Moraes manda prender Bolsonaro alegando que ia fugir para Embaixada dos EUA

Gilmar Mendes se prepara para rejeitar o último recurso de Bolsonaro

Gilmar Mendes manda soltar mais quatro que estavam sob prisão preventiva - Espaço Vital

Charge do Nani (nanihumor.com)

Carlos Newton

Com a publicação oficial no Diário da Justiça Eletrônico, passa a valer o acórdão que rejeitou os primeiros recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a sua condenação a 27 anos e 3 meses, por ter liderado a suposta tentativa daquele golpe que não existiu, porque nenhum militar saiu às ruas e não houve tiros nem mortos ou feridos, como diz a ministra aposentada Eliana Calmon, ao ridicularizar os processos conduzidos pelo relator Alexandre de Moraes.

Essas palavras de Eliana Calmon, primeira mulher a integrar o Superior Tribunal de Justiça e o Conselho Nacional de Justiça, quando denunciou “os bandidos de toga”, estão fazendo grande sucesso nas redes sociais, mas até agora Moraes não teve coragem de mandar censurá-la, conforme tem procedido com tantos cidadãos anônimos e sem defesa.

NOVOS PRAZOS – Com a publicação do acórdão, começaram a ser contados os novos prazos para apresentação de recursos pela defesa, pois o Código de Processo Penal estabelece prazos diferentes para os recursos que restam.

Os novos embargos de declaração (chamados de “embargos dos embargos”) têm cinco dias. Ou seja, precisariam ser apresentados até segunda-feira, dia 24. No entanto, como há vários réus representados por advogados diferentes, o prazo é em dobro  para todas as manifestações processuais, inclusive para a interposição desses embargos.

Assim, o prazo para embargos dos embargos passa a ser de 10 dias úteis nesses casos.  E os embargos infringentes com efeito modificativo, que têm 15 dias para serem formalizados, passam a 30 dias.

PRISÃO DOMICILIAR – Bolsonaro está em prisão preventiva domiciliar, devido a seu estado de saúde, somente depois do esgotamento dos recursos é que Moraes definirá o futuro dele. Mas isso só acontecerá após o julgamento dos embargos infringentes,  quando a ação penal estará realmente concluída, transitando em julgado.

Detalhe importantíssimo: os embargos de declaração (se houver) serão votados pela Primeira Turma, que condenou Bolsonaro por 4 a 1. Concluída essa última fase, a ação passa para a Segunda Turma, que terá a missão de analisar, manter ou rever o julgamento da Primeira Turma, questionado pelos embargos infringentes.

Será uma disputa jurídica sensacional, que pode começar ainda em dezembro, se os recursos forem antecipados.

GILMAR PRESIDE – Até 19 de dezembro, quando o Judiciário entra em recesso, a Segunda Turma estará sendo presidida por Gilmar Mendes, que já adiantou seu voto e vai fazer o possível e o impossível para manter a condenação de Bolsonaro e dos demais réus do chamado núcleo central.

Mas é esperado que algum ministro faça pedido de vista, atrasando o julgamento, que somente ocorreria em janeiro, quando a presidência da Segunda Turma já estará sendo exercida por Nunes Marques, que foi nomeado ministro por Bolsonaro e deve apoiá-lo.

Como Bolsonaro tem três votos garantidos na Segunda Turma (Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça), é claro que será buscada uma brecha processual para conseguir a absolvição dele, algo que vai levar à loucura os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que completam o quadro da Turma.

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P.S.
Vai ser o mais sensacional julgamento da História Republicana. Gilmar Mendes tentará acelerar o andamento, mas não vai conseguir. Portanto, comprem bastante pipoca. (C.N.) 

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Defesa de Bolsonaro tenta evitar a Papuda com pedido de prisão “humanitária”

Advogados dizem que ida a prisão representa ‘risco de vida’

Daniel Gullino
O Globo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de uma “prisão domiciliar humanitária”. O pedido tenta se antecipar a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que pode determinar o cumprimento da pena a qual ele foi condenado no Complexo Penitenciário da Papuda.

Os advogados de Bolsonaro afirmam que ainda irão apresentar com recursos contra a condenação, especialmente os chamados embargos infringentes, mas anteciparam o pedido devido a notícias de que Moraes pode determinar a ida do ex-presidente a uma prisão.

CARÁTER PREVENTIVO – Bolsonaro está desde agosto em prisão domiciliar, mas em caráter preventivo, devido a descumprimento de medidas cautelares. Segundo sua defesa, uma alteração “terá graves consequências e representa risco à sua vida”.

Foram anexados diversos laudos médicos identificando problemas de saúde do ex-presidente, que incluem um câncer de pele, infecção pulmonar, esofagite, gastrite e complicações da facada que ele recebeu em 2018, durante a campanha eleitoral.

“Revela-se fundamental a necessidade de infraestrutura adequada para a administração de medicamentos e realização de consultas e avaliações médicas regulares, inclusive em caráter de emergência”, argumentam os advogados. A defesa citou prisões domiciliares humanitárias concedidas por Moraes, como a do ex-presidente Fernando Collor, em maio deste ano.

ACÓRDÃO – Na terça-feira, foi publicado o acórdão do julgamento que rejeitou o recurso de Bolsonaro contra sua condenação na ação penal da trama golpista. O documento oficializa o resultado e abre o prazo para a apresentação de novas contestações. Pela jurisprudência do STF, o início do cumprimento da pena pode ocorrer após a negativa desses novos recursos. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Na petição apresentada nesta sexta, os advogados de Bolsonaro adiantam que irão apresentar os embargos infringentes, tipo de recurso utilizado para tentar reavaliar o resultado do julgamento. “Já é necessário registrar que a defesa pretende entrar com os recursos cabíveis, especialmente os embargos infringentes e eventuais agravos”, afirmaram.

O entendimento do STF é de que esse recurso só pode ser apresentado contra decisão de uma turma quando houve dois votos pela absolvição. No caso de Bolsonaro, houve apenas um, do ministro Luiz Fux. A defesa afirma que conhece essa jurisprudência, mas que mesmo assim insistirá na apresentação com base na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também chamada de Pacto de São José da Costa Rica.

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Vinicius transformava amor em poesia e recitava seu verbo no infinito

40 ideias de Vinicius de Moraes | pensamentos, citações, palavrasPaulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta Marcus Vinícius de Moraes (1913-1980) foi um poeta essencialmente lírico, tanto que afirmava esquecer tudo ao encontrar um novo amor, para vivê-lo até a morte, conjugando o “Verbo no Infinito”.

VERBO NO INFINITO
Vinícius de Moraes

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor: nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar.

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito.

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito…

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Carlos Newton

Os jornalistas resistem, mas um dia terão de entender o que significa o embargo infringente. Na verdade, é o mais importante recurso que existe para evitar a concretização de gravíssimos erros judiciários, que acontecem sempre que se condena um inocente. Interessante notar que se trata de um instrumento processual ainda em fase de desenvolvimento, sem existência de jurisprudência formada ou de súmula vinculante, que indicam o melhor rumo a se tomar nos julgamentos.

Apesar de não ser um recurso já estratificado, sua importância é mais do que reconhecida. Basta dizer que o embargo infringente tem sido aceito normalmente pelo STF e, em 7% dos casos, conseguiu reverter decisões não unânimes que prejudicavam os direitos dos réus. Algum crítico pode dizer que 7% é pouco, mas na verdade é um percentual da maior relevância, especialmente quando se compara com as decisões do Superior Tribunal de Justiça, onde menos de 1% dos condenados ganha absolvição.

DIZEM OS NÚMEROS – Segundo o jornalista Daniel Gullino, de O Globo, de 180 decisões tomadas em ações penais desde 2013, o resultado foi positivo em 13, o equivalente a 7%. Os casos bem-sucedidos envolvem principalmente réus do Mensalão, que conseguiram reverter parte de suas condenações. Incluem ainda três ex-deputados federais, em julgamentos mais recentes.

Dos 13 casos de embargo infringente com decisão favorável no STF, 10 ocorreram em 2014, no julgamento do primeiro escândalo de corrupção em governo de Lula da Silva. O esquema do Mensalão envolvia o pagamento de propina a integrantes de partidos políticos para que votassem alinhados ao  Planalto no Congresso.

“Nestes casos, as defesas questionaram apenas um dos crimes da condenação. Assim, oito dos réus foram absolvidos da acusação de formação de quadrilha, incluindo o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério. Outros dois réus conseguiram a absolvição por lavagem de dinheiro: o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, e o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genu” – relata Daniel Gullino.

CASO DE DIRCEU – Portanto, a importância do embargo infringente ficou consagrada no Mensalão, porque a nova decisão garantiu redução nas penas de dez condenados. No caso de José Dirceu, por exemplo, a punição passou de dez anos e dez meses para sete anos e 11 meses. Nada mal.

O embargo infringente, previsto no Código de Processo Penal, é um instrumento utilizado para pedir a reavaliação de uma decisão não unânime. Em determinas situações, pode permitir novo julgamento por outro órgão colegiado. No caso de Bolsonaro e os outros réus, como foram julgados pela Primeira Turma, agora os recursos infringentes terão de ser submetidos à Segunda Turma.

Os pedidos, portanto, devem ser dirigidos ao presidente da Segunda Turma, ministro Gilmar Mendes, que deve recusá-los liminarmente, por entender que nem poderiam ter sido apresentados, porque não houve dois votos pela absolvição, mas apenas um, conforme o entendimento no julgamento de Paulo Maluf em 2018.

CABE RECURSO – O que nenhum jornalista divulga é que, se Gilmar Mendes recusar o embargo infringente, cabe recurso ao plenário da Segunda Turma. E o resultado deve ser de 3 votos a 2 pela aceitação e análise do embargo, com Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça a favor, enquanto Gilmar Mendes e Dias Toffoli ficarão contra. Só então começa o julgamento, em que Luiz Fux vai esmiuçar as 429 páginas de seu voto, para encontrar um argumento que justifique a reforma da decisão da Primeira Turma.

Em sua reportagem, Daniel Gullino entrevista Renato Vieira, doutor em Direito Processual Penal pela USP, que bota mais fogo na fogueira. Ele afirma que os requisitos de apresentação impostos pelo STF são rigorosos demais:

“Nenhum tribunal prevê um quórum qualificado para admitir embargos, basta um voto minoritário. E nenhuma outra previsão existe de qualificar a natureza da decisão para admissão dos embargos, só o Supremo exige que ela seja de absolvição”.

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P.S. –
É por essas e outras que o editor da Tribuna da Internet insiste em afirmar que há grandes possibilidades de Jair Bolsonaro ser absolvido na decisão do embargo infringente, devido aos múltiplos erros processuais cometidos pelo relator Alexandre de Moraes. A imprensa amestrada pode tentar esconder essa realidade, como está ocorrendo, mas a verdade é uma força irrefutável. E já ia esquecendo: o julgamento pela Segunda Turma é definitivo e não cabe recurso ao plenário. (C.N)

Delegados da PF acusam PL Antifacção de “descapitalizar” a corporação

PSOL pede prisão imediata de Ramagem após ele ser visto em Miami

Parlamentares veem risco à execução da pena

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Parlamentares do PSOL protocolaram nesta quarta-feira um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF) solicitando decretação de prisão cautelar do deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pela Corte na trama golpista. O documento é assinado pelos deputados federais Henrique Vieira, Tarcísio Motta, Chico Alencar, Talíria Petrone e Glauber Braga. A iniciativa ocorreu após reportagem do portal PlatôBR revelar que Ramagem está em Miami, nos Estados Unidos.

Ramagem foi condenado em razão de sua atuação no governo Bolsonaro como diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), teve uma pena fixada em 16 anos e um mês de reclusão. O Globo procurou a assessoria do deputado, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

PASSAPORTES – Henrique Viera argumenta que “não há qualquer confirmação pública de que os passaportes de Ramagem, retidos por determinação judicial, tenham sido devolvidos”. Segundo ele, o fato de Ramagem ter sido visto nos Estados Unidos “coloca em risco a execução da pena”.

“A permanência do deputado no exterior, somada à gravidade dos crimes pelos quais foi condenado, entre eles tentativa de golpe e organização criminosa, demanda resposta urgente das autoridades para garantir a aplicação da lei penal e evitar nova evasão”, afirma o deputado.

Além da pena, foi determinada a perda do cargo de delegado da PF, possibilidade prevista no Código Penal. De acordo com a investigação da PF, há indícios de que Ramagem comandou um esquema de espionagem clandestina no período em que chefiou a Abin, no governo Bolsonaro. Ele também manteve arquivos, registrados em seu email, com orientações a Bolsonaro sobre ataques às urnas eletrônicas.

Trump apoia posição de Putin em novo plano prejudicial à Ucrânia

Trump e Putin sacudiram o mundo em uma semana #charge #cartum #cartoon  #humor #política #humorpolitico #desenho #art #caricatura #caricature  #jornal #opovo #jornalismo #illustration #ilustração #editorialcartoon  #politicalart #politicalcartoon #charges ...

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Igor Gielow
Folha

Naquilo que parece uma grande derrota de Volodimir Zelenski, um novo plano de paz proposto para a Guerra da Ucrânia pelo governo de Donald Trump foi combinado antes com os russos, que invadiram o vizinho em 2022. A proposta foi divulgada nesta quarta-feira (19) pelo site americano Axios e confirmada em múltiplos vazamentos para órgãos como o jornal britânico Financial Times e agências de notícias como a Reuters. A Folha ouviu de uma pessoa ligada ao Kremlin em Moscou que a proposta está em linha com o esperado pelo governo russo.

Sendo um vazamento, pode também servir para testar a reação global às ideias. Ela tende a ser negativa no Ocidente, dado que os pontos divulgados sugerem perdas grandes para Kiev.

AS CONDIÇÕES – Primeiro, a entrega dos 15% restantes de Donetsk, a região que está no foco de grandes batalhas que podem levar as defesas ucranianas ao colapso. Com isso estaria completa a tomada do Donbass, região russófona mais desejada pelo Kremlin. As linhas em Zaporíjia e Kherson, outras duas áreas anexadas ilegalmente em 2022, ficariam congeladas e poderiam ser negociadas.

Hoje, Putin ocupa cerca de 20% de todo o território ucraniano, contando aí os 7,3% que já dominava na Crimeia anexada e nas áreas do leste sob controle de separatistas desde a guerra civil iniciada em 2014.

Mais significativa do que a perda territorial, que Trump já havia dito ser inevitável desde o começo de seu mandato para chegar a um acordo com Vladimir Putin, é a adoção de termos duros daquilo que o russo chama de necessária desmilitarização da Ucrânia.

PELA METADE – Segundo os vazamentos, o acordo prevê o corte das Forças Armadas ucranianas pela metade. É incerto se isso se refere ao tamanho atual, que Zelenski diz ser de 980 mil soldados mobilizados e bastante armados, ou do nível pré-guerra, inferior a 200 mil.

Além disso, o texto afirma que a Ucrânia terá de renunciar a armas ofensivas que possam atingir alvos no território russo, como os mísseis de cruzeiro e drones domésticos que desenvolveu, e modelos avançados ocidentais como os ATACMS usados em um ataque contra Voronej (sul russo) na noite de terça (18).

Não há citação a armas europeias, como o míssil Taurus que o governo alemão até aqui rejeitou fornecer, temendo uma escalada com os russos, ou os já fornecidos Storm Shadow/Scalp-EG franco-britânicos.

SEM CONFIRMAÇÃO – Isso sugere que os parceiros continentais de Trump na Otan não foram informados dos termos combinados. A chancelaria do Reino Unido, questionada pela agência Reuters sobre o plano, afirmou que compartilha o desejo do presidente americano pela paz, mas espera a improvável retirada russa.

É péssima notícia para Zelenski, que tem se fiado em anúncios bombásticos de parceria com a Europa, como a intenção de comprar 150 caças suecos Gripen e 100 franceses Rafale, mas na prática depende de armamentos americanos. Segundo o Instituto Kiel, da Alemanha, desde que o americano assinou, em 14 de julho, com a aliança o programa em que europeus compram suas armas e dão para Kiev, o envio de ajuda militar caiu 43% na média mensal ante o registrado de janeiro a junho deste ano.

Os meios que tiveram acesso aos termos discutidos falam em 28 pontos, boa parte deles minúcias que soam como música para o Kremlin, incluindo o status de língua oficial do russo, que é falado por boa parte dos ucranianos, e a proteção da Igreja Ortodoxa de Moscou no país.

A NEGOCIAÇÃO – Bastante significativo do sentido geral da proposta, que por evidente poderá alterada, é o fato de que ela foi amarrada entre o enviado de Trump para o conflito, Steve Witkoff, e negociadores russos não identificados —o “czar dos investimentos” Kirill Dmitriev esteve nos Estados Unidos no fim de outubro.

Segundo o Financial Times, Witkoff entregou o prato feito em conversa, não por escrito, a Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, durante um encontro em Miami. O plano, se avançar, vai em linha com a tendência de Trump de comprar a versão russa do conflito. Ele chegou a encontrar-se com Putin no Alasca em agosto, mas de lá para cá sua frustração com o russo ganhou um primeiro contorno prático, com a aplicação de sanções às maiores petroleiras do país beligerante.

Zelenski e Trump ainda não comentaram o caso. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, limitou-se a dizer que não havia avanços desde que o americano cancelou a cúpula que faria com Putin em Budapeste, mas acrescentou que Witkoff pode aparecer a qualquer momento em Moscou e “será bem-vindo”.

MÁS NOTÍCIAS – O representante de Trump, Steve Witkoff, deveria participar do encontro, segundo o site americano Axios, mas desistiu dada a insistência de Zelenski de incluir negociadores de aliados europeus à mesa.

Além disso, a fragilidade política do ucraniano, que teve de demitir nesta quarta dois ministros acusados em um escândalo de desvio milionário, tem feito Washington tratá-lo mais à distância.

Ainda pior para o ucraniano, circulou em Washington a informação de que o enviado de Trump para Kiev, Keith Kellogg, deixará o posto no fim do ano. Ele já havia sido afastado da posição de Witkoff por pressão russa e é visto como a voz mais pró-Zelenski no governo americano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em busca do Prêmio Nobel da Paz do ano que vem, Trump vai negociar um acordo favorável à parte mais forte, exatamente como fez em Gaza, em que a Palestina praticamente não existe mais, limitando-se ao pequeno território da Cisjordânia. Trump realmente cultiva a lei do mais forte. (C.N.)