
Alcolumbre, a esposa e o pai confraternizam com o cantor
Breno Pires, João Batista Jr. e Arthur Guimarães
Da revista piauí
O Amapá celebrou os últimos dias de 2024 com uma programação que incluiu shows de astros da música como João Gomes, Alceu Valença, Pablo do Arrocha, Alok e a maior estrela, Roberto Carlos. Em um texto de divulgação, o governo do Estado celebrou o próprio governador, Clécio Luís, do Solidariedade, e o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Dizia: “O trabalho sério e com responsabilidade de divulgação do Amapá feito pelo governador Clécio, com apoio do senador Davi, vem chamando a atenção da iniciativa privada e garantindo investidores para os eventos”. Não há detalhes de como o parlamentar, que não tem nenhum cargo no governo do Amapá, participou dos preparativos.
VERSÃO CRIMINAL – Uma versão muito menos congratulatória está detalhada em uma proposta de colaboração premiada apresentada à Procuradoria-Geral da República. Os candidatos a delator são dois investigados em fraudes bilionárias no setor de combustíveis: o empresário Roberto Leme — conhecido como Beto Louco, controlador da Copape, fabricante de gasolina — e seu sócio Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”.
A dupla propõe revelar como abasteceu boa parte do panteão do Congresso Nacional com dezenas de milhões de reais em troca de influência, entre 2021 e 2025, com destaque para Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Antonio Rueda, presidente do União Brasil.
No episódio dos shows em Macapá, Beto Louco conta que desembolsou 2,5 milhões de reais, a pedido de Alcolumbre, para bancar o show de Roberto Carlos. A piauí apurou que a proposta de delação diz que a tratativa foi realizada no dia 20 de dezembro de 2024, em reunião presencial no gabinete do senador, em Brasília.
DIZ A PROPOSTA – O dinheiro, afirma a proposta de delação, era a forma encontrada por Beto Louco para tentar reverter uma decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que havia proibido a Copape de produzir combustível, sua principal atividade. O empresário reclamou que o fechamento fora resultado de “perseguição regulatória” e pediu ajuda.
Na conversa, Beto Louco lembrou que o senador tinha meios de pressionar por uma reversão. Afinal, naquele mês de dezembro, o governo Lula havia indicado dois nomes para integrar a diretoria da ANP. E os nomes seriam submetidos a uma sabatina no Senado, momento em que Alcolumbre podia exercer sua influência.
De acordo com o relato entregue à PGR, Alcolumbre sinalizou disposição para ajudar. Em dado momento da reunião, ainda segundo o documento, o senador mudou de assunto e contou que ele próprio estava com um problemão de outra natureza. Com a desistência de um patrocinador, ficou faltando dinheiro para bancar os custos do show de Roberto Carlos, já anunciado pelo governo amapaense. Faltavam precisamente 2,5 milhões de reais.
TUDO CERTO – Segundo a proposta de delação, Beto Louco concordou em pagar o valor, e o senador pediu que a transferência fosse feita por intermédio de um contato chamado “Cleverson”.
Segundo os documentos apresentados à PGR, o intermediário enviou os dados de duas contas bancárias para o depósito de duas parcelas, cada uma no valor de 1,25 milhão. Uma conta era da CINQ Capital Instituição de Pagamentos, no Banco do Brasil. A outra era da QIX Transportes Logística Ltda, na Sicredi.
Conforme o combinado, as duas transferências foram realizadas por uma empresa da dupla na véspera do show do Rei, que aconteceu no dia 28 de dezembro. A piauí teve acesso ao número de contato de “Cleverson”. O DDD é do Ceará e o dono do número chama-se Kleryston Pontes Silveira, um empresário do ramo musical de Fortaleza, que trabalha para nomes como Xand Avião, Zé Vaqueiro, Nattan e Mari Fernandez. Roberto Carlos não está entre seus agenciados.
“TAMO JUNTO” – Ainda segundo o material de posse da PGR, Beto Louco ligou para Alcolumbre para avisar que os depósitos haviam sido feitos. A ligação estava falhando, mas logo o senador respondeu com uma mensagem: “Tamo junto sempre!”. Em seguida, o senador emendou uma outra mensagem com o desenho de um gesto de prece seguido de um “Muito obrigado!”.
Procurado pela piauí, Alcolumbre respondeu por meio de sua assessoria que “as empresas mencionadas [refere-se à QINC e à QIX] nunca patrocinaram o Réveillon do Amapá nem qualquer evento articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador não mantém relação comercial ou empresarial com os citados”, diz, acrescentando:
“É fato público que o presidente Davi sempre buscou, de forma institucional, correta e transparente, apoio de empresas para iniciativas que fortalecem a cultura e geram empregos no Amapá”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente matéria, enviada por José Peres, de Brasília. Mostra a que ponto chega a promiscuidade entre a corrupção, as autoridades e até o show business. É triste ter um político como Alcolumbre em posição tão destacada. (C.N.)
“.. Mostra a que ponto chega a promiscuidade entre a corrupção, as autoridades e até o show business…””
Sr. Newton
Um caso de corrupção bem famoso foi o do Correios patrocinar aquele vagabundo multi-bilionário que mora em um Apart-Mansão Triplex de 1.000 metros quadrados….
Enquanto os Correios não tem dinheiro para pagar os trabalhadores o Narcola enfiou no “pitó” do cantorzinho de mérida 4 milhões…..
Concluindo, tirou o dinheiro do trabalhador para dar ao vagabundo que supostamente “defende” os pretos, brancos, pobres e favelados…
aquele abraço
‘Não teremos recurso para pagamento de 13º’, diz superintendente dos Correios em reunião no TST
Afirmação foi feita durante audiência de conciliação com trabalhadores. Empresa enfrenta crise financeira e tenta conseguir apoio do governo federal para obter empréstimos e honrar compromissos.
https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2025/12/12/nao-teremos-recurso-para-pagamento-de-13o-diz-superintendente-dos-correios-em-reuniao-no-tst.ghtml
È assim que os demônios comunas psicopatas tratam os trabalhadores….
Será que vão fazer Estatuas para o Narcola X9..??