Bloco dos Sujos é liderado em Brasília pelos ministros Moraes e Dias Toffoli

Tribuna da Internet | Toffoli deu “presente” a Moraes, mas também ganhou  “presente” de Gonet

Charge reproduzida de Tixanews

Malu Gaspar
O Globo

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, depois que o diretor-geral da PF entregou a Edson Fachin o relatório sobre as conexões entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, na segunda-feira, pavimenta o caminho para a etapa seguinte: o avanço das investigações sobre conexões de Vorcaro e o material apreendido com os executivos do Banco Master sobre Alexandre de Moraes.

A equipe da coluna apurou que Moraes, que tinha relação próxima com Vorcaro, trocava mensagens com o banqueiro e é citado diversas vezes em diálogos do celular do controlador o Master apreendido pela PF, inclusive em conversas sobre pagamentos à mulher do ministro.

R$ 129,6 MILHÕES – Como publicamos em dezembro, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129,6 milhões em três anos para a defesa dos interesses do banco em diversos órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Até hoje, porém, não foram encontradas evidências de que ela de fato prestou serviços correspondentes a honorários tão vultosos. Nem Viviane nem o ministro explicaram até hoje a que se refere o contrato.

Sob Toffoli, um relatório com achados sobre Moraes, semelhante ao que foi feito sobre ele mesmo, muito provavelmente acabaria arquivado.

DOBRADINHA – Não é por acaso que Moraes e Toffoli têm feito uma dobradinha em público e nos bastidores do Supremo. Nos últimos dias, o marido de Viviane foi o maior defensor do ministro na Corte, apesar de todas as evidências de que a situação do colega se tornara insustentável.

Na reunião fechada dos ministros que discutiu o caso e acabou com o afastamento de Toffoli do caso, a pedido, Moraes foi quem mais defendeu o colega.

Com a saída de Toffoli da relatoria, a coisa muda de figura. O caso foi distribuído para um novo relator, André Mendonça, por sorteio. Portanto, Moraes tem razões para estar preocupado, porque suas chances de escapar ileso das investigações diminuem a cada dia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli e Moraes tornaram-se uma espécie de irmãos siameses da impunidade. Ambos são altamente irresponsáveis e levaram o Supremo por caminhos tristonhos, como diria o genal Ary Barroso. Hoje, tanto Toffoli quanto Moraes já podem ser considerados folhas mortas. O futuro dos ex-poderosos ministros não vale uma nota de três dólares. E viva a imprensa livre! (C.N.)

9 thoughts on “Bloco dos Sujos é liderado em Brasília pelos ministros Moraes e Dias Toffoli

  1. A ‘retirada’ de Toffoli da relatoria do caso Master (…) pavimenta o caminho para (…) o avanço das investigações sobre conexões de Vorcaro e o material apreendido com os executivos do banco Master sobre Moraes.”

    A ver.

  2. “A ‘retirada’ de Toffoli da relatoria do caso Master (…) pavimenta o caminho para (…) o avanço das investigações sobre conexões de Vorcaro e o material apreendido com os executivos do banco Master sobre Moraes.”

    A ver.

    • Não deve mudar, por exemplo, a instância da Justiça em que o caso do Banco Master está sendo analisado.

      Foi Toffoli quem decidiu levar o caso para o STF, apesar de nenhum dos envolvidos ter foro privilegiado.

      Fonte: O Antagonista, Análise, 13.02.2026 13:39 Por Duda Teixeira

  3. Lembrete :
    Foram os próprios juízes de então quem abriram o caminho para o atual ” atalho jurídico ” no país , atropelando todas as demais instâncias jurídicas do país , com o agravante de que os atuais juízes do STF se negam a acabar e fechar esse atalho aberto para favorecer pessoas ricas , endinheiradas e poderosas deixando-as impunes e protegidas indefinidamente .

  4. Acordo para salvar Toffoli não o salvará e pegou mal para o STF

    Tudo indica que não foi por pressão dos colegas que Toffoli abdicou da relatoria do Caso Master no STF, mas sim porque concluiu que seria o melhor a fazer.

    Afinal, sete deles o apoiavam e apenas dois (Edson Fachin, presidente do tribunal, e Cármen Lúcia), aparentemente não.

    Então, quando o ministro Flávio Dino sugeriu que se divulgasse uma nota, assinada por todos, dizendo que apoiavam Toffoli e que não haveria suspeição nem impedimento dele, Toffoli admitiu deixar a relatoria do caso:

    “Eu sei que a imprensa vai divulgar que eu fui retirado do processo. Eu preferia que fosse diferente, mas se for a decisão hoje para parar hoje… é melhor e eu aceito”.

    Foram mais de três horas de reunião. Dois ministros participaram dela virtualmente – Luiz Fux no Rio, André Mendonça, o “terrivelmente evangélico”, em São Paulo.

    Era para ser secreta, secretíssima. Mas há consenso no Supremo de que ela foi gravada por um dos presentes. Toffoli é o suspeito. Ele nega.

    O site Poder 360 publicou trechos das falas dos ministros, todas favoráveis a Toffoli. Seguem algumas:

    – Gilmar Mendes – Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a PF quis revidar.

    – Luiz Fux – O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo.

    – Nunes Marques – Para mim, isso é um nada jurídico. […] Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil.

    – André Mendonça – Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli [com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro]. Isso não existe. Está aqui claro que não existe relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa. Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado.

    – Cristiano Zanin – Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do Superior Tribunal de Justiça, e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares. Isso aqui tudo é nulo.

    – Flávio Dino – Essas 200 páginas [do relatório da Polícia Federal] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira.

    E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, senhor presidente, que o senhor deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência.

    – O ministro Alexandre de Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente do tribunal o relatório que incrimina Toffoli.

    Outras falas literais de ministros:

    – André Mendonça – E a questão de eventos [dos quais Toffoli participou], se for considerada, todos nós somos suspeitos de tudo. […] Pode acontecer com qualquer um de nós [a investida da Polícia Federal]. Quero saber se vão dar esse tratamento para mim.

    Os eventos aos quais Mendonça se referiu, parte deles foram patrocinados pelo Master.

    – Flávio Dino – Eu já disse para o meu amigo e irmão Dias Toffoli: veja que já tem maioria. Mas não vai ser unânime. Mas o ministro Dias Toffoli tem voto para continuar. […] Em qualquer outro pedido de arguição [de ministro] eu sou STF futebol clube.

    Toffoli também disse na sua exposição que seria a favor de um código de ética para o Supremo se todos os ministros estivessem de acordo em divulgar as suas declarações de IR, o IR de suas empresas e dos seus familiares ascendentes, descendentes e colaterais até o 2º grau e afins.

    Gilmar o aparteou:

    – “Nós não estamos aqui para discutir Código de Ética”.

    Como se vê, os ministros não estavam ali para examinar os achados da Polícia Federal contra Toffoli, mas para defendê-lo, se defenderem por tabela, e criticar a Polícia Federal. Ficaram mal na foto – isto é:

    – Na gravação. Quem gravou cometeu um crime que deveria ser investigado. Por que não chamam a Polícia Federal?

    Os advogados do Master salivam à espera do momento ideal para pedir a anulação do processo. Muitos deles atuaram na Lava-Jato.

    Metrópoles, Opinião, 14/02/2026 05:30 Por Ricardo Noblat

  5. Particularmente, gostaria de saber onde foi parar a árdua defesa do tão alardeado “Estado Democrático de Direito” ou “O Golpe contra a Democracia”, a meu modesto modo de ver e analisar os recentes fatos históricos em nossa nação, toda essa pretensa defesa, não passou de pura hipocrisia.

    Assim como, já dito em alguns comentários passados, uma tentativa velada de “imbecilizar” uma grande parte da nação.

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