CGU mira Abin de Bolsonaro e quer demitir agentes por uso político da Inteligência

Vorcaro, do Master, distribuía dinheiro abusivamente a advogados e políticos

O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta terça (18) pela PF

Vorcaro, do Master, imitou o esquema do Banco Econômico

Elio Gaspari
Folha/O Globo

A Pasta Rosa foi achada em 1995, no gabinete do banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá, controlador do Banco Econômico. Com oito centímetros de espessura, ela continha a escrituração do ervanário despejado pela federação dos bancos e pelo Banco Econômico nas últimas eleições.

Era o sonho do investigador, a clientela da banca ia de Roberto Campos a Antônio Carlos Magalhães. Cerca de 50 políticos passavam pela pagadoria do Banco Econômico.

CERTEZAS ABSOLUTAS – Onde a investigação do Banco Master tem suspeitas e indícios de uma rede de proteção, no caso da Pasta Rosa eram certezas documentadas.

Nos seus dias de fama, a Pasta Rosa parecia instruir uma faxina nas relações dos políticos com a banca. Ilusão democrática.

Aos poucos, a Pasta Rosa foi sumindo do noticiário, até virar história.

VITORIOSOS – A taça foi para os advogados do banqueiro que ralavam, procurando brechas em sentenças ou erros em reportagens. Ao final eles foram os vitoriosos.

As investigações em torno da Pasta Rosa deram em nada. As investigações em torno dos poderes e das conexões de Daniel Vorcaro podem aprender a lição.

Mesmo antes de ser detonado, Vorcaro gastava centenas de milhões de reais com advogados.

HÁ 130 ANOS – Para quem acha que o aquecimento global é uma moda recente: Em 2026/ completam-se 130 anos do dia em que o cientista sueco Svante Arrhenius avisou que a queima de combustíveis fósseis jogava dióxido de carbono na atmosfera, provocando um aquecimento global.

Lula enfrenta custo político interno e crise externa em ano decisivo

Após a morte do delator da Lava Jato, dívidas, multas e honorários disputam herança

“Nada Além”, uma canção de amor que jamais poderá ser esquecida

Paulo Peres
Poemas & Canções 

O advogado, radialista, teatrólogo, ator, escritor, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911-2002), na letra de “Nada Além”, criada com seu parceiro Custódio Mesquita, revela que prefere viver o amor como sendo uma ilusão, a fim de evitar novos sofrimentos.

Esse fox-canção teve sua primeira gravação feita por Orlando Silva, em 1938, pela RCA Victor, com sucesso realmente espetacular em todo o país. O cantor tinha apenas 23 anos, estava iniciando sua vitoriosa carreira.

NADA ALÉM
Custódio Mesquita e Mário Lago

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
E é demais para o meu coração

Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
E vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz

Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor
Bem melhor a ilusão do amor

Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além
de uma linda ilusão

Lula devia ficar quieto ao invés de sair em defesa do ditador Nicolás Maduro

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro

Reprodução da Record News

Vicente Limongi Netto

A pelegada, sob a batuta do bazofeiro Lula da Silva,  ataca Donald Trump, alegando que a soberania venezuelana foi atingida. Esquecem que desde 1998, com outro ditador, Hugo Chávez, que pretendia ficar eternamente no poder, o povo venezuelano já não sabia nem conhecia os benefícios da soberania.

Ela é sagrada, intocável, fundamental, sim, quando traz alegrias, segurança e qualidade de vida ao povo.

SEM SOBERANIA – Com a morte de Chávez em 2013, substituído por Nicolás Maduro, a soberania do país continuou sendo ultrajada.

Prisões e assassinatos de adversários politicos, comida restrita, desemprego assustador. inflação que chegou certa feita a mil por cento.

Nessa linha, não cola, é lorota, conversa fiada e cretina, tentar difamar Trump porque invadiu a Venezuela e arrancou o tirano do poder, no qual se mantinha por usurpação, com eleições fraudulentas.

RICO PETRÓLEO – Outra desinformação da infame pelegada, repetida muitas vezes para enganar incautos, é que o essencial na ação de Trump é tomar conta do milionário petroleo venezuelano.

Desconhecem, por má fé ou burrice, ou ambas as coisas, que antes de Hugo Chaves, em 2009, estatizar 60 empresas que serviam à indústria petrolífera da Venezuela, algumas corporações norte-americanas já trabalhavam no país.

Portanto, não existe usurpação de nada. Os Estados Unidos apenas estão voltando a trabalhar nos poços venezuelanos.

VICE BALANÇADA – Por sua vez, a vice-presidente que assumiu o lugar de Maduro, Delcy Rodrigues, já deixou claro que, para ela, Nicolás Maduro permanece presidente da Venezuela.

Ou seja, dependendo de Trump, a rebelde de saias não vai demorar muito no cargo.

Não se sabe ainda qual será o destino final do prisioneiro, ex-motorista de ônibus, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos, nem da mulher dele, Cília Flores. Para qual cadeia será mandado e onde, certamente, passará o resto da vida.

FORTE APARATO – Maduro desembarcou em Nova Iorque sob forte aparado de segurança. Algemado, encapuçado e com correntes nos pés. O quadro deixou tenso um repórter da TV Record: “Todo cuidado é pouco, ele pode tentar fugir”.

Há 4 meses Trump já sinalizava que a prisão de Maduro estava no seu radar, quando divulgou pagamento de polpuda recompensa para quem, soubesse do paradeiro do bigodudo patife.

É patético e soa como oceânica bajulação a posição de Lula, de manifestar-se contra a invasão de Trump na Venezuela. É hilariante Lula imaginar que assim pode um dia torna-se líder da América Latina. Precisa entrar na fila. Antes, tem que pedir licença ao poderoso Trump. 

Juiz de Rondônia recebe R$ 1,7 milhão de uma vez e acende alerta sobre penduricalhos

Quando o fiscalizador vira fiscalizado: Banco Master é o teste de fogo das instituições

Ilustração Zero Hora

Pedro do Coutto

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de investigar os atos do Banco Central que antecederam a liquidação do Banco Master marca um daqueles raros momentos em que o sistema de controle do Estado brasileiro se volta para dentro, examinando não apenas o colapso de uma instituição financeira, mas o comportamento de quem tinha o dever legal de evitar que esse colapso atingisse poupadores, investidores e, em última instância, a própria credibilidade do mercado.

A reportagem de O Globo, assinada por Geraldo Haddad e Paulo Renato Nepomuceno, expõe um ponto sensível: documentos internos do Banco Central, produzidos antes da decretação da liquidação, indicariam inconsistências, omissões ou decisões tardias diante de um quadro de insolvência que, segundo especialistas, já se arrastava havia tempo. Não se trata de uma suspeita trivial. A liquidação de um banco não é apenas um ato técnico; é uma medida extrema, com efeitos econômicos, jurídicos e sociais profundos.

CONTROVÉRSIA – O ineditismo da iniciativa do TCU — investigar atos de um órgão regulador independente como o Banco Central — explica parte da controvérsia. Há quem sustente que o tribunal estaria extrapolando suas atribuições, invadindo uma seara regulatória protegida por autonomia técnica. Esse argumento encontra eco em setores do mercado financeiro e em juristas que veem risco de insegurança institucional caso decisões técnicas passem a ser revistas sob critérios políticos ou administrativos.

Mas o outro lado da balança é igualmente relevante. Autonomia não é sinônimo de ausência de controle. O Banco Central administra poderes que afetam diretamente o patrimônio de milhões de brasileiros. Quando uma instituição financeira continua operando apesar de sinais reiterados de insolvência — ainda que sob o argumento de “falta momentânea de liquidez” —, a pergunta inevitável é: quem falhou e por quê? O TCU, ao solicitar acesso a pareceres, notas técnicas e decisões internas, não questiona apenas o desfecho, mas o caminho percorrido até ele.

O presidente do tribunal foi direto ao apontar “indícios de questões não claramente explicadas”. Traduzindo do juridiquês para o português claro: há a suspeita de que decisões cruciais tenham sido adiadas ou tomadas sem a transparência necessária, potencializando prejuízos a correntistas e investidores que não contribuíram em nada para a má gestão do banco. Esses atores são, no fim da cadeia, as principais vítimas de uma supervisão frouxa ou tardia.

CONTA FINAL – O caso ganha ainda mais densidade quando inserido em um quadro mais amplo de fragilidades institucionais. O rombo no INSS, a insolvência estrutural dos Correios e o déficit crônico de fundos de pensão como o Postalis formam um mosaico preocupante. Em todos esses episódios, há um elemento comum: a conta final tende a recair sobre o Estado — e, portanto, sobre o contribuinte — quando os mecanismos de controle falham ou chegam tarde demais.

É nesse ponto que a investigação do TCU deixa de ser apenas um debate técnico e assume dimensão política. Se ficar demonstrado que o Banco Central dispunha de informações suficientes para agir antes e não o fez, estaremos diante de um problema grave de governança. Se, ao contrário, a apuração concluir que as medidas adotadas foram as únicas possíveis dentro do arcabouço legal, o tribunal terá ao menos cumprido um papel essencial: oferecer à sociedade uma explicação documentada e transparente.

O argumento de que “não há precedente” para esse tipo de investigação soa frágil diante da natureza do problema. Precedentes não surgem do nada; eles se constroem quando a realidade impõe novos testes às instituições. A verdadeira ameaça à segurança jurídica não é a fiscalização, mas a opacidade. Mercados sólidos dependem menos de silêncio institucional e mais de confiança — e confiança se constrói com luz, não com sombras.

RIGOR – Ao fim, o caso Banco Master é menos sobre um banco específico e mais sobre o funcionamento do Estado regulador no Brasil. Se o TCU conduzir sua investigação com rigor técnico, respeito às competências e transparência, poderá contribuir para algo raro no país: o fortalecimento simultâneo do controle público e da credibilidade das instituições. Se falhar, restará a sensação conhecida de que, mais uma vez, os erros se repetem e os prejuízos são socializados.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o passado de uma liquidação bancária, mas o futuro da confiança no sistema financeiro e na capacidade do Estado brasileiro de aprender com seus próprios erros.

Orçamento capturado: o poder invisível do Congresso

The Economist aconselha Lula a deixar a política e critica falta de alternativas

Veículo diz que Lula é “idoso” e chama Flávio de “impopular”

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A revista britânica The Economist publicou um editorial nesta semana no qual afirma que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve concorrer à reeleição no ano que vem. O veículo internacional defende que o Brasil “merece escolhas melhores”, apesar de o país ter demonstrado a resiliência das instituições democráticas em 2025.

O principal argumento apontado pela revista como motivo pelo qual Lula deveria desistir de ser candidato é a idade. O petista, que completou 80 anos em outubro, já anunciou que irá disputar o pleito em 2026. “Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação.

COMPARAÇÃO – A revista compara o brasileiro ao ex-presidente americano Joe Biden, que desistiu da disputa pela Casa Branca meses antes da eleição. “O presidente faria um favor ao seu país e consolidaria seu legado — algo que Biden não fez — anunciando que cumprirá sua promessa e se afastará da disputa”, completa.

O editorial condena as políticas econômicas petistas, mas destaca que Lula “não tem adversários sérios no centro ou na esquerda” que poderiam substituí-lo na corrida pelo Planalto. “Embora a economia brasileira tenha crescido surpreendentemente rápido nos últimos anos, as políticas econômicas de Lula são medíocres. Elas se concentram principalmente em auxílios aos pobres, com medidas de arrecadação de receita cada vez menos favoráveis às empresas, embora ele também tenha agradado os empregadores com uma reforma tributária simplificada.”

CRÍTICAS AO BOLSONARISMO –  A revista também criticou a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República. “Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula. Outros possíveis candidatos estão sendo cogitados, incluindo alguns governadores competentes. O mais proeminente deles é Tarcísio de Freitas, o governador conservador de São Paulo”, afirma a The Economist.

Segundo o editorial, Tarcísio “deveria ter a coragem de se lançar na disputa”. “Ao contrário dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata”, diz o texto. “Infelizmente, parece improvável que Lula desista. Talvez, então, os partidos de direita consigam se unir? Se forem sábios, abandonarão Flávio e se unirão em torno de um candidato capaz de superar a polarização dos anos Lula-Bolsonaro”, enfatiza o veículo.

A The Economist defende o apoio a “uma figura de centro-direita que reduza a burocracia, mas não as florestas tropicais, que seja rigorosa com o crime, mas não desrespeite as liberdades civis, e que respeite o Estado de Direito, poderia vencer e governar bem”. “O Brasil tem tudo em jogo em 2026 — e o resultado é preocupantemente incerto”, conclui a revista.

Banco Master, suas ligações políticas e a manobra para desmoralizar o BC

Meu Deus!!! isso mexe com a minha constituição…. | Metrópoles

Charge do Kácio (Metrópoles)

Carlos Andreazza
Estadão

O caso Master não existiria – não como o conhecemos – sem aqueles, os políticos, os eleitos, cujas atividades foram decisivas à prosperidade fraudulenta do banco. Não estamos diante apenas de empreendimento criminoso contra o sistema financeiro. Essa conta não fechará sem corrupções, sem coação – sem gestões de quem controla o poder.

Essa conta avança desviada-distraída, com o Banco Central de repente entre os suspeitos. A desqualificação do BC é estratégia de defesa que se tornou influente. A autoridade monetária não está entre os investigados.

ALTA DESONESTIDADE – É da ordem da desonestidade intelectual, observada a trama bilionária que compôs a pirâmide do Master, apregoar que o BC teria se precipitado ao liquidar o banco; que haveria solução alternativa. Tentou-se a solução de mercado – aquela por meio da qual o BRB absorveria o Master para lhe diluir as falcatruas.

O BC – isto, sim – terá demorado a agir. O BC, mais ou menos atrasado, não é investigado. Investigadas são a fraude no Master e suas jogadas com o BRB. Esses são os objetos deste caso de polícia. Que não existiria sem as relações que Daniel Vorcaro plantou.

Não haveria BRB na parada, para comprar carteiras inexistentes, não fossem os afetos que o banqueiro cultivou.

ARMAÇÃO ILIMITADA – Paulo Henrique Costa não teria se tornado presidente do BRB por graça do Espírito Santo. O governador do DF, Ibaneis Rocha, não é nem pode passar por observador externo dessa barbaridade; nem se isenta de responsabilidade porque trocou o comando do banco.

Não é crível que Costa, no BRB, tivesse autonomia para negociar bilhões em papéis do Master.

A isso – a esse apagamento das ordens de comando, a esse deslocamento do eixo responsável – também presta serviços a criminalização do BC.

SUMIRAM DOS JORNAIS – Desapareceram do noticiário também os rolos previdenciários dos Estados com o Master, sumido da teia o Rioprevidência. Que, contra todos os alertas, botou mais de bilhão de reais dos servidores no castelo de cera, outro que ofertaria ao banco a liquidez que a exposição de sua mentira fazia escoar. Transações que jamais prosperariam somente por vontade de burocrata executivo de fundo.

O burocrata executivo de fundo foi escolhido por alguém. Está sob influência do governador. Portanto, Cláudio Castro não é – não pode ser – observador externo da atrocidade.

DESINFORMADO??? – O governador do Rio não poderia não saber, ainda que talvez seja melhor passar por incompetente desinformado sobre o que corre no próprio governo.

O mesmo serve ao padrinho – Davi Alcolumbre – do sujeito que autorizou o lançamento de milhões do fundo previdenciário do Estado do Amapá na perdição do Master.

O Master não seria Master – não teria chegado aonde chegou, não teria contrato milionário com esposa de ministro do Supremo – sem as relações políticas (incluídas as consultorias de um Lewandowski) que fundamentam exotismos como os do TCU lirista contra o BC; sem as relações que fazem juiz de Corte constitucional perguntar ao fraudador sobre a qualidade do trabalho do órgão que lhe liquidou a fraude.

Toffoli esqueceu de perguntar (?) se Moraes pressionou o Banco Central

PF pede ao STF abertura de inquérito contra Toffoli por suposta propina | ASMETRO-SI

Charge do Duke (Itatiaia)

Carlos Newton
O Globo

Embora as conexões políticas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenham sido um dos principais pontos abordados no depoimento sigiloso prestado por ele ao Supremo, o ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal esqueceram de perguntar se o ministro Alexandre de Moraes teria mesmo pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liberar a venda do banco praticamente falido.

As autoridades brasileiras costumam esquecer esses pequenos detalhes nas investigações, apesar de Moraes ter pelo menos 129 milhões de motivos para fazer pressão ao BC, como diz o jornalista Mario Sabino.

ILEGALIDADE – As investigações estão sendo conduzidas pelo ministro Dias Toffoli, do STF, porque ele ilegalmente avocou a si o comando do inquérito, embora ainda não tenha sido arrolada nenhuma autoridade com foro especial ou privilegiado.

Alegou o ministro que o presidente do Banco Central tem foro no Supremo, mas na verdade Gabriel Galípolo nem está sendo investigado, vejam a que ponto chega a bagunça institucional brasileira.

Daniel Vorcaro, do Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já foram ouvidos terça-feira como  investigados no esquema de fraudes envolvendo a venda do Master ao BRB, que é estatal. Já o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, foi depor apenas como testemunha.

INTERROGATÓRIO – As perguntas sobre conexões faziam parte de um dos seis blocos de indagações preparados pelo ministro Dias Toffoli, conforme questionário obtido pelo jornalista Rafael Moraes Moura, de O Globo.

Em nenhuma das perguntas Toffoli indaga diretamente sobre as pressões que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou ter sofrido. Também a delegada federal encarregada do caso, Janaína Palazzo, esqueceu de indagar sobre isso.

Foi perguntado a Vorcaro apenas se ele já “conversou com outras autoridades públicas” sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB e se ele, ou alguém a seu mando, solicitou a intervenção de autoridades junto ao Banco Central a favor dos interesses do Master. É claro que ele negou.

OBJETIVO MAIOR – Como se previa, o objetivo principal de Toffolli na tal acareação era tentar encontrar uma falha na apuração das irregularidades  pelo Banco Central, algo que pudesse justificar o cancelamento da liquidação do Master, apesar de estar rigorosamente quebrado.

“Entre as 82 questões enviadas por Toffoli, havia pelo menos 21 inquirindo Vorcaro sobre a atuação do BC. Uma inclusive pedia ao banqueiro que dissesse se a autarquia agiu com a “celeridade necessária” na investigação das fraudes atribuídas a ele, e outra questionou se ele achava que o regulador “falhou em seu dever de supervisão prudencial”, revelou Rafael Moraes Moura, acrescentando:

“Nenhuma delas abordava o contrato do Master com a mulher do ministro Alexandre de Moraes”.

NINGUÉM INSISTIU – O jornalista de O Globo conta que “Vorcaro reconheceu que mantinha relações sociais com diversas autoridades, mas não deu nomes – e ninguém insistiu em obtê-los”. Afirmou apenas que se encontrou poucas vezes com o governador de Brasília, mas disse que nunca pediu intervenções a favor de seus interesses”.

Quem pode acreditar numa conversa fiada desse nível? E ainda chamam isso de “interrogatório”.

“À frente do Master, Vorcaro patrocinou eventos jurídicos no Brasil e no exterior (em cidades como Nova York, Londres, Paris e Roma), que contaram com a presença de ministros do Supremo como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet”, informou Rafael Moraes Moura.

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P.S. – Está cada vez mais claro que se formou um forte lobby para favorecer o banqueiro corrupto e fraudador Daniel Vorcaro e para evitar complicações para o ministro Alexandre de Moraes. Este será o tema do artigo desta segunda-feira. (C.N.)

Abin cobra devolução de R$ 10 mil pagos a mais a Alexandre Ramagem

No lixão do Ano Novo no Rio havia um montão de políticos

Comlurb expõe lixo deixado nas areias de Copacabana ...Vicente Limongi Netto

Trabalhão para os garis cariocas. Recolheram 650 toneladas de lixo, na praia de Copacabana, depois do reveillon. A sujeira era tanta que foi preciso pedir caminhões emprestados de outros Estados, para dar conta da tarefa. Ufa!

Mais da metade do lixo era de políticos diversos, auxiliares de Lula, ministros governadores, comentaristas e narradores de futebol, analistas de política, jornalistas, apresentadores de programas de auditório, banqueiros e magistrados. 

Os abnegados garis também recolheram dezenas de tornozeleiras eletrônicas. Já foram entregues ao setor de achados e perdidos da prefeitura do Rio de Janeiro.

SUCESSO – Mais de 250 mil visitantes, nos últimos 10 meses estiveram no café-escola Senac Casa de Chá, desde sua inauguração, no dia 26 de junho de 2024.

A casa de chá fica na Praça dos 3 Poderes, e caiu nas graças de turistas brasileiros de todos os Estados. Realmente, uma ideia brilhante, que veio para ficar.

MAESTRO –  Canhota certeira, passes precisos, comando em campo,  cabeça erguida,  personalidade, clareza de raciocínio, respeitado por torcedores do mundo inteiro. Ainda hoje faz falta um meia com as qualidades dele, na seleção brasileira. Triste constatação.

Aplausos demorados para Gerson Nunes, o Canhotinha  de ouro do tri, no México, que no próximo dia 11 completa e comemora 85 anos de idade. Niterói  e o Brasil esportivo em festa. Abração, amigo. Amamos você.

EM CARTAZ – O presidente Donald Trump anuncia para o mundo a prisão do ditador Nicolás Maduro e a mulher dele.

É uma notícia que agita o jornalismo mundial e que ficará o ano todo em cartaz. Especialmente, porque Trump já anunciou que vai entregar o petróleo da Venezuela a empresários americanos. Chama-se a isso “tomar na mão grande”. 

Atuação de Dias Toffoli em inquérito do Banco Master divide juristas

Trump derruba Maduro e entrega o petróleo a empresas americanas

Bolsonaro pede que ex-ministro Adolfo Sachsida passe a integrar sua defesa

Ratinho Junior antecipa discurso presidencial e mira 2026

Jorge de Lima buscava no exemplo de Homero o significado das dores do mundo

Enio Lins - Salve Jorge! Vamos nos vestir com as armas de Jorge

Jorge de Lima, retratado por Portinari

Paulo Peres
Poemas & Canções

O político, médico, pintor, tradutor, biógrafo, ensaísta, romancista e poeta alagoano Jorge Mateus de Lima (1893-1953), no soneto “Dor do Mundo”, demonstra que embora não goste, aceita a provação de suas dores.

DOR DO MUNDO
Jorge de Lima

Apenas eu te aceito, não te quero
nem te amo, dor do mundo. Há honraria
que nos abate como um punho fero,
mas aceitamos com sobrançaria.

A um vate grego certo rei severo
vazou-lhe os olhos para não fugir.
Ó dor do mundo, eu vivo como Homero,
aceito a provação que me surgir.

Homero, a tua história sinto-a; e urdo
o teu destino, o meu e o de teu rei.
Mas só teus olhos nossos passos guiam,
e inda tens vozes para o mundo surdo,
e luz para os outros cegos, luz que herdei
com a aceitação dos olhos que não viam.

Vice-líder do PL denuncia Moraes ao Conselho Nacional de Justiça

Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)

Felipe Salgado
Folha

Vice-líder do PL, o deputado Sanderson (PL) protocolou uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a apuração de condutas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O documento, endereçado ao Corregedor-Geral de Justiça, Mauro Campbell Marques, baseia-se em reportagens sobre supostas interações do magistrado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

PRESSÃO TOTAL – De acordo com o ofício, Moraes teria mantido contatos telefônicos e ao menos um encontro presencial com Galípolo para tratar da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação que dependia de aval regulador.

O parlamentar cita que técnicos do Banco Central perceberam as interações como “atípicas e incomuns”, o que levou a cúpula da autarquia a documentar formalmente todas as comunicações para resguardar sua autonomia técnica.

O texto aponta ainda que o escritório Barci de Moraes Associados, pertencente à esposa do ministro, mantinha contrato de prestação de serviços com o Banco Master.

ATUAÇÃO INFORMAL – O deputado alega a possibilidade de “atuação informal”, uma vez que o Banco Central e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) informaram não ter recebido petições formais ou pedidos de audiência protocolados pelo referido escritório.

A fundamentação do pedido menciona que o Banco Central identificou fraudes de aproximadamente R$ 12,2 bilhões no Banco Master, culminando na decretação de sua liquidação extrajudicial e na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.

A representação requer que o CNJ promova uma apuração independente sobre possíveis violações dos deveres funcionais de imparcialidade, prudência e reserva.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O deputado pensa que está no melhor dos mundos e o Conselho Nacional de Justiça irá abrir investigação. Ledo engano. O propósito do Conselho é exatamente o contrário – com a maior rapidez, colocará o pedido numa gaveta e esquecerá o indigesto. É melhor o deputado agir na área do Congresso, onde há perspectiva de apuração, através de CPI, já praticamente aprovada. (C.N.)