
Andrei Rodrigues enfrentou o Supremo de peito aberto
Carlos Newton
O clima de carnaval que invade o país passa longe, muito longe, da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na capital, que sempre se esvazia nessa época do ano, a crise do Supremo atinge também o Planalto e o Congresso, em função das ligações perigosas do banqueiro Daniel Vorcaro com muitas das principais autoridades da República.
Nesta sexta-feira, 13, as bruxas estiveram soltas em Brasília e não estavam fantasiadas. Eram assombrações de verdade, que na véspera se infiltraram na reunião secreta dos dez integrantes do Supremo Tribunal Federal e depois divulgaram as patéticas e comprometedoras afirmações dos ministros que apoiaram apaixonadamente o companheiro Dias Toffoli.
PODER360 – Certamente influenciadas pelo nome do excelente portal de notícias criado por Fernando Rodrigues (ex-Folha), um jornalista de verdade, as bruxas resolveram demonstrar que o Supremo, o Congresso e o Planalto na verdade não têm o poder que julgam possuir. Nas democracias modernas, o poder de fato é exercido pela imprensa livre, que funciona como fiscal do povo, em todos os sentidos.
E assim, o Poder360 foi escolhido pelas bruxas para revelar, passo a passo, o que aconteceu na reunião sigilosa, mostrando como se posicionou cada ministro e como sete deles tiveram a desfaçatez de apoiar Toffoli, em nome de um corporativismo indecoroso, vexatório e constrangedor.
A transição dessas manifestações deploráveis foi tão perfeita que ficou instalada uma crise de confiança entre os ministros da corte. Surgiu então a suspeita de que Dias Toffoli tenha gravado a reunião, fato que ele imediatamente tentou desmentir.
A QUEM INTERESSA? – A suspeita surgiu sobre Toffoli, porque a divulgação minuciosa do conteúdo da reunião só interessava a ele, exclusivamente a ele, para mostrar ao respeitável público que o ministro foi “absolvido” de seus “crimes” por sete votos a dois, uma maioria massacrante e ordinária, formada por Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
Apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia defendiam que Toffoli fosse afastado da relatoria do caso Master, por suspeição, devido às numerosos e fartas provas obtidas pela Polícia Federal.
Os outros oito – incluindo Toffoli, é claro – fizeram questão de atacar a Polícia Federal, dizendo que seu diretor Andrei Rodrigues descumprira a lei, ao fazer a denúncia diretamente a Fachin.
FIM DA DITADURA – Esse inesperado incidente, provocado pela postura digna e republicana do diretor da PF, mostra que a chamada “Ditadura do Judiciário” é uma balela. A sociedade moderna tem instituições e instrumentos que obrigam a preservação da democracia.
Nos últimos tempos, a Polícia Federal tem mostrado que pode ajudar muito a limpar este país, especialmente quando consegue apoio da parte saudável da Justiça, que existe e não compactua com a atual tendência autoritária, conforme ficou comprovado durante a Lava Jato.
Assim, o Brasil fica devendo a Andrei Rodrigues essa importantíssima iniciativa de enfrentar a ridícula e perigosa Ditadura do Judiciário. Constata-se que é um delegado federal que enfrenta a corrupção de cabeça erguida e peito aberto, sabendo que a História não perdoa aqueles que se acovardam e se curvam diante dos poderosos. É desse tipo de gente que o Brasil precisa.
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P.S. – Comprem caminhões de pipocas. A briga está apenas começando. (C.N.)
Há um sistema ditatorial de toga, que atinge principalmente os desprotegidos, e que é acobertado pelos órgãos e pelas entidades corporativistas.
Se não houvesse uma ditadura do Judiciário, já haveria muito mais togados presos como cidadãos comuns e não aposentados com altos valores do erário que surrupiaram.
A toga brasileira e os seus privilégios injustificáveis atraem e protegem bandidos da pior espécie.
Muitos são os mercadores de decisões que sequer são fundamentadas ou respeitam todas as provas dos autos e a Lei vigente.
O Judiciário brasileiro se tornou o paraíso dos estelionatários (quem explica o crime que mais cresce e danifica se tornar de ação penal pública condicionada à enorme barreira policial que é a impossibilitada representação das pobres vítimas neste país?) que recebem ampla proteção no Judiciário.
A “saída” de Toffoli foi estratégica e benéfica aos fins eleitoreiros.
Uma “vitória” que deixa os inimigos do Brasil mais fortalecidos e impunes para as suas próximas manobras.
Os grandes guerreiros não foram nem mesmo os policiais, mas os verdadeiros jornalistas e a opinião pública pensante e independente.
Revelaram-se em conluio em torno do feudo.
O PF fez tudo com o apoio do Cachaça.
Diretor da PF foi a evento em Londres patrocinado pelo Master
Andrei Rodrigues participou de encontro em 2024 em que também estiveram Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, entre outros integrantes do Judiciário.
(…)
Poder360, Brasília 14.fev.2026 – 5h58 Por Nino Guimarães
https://www.poder360.com.br/poder-justica/diretor-da-pf-foi-a-evento-em-londres-patrocinado-master/
Também não é tudo isso.
Em cartaz:
VORKARO, O HOMEM QUE COMPROU OS PODERES
Há muitos FaVOResCAROs…
Estaria começando uma guerra de bugio? Parece que sim.
Inacreditável o vazamento da reunião secreta na quinta-feira, no plenário do STF.
Um dos ministros vazou as conversas nada republicanas.
Quem será o vazador?
Cartas para as redações dos jornais. Ganha um doce quem acertar o nome do ministro vazador.
Entretanto, por linhas tortas e nada éticas, o vazamento causou um enorme desgaste para os ministros e para a Corte Suprema.
Um ministro, que se gaba de possuir o notável saber jurídico, disse, segundo o Poder 360: ” o ministro Dias Toffoli tem fé pública”. Uma piada de mal gosto e ridículo. E o cidadão honesto e que paga seus impostos, também não teria fé pública,? Uma só palavra: decepção.
Outro ministro, disse: ” meu time é STF futebol clube”. Humorista de péssima categoria é pouco para esse fanfarrão. Seria mais razoável, sua excelência o brincalhão, afirmar que a Constituição Federal estava acima de tudo.
Sete ministros foram taxativos: “Somos contrários a suspeição do Relator”.
De nada adiantou para debelar a crise suprema, a saída a pedido do Relator do Caso Master.
Com o vazamento de partes da reunião secreta, o desgaste permanece na Corte e tende a se acentuar, quando o carnaval acabar na quarta-feira.
O Brasil está vivendo uma crise anunciada e sem precedentes. Mas, a luz do sol e a transparência são os maiores aliados da Democracia, o sigilo, ao contrário, transforma tudo no execrável Autoritarismo.