BRB de Ibaneis “investiu” R$ 30,4 bilhões no Master, mesmo sabendo da fraude

🏛️ 𝐃𝐄𝐂𝐈𝐒𝐀̃𝐎 | O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha  (MDB), afirmou que irá recorrer da decisão liminar da Justiça que proibiu o  Governo do Distrito Federal (GDF) de utilizar imóveis públicos

Reprodução do Instagram

Demétrio Vecchio e Isadora Teixeira
Metrópoles

O Banco Regional de Brasília (BRB) comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024, como mostram planilhas de prestação de contas obtidas com exclusividade pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

A este valor somam-se outros R$ 10,8 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB a partir de “substituições”, em que o Banco de Brasília devolvia uma carteira podre do Credcesta ao Master e recebia no lugar novos ativos. A partir desta segunda-feira (6/4), o Metrópoles vai mostrar que esses ativos hoje em posse do BRB também são de baixíssima qualidade.

DESDE 2024 – As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios – pelo contrário: comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

Outro sinal de alerta ao BRB foi a negativa, pelo Banco Central, à compra do próprio Master, em setembro de 2025. Após a rejeição do pedido pelo BC, o BRB repassou ao Master mais R$ 1,9 bilhão.

As aquisições dos ativos seguiram até outubro de 2025, um mês após o Banco Central ter impedido a compra e pouco antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

TIPOS DE ATIVOS – No total, o BRB informou à CVM ter realizado 120 aquisições de carteiras de crédito de varejo do Master. A maior parte das compras foi de consignados da Credcesta, mas as negociações também envolviam carteiras de “PIX Crédito”, de parcelamento de faturas e de empréstimo rotativo, por exemplo.

Outros ativos bilionários foram comprados junto ao Master no que o BRB classificou como “crédito atacado”. São basicamente Cédulas de Crédito Bancário (CCB), títulos que registram dívidas assumidas em operações de crédito feitas por empresas e até por uma pessoa física, Bruno Lemos Ferrari, CEO da Oncoclínicas.

Por fim, o BRB informou à agência fiscalizadora que realizou 44 aquisições de CDI (Certificado de Depósito Interbancário), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e fundos diversos do Master, em transações que somam R$ 8,1 bilhões.

CRÉDITOS PODRES – Metade desse montante diz respeito a substituições de créditos podres, que ocorreram todas entre maio e o começo de agosto de 2025, quando o Banco Central já dava indícios de que não aprovaria a compra do Master pelo BRB.

Em parte dessas transações para devolver carteiras podres, o BRB recebia de volta novos ativos do Credcesta, uma linha de crédito consignado voltada principalmente a beneficiários do INSS, em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício.

Em fevereiro, o presidente Nelson Antônio de Souza disse ao Metrópoles que buscava compradores para toda a carteira comprada do Master. Segundo ele, o pacote – que agora se sabe que custou R$ 30,4 bilhões ao Banco de Brasília – estava avaliado em R$ 21,9 bilhões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente e reveladora matéria, enviada por José Perez, sempre atento ao apodrecimento dos Três Poderes. Aliás, em maio de 2025, já se sabia que o Master estava quebrado e Tribuna da Internet havia enviado dossiês ao Banco Central, à CVM e ao TCU. Mesmo assim, os estelionatários a serviço de Ibaneis Rocha continuaram “investindo” recursos públicos no Master. E até agora ninguém foi preso em Brasília. Que país é esse, minha gente? (C.N.)

6 thoughts on “BRB de Ibaneis “investiu” R$ 30,4 bilhões no Master, mesmo sabendo da fraude

  1. Bolsonaro não toma jeito mesmo, se não vejamos:

    Deu um resort de R$ 40 milhões para o Toffoli,
    R$ 129 milhões para a esposa de Moraes,
    Contratou o irmão do Lula e
    Dava R$ 300 mil de mesada para o Lulinha.

    Vai ser corruPTo assim lá na China.

  2. Como vão prender o Ibaneis, se o Toffoli e o Moraes eram parte no empreendimento? O Master nasceu na Bahia em um empreendimento liderado pelo Wagner e o Padilha para lavar dinheiro sujo do PT, de alguns (muitos ministros de estado), muitíssimos políticos corruptos e outros ministros da justiça. Se tem alguma coisa que não vai vingar é a investigação do Master como não vingou a do INSS. Iriam prender o irmão e o filho do Lula quanda a cereja do bolo era o próprio Lula?

  3. Bom dia a todos!! Ibaneis e Celina na cadeia JÁ!!! O povo mais humilde daqui de Brasília dizia, em sua maioria, que votaria em Ibaneis por ele já ser rico e “não precisar roubar” mas deu no que deu. Nosso sistema politico, partidário e eleitoral precisa ser revisto pois não há mais sistema de pesos e contra pesos em pleno funcionamento e para além disso qualquer forasteiro compra uma eleição já calculando quanto poderá lucrar depois. Virou um investimento de baixo risco. Ibaneis comprou a eleição para o GDF e depois foi atrás de recuperar o investimento com lucro exorbitante e correção monetária. Uma raposa antiga do congresso que participava das reuniões na casa do Ibaneis para tratar de negócios escusos no primeiro ano do seu “governo” saia sempre de lá dizendo que demoraria pelo menos um século para Brasilia se recuperar das vigarices desse sujeito imundo. Um amigo que trabalha com esse deputado raposa tinha o mapa dos terrenos onde seriam feitas benfeitorias e mudança na destinação dos lotes na região da rota do cavalo. Compraram tudo por lá, mudaram a destinação dos lotes no PDOT para área de adensamento urbano (era área rural anteriormente) e depois foram anunciadas pelo GDF a construção de novas pontes sobre o lago Paranoá cujos acessos passarão exatamente na área fatiada e comprada pela gangue. Fora o resto. Só vigarices. Só negócios. O povo que se lixe! Agradecemos a citação. Desejo uma ótima semana a todos.

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