Saída de Toffoli do caso Master amplia pressão sobre Alexandre de Moraes

Flávio aposta em herança política de Bolsonaro e busca unir centro-direita

Conversas sobre pagamentos expõem contradições de Toffoli no Caso Master

Foi composto por Chiquinha Gonzaga o primeiro sucesso do Carnaval brasileiro

Chiquinha Gonzaga: conheça a história dessa mulher incrível | CLAUDIA

Chiquinha Gonzaga, uma mulher à frente de sua época

Paulo Peres
Poemas & Canções

A regente, dramaturga, pianista e compositora carioca Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga (1847-1935) compôs a marcha-rancho “O Abre-Alas” para o Cordão Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí, em 1899, primeiro grande destaque carnavalesco que se tem registro na MPB, segundo a História da Música Popular Brasileira – Grandes Compositores, da Abril-Cultural.

O ABRE–ALAS
Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Eu sou da lira
Não posso negar (bis)
Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Rosa de Ouro
É que vai ganhar (bis)

No fio da legitimidade, o Supremo depende do conteúdo do celular de Vorcaro

Caso Master leva Toffoli ao centro da crise

Marcelo Copelli
Revista Fórum

O Supremo Tribunal Federal entrou em uma zona de desconforto institucional que não pode ser tratada como detalhe. O Caso Master, iniciado como investigação sobre a liquidação de um banco, passou a envolver diretamente o ministro Dias Toffoli, após a Polícia Federal identificar menções ao seu nome em mensagens extraídas do celular do controlador da instituição, Daniel Vorcaro. A partir daí, o que era um processo financeiro tornou-se um teste de credibilidade para a mais alta Corte do país.

Os fatos conhecidos são objetivos. A empresa da qual Toffoli é sócio — a Maridt Participações — recebeu valores decorrentes da venda de participação no resort Tayayá, no Paraná, operação que envolveu fundos ligados ao grupo empresarial de Vorcaro.

O ministro confirmou a transação e afirmou que os valores foram recebidos de forma regular, negando qualquer favorecimento ou vínculo que comprometesse sua atuação. No plano formal, a operação foi apresentada como legítima. No plano político, porém, a coincidência entre a transação empresarial e a relatoria do caso abriu um campo inevitável de questionamentos.

RELAÇÕES EMPRESARIAIS – A tensão não reside na existência da venda, mas na sobreposição entre relações empresariais e função jurisdicional. Em democracias constitucionais maduras, imparcialidade não se resume à ausência de ilegalidade.

Exige também distância inequívoca de qualquer circunstância que possa comprometer a aparência de neutralidade. Quando o nome do ministro surge em comunicações apreendidas de um investigado — ainda que em contexto negocial — a discussão sobre eventual suspeição deixa o terreno abstrato e passa ao centro do debate institucional.

O impacto extrapolou o Supremo quase imediatamente. Em Brasília, o avanço das investigações passou a ser acompanhado com atenção redobrada por setores políticos que mantiveram interlocução institucional com o Banco Master antes de sua liquidação.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – A instituição operava com entes públicos e mantinha relações com bancos regionais, inserindo seu controlador em ambientes de influência relevantes.

No Distrito Federal, operações envolvendo o Banco Master e o BRB, banco estatal vinculado ao governo local, acrescentaram sensibilidade ao cenário. O governador Ibaneis Rocha, cuja administração mantém relação institucional com o banco regional, observa o desdobramento dos fatos sob pressão ampliada.

Não há, até o momento, imputação formal contra o governador no âmbito do inquérito. Ainda assim, a possibilidade de que a análise de dados telemáticos amplie o mapa de conexões institucionais já é suficiente para tensionar o ambiente político.

REDES DE CONTATO  – Entre as lideranças do Centrão, a leitura é pragmática. O bloco consolidou influência a partir de presença estratégica em estruturas administrativas, instituições financeiras públicas e articulações parlamentares. Investigações que tangenciam agentes com trânsito político raramente permanecem circunscritas ao ponto de origem. A experiência recente mostra que a exposição de comunicações digitais tende a revelar redes de contato que, mesmo quando institucionais, tornam-se politicamente sensíveis sob escrutínio público.

Nesse contexto, o Caso Master deixa de ser apenas um inquérito financeiro e passa a representar um foco potencial de instabilidade. A previsibilidade institucional é elemento central para a sustentação das coalizões no Congresso. Qualquer tensão envolvendo o Supremo — sobretudo quando cruza interesses do sistema financeiro e atores políticos — repercute imediatamente na arena legislativa.

Para o STF, contudo, o desafio é mais profundo. A Corte não enfrenta apenas uma questão processual, mas uma decisão de natureza simbólica. A permanência de Toffoli na relatoria poderia encontrar amparo nas regras formais. A discussão sobre o seu afastamento, entretanto, transcende a literalidade da norma. Ela alcança o campo mais sensível das instituições: a confiança pública.

ISENÇÃO – A autoridade de uma Corte constitucional não se sustenta apenas na validade técnica de seus atos, mas na convicção coletiva de que seus julgadores atuam sem qualquer sombra capaz de comprometer sua isenção. Em momentos críticos, instituições sólidas costumam optar por medidas que preservem sua integridade estrutural, mesmo quando a estrita legalidade não as impõe.

É nesse ponto que o afastamento de Tofffli deixa de ser percebido como gesto individual e passa a assumir natureza institucional. O instituto da suspeição não existe apenas para sancionar desvios, mas para resguardar a autoridade do julgamento. Quando circunstâncias externas produzem questionamentos consistentes — mesmo que não configurem irregularidade — o afastamento pode funcionar como instrumento de proteção da própria decisão futura.

A manutenção da relatoria prolongava o debate sobre isenção. O afastamento, por sua vez, não encerra a controvérsia no plano simbólico nem reforça a autoridade do desfecho que vier a ser proferido.

DIVISOR – O Caso Master tornou-se, assim, um divisor. Ele mede não apenas a capacidade investigativa do Estado, mas a maturidade institucional do Supremo. A Corte não está apenas julgando um processo. Está sendo avaliada quanto à sua habilidade de preservar a própria credibilidade em meio à turbulência.

Em um ambiente de polarização estrutural, não basta estar juridicamente correto. É necessário estar institucionalmente incontestável. A história das cortes constitucionais demonstra que momentos críticos não são lembrados pela minúcia técnica das decisões, mas pelo grau de prudência adotado diante da crise.

A questão que se impõe é objetiva. A resposta define se o Supremo atravessará este episódio apenas formalmente intacto — ou historicamente fortalecido. E, em tempos de tensão institucional, essa diferença não é detalhe. É destino.

Ligação com o Master já é ameaça à candidatura de Ibaneis ao Senado

Governador Ibaneis Rocha adia reabertura do comércio do Distrito FederalVicente Limongi Netto

O governador Ibaneis Rocha não perde a pose. Foi convidado, mas bateu o pé e disse que não vai dar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre envolvimento do Banco Regional de Brasília (BRB) com o sujo Banco Master.

Ibaneis tem medo de quê? Se não quer ir ao Senado, é porque algo muito podre existe no conluio BRB/Master.  A base política do rico advogado Ibaneis está caindo.  O cheiro podre em volta do governador e áulicos fede mais do que lixo hospitalar. 

FAZ VERGONHA – A antiga banca de Ibaneis não se sustenta mais. Foi eleito devido à decepção popular com a classe política, mas essa ilusão acabou se desfazendo. Hoje, Ibaneis envergonha Brasília e o MDB.

Antes do escândalo do BRB com Master, Ibaneis ainda trafegava em céu azul, de brigadeiro. Poderia ser eleito com certa facilidade para o Senado. Agora, desmascarado e chamuscado, bate o desespero e já pensa em ser candidato a deputado federal.

O senador Renan Calheiros, presidente da poderosa CAE, enfatiza que as investigações serão firmes, claras e fortes. Doa a quem doer. O veterano parlamentar avisa que vai fundo. Não está para brincadeira. Diz que ninguém será poupado. Mesmo sendo governador do MDB, como Ibaneis, que é do mesmo partido de Renan Calheiros.

PARECIDOS – O BBB 26 exibiu uma prova onde os participantes teriam que responder as perguntas, optando por decidir entre falso ou verdadeiro.

A semelhança com políticos e magistrados é forte coincidência. Jogam de acordo com suas conveniências. Falsos engomados e falsos togados.

FÉ EM DEUS – A deputada federal Roseana Sarney foi operada em São Paulo de câncer triplo de mama. Passa bem e amanhã, sábado, já vai para casa.

Ex-governadora e ex-senadora, Roseana enfrenta diversas doenças faz tempo. Vence os obstáculos de saúde com bravura invulgar. Deus e Maria no comando. Com Roseana. Sempre.

Piada do Ano! Toffoli alega que todo dinheiro que recebe é “dentro da lei”

Tribuna da Internet | Pressionado, Toffoli empurra decisão sobre caso  Master e amplia desgaste no Supremo

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Mônica Bergamo
Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli recebeu dinheiro da empresa Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele disse que isso ocorreu, naquela época, por ser sócio da empresa junto a outros familiares.

A explicação foi dada por ele a interlocutores depois que a Polícia Federal passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado.

É a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos. De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar.

FALSA SOCIEDADE ANÔNIMA -No entanto, seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, porque ela é uma “Sociedade Anônima de livro”, em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas.

Por isso apenas o nome de dois de seus irmãos – o engenheiro eletricista José Eugênio e o padre católico José Carlos Toffoli – são públicos, por serem eles os administradores da empresa.

De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal. Têm origem e destino rastreáveis.

CASO DO RESORT – A Maridt era dona de 33% do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master.

O ministro afirmou a interlocutores também que o próprio fundo já vendeu as ações para terceiros, e com lucro. O negócio, portanto, teria sido lícito. E na época, Vorcaro não frequentava as páginas policiais e era considerado um banqueiro em ascensão.

Por fim, para alegar inocência, o ministro apontou também nos diálogos que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal contra Vorcaro foram deferidos por ele — entre outros, novas buscas e apreensões nas investigações que apuram irregularidades na condução do Master.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chico Anysio, Érico Veríssimo, Bussunda, Jô Soares, Luís Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes, Nani, Ronald Golias, José Vasconcellos e muitos mais… Realmente o Brasil tem perdido muitos humoristas. Mas não se pode deixar de reconhecer o talento extraordinário de Dias Toffoli, que faz uma piada atrás da outra, é um comediante incansável. (C.N.)

Lula e Flávio Bolsonaro: o centro da polarização eleitoral em 2026

Não há nomes capazes de pulverizar o eleitorado

Pedro do Coutto

À medida que as eleições presidenciais de 2026 se aproximam, o cenário político brasileiro começa a se cristalizar em torno de dois nomes: o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Levantamentos do Instituto Genial/Quaest indicam que, em cenários de primeiro turno, Lula continua à frente, mas a distância para Flávio tem se reduzido — apontando para uma polarização mais estreita entre os dois principais contendores da disputa pelo Planalto.

A pesquisa divulgada em fevereiro de 2026 mostra Lula liderando com percentuais que variam entre cerca de 35% a 39% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em consolidada segunda posição, oscilando em torno de 29% a 33% das intenções de voto nos cenários testados. Esse desempenho consolida o senador como o principal nome da oposição ao atual mandato petista, após a decisão de outros prováveis candidatos da direita, como Tarcísio de Freitas, optarem por estratégias eleitorais diferentes.

VANTAGEM – No segundo turno, a vantagem de Lula permanece em todos os cenários testados, inclusive no confronto direto com Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento mais recente, o presidente apareceria com 43% contra 38% do senador, uma diferença de cinco pontos percentuais — menor do que nos levantamentos anteriores e que demonstra a maior competitividade do nome alinhado ao PL.

Essa evolução numérica reflete mais do que simples flutuações: ela aponta para uma consolidação política e simbólica de Flávio como representante de um bloco conservador, que tenta canalizar, ao mesmo tempo, o eleitorado bolsonarista tradicional e setores insatisfeitos com outras alternativas da direita. A capitalização desses votos tem ampliado a presença de Flávio nas simulações e reduzido a margem entre ele e o presidente, ainda que Lula mantenha consistentemente a liderança em território nacional.

Por outro lado, a trajetória de Lula na preferência dos brasileiros — embora superior em todas as sondagens — não é isenta de desafios. A redução da vantagem, especialmente em confrontos diretos, pode ser interpretada como um alerta sobre a erosão potencial de seu apoio em determinados segmentos do eleitorado, particularmente entre eleitores preocupados com questões como segurança pública e economia. Essas agendas tendem a favorecer candidatos de oposição que propõem uma abordagem mais dura nesses temas, e Flávio Bolsonaro tem buscado se posicionar nesse campo.

POLARIZAÇÃO – Outro aspecto relevante da pesquisa é a ausência de outros nomes capazes de pulverizar significativamente o eleitorado e tirar protagonismo da polarização entre Lula e Bolsonaro. Isso sugere que, para grandes parcelas do eleitorado, a disputa se resume a uma escolha entre continuidade e mudança dentro de um quadro já bastante conhecido pelo público.

A corrida presidencial de 2026, conforme retratada pelas sondagens mais recentes, está cada vez mais definida entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A liderança do atual presidente se mantém, mas a subida de Flávio sinaliza uma oposição mais competitiva — fator que pode moldar tanto as estratégias de campanha quanto a dinâmica política dos próximos meses. Nesse jogo complexo de expectativa e desafio, a polarização se acentua, refletindo não apenas escolhas eleitorais, mas tensões profundas da sociedade brasileira contemporânea.

Empresa dos irmãos de Toffoli recebia “mesadas” de escritórios de advocacia

Toffoli arquiva ação contra Alckmin envolvendo Odebrecht - 21/10/2024 -  Poder - Folha

Marca registrada de Toffoli era sua total irresponsabilidade

Mario Sabino
Metrópoles

O caso do Banco Master é de uma gravidade absoluta. Tanto é que, assim como o escândalo Epstein, nos Estados Unidos, há muita gente poderosa querendo abafá-lo, porque implicada até o último CDB com Daniel Vorcaro, o banqueiro das luzes (no cabelo).

A PF, no entanto, não quer largar esse osso duro de roer, pelo bem geral da nação, e aspectos importantes da investigação transpiraram por meio do jornalista Lauro Jardim, em O Globo.

“Alguns ministros do STF já foram alertados que o correr das investigações do caso Master vai respingar com força na Corte”, lê-se na coluna do meu ex-colega de revista. Respingar com força pode ser traduzido como enlamear.

HISTÓRIA NEBULOSA – O resort Tayayá, que no papel pertencia aos irmãos de Dias Toffoli, permanece no foco da Polícia Federal. O primo do ministro, Mario Umberto Degani, fundador do resort, seria “a chave para se abrir muitas portas dessa história nebulosa”, diz o jornalista.

Não faltam nuvens e, para o leitor do Metrópoles entender o tamanho da encrenca que se avizinha, organizo, aqui, a sequência do que Lauro Jardim publicou.

Depois de ter uma parte vendida ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, curioso misto de pastor e fisiculturista, o Tayayá foi repassado a um advogado da J&F, o conglomerado dos irmãos Batista que teve uma multa judicial de R$ 10,3 bilhões cancelada por Dias Toffoli.

EMPRESA FAMILIAR – No meio dos rolos de venda e compra do resort, estava uma empresa chamada Maridt, que oficialmente pertence aos irmãos de Dias Toffoli.

“A Maridt vendeu em 2025 sua parte no resort Tayayá. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel. Há uma série de dúvidas que investigações sobre a Maridt podem esclarecer”, escreve Lauro Jardim.

As dúvidas estão longe de ser singelas: a empresa dos Toffoli prestaria consultorias? Teria contratos com escritórios de advocacia dos quais recebia pagamentos mensais?

LAVAGEM DE DINHEIRO – De acordo com o jornalista, “há suspeitas de que a resposta é sim para ambas a perguntas. A quem exatamente a Maridt transferia diretamente o dinheiro que recebia por esses trabalhos é o que se vai querer saber”.

Outra notícia aponta para uma fonte de pesadelos em Brasília: os cinco celulares de Vorcaro, um deles com “segurança pesada”.

Segundo Lauro Jardim, em um desses celulares “há ao menos uma mensagem do pastor Fabiano Zettel, seu braço direito para transações heterodoxas, pedindo que alguns pagamentos fossem liberados, pois estava sendo cobrado insistentemente por uma autoridade da República”. Que autoridade seria essa?

Toffoli está inconsolável, porque a Polícia rasgou sua fantasia antes do Carnaval

Toffoli dá 10 dias para Câmara enviar informações sobre tramitação da ...

Dias Toffoli pretende continuar saindo fantasiado de ministro…

Carlos Newton

De quem é a culpa? Ora, é lógico que os culpados são Lula da Silva e José Dirceu, que inventaram a nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal. É preciso ser altamente irresponsável para ter a ousadia de nomear para o STF um cidadão sem a menor experiência em Direito e com agravante de ter sido reprovado duas vezes para concurso de juiz estadual.

Antigamente, os governantes tinham mais respeito ao interesse público e realmente indicavam juristas com notável saber e reputação ilibada. Mas isso non ecziste mais, diria padre Quevedo.

SEM CONDIÇÕES – Toffoli não tem e não tinha nenhum dos requisitos necessários para chegar ao Supremo. Agora, sabe-se que também não cultivava os pressupostos de honestidade, moralidade e respeitabilidade.

Não é de hoje que se passou a saber que o ex-advogado do PT é um homem sem escrúpulos, dedicado ao enriquecimento ilícito, assim como Dirceu, Lula, Palocci, Frei Chico, Lulinha, Mantega e tantos mais, para citar apenas membros do PT, pois os demais partidos não ficam atrás nesse quesito.

Toffoli já deveria ter sofrido impeachment desde julho de 2018, quando a revista Crusoé publicou que a partir de 2015 ele passou a receber  mesada de R$ 100 mil de sua mulher, a advogada Roberta Rangel.

CASO ABAFADO – Segundo essa publicação do site O Antagonista, Toffoli ja tinha recebido repasses de R$ 4 milhões, sem declarar ao Imposto de Renda, com a área técnica do Banco Mercantil indicando lavagem de dinheiro, mas o caso acabou abafado. Assim, como a impunidade foi facilmente alcançada, Toffoli não parou por aí e saiu dando decisões que protegiam corrutos notórios, como os empreiteiros envolvidos na Lava Jato.

Nesse embalo, o surpreendente ministro não conhecia limites e tomava decisões estapafúrdias, favorecendo empresas que contratavam sua esposa como advogada, como o caso da J&F. 

Foi Toffoli quem cancelou a multa de R$ 10,3 bilhões que tinha sido imposta à J&F dentro do acordo de leniência firmado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Greenfield. Mesmo assim, o audacioso ministro continuou impune.

SEM FANTASIA – Somente agora, quase oito anos depois da primeira denúncia, é que o Supremo foi cobrado a afastar Toffoli de um de seus rentáveis processos – o caso do Banco Master.

E quem denunciou os crimes do ministro foi a própria Polícia Federal, que nem possui poderes para fazê-lo, mas se viu obrigada a recorrer direto ao presidente do STF, Edson Fachin, por não confiar no procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio e amigo íntimo de Gilmar Mendes, que todos sabem ser da mesma coudelaria de Toffoli e Alexandre de Moraes.

Às vésperas do Carnaval, os policiais federais invadiram o Bloco dos Sujos e rasgaram a fantasia de Dias Toffoli, que não mais poderá desfilar na avenida do enriquecimento ilícito.

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P.S.
Apesar do Carnaval, daqui para a frente o noticiário sobre Toffoli vai dominar a mídia. A imprensa livre derrotou fragorosamente a imprensa amestrada. Agora, é todo mundo a favor do impeachment de Toffoli. E o que vem pela frente não parece difícil de prever. Alexandre de Moraes, por exemplo, pode até achar (?) que o escândalo de  Toffoli desviará as atenções sobre ele, mas está enganado, pois já foi escolhido como a próxima vítima, por 129 milhões de motivos, como diz o jornalista Mário Sabino. Quanto a Gilmar Mendes, o poderoso chefão de Toffoli e Moraes, não será surpresa se pedir aposentadoria. Ele acaba se perde a mulher, que pediu o divórcio, e nada impede que perca também o emprego. (C.N.)

Mudanças no TSE ameaçam esvaziar cotas de mulheres e negros às vésperas das eleições

Ministros do Supremo têm a desfaçatez de defender o “comportamento” de Toffoli

Charge do JCaesar: 2 de fevereiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. O documento cita o nome de Toffoli.

A reunião começou às 16h30 e terminou por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado. Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciam a saída de Toffoli da relatoria.

APOIO A TOFFOLI – Os ministros apoiaram os atos de Toffoli e não aceitaram o pedido de suspeição feito pela Polícia Federal, decidindo encaminhá-lo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator'”, diz  a nota, afirmando que, considerando-se o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.

“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.

ELOGIO À DIGNIDADE – O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.

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NOTA DO STF TENTA OCULTAR A GRAVIDADE DA CRISE

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli está inteiramente desmoralizado. Os demais ministros, liderados por Fachin, tentam passar um paninho, alegam que Toffoli não fez nada de errado na relatoria, vejam que a desfaçatez dessa gente é uma arte, como diria Ataulfo Alves. Mas não adianta passar paninho, porque a imundície é completa, será necessário um caminhão-exaustor de esgoto para começar a fazer a limpeza, que pode levar muitos anos até ser completada. A fedentina se espalha por Brasília e já atinge todo o território nacional. (C.N.)

Ministros do STF mandam que Toffoli deixe o caso Master, ele enfim aceita

Este é Edson Fachin - 01/09/2019 - Política - Fotografia - Folha de S.Paulo

Fachin está cada vez mais preocupado com a crise do STF

Vera Magalhães
O Globo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal participaram nesta quinta-feira, desde as 16h30, de uma reunião fechada, para discutir com o ministro Dias Toffoli o pedido de seu afastamento do da relatoria do caso Master, feito pela Polícia Federal. O encontro não teve a presença de assessores e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os ministros Luiz Fux e André Mendonça participam remotamente. Os demais, inclusive Toffoli, compareceram à reunião convocada pelo presidente Édson Fachin.

CONSTRANGIMENTO – O clima na corte é de extremo constrangimento. Pouco antes do início da conversa, interlocutores de Toffoli diziam que ele continuava “irredutível” na disposição de permanecer não só no STF como na relatoria das investigações de fraudes do Master.

Não existe precedente na história do tribunal de afastamento de um ministro por suspeição feitA pelo colegiado ou pela presidência.

Na verdade, mesmo a discussão nesse formato já é inédita.

SÓCIO OCULTO – O caso ganhou contornos mais graves diante da revelação de que Toffoli é sócio oculto da empresa Mardidt, até então atribuída a familiares seus, que fez negócios com um fundo ligado ao Master.

Na quarta-feira, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, esteve com o presidente do STF, Luiz Fachin, acompanhado de delegados do caso, e entregou a ele um calhamaço de documentos.

Os papéis eram transcrições de conversas de Toffoli com o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e outras evidências de ligações do ministro com a instituição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até o início da noite, não havia confirmação do afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master. Os ministros pediam que ele próprio tomasse a iniciativa, mas Toffoli dizia que isso seria uma confissão de culpa, alegando que jamais tentou impedir as investigações. Blá-blá-blá, aquela xaropada, só para ganhar tempo, pois seu destino já está traçado. (C.N.)

Lula encontra Pacheco e senador avalia candidatura ao governo de Minas

Pacheco é um nome forte para compor o palanque em MG

Isabella Calzolari
Guilherme Balza
G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (11) com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores de Pacheco, os dois encaminharam a pré-candidatura do senador ao governo de Minas Gerais durante o encontro.

O presidente Lula já disse diversas vezes, publicamente, que gostaria de ver Pacheco concorrendo ao governo estadual. Desde o ano passado, o parlamentar tem sido procurado por ministros e aliados que avaliam que Pacheco é um nome forte para compor o palanque em Minas com o petista durante a campanha eleitoral.

REFLEXÕES – No fim do ano passado, o senador teve um encontro com o presidente e sinalizou a possibilidade de sair da vida pública, mas disse que ainda “faria algumas reflexões” e queria conversar com aliados antes de tomar a decisão. Segundo um auxiliar de Pacheco, durante a reunião nesta quarta-feira (11), Lula não teria deixado Pacheco citar outras opções em Minas.

Diante disso, Rodrigo Pacheco, segundo esse interlocutor, afirmou a Lula que tinha responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia. E que, no momento certo, tomaria uma decisão. Uma decisão final de Pacheco envolve uma questão partidária que precisaria ser resolvida. Rodrigo Pacheco é do PSD, partido que deve lançar para concorrer ao governo de Minas Mateus Simões, vice do governador de Minas, Romeu Zema.

GUINADA À DIREITA – Independentemente de concorrer ou não, aliados de Pacheco dizem que o senador tem a intenção de deixar o PSD e buscar outro partido de Centro. Um dos incômodos, nas palavras desses interlocutores, é com a “guinada à direita” da sigla em Minas Gerais – que no ano passado filiou Mateus Simões.

Algumas siglas possíveis são citadas por aliados de Pacheco, como o União Brasil do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), aliado de primeira hora de Pacheco; o PSB; ou o MDB. Neste último, contudo, também poderia haver certa resistência caso a intenção de Pacheco seja concorrer. O ex-vereador Gabriel Azevedo é pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB.

Com argumentos infantis, Dias Toffoli está se ”incriminando” cada vez mais

Tribuna da Internet | Toffoli, o “Amigo do Amigo”, suspende multa  bilionária que Odebrecht se ofereceu a pagar

Charge do Kacio (Arquivo Google)

Lauro Jardim
O Globo

Agora que foi revelado que recebia em sua conta-corrente dinheiro depositado pela Maridt (empresa que até ontem supunha-se que pertencia a seus dois irmãos, ao menos formalmente), Dias Toffoli resolveu vir a público assumir que isso ocorreu porque ele é também sócio da empresa.

Tirando o fato de que só abriu essa informação depois de ver sua casa desabando, Toffoli tem ainda muito o que se explicar — se é que explicações existem. E deveria fazê-lo rápido.

TRÊS EXEMPLOS. – “Os depósitos na sua conta bancária correspondem ao mesmo percentual de participação que ele detinha na Maridt?”. É um percentual, ressalte-se, até agora desconhecido: o seu nome não aparece nos dados cadastrais que constam na Junta Comercial de São Paulo, uma vez que a Maridt é uma sociedade anônima. Há suspeita entre os investigadores que o percentual depositado não tem relação com a participação que “oficialmente” o ministro diz possuir.

“Por que Toffoli, sabendo que o relatório da PF indica que ele e Daniel Vorcaro se falavam pelo telefone, não vem a público dizer com todas as letras que nunca trocou ligações com o ex-banqueiro?”. Em nota que o seu gabinete divulgou, Toffoli afirma que a PF faz “ilações” (“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”). Por que, em vez de tergiversar, Toffoli não desfaz de uma vez por todas com as interrogações que jogaram sua reputação no chão?

ENFIM – “Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens —Toffoli não se declarou impedido de assumir a relatoria do Caso Master no fim de novembro de 2025? Por que, afinal, aceitou a relatoria? Por que se manteve nela depois de tudo o que foi descoberto desde dezembro? Por que que não sai?

Não deveria faltar mais nada para que Toffoli se afaste do caso Master imediatamente, sob pena de desmoralização do STF.

Nikolas desafia PL em Minas e impõe ultimato contra filiação de Eduardo Cunha

Deputado busca ampliar controle sobre partido

Camila Turtelli
O Globo

A definição das candidaturas em Minas Gerais para as eleições de 2026 abriu uma frente de atrito entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a cúpula do PL, partido de Valdemar Costa Neto, em meio a divergências sobre filiações no estado, disputa pelo controle da chapa proporcional e à tentativa do parlamentar de barrar a eventual entrada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha na legenda.

Nos últimos dias, Nikolas passou a criticar de forma mais direta a condução da montagem eleitoral mineira, embora tenha reafirmado sua permanência no partido. Sem citar publicamente alvos específicos, afirmou temer a eleição de candidatos que não estejam alinhados aos seus valores políticos e disse atuar para evitar esse cenário, uma referência à tentativa de dirigentes do partido filiarem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ao PL mineiro.

REAÇÕES – Embora a entrada de Cunha não tenha se concretizado, a hipótese mobilizou reações imediatas de Nikolas. Em conversas com aliados e dirigentes, o parlamentar afirmou que não aceitaria dividir espaço político com o ex-presidente da Câmara na chapa proporcional e chegou a admitir a possibilidade de deixar o partido caso o movimento avançasse. “Eu disse mesmo: ou o Cunha ou eu. Quero pessoas boas dentro do partido”, afirmou.

A insatisfação não se restringe ao deputado. Parlamentares de Minas Gerais levaram reclamações a Valdemar, movimento que explicitou o desconforto interno com a estratégia adotada pela direção

RESISTÊNCIADeputado mais votado do país em 2022, Nikolas é considerado peça central da estratégia do PL em Minas, pelo potencial de votos. Setores do partido defendem que ele concorra ao governo de Minas, aproveitando o fato de completar 30 anos em maio — idade mínima constitucional para o cargo. O deputado, porém, resiste e tem reiterado que pretende buscar a reeleição para a Câmara.

Dirigentes partidários, por outro lado, sustentam que a ampliação do número de candidaturas com densidade eleitoral própria poderia fortalecer a nominata e aumentar o total de cadeiras conquistadas pela sigla.

O conflito interno ocorre em um ambiente estadual ainda indefinido. O governador Romeu Zema (Novo) está impedido de disputar novo mandato, e nomes como os senadores Rodrigo Pacheco (PSD), Cleitinho (Republicanos) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil seguem mencionados como potenciais candidatos.

ESTRATÉGIA – Parte da cúpula do PL e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que mantê-lo na eleição proporcional é, neste momento, a alternativa mais estratégica. Questionado se queria Nikolas como candidato, o senador respondeu “não”. “Porque Nikolas não quer ser candidato ao governo”, disse

A leitura predominante é que sua votação expressiva pode puxar outros candidatos, ampliar a bancada federal mineira e fortalecer o partido nacionalmente, objetivo considerado prioritário no planejamento bolsonarista para 2026.

Quando o carnaval chegar, até os sonhos ficarão mais fáceis de alcançar

Paulo Peres
Poemas & Canções

A professora e poeta gaúcha Mardilê Friedrich Fabre (1938-2018) fez um poema sobre a expectativa da chegada do Carnaval, quando os sonhos podem até se tornar realidade.

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR…
Mardilê Fabre

Quando o Carnaval chegar,
Fantasiar-me-ei de rosa…
O mundo irei perfumar,
Dançarei bela e dengosa.

Fantasiar-me-ei de rosa…
Arlequim me beijará…
Dançarei bela e dengosa.
A festa nossa será.

Arlequim me beijará,
Pierrô ficará comigo,
A festa nossa será,
Desfarei amor antigo.

Pierrô ficará comigo,
Viveremos outra história,
Desfarei amor antigo,
Intriga contraditória…

Haddad e a nova arquitetura de gastos: ousadia, cautela e a política fiscal em debate

PF investiga como defesa soube de medida sigilosa contra Vorcaro

Toffoli é citado no celular de Vorcaro e a PF pede a suspeição do ministro

Fachin sinaliza que pode atuar em relação a Toffoli “quando for necessário“  #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Manoela Alcântara
Metrópoles

O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.

Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

EM SIGILO – Ao receber o documento, na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos do processo, que tramita em sigilo.

A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos ligados ao Master.

O entendimento entre alguns integrantes da Corte é o de que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.

TOFFOLI SE DEFENDE – Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não há nada no processo que o relacione a Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O final da matéria do portal Metrópoles é tipo Piada do Ano, ao dizer que Toffoli está tranquilo. Na verdade, o ministro está à beira de um ataque de nervos, porque a Polícia Federal jamais exigiria sua suspeição se não houvesse provas concretas no celular que confirmassem as ligações entre Vorcaro e Toffoli. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)