/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/3/J/FKsJSYRASlrEEo6gHGIg/arte-2025-12-08t223349.104.png)
Bolsonaristas reclamam de apoio envergonhado de Tarcísio
Ana Luiza Albuquerque
Folha
Políticos bolsonaristas estão insatisfeitos com a falta de um apoio mais enfático do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à pré-campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Tarcísio disse a jornalistas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá contar com ele, mas até agora só fala publicamente sobre o assunto quando perguntado, não declara seu apoio nas redes sociais e não participou de eventos da pré-campanha, como o almoço com empresários em dezembro em São Paulo.
“TARCÍSIO GARCIA” – Entre os bolsonaristas, já há quem o chame de “Tarcísio Garcia”, em referência ao ex-governador Rodrigo Garcia, que se manteve neutro entre Lula (PT) e Bolsonaro na campanha à reeleição em 2022 e que acabou amargando o terceiro lugar, ficando de fora do segundo turno. Essa ala diz que, se Tarcísio não manifestar um apoio firme e escancarado a Flávio, pode ser visto como traidor e ser alvo da artilharia do grupo.
Já aliados de Tarcísio afirmam que a ansiedade dos apoiadores de Flávio é esperada, mas que ainda não é hora de fazer campanha e que o governador está focado na gestão estadual. Um deles diz que o momento, por enquanto, é de articular apoio com os demais partidos, e que essa responsabilidade é do senador, e não de Tarcísio.
Há também bolsonaristas que avaliam que as críticas são apressadas. “Há que se respeitar o tempo de cada pessoa. Nem tudo ocorre na janela temporal que terceiros desejam”, afirma Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro. “A relação do governador com o presidente é de total lealdade, respeito e amizade.”
TRAIÇÃO – Apoiadores de Flávio e líderes partidários acreditam que, se o filho do ex-presidente não desistir de concorrer, Tarcísio eventualmente entrará de cabeça na campanha, mesmo que por sobrevivência política. “Ele não vai querer nunca ser um [João] Doria, ficar com viés de traidor”, diz o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.
Para Nogueira, que em entrevista à Folha na semana passada descartou a possibilidade de Tarcísio ser candidato à Presidência, o governador ficou frustrado por não ter sido escolhido por Bolsonaro para a missão. O líder do PP afirmou, porém, que o próprio Tarcísio já disse a ele que apoiará Flávio.
Um integrante do PL especula que, caso Tarcísio não mergulhe na campanha, Bolsonaro poderia até mesmo apoiar outro candidato em São Paulo, rompendo com o governador e garantindo um palanque mais alinhado para o filho. Nogueira avalia que isso não acontecerá porque “seria ruim para os dois”.
FAVORITO – O governador era o candidato preferido do mercado financeiro e do centrão, que buscava um nome para a Presidência que pudesse unir o eleitorado de direita. Publicamente, ao longo do ano passado, Tarcísio passou a fazer discursos de tom nacional e críticos ao governo federal, mas sempre disse que era candidato à reeleição.
Mesmo políticos que acreditam que a intenção do governador era continuar em São Paulo avaliam que Tarcísio ficou frustrado ao menos com a forma pela qual a pré-candidatura de Flávio foi anunciada, em dezembro. O senador confirmou nas redes sociais que havia sido escolhido pelo pai após a revelação da notícia pelo portal Metrópoles.
Não houve um evento construído antecipadamente em conjunto com o PL e aliados, como seria o esperado para a ocasião. Antes de declarar que seria o candidato de Bolsonaro, Flávio foi a São Paulo para contar a novidade a Tarcísio.
RESISTÊNCIA – A decisão de manter a influência do clã Bolsonaro e escantear outros atores desta decisão, inclusive o governador, que aguardava instruções para 2026, explicaria por que Tarcísio agora resiste a apoiar mais abertamente a campanha de Flávio, diz um integrante do PL.
O governador demorou três dias para se pronunciar após o anúncio da pré-candidatura. Quando o fez, questionado pela imprensa, disse que apoiaria o senador, afirmando que ele se juntava a “outros grandes nomes da oposição” que haviam se colocado à disposição. Durante a entrevista, Tarcísio tentou por diversas vezes fugir do assunto.
Entusiastas da campanha de Flávio afirmam que o apoio do governador é importante não apenas para garantir o palanque no estado com o maior colégio eleitoral do país, mas também em termos estratégicos. Considerando a intenção de vender o senador como uma versão “light” do pai, Tarcísio poderia ser apresentado como um exemplo de sucesso de um “bolsonarista moderado”, segundo esses interlocutores.
AFASTAMENTO – Na virada do ano, o governador se afastou por 17 dias para uma viagem de férias aos Estados Unidos. Na mesma época, Flávio foi ao país para visitar o irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL). Não houve encontro com Tarcísio.
Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, divulgada na última semana, Flávio disse que sua pré-candidatura tem a vantagem de não colocar em risco o controle da direita sobre São Paulo. Ou seja, se Tarcísio concorresse à Presidência e perdesse para Lula, o grupo ficaria sem o governo federal e o paulista. Para o senador, Tarcísio não perde a reeleição “de jeito nenhum”.
“DE FÉRIAS” – Ele também afirmou que recebeu uma ligação do governador no Natal, um gesto que considerou “muito legal”. “Ele falou ‘Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo’. Fiquei feliz demais. Tarcísio está nas férias dele, dando uma recarregada nas baterias, como eu também estou”, disse.
O filho mais velho de Bolsonaro afirmou ainda que a relação entre os dois é boa e que conta com o aliado na campanha. “Respeito muito o Tarcísio, um cara leal ao Bolsonaro. No tempo dele, vai estar perto, dar o palanque, e vamos caminhar juntos. A vitória no plano nacional passa principalmente por São Paulo.”
Tentativa de provocação de cisão.
Ex-mito teme traição de Tarcínico, por isso não o apoia
O ex-mito quer o Flávio Rachadinha candidato a presidente, porque teme que Tarcínico não seja tão fiel quanto ele precisa que seja, que faça composições que não lhe agrade.
Prefere, então, perder com o Rachadinha, que confia; do que ganhar com o Tarcínico, que não acha confiável e poderá traí-lo.
O ex-mito está sempre com a ideia de ser traído, então trai antes, para não perder tempo.
Fonte: O Globo, Opinião, 13/01/2026 15h50 Por Merval Pereira
Tarcínico inicia projeto de reeleição para o Governo de SP em meio a disputas em sua base
Desafios para unidade incluem crise com PP, dúvidas sobre PSD (de Kassab) e pressão do PL (do ex-mito)
Pré-candidatura de Flávio Rachadinha afasta governador de campanha nacional para presidente
Fonte: Folha de S. Paulo, Política, 13.jan.2026 às 13h00 Por Bruno Ribeiro
O ex-mito perdeu a reeleição para presidente em 2022. E Tarcínico corre agora o risco de perder a reeleição para governador de SP.
Com figuras desse tipo, o bolsonarismo só poderia ter dado no que deu: uma armação fracassada de ditadura.
Mais fumaça para ocultar a roubalheira no INSS e no Superior Trambiqueiro Federal.
Empresa usada por “Careca do INSS” pagou R$ 700 mil a ministra do STM
Uma firma ACX ITC utilizada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM).
O pagamento consta em um dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados à CPMI do INSS.
Segundo o RIF, o pagamento foi feito pela firma ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A. O período analisado no relatório vai de outubro de 2024 a fevereiro de 2025.
Advogada paulista de 41 anos, Verônica foi nomeada para o cargo pelo presidente Lula (PT) em setembro passado.
Sterman já teve como clientes a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o marido da petista, ex-ministro Paulo Bernardo (PT); além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Os três políticos apoiaram a indicação dela ao cargo. Em 2024, Gleisi e Alckmin já haviam apoiado o nome de Verônica para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo.
Segundo o relatório, o pagamento foi feito por meio de uma conta da ACX no Banco do Brasil, aberta em São Caetano do Sul (SP). Nos quatro meses analisados, essa conta bancária movimentou mais de R$ 266,6 milhões.
E segundo a ministra, o pagamento diz respeito a três pareceres jurídicos elaborados por ela, sobre temas criminais relacionados às atividades da empresa. Ela diz ainda desconhecer qualquer relação da ACX ITC com o “Careca do INSS”.
Empresa “milionária” está em nome de recebedora do Bolsa Família
(…)
Metrópoles, Política, 12/01/2026 09:46 Por / Andreza Matais / André Shalders / Valentina Moreira
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/empresa-usada-por-careca-do-inss-pagou-r-700-mil-a-ministra-do-stm
Ministros militares aposentados receberam R$ 405 mil em dezembro, 770% acima do teto da Constituição
Contracheques dos generais da reserva Marco Antônio de Farias e Odilson Benzi, que deixaram a Corte em outubro e em novembro de 2025, somaram R$ 810 mil.
(…)
O Estado de S. Paulo, Política, 13/01/2026 | 09h07 Por Felipe de Paula / Fausto Macedo
https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/ministros-militares-aposentados-receberam-r-405-mil-em-dezembro-770-acima-do-teto-da-constituicao/
He took the bait