/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/L/A/191WypTn6RV3Dw77oxUA/foto08fin-201-jesus-c3.jpg)
Jhonatan de Jesus tentou salvar o corrupto Daniel Vorcaro
André Borges e Adriana Fernandes
Folha
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus deverá suspender a inspeção in loco no Banco Central para apurar a conduta do órgão no caso Master. O ministro disse a colegas da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação do Banco Master, do corrupto e fraudador Daniel Vorcaro.
A possibilidade de anulação dessa decisão vem provocando tensão no mercado financeiro, no Banco Central e no próprio tribunal. Ao aceitar o recurso do BC e suspender a inspeção, Jhonatan leva o caso ao plenário do TCU.
LIQUIDAÇÃO MANTIDA – Relator do caso, Jhonatan conversou com integrantes do TCU e afirmou a eles que não tomará uma medida para reverter da decisão do BC que determinou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo relatos feitos à Folha, essa decisão não seria feita nem de forma cautelar, durante o curso do processo aberto no TCU, nem ao fim do caso. Na avaliação de ministros, essa sinalização seria necessária para acalmar o mercado financeiro diante das ameaças de reversão da liquidação.
A preocupação é grande também entre investidores estrangeiros, que vêm buscando informações e interlocução com membros da Corte.
PRESSÕES INTERNAS – Jhonatan sofre pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master. O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.
Jhonatan estava sendo instado a se manifestar publicamente afastando o risco de reversão da liquidação.
A avaliação de seus pares é que a sua decisão de determinar uma inspeção in loco no BC em meio à uma investigação que questiona a conduta do banco no caso Master acabou colocando todo o TCU em exposição política.
RECURSO DO BC – Nos bastidores, ministros e Jhonatan passaram então a articular uma “saída” para a crise, com o objetivo de “reduzir a pressão” sobre a Corte.
A decisão de acatar o pedido do BC e suspender a inspeção é o primeiro resultado desse movimento. A avaliação de Jhonatan em conversa com outros ministros da corte é que uma eventual decisão de reverter a liquidação do Master só poderia ser tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Nesta quarta-feira (7), o presidente do TCU, Vital do Rêgo, disse à Folha que um processo de “desliquidação” não caberia à instituição.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cai o pano, cai a máscara, cai o rei de espadas, cai, não fica nada. Em matéria de desmoralização, o TCU já faz frente ao Supremo. (C.N.)
Como um País pode dar certo com tantos incomPTentes em cargos chaves
Foi nomeado pelo Narcola X9 ??
Se, sim, tem todas as credenciais para liderar o TCU.
Trabalhar com corrupção dá calos nos dedos…
aquele abraço
Esse cara ai é ministro???
Não, é médico.
É surpreendente a reação de órgãos de controle à intervenção no Banco Master, diz Marcos Lisboa
Caso Master: procurador defende inspeção do TCU no BC antes de decisão colegiada
Economista vê problemas para solvência e regulação do sistema bancário com a reação do TCU e do STF sobre o caso
O economista Marcos Lisboa diz ser surpreendente a reação “descontrolada” de órgãos de controle, como a do Tribunal de Contas da União (TCU), à decisão do Banco Central (BC) de promover a liquidação do Banco Master.
“O Brasil enfrentou casos de descontrole em bancos privados com sucesso nos últimos 30 anos, e eu nunca assisti a uma reação como essa”, afirma Lisboa, sócio-diretor da Gibraltar Consulting.
Nas últimas semanas, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou sigilo sobre as investigações, e o ministro Jonathan de Jesus, do TCU, ordenou uma inspeção na autarquia para averiguar o processo de análise do Master.
(…)
Fonte: O Estado de S. Paulo, Economia, 07/01/2026 | 12h00 Por Luiz Guilherme Gerbelli
https://www.estadao.com.br/economia/e-surpreendente-a-reacao-de-orgaos-de-controle-a-intervencao-no-banco-master-diz-marcos-lisboa/?cb_rec=djRfMQ&recomendacao=chartbeat&pos=4
Após quebra do Master, Vorcaro tenta tirar o dele da reta e deixar o resto que se dane
Pela Lei, Vorcaro teria que responder com seus bens pessoais para cobrir o rombo da fraude
A Lei brasileira prevê que, nos casos de atos ilícitos graves como fraude e gestão temerária, os responsáveis diretos (donos e administradores) respondam com seus bens pessoais para cobrir os prejuízos causados à instituição financeira.
Mas, o que Vorcaro tenta, no momento, não é livrar o Banco, clientes e investidores dos prejuízos da fraude, mas ficar com o seu patrimônio pessoal (bens e dinheiro) livre e ileso.
Segundo Merval Pereira, na CBN