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Advogados estavam gravando os jurados
Fausto Macedo
Felipe de Paula
Estadão
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, afirmou “que se dane a OAB” durante um julgamento no Tribunal do Júri, após uma reclamação da defesa, e determinou que a Polícia Militar retirasse do plenário advogados da Comissão de Prerrogativas da OAB de Mato Grosso. O episódio ocorreu no último dia 15, durante o julgamento de um policial civil acusado de matar um policial militar. Imagens do entrevero circulam nas redes sociais.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou que os advogados estavam gravando os jurados, prática vedada por resolução do Conselho Nacional de Justiça. No vídeo que viralizou nas redes sociais, a magistrada desafia os advogados. “Pode até chamar o presidente da OAB”, disse após o advogado pedir que ela reconsiderasse a retirada dos representantes da entidade.
RETIRADA – Na sequência, a magistrada afirma: “Que se dane, vocês estão aí só levantando a OAB. Mantenha o respeito. Isso é um absurdo que está acontecendo aqui. Pode retirar os três”, ela ordenou.
“Manda prender então, Excelência. Manda prender os advogados. Manda prender! Eu entrego a minha liberdade a Vossa Excelência. Manda me prender! Eu entrego a minha liberdade pela defesa do acusado. Vossa Excelência está passando de todos os limites”, reagiu um dos advogados.
A discussão ocorreu no julgamento pelo Tribunal do Júri de Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, investigador da Polícia Civil acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz em abril de 2023.
IMPEDIMENTO – No dia seguinte ao tumulto no Tribunal do Júri, advogados de Mato Grosso, acompanhados da presidente da seccional, Gisela Cardoso, compareceram ao Fórum de Cuiabá para acompanhar o julgamento. Segundo relatos, o grupo foi impedido de entrar no prédio pela equipe de segurança, que teria barrado o acesso por ordem da juíza.
A entrada dos advogados só foi liberada após Gisela acionar a presidência do Tribunal de Justiça do Estado. A presidente afirmou que, diante dos fatos, a OAB de Mato Grosso “dialogou com a magistrada, requerendo sobretudo respeito e cordialidade”.
O advogado Cláudio Dalledone, que atuava no júri e afirmou ter sido um dos ofendidos, declarou que houve violação de prerrogativas e “demonstração célere de força, do velho ditado ‘mexeu com um, mexeu com todos’”.
DISSOLUÇÃO – No dia 16, o julgamento foi retomado, mas a juíza dissolveu o Conselho de Sentença sob a suspeita de que os jurados podem ter sido influenciados pela discussão no dia anterior. Com isso, o julgamento foi anulado e deverá ser realizado novamente, com a formação de um novo conselho, em 12 de maio de 2026.
“A magistrada exortou aos advogados que não gravem a audiência, em especial os jurados. Ela pediu ainda que os advogados mantenham a urbanidade e o respeito para boa condução dos trabalhos”, destacou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em nota.
DEFESA – A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) saiu em defesa da juíza, afirmando que “as declarações feitas pela magistrada foram descontextualizadas”.
“Isso porque a magistrada teria advertido os advogados de defesa de que deveriam manter o respeito ao decoro processual e à solenidade do júri, antes de acionar a OAB”, anotou a associação.
“A magistrada agiu no exercício regular de suas atribuições e deveres legais, em consonância com o princípio da preservação da dignidade da Justiça, não cabendo à opinião pública ou à esfera associativista dirimir sobre eventuais descumprimentos de suas funções jurisdicionais”, concluiu a entidade.
VÍDEO – O procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, Alex Sarkis, publicou um vídeo afirmando que o episódio é “grave, inaceitável e afronta diretamente a Constituição, o devido processo legal e a advocacia brasileira”.
“Prerrogativas da advocacia não são privilégios — são garantias do cidadão”, disse ele. Sarkis afirmou que a juíza “passou a conduzir o julgamento de forma hostil à defesa, violando as prerrogativas da advocacia”.
Ele disse ainda que o “Conselho Federal da OAB, sob a liderança do presidente Beto Simonetti, sua diretoria e todo o Sistema Nacional de Defesa das Prerrogativas, adotarão todas as providências cabíveis para que condutas como essa não se repitam”.
A atitude da juíza configura Abuso de Autoridade.
Ela perdeu as condições morais de presidir o Juri.
É um desrespeito aos advogados, caso de anulação do processo, por cerceamento da defesa.
Os advogados devem denunciar a magistrada ao Conselho Nacional de Justiça. Não adianta denunciar a magistrada no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, porque seus integrantes são corporativistas em alto grau. No Rio de Janeiro também é assim.
Uma juíza de Cantagalo, há mais de 30 anos, também mandou eu calar a boca, cassando minha palavra, após uma discussão minha com o promotor, que bateu forte na mesa ao lado dela, dizendo que eu estava assistindo muito, filmes americanos de julgamentos.
Retruquei, que as perguntas as testemunhas feitas pelo promotor eram subjetivas contrariando preceitos do Código de Processo Penal.
Pedi então a juíza para consignar na Ata a cassação da palavra do advogado. Cinco minutos depois a juíza recuou.
Iria fazer uma representação contra ela na Corregedoria. Alguns juízes e promotores despreparados para a função pública , são mestres em desqualificar os advogados.
Tudo está se degradando de firma assustadora nesse País, três áreas para mim são as mais críticas, a justiça, o jornalismo e a política. Em especial na área jurídica isso é bem acentuado. O stf é uma sombra do que foi no passado e a oab vendeu a alma para o diabo
O Barack é maisvembaixo, ouçam:
https://www.facebook.com/share/v/17aM8stMeS/
digo: buraco…
Lauro Jardim: Em mansão, Vorcaro recebeu Alexandre de Moraes e políticos para jantar
Publicado em 28/12/2025
https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2025/12/em-mansao-vorcaro-recebeu-alexandre-de-moraes-e-politicos-para-jantar.ghtml
Os engraxates dirão: “E daí ? Jantaram. foi só isso.”