No Brasil, políticos e instituições exibem fortes sinais de podridão

Tribuna da Internet | Que assuntos o STF trata com Lula e ministros no  escurinho de um jantar?

Charge do Zappa (humortadela.com)

William Waack
Estadão

O amargo sabor da nossa irrelevância internacional diante do que aconteceu na Venezuela vem acompanhado internamente pelo ácido sabor da podridão política diante do escândalo do Master. Há uma ligação abrangente entre os dois fenômenos: a noção de que não se vê remédio imediato para nenhum gosto ruim.

O caso do Master é de maior urgência, pois indica uma crise institucional de graves proporções. Essa crise não resulta do fato de uma instituição (por exemplo o TCU) averiguar o que outra (por exemplo o Banco Central) está fazendo ou não.

DESCRÉDITO GERAL – É preocupante realmente pois vem do fato de que já não se acredita que instituições de Estado estejam agindo como tais. Mas, sim, como ferramentas para exercer pressão política contra decisões que afetam interesses de grupos privados.

É generalizado o descrédito em relação às explicações dadas por STF e TCU para justificar as respectivas atuações no caso Master – para citar apenas o mais recente exemplo.

O problema é saber a que distância estamos de um tipping point, o ponto de inflexão sem volta. Esse momento nunca chega devido a uma ação isolada (como um só escândalo). Resulta ou torna-se visível sempre a partir de um conjunto de ocorrências que compõe uma tendência.

CRISE GRAVÍSSIMA – No caso brasileiro essa tendência é clara o suficiente para se afirmar que estamos numa crise institucional de consequências imprevisíveis, pois ela sugere que não há lideranças abrangentes com capacidade de “reverter” essa tendência.

Predominam variadas organizações setoriais – algumas são meras quadrilhas sob siglas políticas – agindo por conta própria e com sem-vergonhice inédita até para um País que achava ter visto tudo em matéria de corrupção.

Elas demonstram crescente capacidade de manipular alavancas de poder em descarado benefício próprio. Como um pedaço do TCU aqui, um pedaço do STF ali, fato em si indicativo de desagregação interna de instituições. No seu conjunto, isso leva à sensação real de dissolução do funcionamento delas, com rápida perda de confiança.

DESCRENÇA POLÍTICA – Aprofunda-se, por sua vez, a descrença na capacidade da política de trazer respostas, fenômeno que já começa pelo fato de não existirem partidos políticos dignos desse nome.

E, acentuando a dúvida, que se tornou existencial, se o País é capaz de gerar algum tipo de ação coletiva (em termos sociais, portanto políticos) para organizar saídas para qualquer de seus grandes dilemas – sociais, econômicos, políticos, geopolíticos.

Nesse sentido, irrelevância internacional e podridão política interna se combinam.

8 thoughts on “No Brasil, políticos e instituições exibem fortes sinais de podridão

  1. Isso tudo é um reflexo de uma justiça injusta e lenda. Se punisse quem cometesse crime de forma exemplar e adastasse da vida pública, talvez não tivéssemos chegado nesse ponto

  2. Tudo ocorrendo conforme determinantes scripts Khazarianos à enlaçados “estatutáriamente”, pela “Máfia Khazariana” e o notório multilateral “Sindicato Internacional do Crime Organizado” e seus LOCUPLETOS regimentos, postados e bostificados em todas as havidas e ávidas submissas camadas sociais!
    Para onde Magela, o Ceguinho olhar, eis flagrada a digital de um alçado e mafioso preposto!

  3. Ora, Tofolli sendo Tofolli, já sabemos o que esperar. ele acaba sendo um pequeno reflexo do que acontece dentro do STF.
    Wuanto ao TCU o que comentar sobre o órgão?
    Finalmente os políticos, uma tragédia enorme, mas não irrecuperável, podemos sair desse buraco nesse ano.

    PS: mas antes aplicamos o impeachment do Alexandre de Moraes.
    Ele merece.

    • “Genocídio Genético: A Aniquilação de Etnias Inteiras — O Futuro Profético do Mundo!”
      “… cientistas em seus laboratórios tentando criar certos tipos de agentes patogênicos específicos para certas etnias, para que possam eliminar apenas determinados grupos étnicos.” (Secretário de Defesa William Cohen, falando na Conferência Sobre Terrorismo, Armas de Destruição Maciça e Estratégia dos EUA”, em 28/4/1997).”(Publicado em 2.009).
      https://www.espada.eti.br/n2382.asp

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