Difícil entender por que Genoino cedeu à intolerância que alimenta a polarização

José Genoino perdeu uma bela oportunidade de ficar calado

Maria Hermínia Tavares
Folha

Em toda parte, a radicalização sempre foi um empreendimento das lideranças políticas, gerido por seus seguidores mais ativos. No Brasil, desde as eleições de 2014, a disputa pelo poder se encrespou.

O impeachment de Dilma Rousseff e o terremoto no campo da direita que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro só fizeram nutrir a radicalização de posições. No governo, o ex-capitão dedicou-se a cevá-la.

BUSCA DA PACIFICAÇÃO – O resultado do pleito de 2022 e a derrota da intentona do 8/1 sustentam a crença confortável de que tudo aquilo foi parar na proverbial lata de lixo da história. Um governo de amplíssima coalizão, chefiado por um grande negociador, parece ter sucesso em atrair as forças da direita mais pragmática.

O apoio significativo do público sustenta os esforços de pacificação. Contudo, seu êxito exige, de um lado, isolar a extrema direita adepta do autoritarismo; de outro, educar para a tolerância uma parcela da esquerda que se quer democrata, mas, na hora do vamos ver, lhe é refratária.

Aqui, a clivagem da retórica radicalizada definiu-se em quatro pontos. Alguns são velhos frequentadores do repertório da direita, como corrupção política e segurança pública. Outros são de incorporação mais recente, como os valores que guiam comportamentos privados e – quem diria! – até assuntos de política externa.

POLÍTICA EXTERNA – Cuba e Venezuela tornaram-se escalas inevitáveis no debate polarizado que agita especialmente os guerrilheiros das redes sociais, de todos os lados do espectro. Mesmo que sejam temas de escassa importância na agenda externa do país.

O conflito Israel-Palestina transformou-se em novo marco por onde passa a linha de fogo que, entre nós, separa os ativistas radicalizados dos dois campos. O debate é cheio de som e fúria, poucas luzes e relevância zero para o futuro do Oriente Médio.

Tampouco deixa espaço para uma avaliação bem-informada do que está em jogo e das soluções que, talvez —apenas talvez— conduzam ao convívio civilizado entre dois povos que disputam a mesma terra.

BOICOTE DE GENOINO – Pois foi nesse ambiente abrasivo que se propagou país afora que o ex-deputado petista José Genoino defendeu o boicote a “empresas de judeus” pela guerra devastadora que Israel move aos palestinos de Gaza, em resposta ao massacre de civis judeus perpetrado pelo Hamas em outubro último.

Sendo a declaração escancaradamente racista, é até possível supor que a intenção fosse pregar o boicote a empresas israelenses.

O difícil é entender por que um político experiente – e de ficha democrática alentada –resolva alimentar a intolerância que aviva a polarização e beneficia a extrema direita.

11 thoughts on “Difícil entender por que Genoino cedeu à intolerância que alimenta a polarização

  1. Porqu3?
    Cumprindo obrigações como grato servo da “Máfia Khazariana” que assim deseja serem tratados TODOS seus propositados e confusos desassemelhados e até os “judeus” la também plantados indevidamente!

  2. Tolerância? Esse cara participou de um movimento guerrilheiro que matava os companheiros que desistiam. Esses caras só são tolerantes com a corrupçao

  3. Genoíno democrático? Hahaha….
    Petista democrático não existe amiguinho.
    Todo petista tem sonhos autoritários, apenas tem alguns que disfarçam melhor.

  4. AFINAL DE CONTAS, existe ou “non ecziste”, no Brasil, há cerca de 30 anos, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, alicerçado na estabilidade política, na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela mega solução, via evolução, focado no sucesso pleno do bem comum do conjunto da população, com todos juntos e misturados, que resolve o país, a política e a vida do conjunto da população para os próximos 500 anos, alternativo a tudo isso que aí está há 134 anos, forjado, protagonizado e desfrutado pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, fantasiados de direita, esquerda e centro, à paisana e fardados, que coexistem numa relação de rivalidade e ódio recíproco em estado de revanchismo da comilança, simbiótico e autofágico, enquanto mola propulsora da guerra tribal, primitiva, permanente e insana dos me$mo$, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, operada à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane com os ônus ? DAÍ A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR HÁ CERCA DE 30 ANOS, à mídia equivocada, ou dorminhoca, ou displicente, ou retardatária, ou relapsa, ou defasada, ou aética, ou nó cega, dissimulada, camaleônica e de araque, ou velhaca, ou facciosa e canalha deliberada: afinal de contas, existe ou não, no Brasil, há cerca de 30 anos, o projeto novo e alternativo de política e de nação, alternativo a tudo isso que aí está, há 134 anos ? Se existe, cadê o projeto, a voz, a imagem e a narrativa que faz o contraponto a tudo isso que aí está, há 134 anos ? Existe e você$ não mostram face ao rabo preso com o sistema apodrecido enquanto partícipes da comilança revanchista propiciada pelo dito-cujo, à moda lombrigas que não conseguem sobreviver sem a titica, ou “non ecziste”, como diria o saudoso Padre Quevedo ? Eis a questão… https://www.cnnbrasil.com.br/politica/a-cnn-jose-dirceu-defende-reeleicao-de-lula-e-anuncia-volta-ao-debate-politico/?fbclid=IwAR0t80Lxxepn0-xIEf1obKd7bQzUJ_tRlwKU3OzL41yzKDuunWuw_-qUmKk

  5. A inocência seletiva desse jornalista é de fazer corar as caras de pedra das estátuas do Aleijadinho.
    Os guardas dos campos de extermínio nazista se lessem o artigo estariam em lágrimas.

  6. Adendos, em:
    https://youtu.be/5Ja0S9YlRys?si=JJ44-sQnX5ge-Z0y

    “CINCO CÂMERAS QUEBRADAS”
    A brutalidade sistémica do Estado nazi-sionista é bem retratado no filme “Cinco câmaras quebradas”. Os novos colonatos continuamente patrocinados pelo Estado judeu são um roubo de terras aos camponeses pobres palestinos. O filme mostra o sofrimento e a resistência tenaz do povo palestino. Não se pode compreender a situação atual em Israel sem conhecer a política oficial de exterminismo do seu Estado.
    10/Out/23.”
    Resistir.info

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