
Lobby de Vorcaro desafia o Banco Central e a Polícia Federal
Carlos Newton
Até os leitores mais distraídos já perceberam que está em curso um poderosíssimo lobby para tirar da liquidação o combalido Banco Master. A estratégia visa a transformar em “vítima” o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, para desmoralizar o trabalho dos especialistas do Banco Central e dos delegados e agentes da Polícia Federal.
O plano inclui, ainda, uma limpeza na imagem do ministro Alexandre de Moraes, que teria defendido causa nobre ao pressionar o Banco Central para impedir a liquidação do Master.
APENAS HEROISMO – Nessa nova narrativa, o relator do Inquérito do Fim do Mundo não teria visado ao lucro ao se intrometer nos assuntos de sua esposa. Pelo contrário, estaria movido por seu costumeiro e renomado “heroísmo”, para encontrar uma “solução de mercado” que evitasse prejuízos a investidores.
É claro que o lobby está fadado ao insucesso, trata-se de um sonho louco, praticamente impossível de ser concretizado, mas Vorcaro já mostrou ao mercado que é um criminoso de extraordinária audácia e não desiste nunca.
Preso e usando tornozeleira em São Paulo, longe de sua mansão de 7,5 mil metros em Brasília, onde recebia autoridades e políticos, entre eles o próprio ministro Moraes, o dono do Master é hoje incansável na armação do esquema de sua volta gloriosa.
NO SUBMUNDO – Dinheiro não falta a Vorcaro. Conhece como ninguém o submundo de Brasília e já colocou em sua folha de pagamento muitas autoridades e jornalistas de destaque, para espalhar a narrativa de que houve irregularidades no Banco Central.
Além de acusar o BC de haver impedido “uma solução de mercado”, sem sequer examinar a misteriosa proposta que teria sido feita, Vorcaro tenta repetir o golpe que destruiu a Lava Jato e hoje fortalece novamente os agentes da corrupção.
Desta vez, como não existem os hackers nem as gravações que destruíram o trabalho saneador de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, o banqueiro Vorcaro espalha que o BC fez exatamente a mesma coisa contra ele, ao agir em conluio com a Polícia Federal e com a 10ª Vara Federal do DF, que conduzia o inquérito da Operação Compliance Zero.
TRÍPLICE ALIANÇA – Como se vê, a narrativa é de que teria ocorrido uma tríplice aliança, destinada a liquidar propositadamente o Master e a mandar prender Vorcaro junto com o então presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, seu cúmplice na bilionária negociata dos títulos falsos.
A última tentativa de Vorcaro, na undécima hora, foi comunicar ao BC a “possibilidade” de venda do Banco Master para o Grupo Fictor, e disse que viajaria naquela mesma noite para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para assinar o contrato e anunciar a operação com os investidores estrangeiros que integrariam o novo bloco acionário.
Disse ainda que protocolaria os documentos da transferência de controle junto ao Banco Central naquele mesmo dia, e que esperava anunciar a venda de outras duas empresas do grupo: a Will Financeira e o Banco Master de Investimentos.
PIADA DO ANO – A fantasiosa versão de Vorcaro não tinha a menor solidez é foi desmentida pelo próprio grupo Fictor, ao anunciar a compra do Master, em 17 de novembro.
“A aquisição do Banco Master, liderada pela Fictor Holding Financeira, acompanhada de um aporte de R$ 3 bilhões, marcou a entrada definitiva do grupo no sistema bancário brasileiro”, disse a financeira, um dos braços do grupo, que também atua nos setores de alimentos e infraestrutura, mas administra um conjunto de ativos de apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,33 bilhões, na cotação atual)
Para os especialistas do Banco Central, o grupo Fictor não tem a menor condição de resolver o grave rombo do Master, que se calcula chegar a R$ 40 bilhões.
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P.S. – Bem, este é um pequeno resumo da bagunça que o banqueiro falido Daniel Vorcaro tenta fazer, manejando um lobby que chega às raias do ridículo. Se ele acha que o apoio ocasional de Dias Toffoli e outras autoridades será suficiente para desmoralizar o Banco Central e a Polícia Federal, certamente precisa de tratamento especializado e de reabilitação, mas na cadeia isso non ecziste, como diria Padre Quevedo. (C.N.)
Mas, que tal atentar para os meandros aventados, em:
https://www.facebook.com/share/v/1G4D9MjezK
Inseriu-se, entre todo o desteambelhamento para “Estancar Sangrias”!
A missão era e foi ampla e enfiou tudo num mesmo pacote de corruptos, que numa “armação” transferiu para incautos bois de piranhas toda as suas reunidas e multilaterais culpas e malignidades!
Sr.; Newton
Sairam alguns nomes de politicos bem famosos que comiam caviar na mansão do Bandido, ops, errei ,do Banqueiro das Estrelas., inclusive faccionados na Facção Criminosa Vulgar..
Conheça a mansão de R$ 36 milhões em que Vorcaro recebeu Alexandre de Moraes e outros políticos em Brasília
Imóvel no Lago Sul tem 1,7 mil m² construídos e foi projetado por escritório renomado
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/28/conheca-a-mansao-de-r-36-milhoes-em-que-vorcaro-recebeu-alexandre-de-moraes-e-outros-politicos-em-brasilia.ghtml
Há “dendos”, em:
https://www.facebook.com/share/p/1FwLr3hkuz/
Aquele que teria vomitado ou está engolindo o Continente Sul Americano. A primeira opção seria a mais correta pelas cordilheiras como força e formação do principio do vômito, com as Malvinas(Sandwich), perto da bocarra!
Prezado Editor Carlos Newton. Análise imprescindível para a compreensão dos fatos, que envolve essa trama macabra do Banco Master.
Está em curso um Acordão para suspender a Liquidação do Banco Master e responsabilizar o Banco Central por precipitação e suscitar uma vultosa indenização para o fraudador e picareta, Daniel Vorcaro.
Dois personagens atuam fora da curva : Dias Toffoli, que está a merecer um impeachment no Senado e Jhonatan de Jesus do TCU, que faz uma força descomunal para punir o BC.
As instituições do Estado, o STF e o TCU não podem ficar omissas diante dos seus integrantes, que desmoralizam o Colegiado.
A invasão da Venezuela pelos EUA tirou o assunto Master do noticiário. O perigo está no ar, porque o momento para agir não poderia ser melhor.
Não podemos deixar cair no esquecimento essa trama, que conta também com o Congresso, o pior da história do Brasil, sem sombra de dúvidas.
Relações impróprias de magistrados
O caso Master é, de longe, o maior desastre do sistema financeiro. E coloca na mesa questões cruciais como as relações de ministros do STF e escritórios de advocacia de parentes
Chama a atenção uma frase curta numa das notas em que Moraes nega ter mantido conversas sobre o caso Master com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Diz a frase: “Por fim, (o ministro) esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”
Viviane Barci de Moraes, titular do escritório, não fez qualquer declaração sobre suas atividades nesse caso, desde que Malu Gaspar revelou a existência de um contrato milionário com o Banco Master. De amplo alcance, o contrato previa atuação junto a várias instituições, incluindo o Banco Central.
De modo que já temos aqui não um, mas dois fatos que chamam a atenção. Primeiro, é o marido, ministro do STF, que presta informação sobre a atividade do escritório de sua esposa. Sendo óbvio que Moraes não pode ser sócio de sua mulher nesse negócio.
Segundo, o caso mais importante do Master — que ameaçava sua existência — estava justamente na fiscalização do BC, que acabou por liquidar o banco de Daniel Vorcaro. Mas ali Viviane Barci ‘não se envolveu’, como ficamos sabendo não por ela, mas por nota de seu marido.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que não há qualquer ilicitude no contrato entre o escritório de Viviane Barci e o Banco Master. Digamos que a tese é discutível, mas a manifestação do PGR confirma formalmente a existência do contrato.
Estava correta, portanto, a primeira informação da jornalista Malu Gaspar. Mas a colunista acrescentou que Moraes fez pressão sobre o presidente do BC, em favor do Banco Master. Outros jornalistas apuraram a mesma história básica, com diferenças de nuances.
Moraes desmente. Disse que esteve com Galípolo para tratar dos efeitos da Lei Magnistiky. O presidente do BC, em nota curtíssima, confirmou essas reuniões. Mas não negou a ocorrência de outros encontros e/ou telefonemas, que seriam sobre o caso Master.
Por outro lado, Galípolo informou que toda a movimentação do BC está registrada e documentada. Fácil, portanto, saber onde está a verdade. Mesmo porque o presidente do BC se colocou pessoalmente à disposição dos órgãos que investigam a liquidação do Master.
O problema é que outro ministro do Supremo, Dias Toffoli, COLOCOU TODO O CASO SOB SIGILO. Mas qual caso exatamente?
Do pouco que se soube, parece que Toffoli está interessado em descobrir se o BC teria demorado demais para apurar fraudes na atividade do Master e, portanto, teria agido tardiamente.
Mais circunstâncias estranhas aparecem aqui. Por que Toffoli não chamou Galípolo para prestar as informações?
O ministro preferiu convocar o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, aparentemente um elo mais fraco e que não conhece toda a história, como a conhece o presidente do BC — inclusive as pressões exercidas por políticos.
De outro lado, entrou no caso um ministro do Tribunal de Contas da União, Jonathan de Jesus, ex-deputado do Centrão. Se Toffoli estaria interessado em saber se o BC se atrasou, o ministro do TCU considera precipitada a liquidação do Master.
De qualquer modo, o resultado dos dois processos daria na mesma: a anulação da liquidação, a devolução do Master a Daniel Vorcaro e eventual punição aos diretores do BC. E um enorme impacto negativo no sistema financeiro.
QUEM TERIA INTERESSE NISSO? Vorcaro, claro, e um amplo elenco de políticos e governantes que fizeram negócios com o Master.
O CASO MASTER É, DE LONGE, O MAIOR DESASTRE DO SISTEMA FINANCEIRO.
As possíveis fraudes e operações impróprias passam de uma dezena de bilhões de reais. E colocam na mesa questões tão cruciais como as relações de ministros do STF e escritórios de advocacia de cônjuges e parentes.
No discurso inaugural de 2026, o presidente do Supremo, Edson Fachin, disse que o Judiciário deve promover a transparência para ganhar a confiança da sociedade.
Confiança que se perde com relações impróprias de magistrados, tudo sob sigilo. E quando vaza alguma coisa, é constrangedora.
Fonte: O Globo, Economia, Opinião, 05/01/2026 00h05 Por Carlos Alberto Sardenberg
Convoquem o Temer, Jucá e Machado e o Marimbondo, ora pois, esses sabem tudo!
Em principio a indicação de Temer visava defender-se e tb Vorcaro, como de fato está sucedendo “monetariamente”, segundo:
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Sugiro que , caso essa ” trama e conspiração ” contra o BC , seja bem sucedida para desmoralizar e desqualificar seus funcionários , anulando sua legítima e legal intervenção de ” liquidação ” do Banco Master , que entreguem seus cargos e liquidem os seguintes entes do Estado Nacional Brasileiro BC , PF e a 10ª Vara Federal do DF.
Senhor Observando , de fato , o juiz Luís Lux deu uma rateada danada ao condenar a maioria das pessoas subalternas ao então presidente Jair Bolsonaro , e do nada absolveu seu mandate e patrão Jair Bolsonaro , com o agravante de que levou 24 horas para justificar seu voto para absolver Jair Bolsonaro , além de impedir seus pares de questiona-lo ao longo de sua exposição , sendo que agora esta com cara de tacho .