
Tralli tentou ser livre, mas a TV Globo cortou as asas dele
Carlos Newton
Recentemente, abordamos aqui as dificuldades que a chamada imprensa amestrada vem encontrando, devido à impossibilidade de exercer censura prévia nas redações. A divulgação das notícias passou a ser praticamente em tempo real e o máximo que os donos dos veículos de comunicação conseguem hoje é fazer “recomendações”.
Depois de uma fase eufórica, em que até o Jornal Nacional caiu de porrete no caso do Banco Master, veio a ordem da direção da TV Globo para amaciar um pouco o noticiário. Ou seja, podem ser dadas as notícias, porém jamais criticando diretamente o presidente Lula, os ministros do Supremo ou os dirigentes do Congresso.
TELHADO DE VIDRO – Todos os veículos dependem de verbas publicitárias dos governantes das estatais. Além disso, há outras circunstâncias. Os irmãos Marinho, por exemplo, apesar de terem telhado de vidro e estarem metidos em graves golpes societários envolvendo a Organização Globo, inclusive com utilização de empresas fantasmas, conforme as denúncias feitas com exclusividade pela Tribuna da Internet, não têm a menor condição de encarar a Receita Federal, o Ministério das Comunicações, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Polícia Federal.
Por isso, os jornalistas da Organização Globo são tolhidos de passar dos limites, digamos assim. E as mesmas recomendações são feitas pelos donos dos demais veículos de comunicação, especialmente as TVs abertas ou por assinatura.
É claro que esse esquema tem furos e as criticas aos detentores do poder acabam sendo publicadas, especialmente nos grandes grupos de comunicação que não operam na área da televisão, como Folha, Estadão, Metrópoles, UOL, Terra e alguns outros.
IMPRENSA LIVRE – Na prática, ocorre um embate entre os veículos de comunicação e as redes sociais, que gozam de independência absoluta e não são confiáveis, porque costumam enveredar pelo lamacento terreno das fake news.
Portanto, a imprensa precisa ser livre, mas é muita ingenuidade julgar que os grandes veículos de comunicação gozem de total liberdade.
Daí a importância da imprensa alternativa e de sites e blogs independentes, que tenham credibilidade e jamais publiquem fake news nem defendam interesses meramente políticos e econômicos, como a Tribuna da Internet, que tem essa meta
BALANÇO DE JANEIRO – Como sempre fazemos no início do mês, vamos divulgar o balanço das contribuições feitas ao blog, agradecendo muitíssimo aos amigos e amigas que nos possibilitam manter esse espaço na Internet, porque o total da arrecadação é utilizado para os gastos da produção do blog e para remunerar o jornalista Marcelo Copelli, que há quatro meses participa da seleção e edição de artigos e matérias.
De início, vamos divulgar as contribuições na Caixa Econômica Federal:
DIA REGISTRO OPERAÇÃO VALOR
08 081558 DEP DIN LOT…………500,00
15 151429 DEP DIN LOT…………100,00
23 231258 DEP DIN LOT…………200,00
30 301128 DEP DIN LOT…………230,00
30 301237 DEP DIN LOT…………100,00
Agora, os depósitos na conta do Banco Itaú/Unibanco:
02 PIX TRANSF JOSE FR………………..150,00
02 TED 001.5977.JOSE APJ……………350,02
02 PIX TRANSF PAULO RO……………..100,00
15 TED 001.4416.MARIO A C R……..300,00
30 TED 033.3591.ROBERTO S D…….200,00
Por fim, uma contribuição feita no Bradesco:
07 1716043 J.F.Dantas……………………60,00
Agradecendo a todos os que participam dessa utopia de manter um espaço livre na internet, vamos em frente, sempre juntos, sob o signo da liberdade. (C.N.)
Sr. Newton
A única coisa que a Rede Glob*sta não trava é a corrupção diária do desgoverno corrupto do Mafioso Don Narcorleone Nine Fingers..
Dia sim e outro também é a lama da corrupção transbordando pelos bueiros..
A corrupção da Facção Criminosa Vulgar se tornou diária…
Coisa que os Filhos Bilionários do Marinho ainda não perceberam por motivos óbvios, a dinheiro púlbico (meu, seu, nosso dinheiro), cai na conta da Emissora Sanguinária todo dia (PIX) 30, inclusive uma parte para vai os meliantes, ops, errei, os militantes, fantasiados de jornazistas.
Mais um escandâlo de corrupção no Desgoverno do Pai da Picanha
Caixa contrata firma de consignado de investigados por estelionato e fraude…
https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2026/02/05/pf-investiga-contrato-que-terceiriza-emprestimos-consignados-na-caixa.htm?cmpid=copiaecola
“Em 1978, um helicóptero sobrevoou as florestas geladas do sul da Sibéria, a mais de 240 km do povo mais próximo. O piloto procurava um ponto de aterragem para uma equipe de geólogos quando algo impossível apareceu debaixo deles: um pequeno pomar, trilhas marcadas, sinais claros de vida humana em um lugar onde ninguém deveria estar.
Eles aterraram.
O que eles encontraram parecia sair de outro século.
Uma cabana escura, enegrecida pela chuva e pelo tempo, quase engolida pela taiga. Sem estradas. Sem electricidade. Sem vestígios do mundo moderno. E lá dentro, uma família.
Eram os Lykovs.
Sua história não começou no isolamento, mas no medo.
Nos anos 30, sob o governo de Estaline, a religião tornou-se uma ameaça. Antigos crentes, cristãos ortodoxos que se recusavam a aceitar reformas impostas séculos antes, voltaram a ser perseguidos. A família Lykov vivia então numa aldeia russa comum. Karp Lykov, sua esposa Akulina e seus dois filhos pequenos levavam uma vida humilde, até que em 1936, tudo se quebrou.
O irmão do Karp foi morto por uma patrulha soviética.
O sinal foi claro. Não havia lugar para eles.
Nessa mesma noite, a família pegou o pouco que tinha, algumas sementes, utensílios básicos, e entrou na natureza. Eles andaram durante semanas até desaparecerem no sul da Sibéria. Não para se esconder por uns meses. Para nunca mais voltar.
Lá construíram uma cabana de madeira e aprenderam a sobreviver com o mínimo. O frio era extremo. O silêncio absoluto. Os invernos estavam abaixo dos 40 graus negativos.
Nesse isolamento nasceram mais dois filhos. Dmitry em 1940. Agafia em 1944, nascida em uma banheira de pinheiro oca, em plena taiga, sem médicos nem ajuda externa. Nessa altura, o mundo tinha entrado em guerra… E eles não sabiam.
Eles não sabiam de cidades modernas. Eles não sabiam de aviões, rádios, nem da Segunda Guerra Mundial. O tempo para eles tinha parado.
Dmitry tornou-se um caçador. Desenvolveu uma resistência quase desumana. Caminhava descalço sobre a neve, dormia ao raso com temperaturas extremas e voltava dias depois com um animal ao ombro… quando eu tinha sorte. Muitas vezes não havia.
Em 1961 chegou o pior inverno.
As colheitas falharam. A fome instalou-se. Akulina, a mãe, parou de comer para que seus filhos sobrevivessem. Morreu de fome. Em silêncio. Sem testemunhas. Sem túmulo.
Quando os geólogos os encontraram em 1978, o acidente foi profundo. O velho Karp saiu da cabana descalço, vestido com roupas remendadas vezes sem conta. Ele não gritou. Ele não fugiu. Apenas observou.
Quando finalmente falou, disse com voz insegura: “Bem… se chegaram até aqui, entrem.”
As filhas falavam uma língua estranha, deformada por décadas de isolamento. Eles sabiam que existiam cidades, mas apenas como ideias vagas. Nunca tinham visto uma lâmpada. Nem papel moeda. Nem um espelho moderno. Seu maior entretenimento foi, durante décadas, contar sonhos uns aos outros.
O contato com o mundo lá fora chegou tarde demais.
Pouco depois, Dmitry morreu. Depois Savin. Depois Natalia. O choque com doenças comuns para o resto do mundo foi devastador para corpos que nunca tinham desenvolvido defesas.
Karp morreu em 1988.
Agafia ficou sozinha.
Recusou voltar definitivamente à civilização. Hoje ainda vive na taiga, com visitas ocasionais, mantendo uma vida quase idêntica à que conheceu desde criança. Já passou mais de oitenta anos na natureza.
A história dos Lykov não é apenas uma curiosidade extrema. É um lembrete brutal de até onde o medo pode ir… e até onde a resistência humana pode ir.
Enquanto o mundo avançava, construía cidades, trava guerras e chegava ao espaço, uma família inteira sobrevivia em silêncio, sem saber, agarrada apenas à fé, à terra e à vontade de não desaparecer.
Às vezes, a história não grita.
Às vezes, ele simplesmente sobrevive.”
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Sr. Editor, no título, em lugar de “possui”, “possuiR”.
Abs.
Teria chegado aonde chegou, após tirar da corrida o primeiro da lista de sucessão.