
Charge de Fred Ozanan (Instagram)
Valdo Cruz
G1
Diante das críticas e das polêmicas sobre o banco Master, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, disse que decidiu submeter ao plenário do tribunal o pedido de inspeção nos documentos sobre o banco liquidado em posse do Banco Central.
Segundo ele, logo depois do recesso, que termina no dia 16 de janeiro, ele vai agendar uma data para o plenário discutir o tema. “Primeiro, precisamos deixar claro que o TCU não vai desliquidar o Master. Segundo, o tribunal tem autoridade para analisar as medidas do Banco Central sobre a liquidação do Master, mas não para reverter a liquidação. Como o caso está envolvendo muita polêmica, vamos tomar a decisão sobre a inspeção no plenário do tribunal”, disse Vital do Rêgo.
RECUO – Depois de autorizar a inspeção, o ministro Jonathan de Jesus decidiu recuar após o BC entrar com recurso. A autoridade monetária alegou que esse tipo de medida só poderia ser aprovado por um colegiado do tribunal, no caso a Primeira Câmara. Agora, Vital do Rêgo decidiu submeter o caso ao plenário, e não apenas à Primeira Câmara.
O clima dentro do TCU ficou mais tenso depois que foi revelado que influencers estavam sendo contratados para divulgar mensagens em redes sociais atacando o Banco e defendendo o Master.
Um ministro do tribunal disse que essa última notícia mostrou que a polêmica sobre o banco Master envolve muitos interesses e poderia desgastar ainda mais a imagem do TCU. Por isso, ele aprovou a decisão do presidente do tribunal de levar o caso para o plenário do tribunal. Segundo esse ministro, uma decisão do plenário dará mais peso para qual seja a que for tomada, evitando mais críticas contra a Corte de Contas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Levar ao plenário foi a forma encontrada pelo presidente do TCU para conter o escândalo criado pelas insanidades do ministro Jhonatan de Jesus, que precisa sofrer impeachment o quanto antes. (C.N.)
O Banco Master é um exemplo contundente de corrupção, relações promíscuas entre público e privado e de como tudo isso vai parar na internet
Ataques e mentiras que ‘viralizam’ nas redes são o novo vírus a favor do crime e de criminosos
O que têm em comum PT, bolsonarismo, governos, oposição, Daniel Vorcaro e tantos poderosos por aí?
O uso despudorado da internet, seja com robôs próprios, seja com muitos que se intitulam “influencer” e contam com a má-fé ou a ingenuidade de quem acredita em fakenews e espertalhões e são inocentes úteis para massificar mentiras ou meias-verdades maliciosas.
Isso virou uma praga, que distorce a realidade, confunde a sociedade, desqualifica profissionais, autoridades e instituições e ameaça o princípio moral, ou sonho, de que o bem sempre vence o mal.
Os ataques são sofisticados e cruéis, inclusive contra jornalistas.
O Banco Master é um exemplo contundente de corrupção, relações promíscuas entre público e privado e de como tudo isso vai parar na internet, numa guerra de versões.
Pagar e receber até R$ 2 milhões para propagar mentiras contra o Banco Central é de uma audácia incrível.
Indefensável, Vorcaro não tinha como recorrer a argumentos e dados e decidiu financiar um ataque digital em massa, com ódio e inverdades, em três etapas:
– Pressionar pela venda para lá de suspeita do Master a um banco público, o BRB, de Brasília, evitar a sua liquidação e, por fim, tentar o cancelamento dessa liquidação.
De Vorcaro, pode-se esperar tudo. E dos “influencers”? Estão livres para mentir e manipular por dinheiro?
Na propaganda de produtos, de sabonete a carrões, há regras e um selo obrigatório nas diversas mídias, distinguindo conteúdo “patrocinado” de conteúdo jornalístico. No caso deles, não.
Na esfera política, o uso das redes pelo Master corresponde à campanha contra as urnas eletrônicas em 2022, com a participação, inclusive, de um hacker que já tinha sido condenado e preso, mas chegou a frequentar o Alvorada e a Defesa.
Num caso, o líder da campanha foi Vorcaro. No outro, o ex-mito.
Há, ainda, a campanha do deputado bolsonarista Nikolas Ferreira criando o pânico contra mudanças no Pix, com tanta eficácia que o governo atual voltou atrás. Coisa de profissional, Nikolas foi “apenas” o ator.
Há formas e formas de usar a internet para campanhas de ódio, mentira, desqualificação, manipulação da fé, abuso de crianças e propaganda, ora contra vacinas que salvam vidas, ora a favor de falsos medicamentos que ameaçam a saúde.
Tanto por IA, com uso de imagem e voz de celebridades, quanto por médicos em carne e osso, o que é ainda mais repugnante.
Quando posts e campanhas do “mal” viram sucesso e impactam o maior número de pessoas, diz-se que “viralizaram”. Boa definição.
Esse vírus ou praga se espalha rapidamente e destrói a verdade em favor de criminosos.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 08/01/2026 | 20h31 Por Eliane Cantanhêde
Seja qual for a decisão do Plenário do TCU, a postura pró Banco Master e do seu dono Daniel Vorcaro adorada pelo ministro indicado pelo Centrão, Jhonatan de Jesus, tem que ser investigado pela Polícia Federal é tornado réu pela PGR.
Não é possível admitir, que um ministro do Tribunal de Contas, mandar investigar o xerife enquanto tenta salvar o Banco do criminoso.
Tem que sofrer impeachment já, sem maiores delongas. Se o Congresso deixar passar essa é porque também é conivente.
Que Poder tem esse trambiqueiro dono do Master? Tanta gente poderosa tentando uma saída para salvar o patrimônio dele, adquirido através de falcatruas.
O Vorcaro, colocou todo mundo no bolso.
Tá arriscado a sumir do mapa, se é que ho Sr. me entende…
Um abraço,
José Luis
Amigão..
E o banqueiro bandidão deve ter gravações de várias horas guardadas a sete chaves….
o que deve ter naquele celular.??
aquele abraço