Piada do Ano! Ministro do TCU desiste de anular a liquidação do Banco Master

Avesso a holofotes e leal ao Centrão, Jhonatan de Jesus opera à sua maneira  no TCU | Finanças | Valor Econômico

Jhonatan de Jesus tentou salvar o corrupto Daniel Vorcaro

André Borges e Adriana Fernandes
Folha

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus deverá suspender a inspeção in loco no Banco Central para apurar a conduta do órgão no caso Master. O ministro disse a colegas da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação do Banco Master, do corrupto e fraudador Daniel Vorcaro.

A possibilidade de anulação dessa decisão vem provocando tensão no mercado financeiro, no Banco Central e no próprio tribunal. Ao aceitar o recurso do BC e suspender a inspeção, Jhonatan leva o caso ao plenário do TCU.

LIQUIDAÇÃO MANTIDA – Relator do caso, Jhonatan conversou com integrantes do TCU e afirmou a eles que não tomará uma medida para reverter da decisão do BC que determinou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Segundo relatos feitos à Folha, essa decisão não seria feita nem de forma cautelar, durante o curso do processo aberto no TCU, nem ao fim do caso. Na avaliação de ministros, essa sinalização seria necessária para acalmar o mercado financeiro diante das ameaças de reversão da liquidação.

A preocupação é grande também entre investidores estrangeiros, que vêm buscando informações e interlocução com membros da Corte.

PRESSÕES INTERNAS – Jhonatan sofre pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master. O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.

Jhonatan estava sendo instado a se manifestar publicamente afastando o risco de reversão da liquidação.

A avaliação de seus pares é que a sua decisão de determinar uma inspeção in loco no BC em meio à uma investigação que questiona a conduta do banco no caso Master acabou colocando todo o TCU em exposição política.

RECURSO DO BC – Nos bastidores, ministros e Jhonatan passaram então a articular uma “saída” para a crise, com o objetivo de “reduzir a pressão” sobre a Corte.

A decisão de acatar o pedido do BC e suspender a inspeção é o primeiro resultado desse movimento. A avaliação de Jhonatan em conversa com outros ministros da corte é que uma eventual decisão de reverter a liquidação do Master só poderia ser tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Nesta quarta-feira (7), o presidente do TCU, Vital do Rêgo, disse à Folha que um processo de “desliquidação” não caberia à instituição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Cai o pano, cai a máscara, cai o rei de espadas, cai, não fica nada. Em matéria de desmoralização, o TCU já faz frente ao Supremo. (C.N.)

6 thoughts on “Piada do Ano! Ministro do TCU desiste de anular a liquidação do Banco Master

  1. É surpreendente a reação de órgãos de controle à intervenção no Banco Master, diz Marcos Lisboa

    Caso Master: procurador defende inspeção do TCU no BC antes de decisão colegiada

    Economista vê problemas para solvência e regulação do sistema bancário com a reação do TCU e do STF sobre o caso

    O economista Marcos Lisboa diz ser surpreendente a reação “descontrolada” de órgãos de controle, como a do Tribunal de Contas da União (TCU), à decisão do Banco Central (BC) de promover a liquidação do Banco Master.

    “O Brasil enfrentou casos de descontrole em bancos privados com sucesso nos últimos 30 anos, e eu nunca assisti a uma reação como essa”, afirma Lisboa, sócio-diretor da Gibraltar Consulting.

    Nas últimas semanas, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou sigilo sobre as investigações, e o ministro Jonathan de Jesus, do TCU, ordenou uma inspeção na autarquia para averiguar o processo de análise do Master.

    (…)

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Economia, 07/01/2026 | 12h00 Por Luiz Guilherme Gerbelli

    https://www.estadao.com.br/economia/e-surpreendente-a-reacao-de-orgaos-de-controle-a-intervencao-no-banco-master-diz-marcos-lisboa/?cb_rec=djRfMQ&recomendacao=chartbeat&pos=4

  2. Após quebra do Master, Vorcaro tenta tirar o dele da reta e deixar o resto que se dane

    Pela Lei, Vorcaro teria que responder com seus bens pessoais para cobrir o rombo da fraude

    A Lei brasileira prevê que, nos casos de atos ilícitos graves como fraude e gestão temerária, os responsáveis diretos (donos e administradores) respondam com seus bens pessoais para cobrir os prejuízos causados à instituição financeira.

    Mas, o que Vorcaro tenta, no momento, não é livrar o Banco, clientes e investidores dos prejuízos da fraude, mas ficar com o seu patrimônio pessoal (bens e dinheiro) livre e ileso.

    Segundo Merval Pereira, na CBN

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