Defesa e aliados dizem que Zambelli sofreu agressões na prisão da Itália

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    • No caso, a preocupação do ex-mito e famiglia, que abandonaram a militante, é uma só: uma eventual delação premiada dela.

      Tanto, que o Rachadinha foi lá em setembro para ver se – ‘negociando’ – seria possível evitar que ela entregue os podres que sabe, e que é seu último ‘cartucho’ (com perdão do trocadilho).

  1. Natal em Fuga: O balanço do “procura-se” bolsonarista em 2025

    O Natal de 2025 encerra um ciclo inicial de três anos para o bolsonarismo. Se em outros tempos as fronteiras eram vistas como escudos, este fechamento de ano consolidou um “efeito dominó”.

    O que vemos agora é o fim da hospitalidade estrangeira, celas internacionais e um movimento desesperado de sobrevivência política que tenta saltar por cima das grades.

    A imagem que define a semana é a de Silvinei Vasques. O ex-diretor da PRF, condenado a 24 anos por tentativa de golpe e por usar a estrutura policial para interferir nas eleições de 2022, protagonizou a fuga mais comentada da temporada.

    Lambança. Na madrugada de 25 de dezembro, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e cruzou a fronteira paraguaia, tentando chegar a El Salvador. A aventura terminou no Aeroporto de Assunção em 26 de dezembro; detido com documentos falsos, Silvinei foi entregue às autoridades brasileiras e já se encontra no Complexo da Papuda.

    Em Roma, a situação de Carla Zambelli atingiu o ápice da tensão. Condenada a 10 anos pela invasão dos sistemas do Judiciário — onde forjou um mandado de prisão contra Moraes —, a ex-deputada vive um isolamento severo no presídio feminino.

    Relatos confirmados por sua defesa indicam que Zambelli foi vítima de agressões físicas por outras detentas em pelo menos duas ocasiões. O clima hostil forçou o pedido de transferência de cela por risco à integridade física.

    No Brasil, Zambelli renunciou ao cargo na última sexta-feira (26) para tentar preservar seus direitos políticos, embora permaneça presa aguardando o processo de extradição.

    Nos Estados Unidos, o clima é de incerteza para os “moradores de Miami”. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é oficialmente um foragido, condenado a 16 anos pela trama golpista.

    O golpe de misericórdia veio em 19 de dezembro, quando a Câmara cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e de Dudu Bananinha.

    Dudu, que perdeu o mandato por excesso de faltas enquanto fazia política nos EUA, agora se vê sem imunidade e sem documentos oficiais. Sem o “escudo de Brasília”, ambos dependem da boa vontade da justiça americana para não serem deportados.

    No meio deste turbilhão jurídico, a política tenta se reorganizar. No dia 25 de dezembro, uma carta do ex-mito — escrita à mão — ‘oficializou’ Flávio Rachadinha como seu herdeiro político para 2026.

    A movimentação tenta manter o controle do espólio político, mas esbarra na postura de Tarcínico. O governador de SP mandou seu recado mais recente: declarou-se “fiel, mas não submisso”, sinalizando que o figurino de presidenciável está pronto, com ou sem o aval exclusivo do clã do ex-mito, (sem o qual também não vai a lugar algum).

    O ano termina com a justiça brasileira provando que a distância geográfica é apenas um adiamento do inevitável. O cerco fechou, e o mapa da direita para 2026 começa a ser desenhado não somente em Brasília, mas também nas salas de visita dos presídios.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 28/12/2025 08:00 Da Redação e por Ricardo Noblat

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