Lula se divide entre o discurso da justiça social e a conta dos privilégios

Lula enfrentará dilema diante de  penduricalhos 

Dora Kramer
Folha

O presidente da República tem pela frente uma escolha difícil. Quando o pacote de privilégios aprovado no Congresso Nacional chegar à sua mesa para sanção ou veto, ele precisará decidir entre se indispor com o Legislativo, além de boa parte do funcionalismo, e ficar mal na foto eleitoral.

A dificuldade maior nem é essa. Antes disso, será necessário explicar a presença do PT e companhia no acordo que viabilizou uma votação simbólica —sem a identificação do voto— de surpresa, no meio da tarde do segundo dia do novo ano legislativo, e que, entre outras desigualdades, cria penduricalhos salariais e institui a escala 3×1 de trabalho para uma casta de servidores públicos.

CONTENÇÃO DE PRIVILÉGIOS – Isso enquanto Executivo e Legislativo fazem cara de paisagem à tramitação de uma proposta de reforma administrativa que busca conter privilégios, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende o fim dos supersalários e o governo faz da escala de cinco dias de trabalho por dois de folga para o setor privado uma bandeira de campanha.

Francamente, Luiz Inácio da Silva (PT) estará diante de um dilema e tanto. Ou bem sanciona a manobra de privilégios, jogando fora o discurso da justiça social, ou veta a pilantragem e quebra o acordo de boa vizinhança que incluiu a oferenda de um instituto federal de educação na cidade de Patos (PB), administrada pelo pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

BOQUINHAS – Será uma boa oportunidade para Lula desvendar ao público o real significado do slogan “Congresso inimigo do povo”. Até lá, fica a seguinte impressão: o dito serve para afetar antagonismo nos palanques e exortar as plateias a escolher parlamentares fiéis ao governo. Mas não é para ser levado a sério quando o pragmatismo manda que se alimentem as boquinhas.

Seja qual for a saída encontrada por Lula, uma coisa é certa: nem ele nem os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado deram a menor pelota ao que ouviram no dia anterior do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a urgência da autocorreção dos Poderes. Não entenderam nada.

2 thoughts on “Lula se divide entre o discurso da justiça social e a conta dos privilégios

  1. Investigação sobre resort Tayayá mira atuação de primo de Toffoli

    A investigação sobre o rolo do resort Tayayá, que pertencia oficialmente aos irmãos de Dias Toffoli, mas que o ministro permanece como frequentador assíduo, tem como uma de suas linhas principais a atuação do empresário Mario Umberto Degani.

    Beto, como é conhecido por familiares, é primo de Toffoli. De acordo com pessoas a par da investigação, ele, que é fundador do Tayayá, é a chave para se abrir muitas portas dessa história ainda nebulosa.

    O Globo, Opinião, 08/02/2026 06h01 Por Lauro Jardim

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    As dúvidas sobre a Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, que o caso Master pode esclarecer

    As investigações da PF e da PGR sobre o rolo do Master levarão inevitavelmente a uma apuração mais detalhada da Maridt Participações, empresa que oficialmente pertence a dois irmãos de Dias Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio.

    A Maridt vendeu em 2025 sua parte no hoje célebre (não pelos melhores motivos) resort Tayayá. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel, cunhado e ex-faz-tudo de Daniel Vorcaro.

    Há uma série de dúvidas que investigações sobre a Maridt podem esclarecer.

    A empresa dos Toffoli prestava serviços de consultoria? Tinha contratos de prestação de serviços com direito a pagamentos mensais por parte de escritórios de advocacia? Há suspeitas de que a resposta é sim para os dois casos.

    A quem exatamente a Maridt transferia diretamente o dinheiro que recebia por esses trabalhos é o que vai se querer saber.

    O Globo, Opinião, 08/02/2026 06h20 Por Lauro Jardim

  2. Não é só no futebol que existe a catimba.
    Dom Curro em qualquer situação que se apresente vai sair bem na fita.
    Ele catimba até a maré virar a seu favor, então como um pavão de favela ele sai mais enfeitado que mula de cigano e mais cheiroso que filho de barbeiro.
    A nossa mídia esquerdista vaia o corno e aplaude o Ricardão.
    O bruto deu agora e invocar um parentesco sanguíneo com Lampião. Menos mal, imagine se a Janja invocasse Maria Bonita. Hehehe
    Jornalista do Globo, inspirado em Olavo Bilac acusam o Tarcísio de cometer a ignominia contra a Ultima Flor do Lácio com ‘erros crassos’ de português.
    E assim a esquerda segue navegando nos mares de sargaço, de injuria e da mistificação para glória e honra de seu Líder Iluminado.

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