
Ex-primeira dama defendeu deputada
Rafaela Gama
Yago Godoy
O Globo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a manifestar apoio pelas redes sociais à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que disputa espaço para concorrer ao Senado dentro da chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Em um post feito nos stories do Instagram, Michelle publicou um registro da parlamentar ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma segunda imagem na qual as duas apareciam de mãos dadas.
“Estaremos com você, Carol de Toni”, escreveu no post. Em resposta, a deputada disse estar “sem palavras para agradecer o apoio incondicional” de Michelle, descrita como “líder nacional” e “mulher inspiradora”. A troca de elogios também foi feita após a deputada afirmar a jornalistas ontem, durante um evento da Frente Parlamentar do Livre Mercado (FPLM), grupo que preside, que recebeu ofertas de filiação de “uns seis partidos”, sendo eles Avante, Podemos, MDB, PRD, Novo e PSD.
PLANOS INVIABILIZADOS – As tratativas mais avançadas aconteceram com o Novo, que tinha a expectativa de que a deputada se filiasse neste ano para disputar o Senado. A articulação, no entanto, esfriou depois que um representante da sigla, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, foi escolhido para concorrer como vice-governador de Jorginho. Desde o anúncio, interlocutores classificam como improvável a hipótese do partido ocupar dois lugares na chapa majoritária, inviabilizando os planos da deputada dentro do partido.
Como mostrou O Globo, a escolha de um vice do Novo também frustrou o MDB, que a expectativa de ficar com a vaga. Após ser preterido, anunciou a saída da gestão de Jorginho na semana passada. A direção do partido agora também estuda a possibilidade de apoiar a candidatura estadual do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), adversário do governador que se define como representante da “direita real”. O grupo também tem a expectativa de atrair a federação União Progressista, que tem o senador Espiridião Amin (PP) como candidato à reeleição.
COSTURA – O parlamentar, no entanto, tem sido cotado para compor a chapa de Jorginho, em função de um acordo atribuído à direção do PP e ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A segunda vaga para o Senado será destinada ao ex-vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL). A costura, no entanto, deixa de lado Carol de Toni, que poderá precisar concorrer à Câmara novamente.
Segundo informações do portal de notícias Metrópoles, a deputada, inclusive, teria recebido uma ligação de Valdemar pedindo para que ela abrisse mão da ideia de disputar o Senado. Os dois voltam a conversar sobre o caminho a ser seguido por Carol nesta quarta-feira. Apesar do imbróglio, ao participar do evento da FPLM ontem à noite, Jorginho também disse que ela será “candidata a senadora por Santa Catarina” com o apoio dele.
Há uma contradição no apoio de Michele a deputada federal Caroline de Toni do PL de Santa Catarina, aliás, ex- PL, porque ontem, a deputada anunciou em plenário a desfiliação do PL para disputar o Senado pelo Partido Novo.
Valdemar priorizou a aliança com o PP de SC para a dobradinha Carlos Bolsonaro e Espiridião Amim do PP.
Será que Michele vai contrariar o PL de Valdemar Costa Neto e apoiar candidata de outro Partido. Não acredito, porque ela recebe 40 mil por mês para defender as causas do PL. Tem mais, vai trabalhar contra o filho 02 de Bolsonaro?
Com certeza, é a segurança pelo aproveitamento do excesso de votos!
É muito voto!
Dá a impressão de que a ‘famiglia’ do ex-mito transformou o estado na “casa da mãe joana”, politicamente. Ou não seria isso?
As pesquisas realizadas pelo PL de Jorginho Melo e Valdemar Costa Neto apontam, as intenções de voto para o Senado por Santa Catarina:
Carlos Bolsonaro- 45 por cento
Caroline de Toni – 35 por cento.
Fazendo contas, sobrou 20 por cento. Será esse o percentual destinado a Espiridião Amim, atual senador e que busca a reeleição?
Jorginho e Valdemar, atenção porque falta combinar com os russos, no caso os eleitores.
Assim como muitos bolsotários, Amim poderá ser agora mais um bolsonarista a se ferrar na vida.
Mina do Job, até às pedras sabem!