Charge do Spacca (Arquivo Google)
Carlos Newton
O governo Lula e importantes figuras do Supremo e do próprio Legislativo, como o senador Davi Alcolumbre (União/AP), presidente do Congresso, organizaram uma “Operação Abafa”, para impedir que a CPI do Crime Organizado venha a investigar o escândalo do Banco Master e suas ligações com os três Poderes.
Alcolumbre faz o pode, expondo-se ao máximo ao sentar em cima do pedido de formação de uma CPI específica para o caso Master, mas não tem como evitar o andamento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, que já colocou na alça de mira os dois irmãos e o primo do ministro Dias Toffoli, que eram donos de um terço do resort Tayayá, na divisa do Paraná com São Paulo.
MURALHA – A dificuldade maior de Alcolumbre é que a CPI do Crime Organizada está sendo conduzida por três senadores com total independência político-partidária. A comissão é presidida por Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de Polícia aposentado; tem como vice-presidente o general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o relator é Alessandro Vieira (MDB-SE), delegado de Polícia licenciado.
Depois do Carnaval, será realizada a mais importante sessão da CPI, que vai decidir a convocação dos primeiros depoentes do caso Master: os irmãos José Eugênio e José Carlos Toffoli, que foram proprietários do resort Tayayá, e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Como sabe, os irmãos de Toffoli venderam suas participações no resort ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. O piedoso missionário Zettel é alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Master, chegou a ser preso em dezembro e está usando tornozeleira eletrônica. Já a esposa de Moraes será ouvida sobre o contrato de R$ 129,6 milhões com o Master.
ALCOLUMBRE SE VIRA – No desespero para evitar que a CPI do Master seja formada e também para impedir o andamento da CPI do Crime Organizado, o presidente Davi Alcolumbre liberou o comparecimento dos senadores desde a volta do recesso, a pretexto de que as Comissões se reunissem no formato semipresencial. Por isso, o senador Fabiano Contarato nem tentou convocar a sessão da CPI, que somente vai apreciar os requerimentos após o Carnaval.
O relator Alessandro Vieira quer ouvir também Mario Umberto Degani, conhecido como Beto Degani, primo do ministro Dias Toffoli, que é proprietário de um outro empreendimento de luxo vizinho ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
Para evitar surpresas (que não serão evitadas), a direção do PT colocou na CPI o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o líder do partido no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE). Mas o presidente da comissão, Fabiano Contarato, e o senador Randolfe Rodrigues não são petistas-raiz e se comportam como parlamentares independentes.
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P.S. – É ilusão pensar que Alcolumbre consegue manter a situação está sob controle para Toffoli e Moraes poderem brincar a Carnaval sossegados. Quando vier a quarta-feira de cinzas, os dois ministros terão de cair na real, porque o resto do ano será marcado por cacetadas diárias na cacunda deles. Portanto, comprem bastante pipocas. (C.N.)
Todos já sabiam quem é esse alcolumbre e fizeram tudo para que fosse novamente presidente do senado. Agora aguentem
Sr. Newton
Por falar em operação abafa.
A miltante do UOLixo dona Mortadela Lima “abafou’ o Torrefado…
Todos os faccionados da Organização Criminosa Vulgar estão dentro do MaSTFer,,,,,
Conversas de Toffoli e Vorcaro dão novo rumo ao caso Master no Supremo…
https://noticias.uol.com.br/colunas/daniela-lima/2026/02/12/conversas-de-toffoli-e-vorcaro-dao-novo-rumo-ao-caso-master-no-supremo.htm?cmpid=copiaecola
Só sei que o aparelho repressivo e censor, adepto da Teoria Penal do Inimigo, do Aparato Petista, que administra o Grande Lupanário, está cada vez mais enfraquecido, dado que tem uma Master pedra no caminho.
Desta forma está cada vez mais difícil esconder a degradação moral, civilizacional e temporal das oligarquias cleptopatramonialistas, que dominam o Estado e os setores criminosos da iniciativa privada.
O nosso grande herói, Lula, a maior farsa e aberração ideológica da História, está no maior xororô, clamando pela volta da máquina de escrever e lamentando o avanço tecnológico e da inteligência aertificial das big techs, expressas, nas redes sociais, pela ampliação da circulação e geração de opiniões, pensamentos, conhecimentos e, logo, descortinamento de algo mais próxima de uma visão real da situação sócio-plítico-econômica do país e do mundo.
Os farsantes e falsários, que hegemonizam atualmente, chamam isto de desinformação e fake news a serem censuradas.
O Aparato Petista é um asilo de irresponsáveis, reacionários neoluditas lutando quixotescamente contra o avanço da Quarta Revolução Tecnológica, em sua irreversível decadência moral, civilizacional e temporal.
A propósito das eleições, evoluiremos de uma Cleptocracia pruma Teocracia ou Cleptoteocracia?
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Teoria Penal do Inimigo
(ChatGpt)
1. Conceito geral
* Formulada pelo jurista alemão Günther Jakobs.
* Defende a existência de dois modelos de direito penal:
* Direito Penal do Cidadão (com plenas garantias e direitos).
* Direito Penal do Inimigo (aplicado a quem é visto como ameaça à ordem).
2. Características principais
* Antecipação da punição (criminalização de atos preparatórios).
* Penas mais severas.
* Redução ou flexibilização de garantias processuais.
* Tratamento do acusado como ameaça à segurança, não como sujeito de direitos.
3. Justificativa teórica
* Proteção da ordem jurídica e da segurança do Estado.
* Aplicação voltada a crimes considerados graves ou que atentem contra o sistema.
4. Críticas em democracias
* Enfraquecimento do devido processo legal.
* Relativização da presunção de inocência.
* Risco de ampliação excessiva do poder punitivo do Estado.
5. Uso para perseguir adversários
* Expansão do conceito de “inimigo” para opositores políticos.
* Uso de medidas excepcionais sob argumento de defesa da ordem.
* Instrumentalização do sistema penal para intimidar ou neutralizar dissidências.
Síntese:
A Teoria Penal do Inimigo propõe um tratamento jurídico excepcional para quem é considerado ameaça ao Estado, mas sua aplicação ampliada em regimes democráticos pode gerar riscos à garantia de direitos fundamentais e à própria lógica do Estado de Direito.
Buscaram a Teoria funcional certa, só que aplicada fora do timming da Realpolitik eleitoral.
Por que, em vez de tergiversar, Toffoli não desfaz de uma vez por todas com as interrogações que jogaram sua reputação no chão?
Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens —Toffoli não se declarou impedido de assumir a relatoria do Caso Master no fim de novembro de 2025?
Por que, afinal, aceitou a relatoria? Por que se manteve nela depois de tudo o que foi descoberto desde dezembro? Por que que não sai?
Não deveria faltar mais nada para que Toffoli se afaste do caso Master imediatamente, sob pena de desmoralização do STF.
Fonte: O Globo, Opinião, 12/02/2026 05h52 Por Lauro Jardim
‘Toffoli resolveu vir a público assumir (…) que ele é sócio da empresa’ Maridt. Ou seja, que é empresário.