
Lula está no momento de colocar todas as cartas na mesa
Ivan Martínez-Vargas,
Bernardo Lima e
Sérgio Roxo
O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu pela primeira vez a possibilidade de excluir de sua chapa à reeleição o vice Geraldo Alckmin (PSB), peça central da estratégia petista em 2022 para ampliar as alianças e derrotar Jair Bolsonaro. O movimento ocorre no momento em que o PT busca atrair o MDB para fazer uma dobradinha na corrida ao Palácio do Planalto.
Lula afirmou que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos ao governo de São Paulo. O presidente aumentou a pressão para uma definição ao dizer que Alckmin e Haddad sabem que “têm um papel a cumprir”.
PAPEL A CUMPRIR – “Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, disse Lula em entrevista ao Portal Uol.
Segundo integrantes do governo, Lula passou a indicar que está no momento de colocar todas as cartas na mesa sem descartar nenhum cenário para a eleição, até para dificultar a estratégia dos adversários. Um auxiliar do presidente com assento no Planalto afirma que Lula vê com bons olhos a entrada de Alckmin na disputa de São Paulo.
A expectativa é que a decisão só ocorra na metade do ano. Seja para disputar governo estadual, Senado ou para se manter na vice, Alckmin precisa deixar o Ministério da Indústria e Comércio até o início de abril. Um grupo de lideranças petistas afirma que Lula só tiraria o seu atual vice da chapa se fosse para atrair justamente o MDB para a aliança, mas o apoio do partido é considerado difícil.
CONVOCAÇÃO – Já aliados de Alckmin minimizaram a declaração, ao argumentar que Lula estava apenas convocando-o para articular o cenário político no estado. O próprio vice também tem revelado nos bastidores que não acredita que exista um desejo do mandatário de vê-lo na disputa estadual.
Pessoas próximas ao vice dizem que o eleitor que votava em Alckmin em São Paulo no passado migrou para o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e hoje não tem mais identificação com o vice-presidente, justamente por causa da sua aliança com PT. Assim, hoje o ex-tucano acredita ser mais importante no projeto nacional do que na disputa em seu estado de origem.
Já Haddad tem dito publicamente que não quer ser candidato neste ano, mas é instado por correligionários a disputar as eleições em São Paulo. A preocupação do PT é evitar que o candidato de oposição a Lula na corrida ao Palácio do Planalto abra uma grande vantagem sobre o petista no estado, o que, segundo essa avaliação, pode ocorrer se o palanque estadual não for forte.
SEGUNDO TURNO – Nesse contexto, é lembrado o papel de Haddad em 2022, quando o petista levou a eleição contra Tarcísio ao segundo turno e contribuiu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro não se distanciasse tanto de Lula, que chegou a ser mais votado do que o adversário na capital. Na ocasião, Haddad perdeu para Tarcísio por uma diferença de 2,4 milhões de votos — ou 55,34% a 44,66% dos votos válidos.
No caso de Tebet, o cenário mais provável é que a ministra deixe o MDB para disputar o Senado por São Paulo, uma vez que o diretório paulista do partido é próximo ao bolsonarismo e deve apoiar os candidatos do atual governador. Ela tem convite para se filiar ao PSB.
“Acho que a gente pode ganhar as eleições (para o governo estadual) em São Paulo se a gente escolher um candidato a governador, o Alckmin ou o Haddad, a Simone Tebet. Nós vamos ganhar aquelas eleições em São Paulo, porque é o seguinte: quem é que fez mais política social? Quero comparar com os governadores”, disse Lula.
POSTO DE VICE – Caso um acordo para uma chapa presidencial entre PT e MDB vingue, os citados para eventualmente ocupar o posto de vice de são Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho. Ambos têm, no momento, planos de disputar a eleição em seus estados, concorrendo ao governo e ao Senado, respectivamente. O MDB tem um longo histórico de divisões regionais. Mesmo quando a legenda formalizou as alianças com Dilma Rousseff em 2010 e 2014 com a indicação de Michel Temer para vice, houve dissidências.
Haddad também têm sido pressionado por ministros petistas, como Camilo Santana (Educação) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), a ser candidato em outubro. O titular da Fazenda tem resistido e afirma que prefere participar da coordenação da campanha à reeleição e, nesta semana, disse que na conversa definitiva com Lula sobre o assunto “resta saber quem vai convencer quem”.
MANDATO PARA STF – Lula também reafirmou na quarta que defende um mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, no entanto, essa decisão nada tem a ver com a tensão entre os Poderes que tem se acirrado após os atos golpistas do 8 de Janeiro.
O presidente relembrou que a instituição de um mandato para ministros da Corte estava prevista no programa de governo do PT, quando Haddad disputou a Presidência em 2018. A medida também estava prevista em sua plataforma de 2022.
“Eu acho que nada está livre de mudanças. Durante a campanha do Haddad em 2018, estava um mandato para o STF. Eu acho que vamos discutir isso, porque não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos, é muito tempo”, disse o presidente, ressaltando que esta decisão cabe ao Congresso.
NOMES NO ESTADO – Fernando Haddad – O ministro é o plano A do PT para disputar a eleição ao governo de SP, apesar de ele declarar com frequência que esse não é o seu desejo. A avaliação é que, mesmo que Haddad saia derrotado, ele dará um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do país.
Geraldo Alckmin – Ex-governador do estado, o vice-presidente, assim como o seu partido, o PSB, defende a sua manutenção na chapa de Lula. Mas seu recall em São Paulo o coloca como nome competitivo para o Senado, além de ser alternativa para disputar o Bandeirantes.
Simone Tebet – O bom desempenho da ministra do Planejamento nas eleições presidenciais faz com que ela seja considerada para disputar o Senado por São Paulo. Para isso, contudo, Tebet tem até 4 de abril para trocar seu domicílio eleitoral, hoje no Mato Grosso do Sul.
ESPERANÇA EM MINAS – Para a disputa do governo de Minas, estado que costuma refletir o resultado da eleição nacional, o presidente Lula voltou a defender que o senador Rodrigo Pacheco seja o candidato. O ex-presidente do Senado está filiado hoje ao PSD, mas deve trocar a legenda pelo União Brasil, numa articulação feita pelo atual presidente da Casa e seu aliado de primeira hora, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Ainda não desisti de você, viu, Pacheco. Vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais”, afirmou ontem o presidente em entrevista ao Uol.
A mudança de partido de Pacheco, prevista para acontecer após o carnaval, ocorre após o PSD filiar o vice-governador de Minas, Matheus Simões, que deve disputar a sucessão de Romeu Zema (Novo), adversário de Lula. Pacheco ainda não decidiu se vai concorrer. Paralelamente, o PT articula outras alianças, incluindo com Alexandre Kalil, nome do PDT.
Minha sugestão.
https://m.youtube.com/watch?v=OlUV6CAJqHI
A volta a cena do crime tem dado certo.
Como não tem nada que preste na corrida, seria ótimo que o farsante fosse reeleito.
Não há dilmantas pra segurar o tchan, digo, o bó.
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/13/tesouro-ve-rombo-nas-contas-ate-2027-cita-medidas-adicionais-de-arrecadacao-para-atingir-metas-e-ve-alta-maior-da-divida.ghtml
O sujeito, demagogo, comprador de votos, não aprendeu, até hoje, o básico do básico, não se pode gastar mais que arrecada
Mas com seus próximos “programas sociais” vai ter que aprofundar extorsão da sociedade.
Lula é um aproveitador barato. Usa e joga fora quando não interessa mais. Sem caráter e sem escrúpulos desde sempre. Um verme!
Vai ter que jogar fora quem tanto o ajudou perseguindo, censurando, condenando e prendendo seus adversários.
https://www.infomoney.com.br/politica/caso-master-leva-lula-a-falar-em-possivel-saida-de-toffoli-do-stf-diz-jornal/
A política brasileira tem sido tocada por mais caracteres a séculos, mas este sujeito é realmente gigantesco.
Tudo bem, podem o manter, a imbecilidade e canalhice é livre, mas o preço e termos mais 100 anos de anos de solidão, digo, de atraso tecnológico e sócio-economico.
Se já temos 59, com este sujeito reeleito, sem dúvida bateremos um século.
https://anovademocracia.com.br/brasil-despenca-idh-desigualdade/
Quando havia intelectuais no país e não estes gênios imbecilizados, adoradores da personalidade do farsante, sabia-se disto.
https://m.youtube.com/watch?v=9ZhPGxN-XsM
O pai dos pobres, office-boy da burguesia cleptopatrimmonialista, joga mesmo pros leões quem não serve mais para manter sua lucrativa farsa.
https://m.youtube.com/watch?v=9ZhPGxN-XsM
Quanto a desratização do Estado, o modelo mais adequado é o de Singapura, pois, embora tendo metido uns 500 mil corruptos na cadeia, na China há ainda a corrupção do bem ea extorsão da sociedade pelo PCC (o de lá).
https://ibadeinstituto.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=272&catid=8&Itemid=101
Votarei nos candidatos que defendam a pena de morte pra corruptos.
Não me sinto menos, mas muito mais humanistas, com está posição definitiva, servindo de vereador a Presidente.
Não se trata da solução, mas, tão somente, uma limpeza do terreno pra semeadura.
Mateus.
Jesus falou muitas coisas por parábolas, dizendo: “O semeador saiu a semear.
4 Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram.
5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda.
6 Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
7 Outra parte caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas.
8 Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um.
Os ‘resultados’ das investigações do Escândalo do Master e da Roubalheira no INSS, pela magnitude e abrangência e por envolverem inúmeros membros dos Poderes, talvez sejam mais impactantes nas eleições de 2026 do que outros fatores supervenientes.
Repararam que Lula , não tocou na questão de melhorar a qualidade dos indicados pelo chefe do executivo , para o STF e demais tribunais do país , mas temporalidade de permanência nos tribunais , como se isso fosse a solução e resolvesse a questão da degradação e putrefação moral dos juízes , tanto do STF quanto dos demais tribunais do país .
Quem é Alckmin?