Piada do Ano! Toffoli e Moraes tentam se defender perante os outros ministros

Dias Toffoli ironiza multas aplicadas por Moraes a big techs

Moraes e Toffoli já estão à beira de um ataque de nervos

Felipe de Paula
Estadão

Sob pressão política e da opinião pública após seus irmãos transferirem participação milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli afirmou nesta quarta-feira, 4, no Supremo Tribunal Federal, que magistrados “têm todo o direito de receber seus dividendos”, desde que não participem da administração de empresas.

A declaração foi feita durante a sessão plenária que analisa as regras do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais por magistrados.

NA DEFESA… – Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes também usou a sessão plenária desta quarta-feira para rebater críticas que abalaram a Corte durante o recesso judiciário.

Os ministros são alvo de questionamentos públicos sobre conflitos de interesse, envolvendo relações familiares, empresariais e a atuação de advogados próximos em causas analisadas pela Corte.

Sobre a suspeição de ministros, Moraes disse: “Nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter alguma aplicação em um banco, ações de um banco. Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém no sistema financeiro”.

FAZENDO PIADA – Toffoli não se conteve e tentou fazer piada sobre a importante questão: “Ministro Alexandre, o ministro teria que doar a sua herança a uma entidade de caridade”, disse Toffoli.

“Se ele tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou dono de uma fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, vários magistrados são donos de empresas e eles não exercendo a administração, têm todo o direito de receber seus dividendos. Estão proibidos de ter a gestão.”

“Isso é não deixar o magistrado na bolha”, completou Moraes.

Conforme revelou o Estadão, a empresa dirigida pelos irmãos do ministro foi sócia controladora e chegou a vender uma fatia milionária de sua participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, para um fundo de investimentos controlado pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mesmo assim, Toffoli é relator das investigações da Polícia Federal sobre o banco.

CUNHADA DESMENTIU – Apesar dos registros nos documentos, ao ser indagada pelo Estadão na casa que aparece como sede da empresa, a cunhada do ministro disse que o marido José Eugênio Toffoli nunca foi dono de resort e usou a situação da própria casa, pequena e com sinais de desgaste, como argumento para negar que o marido seja o verdadeiro proprietário do empreendimento.

Além disso, o Estadão também mostrou que os irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort da mesma rede, em uma região que fica às margens do Rio Paraná. Conhecido como Tayayá Porto Rico, o empreendimento ainda não teve suas obras concluídas, mas promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro resort do qual os irmãos foram sócios, em Ribeirão Claro (PR).

A Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, em nota assinada por José Eugênio Dias Toffoli, afirmou não integrar mais o grupo Tayayá em Ribeirão Claro. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O assunto fede a quilômetros e mais quilômetros de distância. Mesmo assim, Toffoli procura se justificar e Moraes entra no mesmo esquema grotesco e caricato. Seria melhor se ficassem calados. Imagino o que uma pessoa séria como Carmen Lúcia deve estar pensando deles. Lembro que a ministra, quando começou no Supremo, usava um carro bem velho e ia dirigindo até o tribunal. Depois, com a idade, aceitou o carro oficial, que usa com parcimônia. (C.N.)

5 thoughts on “Piada do Ano! Toffoli e Moraes tentam se defender perante os outros ministros

  1. Mas a minha maior preocupação com relação ao Aparato Petista é que nossos jovens estão sendo intectualmente embrutecidos, infertilizados e imbecilizados por verdadeiras ratazanas das oligarquias patrimonialistas, travestidos de professores, uns usufruindo do butim das carreiras fáceis, outros por serem meros gênios imbecilizados.

    Uma parte da população é tornada improdutiva, proibida de desenvolver suas potencialidades humanas, tais como as atividades laborais, o pensamento crítico e a independência e auto-determinação econômica, pelos tais programas de compra de votos, digo, sociais.

    A Academia tornou-se fábrica de lunáticos, fanatizados, verdadeiros imbecis diplomados. Aqueles que poderiam contribuir pra superação do pensamento atrasado, reacionário, neoludita do asilo petista, tornan- se meros adoradores da múmia inútil Lula, situada, se muito na Era da Pedra Lascada.

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    Este texto é fruto do que vi recentemente: um destes ratos travestidos de intelectual e professo defendendo estes sujeitos aí em cima.

    Não tenho mais filho em idade escolar, mas, sinceramente, começo a admirar a educação autônoma doméstica.

    Entregar os jovens pra estes vermes, é comprometer o seu e o futuro do país.

  2. Era melhor se manterem calados, pois a emenda ficou pior do que o soneto.

    Por que lutam tanto para se tornarem ministros do STF e depois vem com essa choradeira chata, reclamona, de que não podem receber dividendos, não podem participar de palestras patrocinadas por empresários com processos para serem julgados pela Corte.

    Se um ministro do STF, do STJ, um juiz singular, enfim, um togado qualquer, tem fazenda, resort de luxo, é acionista de banco, por qual razão luta tanto para se tornar ministro? O argumento pueril, singelo e desprovido de razoabilidade, defendido por Dias Toffoli e Alexandre de Morais, ontem na sessão plenária do Supremo deixou a nação estupefata.

    Não acreditei no que ouvi dos dois magistrados, porque a decepção foi maior do que a crença.

    É urgente a quebra do sigilo , do Caso Master, inclusive do presidente e dos diretores do Banco Central, que estão proibidos de conceder entrevista e até falarem sobre todos os atos, que dizem respeito a Liquidação do Banco Master.

    E a transparência? Foi jogada no lixo. O sigilo está falando mais alto.

    Nenhum Código de Ética, será capaz de restituir o que se perdeu.

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