Os vagabundos querem detonar com o mercado financeiro e a própria Economia pra defender criminosos.

    Aprenderam com o STF.

    Como podemos terr entregue o Estado a este tipo de gente absolutamente sem caráter, comprometida com a bandidagem estatal e, aogra, privada?

    • Enquanto o santo idolatrado Lula estiver nos desgovernando será isto.

      No próximo mandato, o próximo escãndalo tem tudo pra chegar na casa dos trilhões.

      Não se tira alguém da cadeia pra ser Presidente, pelo menos em países minimamente sérios.

      Até pra defender bandido é preciso um mínimo inteligência.

      Estes caras do TCU são antas demais.

      Ou então eram e são operadores do Banco Master.

  3. PF determina que Bananinha volte a trabalhar

    Após ter mandato cassado, Polícia Federal determina que Bananinha retorne ao cargo de escrivão

    Ex-deputado está nos EUA e, ao longo do último ano, foi alvo de processos administrativos disciplinares por protagonizar ataques e ameaças públicas a delegados da corporação

    A Polícia Federal (PF) determinou o retorno do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação, do qual havia se licenciado para exercer o mandato parlamentar até ser cassado por faltas.

    O ato foi assinado pelo diretor de gestão de pessoas Licinio Nunes de Moraes Netto no dia 31 de dezembro, e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU).

    Ao longo de 2025, Bananinha foi alvo de processos administrativos disciplinares por protagonizar ataques à PF e ameaçar publicamente delegados federais.

    (…)

    Fonte: O Globo, Política, 02/01/2026 11h11 Por Yago Godoy – Rio de Janeiro

    Pegar no batente: Chega de ‘turismo’, gastança de dinheiro público e traição à pátria? É o fim da linha.

  4. Os caras são tão idiotas que acham que tomar estas atitudes infâmes durante o recesso, não levantaria suspwtias e oposição.

    Estão na Era da Pedra Lascada, como o chefe geral.

  5. Tínhamos dois Procuradores Gerais, com o título de Engavetadores Gerais da Nação:
    Geraldo Brindeiro no governo FHC,
    Augusto Aras no governo Bolsonaro, e fora da PGR, podemos nomear o ministro Dias Toffoli do STF, e Jonathan de Jesus do TCU.

    Enquanto o STF permanece calado e envergonhado com a atuação de Toffoli, os ministros do TCU mandaram recado ministro Jonathan, indicado de Arthur Lira, que vão barrar qualquer decisão dele para abafar o caso do Master.

    • A pressão em favor do Banco Master contínua forte.
      No STF, o ministro Dias Toffoli busca uma pescaria nos depoimentos do Vorcaro dono do Master e do Paulo Roberto Costa ex- presidente do Banco de Brasília, para ganhar um argumento robusto visando decidir pela suspensão da Liquidação do Banco Master.

      Outra pressão avassaladora, vem do Tribunal de Contas da União, na pessoa de um de seus nove integrantes, o ministro do Centrão indicado pelo ex- presidente da Câmara, Arthur Lira. Trata-se do ministro fora da curva do razoável, chamado Jhonatan Jesus, filho de um senador de Roraima, que subjetivamente considerou precipitada a intervenção do Banco Master pelo Banco Central e pediu esclarecimentos que embasaram a liquidação.
      O Banco Central enviou a exposição de motivos em 18 páginas. Ocorre, que Jhonatan Jesus não ficou satisfeito com as informações e reclamou com o presidente do TCU, ministro Vital do Rego.
      Nesta manhã do dia 02/01/2026, Vital do Rego determinou inspeção no Banco Central.

      Os interesses escusos envolvendo essa trama macabra do Banco Master está escalando de uma maneira impressionante. A sociedade está atenta nessa teia armada em defesa do dono do Banco Master, o playboy e corrupto Daniel Vorcaro.

      A cada dia que passa, a perplexidade com a impunidade dos nossos homens públicos do meio empresarial e de autoridades do Estado ao então de maneira exponencial.

      Atitudes de membros do STF e do TCU não podem macular o prestígio e a importância do Tribunal de Contas e da Suprema Corte para o Estado Brasileiro e em consequência para a sociedade.

      É preciso cortar na carne, quando uma autoridade usa o cargo para atender interesses pessoais ou de grupos de pressão no empresariado e no Congresso Nacional.

      É preciso se indignar e criticar, todos que atentem com a ordem juridica, não importa o cargo que ocupam, eles devem obediência ao ordenamento jurídico e em última análise ao povo brasileiro.

      • O Congresso Nacional está metido nessa lama do Banco Master até o pescoço. A fedentina está batendo no nariz. Que vergonha para o cidadão, contribuinte e eleitor, abrir o jornal e ler pela manhã , tantas autoridades do Judiciário e do Legislativo tentando salvar a pele do Daniel Vorcaro dono do Banco Master, pensando no próprio pescoço, porque essa praga ameaça a todos com delação premiada.

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