Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Tarcísio visita Bolsonaro na Papudinha e deixa claro apoio a Flávio para  presidente - Agora Alagoas

Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar sua reeleição

Giovana Alves
g1 Brasília

Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da Polícia Militar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta quinta-feira (29/1), que seu “interesse é ficar em São Paulo”. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, em Brasília (DF), por liderar a trama golpista.

Em visita autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os dois conversaram sobre o apoio do mandatário paulista à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 do ex-chefe do Planalto, à Presidência da República. “Sem dúvida, vou apoiar Flávio”, ressaltou Tarcísio.

Este foi o primeiro encontro entre os dois políticos desde setembro, quando Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar.

DISSE TARCÍSIO – “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento ao estado de São Paulo. Sou grato ao estado de São Paulo”, relatou Tarcísio.

Questionado sobre o apoio ao nome de Flávio, o governador reiterou: “Sem dúvidas, como tenho afirmado constantemente. Não tem duvida com relação a isso”.

A primeira ida de Tarcísio à Papudinha estava prevista para ocorrer na quinta-feira (22/1), mas o mandatário paulista cancelou a visita por motivos familiares. 

Duas CPIs (INSS e Crime Organizado) querem interrogar Vorcaro, do Master

Banco Master: Daniel Vorcaro deixa a cadeia após passar 11 dias preso

Em prisão domiciliar, Vorcaro pode se recusar a depor

João Pedro Bitencourt
Estadão

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informou nesta quarta-feira, 28, que os banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e Luis Félix Cardamone Neto, ex-presidente do Banco BMG, foram convocados para prestar depoimento à comissão na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.

Vorcaro recebeu voz de prisão em novembro do ano passado após tentar deixar o País em meio às investigações de crimes contra o sistema financeiro, mas foi solto dez dias depois. Ele é acusado de fraude de R$ 12 bilhões na venda de créditos falsos ao Banco Regional de Brasília (BRB).

RECLAMAÇÕES  – Cardamone Neto, assim como Vorcaro, já havia sido convocado na CPI. Na ocasião, o critério para a escolha dos executivos havia sido o volume de reclamações registradas na plataforma Consumidor.gov.br e junto à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça.

Em publicação nas redes sociais, Viana também afirmou que a CPI atua para reverter uma decisão que, de forma provisória, garante ao empresário Maurício Camisotti o direito de não comparecer ao colegiado. Segundo o senador, a comissão seguirá adotando medidas legais para assegurar o esclarecimento dos fatos.

A Polícia Federal (PF) pediu em outubro que um eventual depoimento de Camisotti aconteça de forma reservada. A CPI tenta ouvir Camisotti, que está preso na Superintendência da corporação em São Paulo. Carlos Viana já havia pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revesse a decisão que deu a Camisotti o direito de não prestar depoimento.

DIREITO DE CALAR – Em 15 de setembro, o ministro André Mendonça concedeu ao empresário o direito de “comparecer, ou não, ao referido ato (depoimento), bem como o exercício do direito ao silêncio, em respeito ao princípio constitucional da não autoincriminação”.

Segundo a CPI, Camisotti é um dos principais articuladores da fraude do INSS. As investigações apontam que ele controlava ao menos três entidades que, desde 2021, faturaram mais de R$ 1 bilhão com a utilização de descontos não autorizados por beneficiários do instituto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vorcaro será convocado também pela CPI do Crime Organizado, mas essas decisões são apenas simbólicas, em função ao direito ao silêncio. O importante é que sinalizam o interesse do Congresso, que sai do recesso nesta segunda-feira e vai mergulhar de cabeça no caso do Banco Master. Comprem pipocas. (C.N.)

Michelle chama Nikolas de “filho 06” e reforça vínculo político após marcha

Publicação em rede social ocorreu depois da manifestação

Vanessa Araújo
Estadão

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se referiu ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como “filho 06” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma postagem em rede social. A publicação foi compartilhada a última segunda-feira, 26, após a mobilização política conduzida pelo parlamentar mineiro, que percorreu cerca de 240 quilômetros de Paracatu (MG) até Brasília.

O ato foi apresentado pelos organizadores como “Caminhada pela Paz” e integrado ao movimento “Acorda, Brasil”, em protesto contra as condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023. O grupo liderado por Nikolas deixou Paracatu no dia 19 e chegou à capital federal no domingo, 25.

“ADOTADO” – “O Brasil acordou, 06 – lembra que o Jair te adotou em Minas Gerais?”, escreveu Michelle no Instagram Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common, o ato reuniu 18 mil pessoas em Brasília no domingo. Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público, no momento de pico, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, segundo a análise. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

Durante a manifestação, um raio atingiu participantes do ato, provocando atendimentos de emergência. Segundo o Corpo de Bombeiros, 89 pessoas precisaram ser socorridas no local, das quais 47 foram encaminhadas a unidades de saúde. Deste total, 11 demandaram atendimento médico de maior complexidade.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que 14 pacientes receberam os primeiros atendimentos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Três permanecem internados na unidade e um foi transferido para o Hospital Santa Marta. Outro paciente solicitou transferência para uma unidade da rede privada, sem informação atualizada sobre o estado de saúde. Os demais já receberam alta.

INTERNADOS – Ainda segundo a pasta, ao todo 41 pessoas foram atendidas pela rede pública de saúde do Distrito Federal. Desse total, 36 já receberam alta hospitalar. Pelo menos quatro manifestantes seguem internados Uma mulher ferida pela queda do raio permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta, após ter sido transferida do Hospital Regional da Asa Norte na madrugada de segunda-feira.

Já o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal informou que todos os pacientes que deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em decorrência do incidente já receberam alta. Das 27 pessoas atendidas na unidade, quatro permaneceram em observação até a manhã desta segunda-feira sem registro de casos graves

Incrível! Diretor do Banco Central sugeriu que BRB comprasse carteiras do Master

A política comercial de Trump redefiniu mercados — e expôs fragilidades globais

Indecisão de Tarcísio desmobiliza empresários e reconfigura a corrida presidencial

Paraguai retoma a energia de Itaipu e prejudica o Brasil para servir a Trump

Usina Hidrelétrica de Itaipu – Wikipédia, a enciclopédia livre

Energia de Itaipu vai servir às big techs dos Estados Unidos

Deu no Plantão News

Se você achava que a maior preocupação para a economia brasileira em 2026 seriam as oscilações tradicionais do dólar ou a inflação dos supermercados, é hora de redirecionar a sua atenção para a fronteira oeste do país. Algo monumental e potencialmente catastrófico está acontecendo nas águas do Rio Paraná, especificamente na Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Durante cinco décadas, essa gigante de concreto e aço foi o símbolo da cooperação sul-americana e, mais importante, a garantia de que o Brasil teria energia barata e abundante para crescer. Mas esse tempo acabou.

EFEITO TRUMP – O Brasil está, metaforicamente e na prática comercial, “perdendo” Itaipu para os Estados Unidos. E não estamos falando de soldados americanos ocupando a usina, mas de algo muito mais sutil e letal para o nosso bolso: a lei da oferta e da procura em um mundo sedento por eletricidade.

Para entender a gravidade da situação, precisamos olhar para o passado. Em 1973, o Tratado de Itaipu estabeleceu que Brasil e Paraguai dividiriam a energia produzida meio a meio. Como o Paraguai é um país com uma demanda energética muito menor, eles nunca usaram a sua metade inteira.

O “pulo do gato” para o Brasil sempre foi a cláusula que obrigava o vizinho a vender o seu excedente exclusivamente para nós, e o melhor: a preço de custo, sem margem de lucro comercial. Foi esse acordo que permitiu ao Brasil manter as luzes acesas e as indústrias rodando a um custo competitivo por 50 anos. Contudo, em 2023, o cenário mudou.

NOVA REALIDADE – Com a renegociação do anexo C do tratado e as novas diretrizes estabelecidas entre 2024 e 2026, o Paraguai conquistou a “alforria” energética: o direito de vender sua energia no mercado livre.

É aqui que entram os Estados Unidos, não como uma nação invasora, mas como o cliente VIP que chega pagando em dólar e à vista. O mundo vive uma revolução tecnológica sem precedentes, impulsionada pela Inteligência Artificial e pelo processamento de dados massivo.

As chamadas “Big Techs” — empresas como Microsoft, Google e Amazon — estão em uma corrida frenética para construir data centers cada vez mais potentes. O problema? Esses centros de dados consomem uma quantidade absurda de energia. E não serve qualquer energia. A energia solar e a eólica, embora limpas, são intermitentes (o sol não brilha à noite, o vento não sopra sempre). Para rodar servidores que não podem desligar nunca, essas empresas precisam de “energia de base”, constante e confiável. Exatamente o que uma hidrelétrica como Itaipu oferece.

PARAÍSO TECH – O Paraguai, astutamente, percebeu essa mina de ouro. Em vez de continuar vendendo o excedente para o Brasil a preços módicos, o governo paraguaio transformou o país em um paraíso para investimentos tecnológicos.

Eles estão atraindo essas corporações transnacionais para instalarem suas infraestruturas em solo paraguaio, alimentadas diretamente pela energia que antes fluía para as casas e fábricas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O resultado é uma drenagem de recursos.

A energia está lá, as turbinas continuam girando, mas os elétrons agora têm outro destino: a mineração de criptomoedas e o processamento de IA para o Vale do Silício.

BRASIL OMISSO – O impacto para o Brasil é imediato e severo. Itaipu responde por cerca de 20% de toda a energia consumida no território nacional, sendo vital para o Sul e Sudeste. Sem a garantia desse excedente barato, o Operador Nacional do Sistema (ONS) se vê em uma encruzilhada.

Para compensar a energia que o Paraguai deixou de enviar, o Brasil é forçado a acionar suas usinas termelétricas. O problema é que essas usinas funcionam queimando combustíveis fósseis, o que não só é péssimo para o meio ambiente, mas é terrivelmente caro. É aí que entra o “efeito cascata” na economia doméstica.

Quando o custo de geração sobe, a conta chega para você na forma das temidas “bandeiras tarifárias”. A conta de luz fica mais cara, o que já é ruim o suficiente. Mas o buraco é mais embaixo. A indústria brasileira, que depende de eletricidade para produzir tudo, desde alimentos até carros, vê seus custos de produção dispararem.

CUSTO BRASIL – Para não ter prejuízo, as fábricas repassam esse custo para os produtos. Resultado: inflação generalizada. O pão fica mais caro, o serviço fica mais caro, o custo de vida no Brasil aumenta, tudo porque perdemos a exclusividade sobre a energia de Itaipu.

Além do desastre econômico, há uma perda geopolítica humilhante. Historicamente, o Brasil usava a dependência econômica do Paraguai em relação a Itaipu como uma ferramenta de “soft power”. Tínhamos uma influência política enorme em Assunção porque éramos o único cliente do seu principal produto de exportação.

 Agora, com o capital americano inundando o Paraguai, essa dinâmica de poder se inverteu. O Paraguai ganha autonomia e proteção política de Washington. Tentar pressionar o vizinho agora significa comprar briga com os interesses das maiores corporações dos Estados Unidos, algo que o Itamaraty sabe ser um campo minado diplomático.

HAVERÁ APAGÕES – Especialistas em defesa e segurança nacional já soam o alarme para o risco de “apagões estratégicos”. A segurança energética do Brasil ficou vulnerável.

Se houver uma crise hídrica severa — e sabemos que o clima está cada vez mais instável — e o Paraguai tiver contratos firmados com empresas americanas, o Brasil terá pouquíssima margem de manobra para negociar energia de emergência. Estaremos competindo com contratos em dólar de empresas que valem trilhões. A soberania sobre o Rio Paraná, na prática, foi diluída.

Diante desse cenário sombrio, a inércia não é uma opção. O Brasil precisa, urgentemente, de uma nova estratégia. Não adianta adotar uma postura hostil contra o Paraguai; eles estão exercendo seu direito soberano de vender para quem paga mais.

NOVA MATRIZ – A resposta brasileira precisa ser interna e estrutural. Precisamos acelerar drasticamente a diversificação da nossa matriz energética, investindo pesado em fontes alternativas e, principalmente, em eficiência energética para fazer mais com menos.

Além disso, é necessária uma nova diplomacia energética: o Brasil precisa oferecer vantagens competitivas para que essas empresas de tecnologia queiram se instalar aqui, e não apenas no vizinho, integrando o mercado regional em vez de fragmentá-lo.

Estamos vivendo um momento histórico. Em 2026, a “Batalha de Itaipu” não é travada com canhões, mas com contratos e cabos de fibra ótica. O Brasil perdeu a exclusividade, e com ela, a era do conforto energético. Reconhecer essa derrota é o primeiro passo para evitar que o país mergulhe no escuro. Se o governo e a sociedade não acordarem para essa nova realidade imposta pela Nova Ordem Mundial da Energia, as consequências serão sentidas a cada vez que um brasileiro tentar acender um interruptor e descobrir que a luz, literalmente, custa os olhos da cara.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Enviada por Mário Assis Causanilhas, é a mais importante matéria econômica dos últimos tempos. Não está assinada, porque o autor teme retaliações, mas vem sendo reproduzida nas redes sociais, em postagens que defendem os interesses brasileiros. E o que faz o governo Lula da Silva? Nada, embora os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia, Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Esther Dweck (Gestão e Inovação) sejam do Conselho de Itaipu, mas só querem saber de embolsar o jeton de R$ 34 mil por uma reunião mensal. Ah, Brasil… (C.N.)

Will Bank, Familhão, Huck e TV Globo, vale tudo para tomar dinheiro do povo

Luciano Huck mostra tentativa de entrega da primeira barra de ouro do Familhão de 2026

Huck substituiu Silvio Santos no esquema Tudo Por Dinheiro

Carlos Newton

Já comentamos aqui sobre o envolvimento do apresentador Luciano Huck com o Will Bank, que também está em liquidação extrajudicial e pertence ao mesmo grupo golpista do Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro. Em 2025, foi anunciado que Luciano Huck e o “Domingão” eram os novos parceiros do Will Bank. Segundo Felipe Felix, então CEO da instituição, houve “uma sinergia importante em trazer o Huck para ser nosso embaixador”.

Huck respondeu à altura e disse ter escolhido o Will Bank para atuarem juntos: “É meu novo banco. Um parceiro que escolhi para estar ao meu lado nos próximos anos”. E acrescentou: “Estou feliz demais e quero que meu público possa embarcar nessa com a gente”.

TUDO POR DINHEIRO – Não há nenhuma novidade nisso. Huck mostra ser tão ávido por dinheiro que foi dele a ideia de recriar o “Familhão”, um quadro do “Domingão”, na TV Globo, em que prêmios de até R$ 1 milhão e uma barra de ouro são oferecidos aos telespectadores, desde que queiram se associar e contribuir em dinheiro durante vários meses.

Em seus intervalos comerciais, a TV  Globo exibe farta publicidade do Familhão, de manhã, à tarde e à noite. Essa superexposição de anúncios não sairia por menos de R$ 30 milhões mensais, um valor que inviabilizaria o negócio, caso não existisse a parceria exclusiva com o Grupo Globo, incluindo a Globoplay.

O mais interessante é que Huck é o controlador e presidente  da empresa D + V Engajamento e Intermediação S.A., e desde 2023 tem um dos membros do Conselho da TV Globo, Roberto Marinho Neto, como um de seus associados, circunstância que garante maior credibilidade e segurança quanto à oferta de debêntures nos mercados interno e externo.

REGISTRO NA JUNTA – A sociedade Familhão, com capital de mais de R$ 30 milhões, conforme registro na Junta Comercial de São Paulo, é resultado da junção das empresas Dilus Investimentos e Participações e Vertem Participações Empresariais S/A.

Sem dúvida, nesse contexto fica impossível negar que a conexão Will Bank, Huck, Familhão e TV Globo serviu para alavancar a captação de clientes pelo golpista Daniel Vorcaro, sobretudo no Nordeste, com dezenas de milhares de pequenos investidores que ficarão no prejuízo, pois nem todos serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Não é sem motivo que investidores estrangeiros estão voltando a brilhar na Bolsa de Valores. Aqui no Brasil, tudo é possível em termos de enriquecimento no curtíssimo prazo, sempre desonestamente.

UMA SURPRESA – No descalabro do Banco Master e do Will Bank só causou surpresa o informe recente de que o escritório de advocacia do ex-ministro do STF, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tivesse recebido de Daniel Vorcaro, por 21 meses de consultoria, apenas R$ 5,25 milhões, quando o escritório da dra. Viviane, esposa do ministro Alexandre de Moraes, estava percebendo mensalmente R$ 3,6 milhões.

É incomparável a maior experiência de Lewandowski, advogado há 50 anos, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, ministro do STF por quase 20 anos, seu presidente e do TSE, além de ser ainda professor titular da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, de onde saiu o hoje enrolado ministro do STF, Dias Toffoli, duas vezes reprovado em concurso para juiz auxiliar de primeira instância.

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P.S.
Por fim, de acordo com o Decreto 52.795/63, concessionário de emissora de televisão que operar jogatina poderá ter a concessão cassada, assim como acontece com aquele que transferir seu controle para terceiros sem prévia aprovação do Poder Concedente, mas isso é assunto para outra ocasião. (C.N.)

Com Tarcísio fora do jogo, Valdemar acelera plano para lançar Flávio ao Planalto

Contrato de R$ 250 mil/mês expõe relação do Master com Lewandowski e seu filho

Contrato do Master com Lewandowski passou para filho

Malu Gaspar
O Globo

O contrato do Banco Master com a Lewandowski Advocacia começou em agosto de 2023, com uma “consultoria institucional” do próprio Ricardo Lewandowski e, depois da ida dele para o Ministério da Justiça, em 2024, foi transferido para o filho, Enrique Lewandowski, que passou a dar consultoria sobre assuntos fiscais e tributários.

Essa é a explicação da assessoria de imprensa do escritório sobre o escopo do contrato revelado pelo portal Metrópoles, que previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e rendeu aos Lewandowski R$ 6,5 milhões ao todo entre agosto de 2023 e setembro de 2025. A assinatura do contrato com o então ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu na mesma época em que o próprio Master informou que ele tinha passado a integrar um “comitê estratégico” do banco.

CONTRATO – Mas, de acordo com a assessoria, Lewandowski nunca teve remuneração ou funções de conselheiro, só o contrato de consultoria para temas de natureza “institucional”, sem detalhar quais temas eram tratados.

De acordo com a assessoria, ao aceitar virar ministro da Justiça de Lula, em janeiro de 2024, Lewandowski teria comunicado a direção do banco, que transferiu a consultoria para o filho, Enrique, que é especialista em temas fiscais. Três meses depois, o Master informou ter substituído Lewandowski por Henrique Meirelles no comitê estratégico.

Nos 21 meses seguintes à saída do ministro do Master, o escritório de advocacia ainda faturou R$ 5 milhões com o banco. Os pagamentos só deixaram de ser feitos em setembro de 2025, quando o Banco Central (BC) vetou a compra do Master pelo BRB.

Os contatos de Enrique Lewandowski no banco se davam com o diretor jurídico, Luiz Rennó, para discutir questões fiscais e relacionadas à reforma tributária. Seriam reuniões mensais, telefonemas e trocas de e-mails. A assessoria informou ainda que não houve elaboração de pareceres ou defesa em causas específicas.

Advogados experientes da área tributária ouvidos pela equipe da coluna disseram que nesse ramo o serviço de consultoria costuma ser pago por hora/homem e não por mês, para atender demandas relacionadas a dúvidas ou temas específicos.

Pelos valores praticados no mercado, um advogado tributário de alto nível, sócio de um escritório, cobra em média R$ 2.500,00 a hora de trabalho. Por essa métrica, o contrato do Master com o filho do ministro pagaria o equivalente a 100 horas/homem por mês — ou 4,5 horas de trabalho por dia, em todos os dias úteis do mês.

Marcha fortalece Nikolas e reposiciona forças na pré-campanha de Flávio

Pressionado, Toffoli empurra decisão sobre caso Master e amplia desgaste no Supremo

Charge do Spacca (Arquivo do Google)

Rafael Moraes Moura
O Globo

Apesar das críticas no Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso Nacional, governo Lula e de setores da opinião pública à sua atuação no caso, marcada por decisões esdrúxulas, o ministro Dias Toffoli pretende aguardar o relatório da Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de deliberar se mantém ou não no seu gabinete as investigações relacionadas ao Banco Master.

No entorno de Toffoli, a avaliação é que só depois que a PGR disser se considera que o inquérito fica ou não no STF e decidir se vai oferecer denúncia contra os alvos da apuração é que ele vai tomar alguma decisão. Isso, porém, só deve ocorrer após a PF elaborar seu relatório sobre o caso.

PRORROGAÇÃO – Por ora, essa tem sido a postura de Toffoli nos bastidores. Na prática, isso empurra a decisão do ministro sobre enviar ou não o processo de volta para a Justiça Federal para março, já que, há duas semanas, o ministro decidiu prorrogar por mais 60 dias as investigações, atendendo a um pedido da PF.

O envio do caso de volta para a primeira instância tem sido defendido dentro do próprio Supremo como “saída honrosa” para superar a crise instalada na Corte e reduzir os desgastes desde que as investigações foram remetidas ao gabinete de Toffoli no mês passado.

As investigações que miram uma fraude bilionária no Master, em tramitação na Justiça Federal de Brasília e de São Paulo, “subiram” para o STF após Toffoli concordar com o argumento da defesa do dono do Master, Daniel Vorcaro, de que a primeira instância não era o foro competente para cuidar do caso por conta de um contrato imobiliário apreendido pelos investigadores que menciona o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

CAUTELA – Em parecer enviado ao STF no mês passado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a manutenção do caso com Toffoli “por cautela”, em um esforço para evitar nulidades e manter a validade das provas colhidas. Mas Gonet frisou que a questão da competência poderia ser revista “mais adiante”, em virtude de “fatos significativos que venham a ser revelados”. O próprio Gonet, portanto, “deixou” a brecha para tirar as investigações do Supremo em um outro momento.

“Uma vez que o documento [o contrato imobiliário] se refere a agente político com foro especial, justifica-se, por cautela, que o Supremo Tribunal Federal entenda oportuno seguir desenvolvendo as atividades investigativas, até, pelo menos, que, eventualmente, fique afastada a repercussão da investigação sobre detentor de foro privilegiado”, observou Gonet.

RESORT –  Agora, Toffoli pretende esperar “baixar a temperatura” e espera arrefecer o desgaste provocado pelas recentes revelações da imprensa sobre as suas ligações e de seus familiares com o resort Tayayá – alvo de um pedido de investigação protocolado na PGR pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) na semana passada. Mas o plano está sujeito a alterações, dependendo dos próximos desdobramentos.

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, é o dono de fundos de investimento que compraram parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort, localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Zettel foi alvo de operação da PF na semana passada.

Segundo um levantamento do O Globo, o pagamento de diárias para seguranças que atendem o Supremo revela 128 dias de viagens em feriados, finais de semana estendidos e recesso do Judiciário para a região onde fica o resort, a um custo de R$ 460 mil. Conforme informou a colunista Andreza Matais, no site Metrópoles, o local é chamado de “resort do Toffoli” – e o ministro dispõe de uma casa em uma área reservada para hóspedes de alto padrão.

PRIVILÉGIO – Um frequentador do resort relatou na plataforma Google Maps que os funcionários do hotel não zelam pelos clientes e deixam claro que o tratamento privilegiado é reservado ao “proprietário”. As diárias do Tayayá começam em R$ 1,8 mil, de acordo com a plataforma de reservas Booking.

Integrantes do Supremo e do Ministério Público Federal (MPF) avaliam que a devolução do caso Master à primeira instância ou o seu desmembramento seria a melhor saída para diminuir a deterioração da imagem do Supremo – e de Toffoli em particular – após a sucessão de decisões controversas tomadas pelo ministro desde que assumiu a relatoria do caso Master, em novembro do ano passado.

Em 28 de novembro, o ministro decretou sigilo sobre o caso, no mesmo dia em que pegou carona em um jatinho com um dos advogados que atuam no caso. Cinco dias depois, decidiu concentrar em si mesmo o poder de autorizar qualquer nova medida em torno das investigações, acatando o argumento da defesa de Vorcaro de que o caso deveria ficar no STF.

TENSÃO – Em plena véspera de Natal, determinou a realização de uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de fiscalização do Banco Central Ailton de Aquino, mesmo sem que houvesse depoimentos colhidos previamente para que fossem confrontadas as versões do caso. Os depoimentos foram marcados por tensão e constrangimento entre o gabinete de Toffoli e representantes da PF e da PGR, após o gabinete de Toffoli insistir para que a delegada Janaína Palazzo colhesse os depoimentos antes da acareação, mesmo sem uma determinação formal do ministro nesse sentido.

Após a autorização “oral” de Toffoli, assim foi feito, mas o climão prosseguiu quando o gabinete do ministro insistiu que a delegada fizesse aos investigados as perguntas elaboradas pelo gabinete do ministro do STF. E não parou por aí. No último dia 14, Toffoli determinou que todo o material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero fosse remetido diretamente para o seu gabinete, ao invés de ser submetido para perícia técnica da Polícia Federal, escancarando a queda de braço entre o ministro e a corporação, a quem ele chegou a acusar de “inércia”.

Sob fortes críticas, Toffoli acabou recuando depois, determinando que o material fosse enviado à PGR para a análise dos dados. Até março, as controvérsias em torno do caso só devem aumentar.

Caiado muda de partido e pressiona o PSD a definir seu nome para o Planalto

Uma canção de amor, criada sob medida para Oswaldo Montenegro interpretar

Mongol, compositor de 'Agonia', deixa obra que foi além da parceria com Oswaldo Montenegro

Mongol, grande compositor carioca

Paulo Peres
Poemas & Canções

O autor teatral, ator, cantor e compositor carioca Arlindo Paixão (1957/2021), conhecido como Mongol, na letra de “Agonia”, enveredou pelo lirismo para mostrar e para disfarçar o sofrimento que uma paixão acarreta. A música, vencedora do Festival Shell de MPB, promovido pela Rede Globo em 1980, foi defendida por Oswaldo Montenegro e consta do LP Festival 80, gravado pela Som Livre.

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AGONIA
Mongol

Se fosse resolver
iria te dizer
foi minha agonia
Se eu tentasse entender
por mais que eu me esforçasse
eu não conseguiria
E aqui no coração
eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia
Eu vou pensar que é festa
Vou dançar, cantar
é minha garantia
E vou contagiar diversos corações
com minha euforia
E a amargura e o tempo
vão deixar meu corpo,
minha alma vazia
E sem que se perceba a gente se encontra
pra uma outra folia   

Confirmado! Moraes era íntimo do dono do Master e fumava charutos com ele

Caso Banco Master / STF: Quando a exceção ameaça virar regra | ASMETRO-SI

Charge do Latuff (Frente Brasil Popular)

Andreza Matais e Andre Shalders
Metrópoles

Confirmado! O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes. Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse ao seu endereço, no Lago Sul, área nobre de Brasília, porque “o homem estava lá”.

HÁ TESTEMUNHAS – Pelo menos, quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna. Moraes estava acompanhado de um assessor. Ao chegar, o então presidente do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique Costa trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

TAMBÉM EM 2024 – Aquele fim de semana com Paulo Henrique Costa não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro. O ministro do STF já era íntimo e acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro, nesta segunda-feira (26/1), sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

FORTE RECADO – A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe político-administrativa sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129,6 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

SEM COMENTÁRIOS – Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os jornalistas Andreza Matais e Andre Shalders estão dando show no caso Master. E acabam de fechar o caixão do impeachment de Moraes, se os senadores tiverem um mínimo de vergonha na cara. E viva a imprensa livre!!! (C.N.)

Flávio confunde herança política com poder e empurra a direita para o racha

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Lula recebeu Vorcaro e Galípolo fora da agenda palaciana

Deu no Estadão

Em seu comentário nesta terça-feira, 27, o colunista Fernando Schüler fala da aproximação do escândalo do Banco Master do governo federal. Ele questiona, por exemplo, a razão pela qual seria necessário que o presidente Luiz da Silva fizesse uma reunião com Daniel Vorcaro e Gabriel Galípolo para determinar que o Banco Central simplesmente cumprisse sua função.

“Uma reunião, aliás, articulada pelo Guido Mantega, que foi ministro da Fazenda de governos do PT, que tem uma relação histórica com o presidente Lula, que foi contratado pelo Banco Master como economista ou como articulador ou, enfim, não se sabe bem como, por indicação do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner, que funcionou como uma espécie de headhunter de economistas para o Banco Master”, disse Schüler.

FORA DE AGENDA – “O fato é que o caso Master vai se aproximando perigosamente, delicadamente no ano eleitoral da esfera de poder do governo federal, não é?”, afirmou o comentarista do Estadão, assinalando que o estranhíssimo encontro articulado por Mantega, que recebia “salário” mensal de R$ 1 milhão, ocorreu fora da agenda oficial da Presidência da República.

Além disso, Schüler cita a revelação do portal Metrópoles de que o escritório do ministro Ricardo Lewandowski também era pago pelo banco.

“O ministro Lewandowski, manteve durante todo o seu mandato (no ministério da Justiça), praticamente todo o seu mandato, até setembro do ano passado, um contrato, seu escritório de assessoria jurídica institucional estratégica com o próprio Banco Master. O que que significa exatamente isso? Assessoria jurídica e institucional estratégica seria uma assessoria de relacionamento?”, indaga o comentarista do Estadão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não existe como limpar tanta sujeira. No caso, todos têm batom na cueca, inclusive o presidente Lula da Silva e o ex-herói nacional Alexandre de Moraes, que se tornaram figuras verdadeiramente execráveis. Ah, Brasil… (C.N.)