
Print de pesquisa foi extraído de celular de Vorcaro
Rafael Moraes Moura
O Globo
Um dia antes de ser preso em novembro do ano passado no aeroporto internacional de Guarulhos, o executivo Daniel Vorcaro pesquisou no Google quem era o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramitava na época o inquérito sigiloso que o levou à cadeia. O print com a pesquisa faz parte do acervo de informações extraídas do celular do banqueiro, apreendido por policiais federais quando Vorcaro tentava embarcar em um jatinho sob a suspeita de fugir do país.
Esse material foi compartilhado pela Polícia Federal com os parlamentares da CPI do INSS e reforçou entre investigadores as suspeitas de vazamento das apurações que fecharam o cerco contra o dono do Banco Master. O print com a consulta no Google sobre o juiz foi feito em 16 de novembro de 2025. Vorcaro foi preso um dia depois, por volta das 22h, quando tentava viajar para Dubai, com escala em Malta.
INVASÃO DE SISTEMAS – A investigação apontou que o ex-banqueiro e seus comparsas invadiram os sistemas do Ministério Público e da Polícia Federal e tiveram acesso a procedimentos dos procuradores e informações do inquérito mantidas sob sigilo. No dia 17, ele deu sinais de que já sabia que seria alvo de uma ordem de prisão.
No mesmo dia da busca no Google, Vorcaro criou no seu bloco de notas uma anotação “Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”, conforme revelou o Estadão. A anotação teria sido enviada a um destinatário não identificado como mensagem de visualização única, conforme o esquema de comunicação adotado por Vorcaro para tentar apagar rastros de suas conversas.
No dia seguinte, às 17h26, o dono do Master enviou uma mensagem ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes em que pergunta: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Foi uma das nove mensagens trocadas pela dupla, em que Vorcaro escreveu para o ministro prestando contas das providências que estava tomando naquele dia para tentar “salvar” o Master. Moraes respondeu com emoticons em concordância e mensagens com imagens de visualização única.
ORDEM DE PRISÃO – O juiz titular da 10ª Vara é Antonio Claudio Macedo da Silva. Seu substituto é Ricardo Augusto Soares Leite. Os dois dividem o acervo de processos — um fica com os de número par, outro com os de número ímpar. Leite foi quem efetivamente assinou a ordem de prisão no dia 17 às 15h29. ao analisar uma representação do Ministério Público Federal (MPF) com o pedido de prisão do banqueiro – medida preventiva que havia sido solicitada um mês antes, em 16 de outubro.
Já Antonio Claudio ficou famoso por “ressuscitar” em 2024 o polêmico desconto de R$ 6,8 bilhões na multa do acordo de leniência da J&F, concedido unilateralmente por um subprocurador-geral da República e que havia sido cancelado por um conselho do próprio Ministério Público Federal.
VAZAMENTO – Os investigadores descobriram que Vorcaro tinha acesso indevido aos sistemas internos da Polícia Federal, do MPF e até mesmo do FBI, além de planejar e executar ações de intimidação contra pessoas consideradas adversárias, ex-empregados e jornalistas.
Quatro meses antes de ser alvo da primeira ordem de prisão, o banqueiro teve acesso a três procedimentos que tramitavam sob sigilo no MPF – inclusive aquele que apurava irregularidades na compra do Master pelo BRB e que resultou no seu encarceramento.
Os arquivos foram enviados a um comparsa do executivo, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário”, em 24 de julho de 2025, entre 16h28 e 16h31. Mas o pedido de prisão só seria encaminhado pelo MPF à 10ª Vara Federal três meses depois.
INFORMAÇÃO – Outro ponto que tem sido levantado pelos investigadores para reforçar as suspeitas do vazamento de informações sigilosas é uma nota publicada pelo site O Bastidor, do jornalista Diego Escosteguy.
De acordo com os investigadores, o jornalista “esquentou” uma informação de que Vorcaro era alvo de um processo criminal em tramitação na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. A reportagem foi usada pela defesa de Vorcaro em uma petição endereçada à vara 18 minutos depois da prisão ter sido decretada por Leite. Os advogados do banqueiro se posicionaram contra “medidas cautelares eventualmente requeridas”, que poderiam provocar “impacto relevante” e causar “prejuízo irreversível a todo o conglomerado Master”.
O texto do Bastidor, intitulado “BRB-Master sem fim”, foi publicado às 11h08 de 17 de novembro. Segundo a PF, logo após a publicação, o jornalista enviou a reportagem para Vorcaro e para o advogado Walfrido Warde, que acionaram a 10ª Vara às 15h47. De acordo com a PF, mensagens obtidas do aparelho de Vorcaro mostram que o banqueiro tratou diretamente com o Escosteguy o pagamento de quantias que serviam para a publicação de informações “de interesse do banqueiro”.
DADOS BANCÁRIOS – Em 14 de novembro, ou seja, três dias antes da publicação da nota do Bastidor e da prisão de Vorcaro, Escosteguy enviou ao dono do Master dados bancários de uma conta do Nubank para que um pagamento fosse efetuado.
Antes de ser executada pela PF, a ordem de prisão de Vorcaro deveria ser de conhecimento apenas do gabinete do juiz federal, além dos próprios investigadores. Conforme revelou o Estadão, às 18h08m de 17 de novembro, Warde disse a Vorcaro que estava “infernizando o cara”, em referência a Ricardo Leite. O advogado encaminhou a Vorcaro print de mensagem que havia mandado a Leite – no print obtido pelo Estadão, não há registro de resposta do juiz.
O pedido dos advogados de Vorcaro, junto com a decisão de viajar para o exterior — segundo fontes da investigação, às pressas –, reforçaram as suspeitas em torno de um possível vazamento da decisão da Justiça Federal de Brasília, onde as investigações tramitavam, até serem remetidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por determinação do ministro Dias Toffoli.
OUTRO LADO – Procurada, a assessoria de Vorcaro informou que não se manifestaria. Já Warde alegou que cumpriu “seu dever de ofício” e reiterou que, junto dos demais advogados que integravam a defesa do executivo, buscou “audiência com os magistrados que inferiam potencialmente competentes para o caso, tudo no exercício regular da advocacia”.
À época da divulgação do teor das mensagens trocadas com Vorcaro, Escosteguy afirmou que os “valores mencionados referem-se a contratos de patrocínio e publicidade, prática regular no mercado de comunicação”.
“Assim como qualquer veículo de imprensa, O Bastidor mantém parcerias comerciais que não interferem na linha editorial nem no conteúdo das reportagens”, disse o jornalista.
Laranjão – desacreditado – dá marcha-a-ré e diz que vai suspender ataques à infraestrutura do Irã.
Pelo visto, não entendeste nada.
‘Os ataques entraram num ciclo marcado por operações coordenadas, ataques seletivos a alvos estratégicos’, diz o artigo do Copelli:
1 – “Ataques seletivos a alvos estratégicos” como o que foi feito à escola feminina Shajareh Tayyiba em Minab, no sul do Irã, onde foram mortas mais de 150 crianças e professoras”? Perguntar-se-ia.
2 – E “Ataques seletivos a alvos estratégicos” (?) como os de Israel à Faixa de Gaza, com níveis de destruição sem precedentes e inabitáveis em muitas áreas após meses de conflito, com estimativas indicando que mais de 80% das estruturas foram danificadas ou completamente destruídas?
Relatórios indicam que mais de 90% das residências foram afetadas, tornando a região inabitável para a maioria da sua população.
Com editoriais do Globo e do Estadão e manifestação da PGR igualmente a favor, o ex-mito já está praticamente de volta à ‘prisão ou comitê domiciliar’.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/23/pgr-se-manifesta-pela-prisao-domiciliar-de-bolsonaro.ghtml
“Bota logo esses m… de pijama em casa”
Foi assim com a demência de algibeira de Milaneza para Gal. Augusto Heleno.
“Bolsonaro dá menos votos ao seu sucessor em casa”
E assim a ditadura atual abre mais brechas para a próxima, mais do mesmo, da dinastia dos Bolsonas Frouxus.
Com editoriais do Globo e do Estadão e manifestação da PGR igual e humanamente a favor, o ex-mito já está praticamente de volta à ‘prisão ou comitê domiciliar’.
O nome do SUICIDADO é fantástico.
Luiz
Philippi
De Moraes
Mourão
O roteirista do Brasil é criativo em humor negro.
Sr. Newton
Será que o Irã vai entregar a paçoca.?? como se dizia antigamente…
“…Trump anuncia negociação com Irã e interrompe ataques por cinco dias…””..
Senhor Armando , se avexe não , com toda certeza o IRÃ não mais vai cair na esparrela de acreditar e confiar nas boas intenções de Donald Trump , já bastam as duas vezes em que Donald Trump , fingiu negociar com o IRÃ como distração , e o bombardear enquanto estava na mesa de negociações , na minha opinião o IRÃ tem todo direito e já deveria ter ” bombardeado e explodido ” todas as usinas nucleares Israelenses , uma vez que Israel e EUA bombardearam e explodiram seus centros de pesquisas nucleares , matando inúmeros profissionais multidisplinares , com o agravante de que Israel x EUA contaram com a ajuda dos membros da AIEA-ONU coletando informações de segurança e sensíveis repassado-as a Israel x EUA , sendo Israel sequer faz parte e nem reconhece a AIEA-ONU como nada , mas tem acessos ilimitados as informações sensíveis e de segurança nucleares dos países membros e signatários da AIEA-ONU , ou seja , o IRÃ foi traído pelos agentes/inspetores de fiscalizações da AIEA-ONU e pelo diretor – geral , Argentino Rafael Mariano Grossi , traidor chefe .
Senhor José Carlos, explodir as usinas nucleares de Israel é uma boa medida para varrê-lo do mapa. A radiação decorrente seria mil vezes mais letal que a de Chernobil e Fukushima.
Explodir reator atômico é ótimo, segundo sua intenção. O senhor já merece ser contratado pela Guarda Revolucionária do Irã como conselheiro.
Senhor James Pimenta , pergunte as autoridades de Israel e EUA , se elas se preocuparam e mediram ou estão medindo as consequências de seus bombardeios e explosões dos centros de pesquisas nucleares Iranianos , inclusive comprometendo e envolvendo a segurança de todos os países limítrofes ao Irã , ou seja , o Irã tem todo o direito de revidar na mesma moeda , só espero que os novos interlocutores e intermediadores designados e enviados pelo presidente dos EUA Donald Trump para negociarem uma trégua , não se deixem usarem como objeto de distração contra o Irã , como aconteceu nas duas vezes anteriores , mesmo o Irã estando na mesa de negociações e sofrera vários ataques e que o Irã não aceite uma mera trégua , mas sim o término da guerra , não abra mãos de seu direito e legítimo programa nuclear , e não se deixe sob nenhuma hipótese se desarmar , não interrompa seu programa de misseis sob nenhuma hipótese e não confie nas autoridades tanto de Israel , quanto nas autoridades dos EUA .