De onde vem a grande ideia que a gente tem, mas não concretiza?

A mão que afaga é a mesma que... Augusto dos Anjos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914), é conhecido como um dos intelectuais mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada. Embora identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano,  alguns importantes literatos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontram-se características nitidamente expressionistas em seus poemas.

A IDEIA
Augusto dos Anjos

De onde ela vem? De que maneira bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas
Delibera, e, depois, quer a executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica…

Quebra a força centrípeta que a amarra
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica!

A ofensiva de Michelle acelera rachas no PL e ameaça caciques da direita

Desta vez, a crise entre os três Poderes é grave e ainda vai dar muita briga

Alcolumbre se sentiu traído do Lula e está dando o troco

Roberto Nascimento

As crises institucionais entre os Poderes da República são recorrentes e sistêmicas. Desta vez, porém, a situação se mostra realmente grave, por vários fatores simultâneos. Um deles é a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.

Os senadores devem avaliar o notável saber jurídico e a ilibada reputação, quesitos nos quais Messias é pouco reconhecido e ele chegou ao ponto de “engordar” o currículo na Wikipédia, dizendo ter sido procurador do BNDES, mas o banco é egido pela CLT, tem advogados admitidos por concurso, mas não há vagas de procurador.

ALCOLUMBRE IRADO – No meio do furacão, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, mostra estar muito contrariado com o presidente Lula, que tinha aceitado a indicação do nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas recuou e escolheu Messias, sem comunicar a Alcolumbre, que já tinha até comemorado a escolha de Pacheco com um grupo de senadores.

Agora, o presidente do Congresso trabalha abertamente para recusar a indicação de José Messias e já transferiu a sabatina dele para janeiro. Foi uma inabilidade de Lula, que não pode combinar uma coisa com o presidente do

A liquidação do Banco Master, com prisão de vários envolvidos, também irritou Alcolumbre de uma maneira sobrenatural. Ninguém conhece as razões. Os investigados foram soltos, apesar da abundância de provas. Todos são ricos e podem fugir com facilidade para o exterior.

MUITAS TROVOADAS – O clima está mesmo quente e sujeito a chuvas e trovoadas entre os Três Poderes. O ministro Gilmar Mendes extrapolou na decisão cautelar e monocrática de mudança da Lei do Impeachment, de 1950, que serviu para os Impeachments de Collor e de Dilma. Diante da possibilidade de a oposição fazer maioria na composição do Senado na próxima eleição, podendo aprovar impeachments de ministros do STF, Gilmar decidiu aprovar uma blindagem que evite problemas futuros.

A decisão significa uma blindagem dos ministros do STF, porque atribui ao procurador-geral da República, a decisão de processar e cassar integrantes do tribunal. A fundamentação não se sustenta no arcabouço constitucional e trucida a lógica, pois dá um Poder total ao procurador Paulo Gonet, amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes na Faculdade IPD,

Ocorre que o mandato de Gonet foi sacramentado pelo Senado em novembro deste ano, para um segundo período de dois anos na PGR. Como não há certeza de que Gonet será reconduzido em 2027, seu sucessor na Procuradoria poderá pautar o impeachment de ministros. Ou seja, Gilmar Mendes pode estar apenas adiando o processo.

ADIVINHAÇÃO – Conforme se constata, Gilmar Mendes se antecipa e blinda um provável processo contra ministro do STF, julgando que a oposição conseguirá maioria no Senado nas eleições de outubro de 2026. Mas o que o ministro Gilmar Mendes realmente sabe do resultado das futuras eleições, que nós, simples mortais, não sabemos?

Parece brincadeira. Os candidatos ainda não foram escolhidos e as campanhas eleitorais nem começaram, mas o mundo político e judicial já sabe quem vai ganhar e quem vai perder as eleições de 2026. Isso é “Incrível, fantástico e extraordinário”, nos moldes do programa do pesquisador e cantor Henrique Fróes, mais conhecido como “Almirante”, grande sucesso de audiência na Rádio Nacional.

O risco de o país legitimar a aliança entre Estado, dinheiro e crime organizado

Dono da Refit, vive em Miami e influencia diferentes órgãos

Pedro do Coutto

As recentes revelações sobre o Grupo Refit — e, em particular, sobre seu proprietário, Ricardo Magro — expõem de modo estarrecedor como o entrelaçamento entre poder econômico, corrupção e possível envolvimento com redes criminosas ameaça corroer a integridade das instituições e o interesse público. Não é apenas mais um escândalo: é um alerta sobre os perigos de um capitalismo de laços em que o trânsito entre negócios, política e ilegalidade se torna quase invisível — até explodir em prejuízo da sociedade inteira.

A “Operação Poço de Lobato”, deflagrada em 27 de novembro de 2025, tornou público o que há muito vinha sendo investigado: o Grupo Refit seria responsável por um gigantesco esquema de sonegação fiscal, fraude tributária e lavagem de dinheiro. O conglomerado é apontado como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, com débitos que, somados aos passivos de outros estados, ultrapassam a marca de R$ 26 bilhões.

REDE DE EMPRESAS – As autoridades identificaram uma extensa rede de empresas — algumas em outros países — usadas como veículos para ocultar patrimônio, disfarçar lucros ilícitos e blindar bens. Apenas entre 2024 e 2025, segundo a investigação, o grupo movimentou cifras impressionantes: empresas próprias, fintechs, fundos de investimento e offshores foram parte de uma estrutura projetada para driblar a fiscalização e manter níveis de riqueza e poder incompatíveis com a atividade declarada de uma refinaria.

Mas a gravidade do caso não está apenas na fraude tributária. Ricardo Magro não construiu sua fortuna apenas com operações empresariais. Ele tem histórico de articulação política: chegou a ser advogado do ex-deputado federal Eduardo Cunha, figura que carrega um pesado histórico de desvios e corrupção. Essa proximidade indica que o patrimônio e a influência do empresário sempre estiveram inseridos no tabuleiro da política nacional — o que torna mais grave sua ascensão financeira e a eventual reprodução de mecanismos de poder indevido.

Quando um empresário com débitos bilionários, suspeita de lavagem de dinheiro e redes de offshores mantém ligações com figuras influentes e conta com blindagem institucional, abre-se um precedente perigosíssimo: legitima-se a infiltração do dinheiro sujo nas estruturas do Estado, transformando a democracia em fachada para interesses privados e ilícitos.

SONEGAÇÃO – E o cenário se agrava ainda mais quando há suspeitas — já ventiladas em investigações recentes — de que a Refit não só sonegava impostos, mas poderia estar envolvida com o abastecimento de esquemas ligados ao crime organizado, especialmente após o desmonte da cadeia anterior de distribuição de combustíveis apontada em outra operação.

Se confirmada essa conexão, trata-se de algo ainda mais grave: não apenas um crime econômico, mas uma ponte concreta entre o poder econômico formal, o coração do Estado e redes criminosas, com potencial para corroer o tecido institucional e degradar a governança.

É como se um mesmo personagem — o empresário — transitasse simultaneamente por três mundos: o dos negócios, o da política e o do crime. E cada um desses mundos, sozinho, já demanda vigilância intensa; juntos, formam uma bomba combinada para a democracia brasileira.

BENEFICIADOS – Em nome de quem, afinal, foi construída essa fortuna? Quem se beneficiou com a cumplicidade política e com a blindagem institucional? Quantos cofres públicos foram saqueados — enquanto se mantinha a aparência de legalidade? E, acima de tudo: quantos direitos sociais deixaram de ser garantidos, que poderiam ser assegurados com o dinheiro furtado à sociedade?

Cobrar a resposta dessas perguntas não é mero ativismo: é um ato de cidadania. Permitir que continuem sem resposta é abrir caminho para o avanço da impunidade. A justiça e a democracia não podem conviver com privilégios construídos em cigarros apagados, empresas-fantasma e lavagem de dinheiro.

A operação contra a Refit não é apenas mais uma investigação: é um teste para a capacidade do Estado de proteger o interesse público, de garantir transparência e impedir que o crime — financeiro ou organizado — transforme o Brasil num terreno fértil para a corrupção institucionalizada.

Candidatura sob chantagem: Flávio admite desistir se anistia a golpistas avançar

Mais escândalo! Meia Brasília está na folha de pagamentos do Banco Master

Um acordo de R$ 478 milhões que pode custar ainda mais caro a Daniel Vorcaro  | VEJA

Vorcaro comprou meio mundo em Brasília e já está solto

Fernão Lara Mesquita
Site Vespeiro

A infecção generalizada que vazou no abcesso conhecido como Banco Master inclui todos os patógenos da vasta fauna que se desenvolve no caldo de cultura brasiliense. Eis uma lista possivelmente incompleta dos que já foram identificados até este 18 de novembro da prisão de Daniel Vorcaro e seu sócio Augusto Lima pela Polícia Federal, que promete ser o primeiro teste real da capacidade de resistência da proteção por eles contratada, pois já estão soltos.

A lista é longa, encabeçada por Paulo Henrique Costa: presidente afastado do BRB, envolvido nas negociações com o Banco Master, evidenciando a vinculação entre instituições públicas e interesses privados.

OUTROS NOMES – Advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Seu escritório de advocacia, que inclui dois filhos do ministro como sócios, foi contratado para atuar em processos do Banco Master, fazendo a ligação jurídica direta entre Vorcaro e o Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o escritório foi alvo de sanções americanas, o que impactou sua relação com o banqueiro.

Alexandre de Moraes: Ministro do STF, com relação indireta a Vorcaro via o escritório da esposa. Michel Temer: Ex-presidente da República e consultor de Vorcaro, que indicou Moraes ao STF, exercendo forte influência política e articulando conexões entre o banqueiro e o alto escalão do governo federal.

Ricardo Lewandowski: Ministro aposentado do STF que participou do comitê consultivo estratégico do Banco Master, consolidando vínculos com o Judiciário.

MAIS ENVOLVIDOS  – Ex-ministro e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles faz parte do comitê de notáveis do Master, influenciando decisões financeiras estratégicas em favor do banco.

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, associado a Vorcaro em conselhos e círculos de poder financeiro.

Jaques Wagner: Líder do governo no Senado, aliado próximo de Augusto Lima, sócio de Vorcaro, influenciador na expansão do programa Credcesta na Bahia, que foi fundamental para o crescimento do banco. Davi Alcolumbre: presidente do Congresso, com trânsito facilitado junto a Vorcaro, viabilizando articulações políticas no Legislativo.

OUTRAS FIGURAS – Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira foi figura central das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, padrinho da indicação do presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, e ator político com conexões amplas que unem Vorcaro a diversos grupos de poder.

Ibaneis Rocha: Governador do Distrito Federal, defensor da compra do Master pelo BRB, articulador político que buscava alianças para a eleição de 2026, fortalecendo laços regionais e nacionais.

Guido Mantega: Ex-ministro da Fazenda, consultor de Vorcaro, responsável por apresentar o banqueiro ao presidente Lula, ampliando sua inserção no governo federal. Alexandre Silveira: Ministro de Minas e Energia ligado a Vorcaro, representando conexões com setores estratégicos da economia.

AINDA MAIS – Empresários mineiros e parceiros de Vorcaro, Walfrido dos Mares Guia e Lucas Kallas atuam em setores-chave da corrupção, como educação, saúde e mineração.

Rui Costa: Ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, amigo de Augusto Lima, ampliou o programa Credcesta, peça-chave para o Banco Master. Fábio Faria: Ex-ministro e interlocutor político de Bolsonaro, facilitou a aproximação de Vorcaro com diversas lideranças.

Antônio Rueda: Presidente do União Brasil, aliado em projetos políticos conjuntos, participando da aliança que apoia a candidatura de Ibaneis ao governo do DF.

Alexandre Cordeiro: Indicado por Ciro Nogueira para o Cade, que aprovou a controversa compra do Banco Master pelo BRB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente matéria, enviada pelo advogado João Amaury Belém, que exibe a podridão de Brasília, infestada por essa gentalha que hoje domina os três Poderes. Só com todos os participantes desse desgoverno na cadeia é que poderemos começar a moralizar o país. (C.N.)

Moraes está deixando sem resposta as petições de Mauro Cid e Bolsonaro?

Charge de Kleber Sales (Correio Braziliense)

Carlos Newton

O mais importante processo criminal da História Republicana está sendo conduzido de forma totalmente equivocada pelo ministro Alexandre de Moraes, que aparece nos autos como juiz de instrução, relator, julgador e vítima, algo jamais visto no Direito Universal, em nenhum país que possa ser considerado democrático.

O mais grave foi desrespeitar os prazos processuais e declarar o trânsito em julgado no dia 25 de novembro, embora a ação ainda estivesse em andamento e com prazos abertos para apresentação de recursos e outras petições que se fizessem necessárias.

SEM RESPOSTA – Foi uma decisão tão grotesca e ilegal que deixou sem resposta várias petições. Além de Bolsonaro e os demais réus não poderem apresentar os embargos infringentes, Moraes esqueceu (?) de despachar os insistentes pedidos de Mauro Cid para que seja extinta a pena do militar.

O primeiro pedido dos advogados de Mauro Cid foi encaminhado lá atrás, em setembro, pouco depois de iniciado o julgamento do núcleo central da trama golpista.

Naquela ocasião, porém, Moraes negou o pedido, alegando que não era o momento processual adequado para discutir o assunto. Para o ministro, o tema deveria ser analisado após o trânsito em julgado da ação, que é quando se esgotam as possibilidades de recurso.

SEM RECURSO – Tentando acompanhar o estranho raciocínio do relator, os advogados de Mauro Cid decidiram não recorrer. Pela falta de recurso, seu processo transitou em julgado em 28 de setembro e a petição ficou sem resposta.

Mais de um mês depois, em 3 de novembro, a defesa  repetiu a apresentação, renovando o pedido.

A justificativa da defesa é que o tenente-coronel Mauro Cid já cumprira sua pena ao passar cinco meses em prisão preventiva e dois anos sob medidas cautelares que restringem a locomoção, como o uso de tornozeleira eletrônica.

SEM RESPOSTA – Como o período sob cautelares não costuma ser abatido das penas no Supremo, que considera somente o tempo de efetiva prisão, os advogados mencionaram decisões do Superior Tribunal de Justiça, nas quais o tempo das medidas entrou no cálculo.

Somente nessa fase é que Moraes resolveu ouvir a Procuradoria-Geral da República, que opinou contra o pedido da defesa. A recusa ocorreu em 19 de novembro, mesmo assim, até hoje o ministro Moraes ainda não deu uma resposta definitiva sobre o caso de Mauro Cid, apesar de ter extinguido ilegalmente o processo enquanto havia várias pendências.

Da mesma forma, Moraes ainda não despachou a petição da defesa de Bolsonaro, com recursos apresentados dia 28 de novembro, ainda dentro do prazo.

O QUE ACONTECERÁ? – Se o relator Moraes continuar fingindo de morto e não despachar as petições de Mauro Cid e Bolsonaro, o que pode acontecer? Bem, eles têm direito de recorrer à Segunda Turma. Nas regras do Supremo, os julgados de uma turma são revistos pela outra. Veja como funciona, no caso dos embargos:

Art. 334. Os embargos de divergência e os embargos infringentes serão opostos no prazo de quinze dias, perante a Secretaria, e juntos aos autos, independentemente de despacho.

Art. 335. Interpostos os embargos, o Relator abrirá vista ao recorrido, por quinze dias, para contrarrazões. – § 1º. Transcorrido o prazo do caput, o Relator do acórdão embargado apreciará a admissibilidade do recurso.

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P.S. – O Regimento é claro como o dia. Moraes tem obrigação de despachar as petições de Mauro Cid e Bolsonaro, dentro dos prazos previstos. Se não o fizer, terá de sofrer impeachment, por ser um juiz sem caráter e dignidade. (C.N.)  

Crise Messias-Gilmar acirra guerra entre Poderes e fragiliza indicação de Lula ao STF

Integrantes da Corte avaliam que Messias expôs Gilmar

Guilherme Seto
Folha

Em conversas na última quinta-feira (4), ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) adotaram tom de indignação ao comentar a manifestação apresentada pela Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, que pediu que Gilmar Mendes reconsiderasse sua decisão que ajuda a blindar integrantes da corte contra a abertura de processos de impeachment. Gilmar rejeitou o pleito da AGU também nesta quinta-feira.

APOIO – Ministros afirmaram nessas conversas que, em suas avaliações, Messias tentou se aproveitar do atrito entre o Senado e Gilmar para ganhar o apoio de senadores em sua campanha para conseguir aprovação para sua indicação. Ignorou, no entanto, o desgaste que isso geraria para o ministro, que vinha trabalhando insistentemente para vencer a resistência de colegas como Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao seu nome.

Moraes apoiava o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era o preferido também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Dino, por sua vez, desentendeu-se com Messias quando ambos faziam parte do governo petista.

A cronologia do processo também foi destacada nas conversas pelos ministros, que ressaltaram que Gilmar pediu manifestação da AGU no processo em 30 de setembro e a resposta foi apresentada somente agora, em meio à campanha de Messias para uma vaga no STF.

DENÚNCIA – Em sua decisão, Gilmar afirma que apenas o chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República), atualmente a cargo de Paulo Gonet, pode apresentar denúncia para abertura de impeachment contra magistrados do Supremo.

A reação no Senado foi imediata. Em nota, o presidente do Senado, Alcolumbre, cobrou respeito do tribunal e falou em mudar a Constituição para defender as prerrogativas do Senado se preciso. Na manifestação rejeitada por Gilmar, a AGU pediu que a decisão tivesse seus efeitos suspensos até o julgamento definitivo pelo plenário do STF.

Falta citar Havelange na homenagem que a Fifa está prestando a Trump

Meu pai comprou passagem no Titanic, mas perdeu o barco que o levaria a bordo. Não fosse isso, eu não estaria aqui" - João Havelange, ex-presidente da Fifa,

Havelange, o maior dirigente esportivo de todos os tempos

Vicente Limongi Neto

A meu ver, João Havelange foi o maior dirigente esportivo da História. Nessa linha, o troféu inédito da FIFA, chamado de “Prêmio da Paz”, que a entidade dará ao presidente Donald Trump, merece ser denominado de Prêmio João Havelange. Uma vida dedicada ao futebol.

Quando assumiu a presidência da FIFA, a entidade era um pardieiro. Com competência e lucidez Havelange transformou a FIFA numa potência esportiva e financeira. Uniu o mundo e raças com o futebol. Em maio de 2026, Havelange completaria 109 anos de idade.

GÊNIO DA BOLA –  Falar e escrever mais o quê sobre Paulo Henrique Ganso? Chamá-lo de gênio é o suficiente. Reitero, sempre, que o cerebral meia continua indispensável a seleção brasileira. Mesmo não sendo titular.

Com toda certeza, ele fortalece o grupo, transmite respeito e liderança. Jogador com a qualidade e a experiência de Ganso, no banco, causa pavor aos adversários.

Partida dura, difícil, adversário fechado e retraído. Em uma jogada própria dos gênios, Ganso acha espaço e resolve.  Abre o olho, Carlo Ancelotti.

SISTEMA S – O governador Ibaneis Rocha destaca os investimentos marcante da Confederação Nacional do Comércio, de Bens de Serviço e Turismo (CNC)  no Distrito Federal, na gestão do presidente da entidade, José Roberto Tadros.

Incluindo a construção de um hospital, um Centro de Distribuição, um hotel e um empreendimento gastronômico que juntos ultrapassam 1 bilhão de reais. Nessa linha, de trabalho operoso, no próximo dia 28, a Fecomércio-DF comemora 55 anos de atuação na defesa do setor do comércio de bens, serviços e turismo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Limongi recebeu uma mensagem do acadêmico Ignacio de Loyola Brandão, sobre os artigos dele aqui na Tribuna da Internet, o que muito nos orgulha. Assim, vale a pena transcrever aqui o texto do festejado imortal. (C.N.)

Amigo, gostaria de assinar alguns artigos seus. Ter essa visão real, perfunctória. Gostou desta palavra? Mas, medíocre como sou, só conseguiria dizer isso: Em que merda estamos!

Abraços,

Ignacio

Da prisão, Bolsonaro impôs apoio de Michelle e do PL à candidatura de Flávio à Presidência

TSE abre ofensiva pela confiança eleitoral em 2026 com recorde de testes nas urnas

A queda de Bacellar implode plano de Castro e deixa sem rumo a direita do Rio

Por um voto, TRE-SP barra Marçal por oito anos e reacende debate sobre redes sociais

Defesa afirma que vai recorrer da decisão

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve na última quinta-feira, 4, a inelegibilidade de Pablo Marçal (PRTB) por oito anos. Por 4 votos a 3, o tribunal entendeu que ele fez uso indevido dos meios de comunicação ao promover concurso de cortes de vídeos nas redes sociais com falas dele na campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo no ano passado. Os vencedores recebiam dinheiro e brindes.

O TRE-SP manteve o pagamento da multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial, mas acatou parcialmente recurso da defesa de Marçal e o absolveu das condenações de abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos. Procurado por meio da assessoria de imprensa, Marçal disse que vai recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

CONSENSO – “Um placar de 4 a 3 deixa claro que nem o tribunal chegou a um consenso sobre essa sentença. Em uma decisão por um único voto de diferença fica claro que há mais dúvida do que certeza. No TSE deve prevalecer a lógica jurídica e essa situação será revertida”, declarou ele.

O autor da ação foi o PSB, que teve a deputada federal Tábata Amaral (PSB) como candidata a prefeita. “Ao confirmar a inelegibilidade de Marçal, o TRE/SP resguarda a lisura do processo eleitoral, coibindo práticas que possam desequilibrar a disputa e influenciar de forma imprópria a escolha do eleitor. O resultado reforça que a competição deve ocorrer em condições equânimes, preservando a confiança pública”, disseram Rafael Carneiro e Felipe Corrêa, advogados do partido.

No mês passado, o mesmo TRE-SP reverteu outra condenação que tornava Marçal inelegível. O autointitulado coach havia sido condenado na primeira instância por abuso de poder político e econômico por prometer gravação de vídeos em apoio a candidatos a vereador em troca de doações para sua campanha.

Na poesia de Schmidt, um amor desesperado que nunca se realizou

Veredas da Língua: Augusto Frederico Schmidt – PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), empresário pioneiro em supermercados no Brasil, industrial e presidente do Botafogo, foi também editor, dono da Livraria Schmidt no Rio de Janeiro. Um dos destaques da segunda geração do Modernismo, Schmidt falava de morte, de ausência, de perda e de amor em seus poemas.

DE AMOR
Augusto Frederico Schmidt

Chegaria tímido e olharia tua casa,
A tua casa iluminada.
Teria vindo por caminhos longos
Atravessando noites e mais noites.

Olharia de longe o teu jardim.
Um ar fresco de quietação e repouso
Acalmaria a minha febre
E amansaria o meu coração aflito.

Ninguém saberia do meu amor:
Seria manso como as lágrimas,
Como as lágrimas de despedida.

Meu amor seria leve como as sombras.

Tanto receio de te amar, tanto receio…
A sombra do meu amor
Poderia agitar teu sono, perturbar o teu sossego…

Eu nem quero te amar, porque te amo demais.           

Câmara prepara resposta ao STF no caso Zambelli após decisão de Gilmar

Ala da Câmara defende manutenção do mandato da deputada

Deu na CNN

A decisão do decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de impedir que o Senado abra processos de impeachment contra ministros da Corte poderá ter efeito também sobre movimentos sensíveis na Câmara dos Deputados, como a votação sobre a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo Supremo e atualmente presa na Itália.

Antes, deputados avaliavam a rejeição do parecer do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) pela absolvição da deputada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O parlamentar é relator do processo de Zambelli no colegiado e se manifestou pela manutenção da deputada bolsonarista.

RECADO – Agora, porém, diante da decisão de Gilmar, líderes consultados pela CNN entendem que a Câmara pode usar o caso Zambelli como recado ao Supremo. Após um pedido de vista, o caso da parlamentar voltará a ser analisado na CCJ na próxima semana, sem previsão ainda de ser pautado no plenário da Câmara.

Por se tratar de uma condenação criminal, a Casa Legislativa entende que não cabe acatar sumariamente a decisão de Alexandre de Moraes, do STF, mas que os parlamentares têm respaldo para decidir sobre a perda do mandato.

RAMAGEM – A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados também deve remeter à CCJ da Casa a ordem do STF para a perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que atualmente está nos Estados Unidos, mas foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Na avaliação de deputados, Ramagem terá mais facilidade de garantir o mandato do que Zambelli. Anteriormente, a Câmara já havia votado para trancar a ação contra Ramagem pela trama golpista, mas teve a decisão revertida pelo Supremo em seguida.

Centrão rejeita escolha de Flávio e expõe fraqueza do bolsonarismo para 2026

O nó político de 2026 e a reconfiguração abrupta do tabuleiro

Da tentativa de golpe ao risco de expulsão: o cerco militar que se fecha sobre Bolsonaro

Bolsonaro, ao indicar nome de Flávio, fortalece Lula e desorienta a oposição

Charge do dia faz referência a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro como presidente para eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (5/12) que foi escolhido pelo pai, o ex-presidente

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Chega a ser comovente o esforço que Jair Bolsonaro faz para bagunçar a próxima eleição. Ao indicar seu filho Flávio, que é chamado de “Zero Um”, o ex-presidente fortalece a campanha de Lula da Silva e cria um problemão para o PL, para o governador paulista Tarcísio de Freitas, para as diversas correntes de direita e centro que tentam se unir para escorraçar o petismo e também para sua própria família.

O PL precisa dos votos dos bolsonaristas, mas não quer ser excluído da escolha do candidato, até porque ainda é muito cedo para tanto. Tarcísio também fica em má situação, porque prometeu ser candidato somente se for indicado por Bolsonaro. Os demais partidos que enfrentam Lula e PT também já exprimiram seu desagrado. E a família Bolsonaro fica dividida, porque a mulher Michelle e o filho Eduardo também aspiravam a candidatura.

HORA ERRADA – Está tudo errado, inclusive não é o momento para uma definição tão importante. As pesquisas políticas mostram que Lula está num momento ruim, com queda na aprovação de seu governo e alta na reprovação a seu nome. O mais recente levantamento do Instituto Datafolha mostra que o atual presidente está com 44% de rejeição, que é uma enormidade.

Além disso, as perspectivas econômicas estão ruins, com o IBGE apontando 0,1% de evolução do PIB no terceiro semestre.

Assim, há risco de estagnação ou até estagflação, em que preços sobem, o poder de compra cai e a economia fica estagnada ou cresce pouco, gerando um dilema para o Banco Central, que precisa controlar a inflação elevando juros sem piorar a recessão, impactando renda e investimento.

AINDA NA FRENTE – Apesar do declínio, Lula ainda bate os rivais, mas na pesquisa AtlasIntel, que ouviu 5,5 eleitores, no segundo turno ele já caiu para empate técnico de 49% a 47% com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que nem se declara candidato, e também com Michelle.

No Datafolha, que ouviu apenas 2,2 mil eleitores, na margem de erro a diferença é de apenas 1% a favor do petista contra Tarcísio.No Datafolha, a família Bolsonaro perde para Lula, não importa a candidatura.

O patriarca Jair Bolsonaro desponta com 45% de rejeição, empatado com Lula, 44%, considerando a margem de erro. Sem nunca ter disputado uma eleição nacional, contudo, já registram taxas altíssimas de rejeição o senador Flávio, com 38%, o deputado Eduardo, com 37%, e Michelle, com 35%.

RATINHO SOBE – Bolsonaro pai, segundo o Datafolha, perdia de Lula por 47% a 43%, e agora por 49% a 40%. Mas o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), tem baixa votação no primeiro turno, mas desempenho semelhante ao de Tarcísio de Freitas no segundo turno.]

Ratinho Jr. perde de Lula por 47% a 41%, com apenas 2 pontos de diferença na margem de erro, o que demonstra a força da direita no segundo turno, seja qual for o candidato contra o atual presidente petista.

Em tradução simultânea, pode-se dizer que há uma tendência de união da direita e da centro-direita contra Lula, mas o clã Bolsonaro está fazendo o possível e o impossível para tumultuar a candidatura mais forte, que é de Tarcísio de Freitas.

Disputa por herança política de Bolsonaro destrói pacto com Ciro e racha o PL