
Aportes foram aprovados em tempo recorde
Johanns Eller
O Globo
As investigações sobre irregularidades na compra de quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Master pelo Rioprevidência, o fundo de pensão do estado do Rio, apontam uma rapidez atípica da cúpula do fundo para credenciar o banco de Daniel Vorcaro e liberar o primeiro aporte de R$ 100 milhões, em 2023. Todo o processo durou menos de um mês e foi agilizado com a ajuda do então diretor-presidente, Deivis Marcon Antunes, preso pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (3).
A apuração da PF mostra que Antunes assinou a autorização do credenciamento do Master para que o banco passasse a vender títulos para o Rioprevidência em 19 de outubro de 2023, apenas 15 dias após o banco solicitar a credencial. Isso aconteceu no mesmo dia em que o fundo trocou seu diretor de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues, que também foi alvo da operação no último dia 23.
APORTE – O primeiro aporte foi aprovado somente 13 dias depois do credenciamento. Os primeiros R$ 100 milhões saíram do Rioprevidência para o Master em 01 de novembro de 2023. Outros R$ 20 milhões foram aplicados em 10 de novembro. A injeção de dinheiro na instituição de Vorcaro ocorreu sem consulta ao comitê de investimentos, que só se reuniu em 30 de novembro de 2023 – um mês após a compra expressiva de letras financeiras.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência direcionou R$ 970 milhões para essa modalidade oferecida pelo Master através de nove aplicações, o que equivale a quase metade do que o banco arrecadou no segmento. O fundo fluminense também investiu em outros papéis oferecidos pelo conglomerado da instituição, somando R$ 1,2 bilhão no total.
A cronologia que embasa as suspeitas da PF foi apresentada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em uma auditoria que constatou em dezembro passado um “cenário de desordem administrativa” com riscos ao patrimônio do fundo e o descumprimento da legislação previdenciária vigente. O órgão é responsável pelas pensões de 235 mil servidores do estado. Antunes, porém, só foi exonerado pelo governador Cláudio Castro (PL) depois de ser alvo de um mandado de busca e apreensão em 23 de janeiro, quando estava no exterior.
PRISÃO – As informações constam da representação que embasou a operação do último dia 23, que mirou quatro alvos. Antunes se encontrava nos Estados Unidos na ocasião. O ex-presidente do Rioprevidência foi preso na Via Dutra, por onde viajava para o Rio depois de desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A 6ª Vara Criminal do Rio autorizou a prisão após ver indícios de obstrução de Justiça e ocultação de provas.
Como mostrou O Globo, após a primeira fase da operação, a Polícia Federal detectou movimentações suspeitas no apartamento dele na Zona Sul do Rio – como a retirada de documentos, a manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.
As letras financeiras são títulos de renda fixa considerados investimento de risco, uma vez que não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, se o banco não honrar o pagamento, quebrar ou for liquidado pelo Banco Central (BC), como foi o caso do Master, não há ressarcimento do valor aplicado.
FEUDO – Antunes assumiu o Rioprevidência em julho de 2023, três meses antes do Master iniciar as sondagens junto ao órgão. Nos bastidores da política fluminense, a instituição era vista como um feudo do União Brasil, partido que, como mostrou no blog, também influenciou aportes em letras financeiras em fundos de pensão do Amapá, Amazonas e de capitais como Maceió (AL).
Após a operação da PF, Cláudio Castro o exonerou, mas alegou tê-lo indicado para o cargo por conta de seu “currículo” e sua “comprovada competência técnica”. Já Deivis Marcon Antunes negou na ocasião por meio de nota ter cometido irregularidades e disse ter comandado o Rioprevidência com “espírito público, correção e dentro dos mais elevados preceitos éticos”. O TCE-RJ, contudo, já havia recomendado seu afastamento mais de um mês antes, em 10 de dezembro, após constatar “omissões e irregularidades” em uma auditoria sobre os investimentos do Master.
O Rioprevidência já havia sido proibido de investir em novas letras financeiras do banco de Vorcaro pelo tribunal em outubro de 2025. No mês seguinte, o Master foi liquidado pelo BC. Depois disso, o fundo propôs ao liquidante da instituição uma permuta que trocaria os títulos por precatórios estaduais e federais, mas o pedido foi rejeitado no último dia 14, antes da operação da Polícia Federal e da exoneração de Antunes.
AUTORIZAÇÃO – Para a PF, Deivis Marcon Antunes atuou diretamente para autorizar o “credenciamento acelerado” do Master, se omitiu deliberadamente do cumprimento de ordens do TCE-RJ sobre as letras financeiras, insistiu nas aplicações astronômicas a despeito dos alertas do tribunal de contas e agiu com conivência em relação aos demais envolvidos no caso.
A corporação defende que os investigados respondam pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, associação criminosa, corrupção passiva, apropriação indébita, fraude a fiscalização e indução ao erro em repartição pública.
Isso tudo é um reflexo da falta de justiça nesse País, esse cara foi preso. Mas não vai demorar muito estará livre. Acho quem quem comete esse tipo de crime deveria pegar uma pena exemplar sem direiro a redução de pena
Só as mães, digo, os canalhas são felizes.
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/desembargadores-descobrem-que-presidente-do-tj-transferiu-r-3-bilhoes-para-brb
O assassinato da Lava Jato foi a constitucionalização da corrupção.
Não esqueçamos foi importante papel do bolsonarismo.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54472964
Unidos pelo cordão umbilical da corrupção.
https://m.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY&pp=0gcJCTMBo7VqN5tD
O presidente do Fundo dos Aposentados, Rio Previdência, Deivis Antunes deveria apodrecer na cadeia. Comentei crime grave contra os servidores e contra o contribuinte do Rio de Janeiro. O governador Cláudio Castro foi omisso, por isto deveria ser cassado e preso.
O Antônio Rueda, dono do União Brasil, que indicou o Deivs tem que responder por formação de quadrilha. Porque é responsável pelo afilhado. Na política, quem indica recebe o retorno. Portanto, Rueda tá dentro do Master junto hom Castro e Deivs.
Sr. Roberto,
O Sr. acha sinceramente que esse rueda e castro, irão presos?
Esse antunes, vai dar uma passadinha na delegacia como fazem os trombadinhas menores de idade.
Entrará por uma porta e sairá pela outra.
Tem jeito, não!
É muita gente pra meter na jaula.
Lembra do cabral?
pegou QUATROCENTOS ANOS DE JAULA!
RIO – “O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos de prisão, mantém uma rotina de sugestões de livros, filmes e comentários políticos nas redes sociais. Nesta sexta-feira, 17, o ex-chefe do Executivo fluminense compartilhou um vídeo em que aparece em uma piscina da sua cobertura na Av. Atlântica e dá dicas de filmes para seus 47,6 mil seguidores no Instagram.”
Fonte: Estadão
VOU REPETIR ALGO ESTARRECEDOR DO TEXTO ACIMA:
DÁ DICAS DE FILMES PARA SEUS QUARENTA E SETE MIL E SEISCENTOS SEGUIDORES.
Nas imagens, Cabral aparece em uma piscina, de óculos escuros e recomenda três filmes. “Para esse final de semana, eu tenho três dicas para você, mas três dicas que eu puxei pela memória, filmes que me emocionaram muito ao longo da minha vida”, diz.
O ex-governador recomenda Blade Runner, Cinema Paradiso e Eles não usam black-tie. “São três grandes filmes, pare para vê-los”, afirma.
Peço a sua opinião para esse descalabro.
Dito isto, volto a perguntar: Alguém vai preso neste bordel?
Abraços,
José Luis
”’O Plano do Banco dos BRICS+
O Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos BRICS, está implementando uma estratégia calculada em duas frentes para desmantelar o controle econômico ocidental.
Sua principal arma é o financiamento incondicional, aprovando mais de US$ 39 bilhões para mais de 120 projetos de infraestrutura sem as exigências políticas típicas dos empréstimos do FMI ou do Banco Mundial. Simultaneamente, o Banco promove agressivamente a desdolarização, desembolsando empréstimos em yuan chinês, rupia indiana e rublo russo para contornar o sistema financeiro dos EUA.
Como afirma a presidente do Banco, Dilma Rousseff, o modelo prioriza o “desenvolvimento em detrimento da geopolítica”. Isso cria um forte contraste, pois enquanto a ajuda ocidental muitas vezes vem com condições, os BRICS oferecem parceria. Isso está construindo uma nova coalizão de economias emergentes financeiramente independentes do dólar.
Ao fornecer uma alternativa crível e incondicional, os BRICS estão transferindo sistematicamente a confiança financeira do Ocidente para o Oriente. A base para um mundo financeiro multipolar sem “condições extras” é real.”