“Judeus terem perdido Jesus Cristo foi o maior erro de marketing da História”

Povo palestino sofre com crise humanitária em Gaza - Jornal Opção

Em breve, só deverão restar escombros na Faixa de Gaza

Carlos Newton

Há cerca de 30 anos, na época do Natal, o empresário Adolfo Bloch deu uma entrevista de página inteira à jornalista Jussara Martins, do Correio Braziliense, em que fazia uma declaração sensacional: “Os judeus terem perdido Jesus Cristo foi o maior erro de marketing da História”. Realmente, se Cristo tivesse sido cultuado como essênio/hebreu, a religião judaica seria muto mais forte.  

O fato concreto é que os judeus perderam Jesus e se perderam por completo, apesar de serem o povo mais preparado e que mais contribuiu para o desenvolvimento do mundo moderno, e de uma forma impressionante.

RETROCESSO – Dois mil anos depois, os judeus caíram na própria armadilha que montaram e estão destruindo a imagem de civilização que tão arduamente construíram. Nesta sexta-feira, às vésperas do Natal, um ataque aéreo de Israel matou 76 membros da família al-Mugharabi em Gaza. Entre os mortos estão Issam al-Mughrabi, um funcionário veterano do Programa de Desenvolvimento da ONU, sua esposa e seus cinco filhos.

Ao bombardear civis, Israel se compara ao Hamas na barbárie, não há dúvida, e se agiganta como um novo Golias, trucidador de mulheres e crianças.

“A perda de Issam e sua família nos afetou profundamente. A ONU e os civis em Gaza não são alvos”, disse Achim Steiner, administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. “Essa guerra deve acabar”, desabafou.

VAI ACABAR?  – Desculpem o pessimismo, mas como essa guerra pode acabar? A reação israelense contra os sanguinários terroristas do Hamas é a velha política da terra arrasada. Estão destruindo tudo, para que nada seja reconstruído e os palestinos emigrem.

Porém, Isso não irá acontecer. Com recursos de outros países árabes, os palestinos e extremistas do Hamas vão permanecer em Gaza, a não ser que sejam banidos, como sucedeu com os hebreus nos sucessivos exílios da diáspora, nos últimos 2 mil anos.

Não haverá paz, porque tudo isso é em nome de Deus. Na terra, os islamitas vivem em dificuldades e sonham com o paraíso, onde são esperados por 72 virgens, segundo a Hadith, que traz narrações de palavras e atos de Maomé. Mas só terão direito a elas se morrerem em nome de Alá.

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P.S.
1 – Desculpem insistir no tema, mas tenho muitos amigos judeus, minha família é de cristãos-novos, sabemos nossas origens e estou muito afetado pelos acontecimentos. Além do mais, esse raciocínio baseado nos fatos nos faz descrer de qualquer religião excludente, que rejeite casamentos com membros de outras crenças, como judeus e islamitas. Portanto, poderíamos viver bem melhor se não houvesse religiões, como John Lennon certa vez imaginou, que Deus nos perdoe. (C.N.)

11 thoughts on ““Judeus terem perdido Jesus Cristo foi o maior erro de marketing da História”

  1. Jesus veio nos ensinar a lei de Amor….não instituiu religião….
    A religião foi instituída pelo homem…todas tem a princípio uma boa intenção…mas não precisamos ter religião alguma para fazermos ao próximo o que gostaríamos que fizessem conosco. Amar ao próximo como a ti mesmo…e tudo ficaria em Paz…temos dentro de nós a consciência que nos fala alto …basta ouví-la.
    Um Feliz Natal a todos ! Colocando em prática os ensinamentos de Jesus todos os dias….
    Abraços
    Suely

  2. Benjamin Netanyahu disse que a guerra só vai acabar quando Hamas for eliminado. Ele não percebe que mesmo que consiga, coisa que acredito ser impossível nesse momento, está ajudando a criar grupos e provavelmente bem mais forte que o Hamas. Não existe o certo ou inocente nesse conflito milenar, poderia ser evitado se ambos os lados trabalhassem visando a coletividade e o respeito mútuo.

    A situação de hoje é muito diferente de 30, 40 anos atrás. O exército de Israel atua como contenção mais parecido com uma força policial. Não está preparado para travar um combate com insurgentes que se mistura na meio da multidão. Além disso, os adversários de Israel estão muito mais fortes.

    Nem os EUA tem coragem de encarar os Houthis que estão realizando um bloqueio no Mar Vermelho. O preço do frete e do petróleo vai subir muito pois estão obrigando os navios a darem a volta pela África. Israel gasta mais de 8 milhões de dólares por dia com a guerra e graças a guerra eletrônica, a Marinha Americana não está protegida de um ataque massivo de drones e mísseis balísticos.

    Hoje o mundo está assistindo um conflito que pode se alastrara nível mundial. Se o Hezbollah se envolver de forma direta nesse conflito, teremos um número de mortos superior a segunda guerra mundial pois vai engajar vários países de forma direta e Israel não tem condições de entrar em um conflito direto contra o Hamas e Hezbollah ao mesmo tempo.

    O ataque terrorista do Hamas junto com a resposta terrorista de Israel abriram todas a feridas na região. Todas as negociações de paz foram jogadas no lixo e vai alastrar esse conflito / ódio por pelo menos uns 30 anos ou mais. Acabando a guerra da Ucrania, a indústria bélica da Rússia vai fazer o que com o seu excedente de produção? Os EUA hoje fabricam um pouco mais de 30 mil munições de 150 mm, a Ucrania pede pelo menos 600 mil. Os países da OTAN estão sucateados, nenhum deles estão preparados para a guerra hipersônica e eletrônica. Atuações de políticas erradas criaram um cenário que antes era impossível de acontecer. Irã assinou tratado com Arábia Saudita, China e Rússia estão trocando tecnologia junto com Irã e Coreia do Norte e a indústria de Guerra da Rússia está em um patamar bem acima da OTAN que passou vergonha com a guerra da Ucrania.

    Que 2024 seja um anos paz apesar de muitos estarem desejando a guerra em nome do dinheiro lucro e poder.

  3. Excelente texto.
    As principais religiões tem sido a desgraça do mundo.
    Religiões foram criadas por líderes e aperfeiçoadas com propósito de criar leis que segundo eles “baseada na vontade de Deus”.
    Quem criou o judaísmo foram homens, segundo eles, era a vontade de Deus.
    Não foi Jesus que criou o cristianismo, foram pessoas que muitos anos depois deram forma ao cristianismo de acordo com interesses religiosos da igreja Católica. Assim foram a maioria das grandes religiões.
    As religiões tem influência em todos seres humanos do mundo com exceção dos ateus. Muitas vezes tornam-se um perigo na governança de um país, por suas ideias conservadoras ultrapassadas que não acompanharam a evolução dinâmica da sociedade.

  4. O estado de Israel aceita todas as religiões lá dentro.
    Não se pode falar o mesmo dos islâmicos.
    Nosso planeta vive num estado tribal moderno onde todos estão contra todos. A ganancia por dinheiro e poder não é propriedade das religiões.

  5. Senhor Cláudio , esquecestes de mencionar que os USA , nunca entram numa guerra sozinho, ele as provoca e manda seus lacaios brigarem e morrerem por ele , vede a situação da Ucrânia.

    • É verdade, o assunto é vasto e o texto ficaria gigante. Eu estou sem vontade de ler sobre política nacional. Várias pessoas discutindo quem é mais ou menos ladrão e nada muda no Brasil. Brasil hoje é um país sem esperança.

      Estou começando a ler sobre geopolítica que pelo menos é mais interessante. As guerras vencidas pelos EUA foram bem simples. Entraram na guerra em Granada (quem é Granada?), Iraque que possuía um exército sucateado … todos os conflitos sérios que EUA lutaram, perderam (Vietnã, Coreia, Afeganistão… até dos alemães eles levaram cacete na segunda guerra). O custo militar dos EUA é de 1 trilhão de dólares por ano e eles estão com uma dívida de quase 34 trilhões de dólares…. Vai quebrar, é questão de tempo. A Marinha Mercante dos EUA é pífia comparada 60, 40 anos atrás. O custo de produção militar é muito alto e além disso eles estão dependentes de outros países como a China. O caça que tem mais peças produzidas nos EUA, tem 400 componentes fabricados na China. China hoje produz melhor e 5,6 vezes ou até mais barato que os EUA (indústria militar).

      Existe um cenário que no passado seria impossível imaginar. China conseguiu unir Irã com Arábia Saudita mesmo com a ação do Houthis. China e Rússia trocando figurinhas junto com Irã e Coeria do Norte. Pode acontecer o inferno astral com Irã com bomba nuclear, Coria do Norte criando seus próprios drones igual ao Irã. Rússia com certeza vai dominar a tecnologia de drones e deve passar tecnologia de mísseis hipersónicos e/ou talvez de armas nucleares para o Irã…. China faz tudo melhor e mais barato, eles possuem um grande exercito mas não tem tecnologia e estão buscando isso da Rússia, Irã e Coréia do Norte…. Está feio a coisa!!!

      O mundo caminha para uma virada de mesa e quando isso acontece, sempre ocorre um conflito de proporção global. Rogo a Deus que de juízo nesse povo que usa a bomba atómica como demonstração de força .

  6. Com o advento dos avanços tecnológicos e seu fácil acesso aos diversos povos , fatalmente os novos grupos de resistência Palestinos que o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e sua corja , esta criando para substituir o ” Hamas ” , terão acessos as mesmas , queiram ou não , e poderão usa-la contra as usinas nucleares Israelenses , que são estáticas e tornar-se-ão indefensáveis , mais cedo do que se espera .

  7. Senhor Cláudio ,com o fim da URSS e a queda do muro de Berlim , na verdade foi uma vitória de ” Pirro ” , por obrigar os USA e a OTAN , a reformular seu parque industrial bélico , que foi praticamente concebido e montado para atender a corrida armamentista de seus sócios na época , que de uma hora para outra , não tem mais para quem vender , além dos diversos destacamentos militares Norte – Americanos , instalados em diversos países , já não mais justificam , e seus hospedeiros compulsórios , não os querem mais em seus territórios , com o agravante de que os USA não tem como repatriar todo seu material bélico instalados em diversos países -membros , além de seu material humano , e parece que a única solução que encontraram , foi cavar e forçar guerras , nos quatros cantos do mundo ,para desovar seus armamentos bélicos , não importando as consequências.

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