Até quando o Supremo tentará manter o descaramento de blindar Toffoli?

PF pede ao STF abertura de inquérito contra Toffoli por suposta propina | ASMETRO-SI

Charge do Duke (Arquivo Google)

Vera Magalhães
O Globo

As novas e perturbadoras revelações a respeito da atuação de Vorcaro e seu Master – que agora se configura mais claramente como uma organização criminosa disfarçada de instituição financeira –, tornam mais difícil e bem mais custosa a blindagem a Toffoli e os negócios de sua família nesse caso.

Com a mudança de mãos da relatoria do próprio Toffoli para Mendonça os sigilos que cercavam o caso vão, pouco a pouco, caindo.

BLINDAGEM EXTRA – Mas a camada extra de proteção quando se trata da Maridt ou de familiares de Toffoli e dele próprio ainda continua, como se viu na semana passada, com a rápida revogação de decisões da CPI do Crime Organizado que atingiam esses alvos primeiro por Mendonça e depois, de forma cabal, por Gilmar.

Desde que a PF reuniu num relatório as provas de troca de mensagens entre Toffoli e Vorcaro e o próprio ministro admitiu que era um dos sócios da Maridt, ele foi pressionado e teve de deixar a relatoria, mas a capa de proteção colocada sobre ele permanece.

Com a prisão de Vorcaro e outros investigados, entre eles seu cunhado, Fabiano Zettel, responsável pelo fundo que comprou a participação da Maridt nos resorts no Paraná, serão cada vez mais imprevisíveis os desdobramentos do caso, com possíveis implicações para Toffoli, que, até aqui, vem sendo poupado pelos pares a despeito de essa proteção causar imenso prejuízo de imagem para o STF.

GONET TROPEÇA – Essa complacência se estende ao Paulo Gonet, da Procuradoria, desde o início da novela. No capítulo desta quarta-feira, o MPF sai muito mal na fotografia, diante da alegação de falta de tempo e de urgência para se manifestar sobre fatos gravíssimos levantados pela PF, como as evidências de que Vorcaro estendia suas atividades criminosas a práticas como monitoramento de adversários, entre eles jornalistas, e não se furtava a planejar e urdir com seus subordinados ações violentas contra eles.

As revelações desta terceira fase da Compliance Zero complicam fortemente o Banco Central, que também sai com sua independência para realizar a fiscalização do sistema financeiro colocada em xeque pela facilidade com que Vorcaro obtinha favores e aliciava funcionários de elite.

TOFFOLI BLINDADO – Diante de tamanhas abrangência e gravidade, resta evidente que um braço da história (Toffoli) está sendo mantido a todo custo longe dos olhos da opinião pública.

Até quando o STF vai topar o desgaste institucional para preservar um de seus integrantes (Toffoli) é a grande pergunta que permanece depois da análise dos fatos desta quarta-feira.

Jornal Nacional desmoraliza Moraes e desmente nota em que ele se defendia

Renata Vasconcellos: “A camisa do Jornal Nacional pesa muito” – Os Guedes

Renata Vasconcellos leu a nota que desmascarou Moraes

Carlos Newton

Conforme temos informado aqui na Tribuna da Internet, a imprensa livre conseguiu vencer a amestrada e agora, com apoio irrestrito também das emissoras de televisão, o processo de combate à corrupção no Supremo Tribunal Federal e nos outros poderes deverá avançar em alta velocidade.

Essa operação de limpeza, digamos assim, fatalmente redundará no impeachment de alguns ministros, algo jamais ocorrido na História Republicana, e a eles só resta agora pedir aposentadoria e tentar escapar da prisão, que passou a ser uma possibilidade ainda remota, mas real.

NOTA CONSTRANGEDORA – Desesperado com a reportagem de Marilu Gaspar que foi manchete de O Globo nesta sexta-feira, dia 6, o ministro Alexandre de Moraes mandou seu gabinete distribuir uma nota oficial.

No texto, o ministro tenta alegar que as mensagens de visualização única recebidas por Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025 não teriam sido enviadas por ele ao banqueiro, porque os dados de contato não bateriam com o número do telefone celular do próprio Moraes.

A tal nota do STF foi um prato feito para o Jornal Nacional, que enfim conseguiu se livrou das amarras impostas pelos irmãos Marinho e deu um banho, levando ao ar uma documentada denúncia das relações espúrias entre o temido ministro Alexandre de Moraes e o megaestelionatário Daniel Vorcaro.

DESMORALIZAÇÃO – Lida com firmeza pela apresentadora Renata Vasconcellos, a resposta do Jornal Nacional foi arrasadora e desmoralizou o ministro do Supremo.

Com base em informações técnicas da Polícia Federal, a TV Globo mostrou que não existe qualquer maneira de atribuir a outra pessoa o envio das respostas que Moraes remeteu a Vorcaro, que estava desorientado com a possibilidade de ser preso, o que aconteceria minutos antes da última troca de mensagens entre os dois.

Bem, com a cobertura desta sexta-feira, o Jornal Nacional prega o último prego no caixão de Alexandre de Moraes, um ministro indigno e fanfarrão, que jamais poderia chegar ao Supremo, mas foi o escolhido pelo então presidente Michel Temer, que era conhecido em Brasília como chefe do quadrilhão do PMDB e chegou a ser preso pela Lava Jato, porque “você tem de manter isso, viu?”.

###
P.S 1
 – Aqui na filial Brasil a coisa funciona assim. Primeiro, a imprensa livre faz a denúncia e a imprensa amestrada tenta desmentir. Quando a situação se agrava e não tem mais jeito, então a imprensa amestrada adere à imprensa livre para liquidar literalmente a fatura e sair bem na foto. No caso, a denúncia original partiu do portal de O Globo e o Jornal Nacional levou um século até entrar no assunto, quando tudo já tinha sido revelado. Ou seja, antes tarde do que nunca.

P.S. 2 –  Se ainda tivesse um mínimo de juízo, Moraes deveria imitar o filho de Lula e fugir para a Espanha. Como se sabe, Moraes não pode ir para os Estados Unidos, porque lá na matriz o filme dele queimou bem antes, quando resolveu dar ordens à Justiça americana e em Brasília ninguém tomou a iniciativa de interná-lo. (C.N.)

Trump está diante do espelho persa e ameaça os limites do poder americano

Na escalada com Teerã, Trump subestimou variáveis importantes

Marcelo Copelli
Revista Fórum

Certos conflitos decorrem de equívocos táticos; outros expõem deslocamentos estruturais no sistema internacional. A atual escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã pertence a esta segunda categoria. O que se apresentou como demonstração de força destinada a restaurar a dissuasão tornou-se um teste da capacidade americana de converter supremacia militar em controle político num cenário global que já não reage de forma automática à sua liderança.

Desde a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015 — o Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA) — decisão tomada pela administração Trump em 2018, a política de “máxima pressão” impôs ao Irã o regime de sanções mais severo da história recente. Segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA, milhares de indivíduos e entidades iranianas foram alvo de restrições financeiras. Ainda assim, o resultado não foi colapso institucional.

ADAPTAÇÃO ESTRATÉGICA – Pelo contrário. Relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica indicaram expansão gradual das capacidades nucleares iranianas após o abandono do acordo. A pressão produziu adaptação estratégica, não capitulação.

Trump partiu de uma premissa clássica: ação rápida, demonstração tecnológica, choque psicológico e reposicionamento do adversário. A fórmula funcionou em contextos assimétricos anteriores. Mas o Irã não é um ator isolado nem opera sob lógica de rendição imediata.

Teerã respondeu dentro de sua doutrina de guerra híbrida e dissuasão escalonada. A estratégia iraniana combina projeção indireta por meio de aliados regionais, capacidade de saturação por drones e mísseis e manipulação do risco energético. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente transita pelo Estreito de Ormuz. Qualquer instabilidade ali impacta imediatamente mercados globais, como demonstram oscilações recentes nos preços do Brent após episódios de tensão naval.

SOBREVIVÊNCIA – Em conflitos assimétricos, vencer não significa destruir o oponente. Significa sobreviver, impor custos e alongar o tempo estratégico. O Irã compreende isso com clareza. Trump subestimou três variáveis centrais. A primeira é a resiliência estrutural iraniana. Quatro décadas de sanções não desmantelaram o regime. Ao contrário, consolidaram mecanismos paralelos de comércio, aprofundaram relações energéticas com a China e ampliaram canais financeiros alternativos fora do sistema dominado pelo dólar.

A segunda variável é sistêmica. O mundo de 2026 é substancialmente distinto do ambiente unipolar pós-2003. Rússia e China não precisam intervir militarmente para alterar equilíbrios. A coordenação diplomática no Conselho de Segurança da ONU, acordos energéticos bilaterais e iniciativas como sistemas de pagamento alternativos ao SWIFT reduzem a eficácia coercitiva tradicional americana. A erosão é incremental, mas cumulativa.

A terceira variável é doméstica. Conflitos prolongados historicamente afetam ciclos eleitorais americanos. Dados do Congressional Research Service mostram que operações militares extensas tendem a gerar pressões orçamentárias e desgaste político, sobretudo quando objetivos estratégicos permanecem ambíguos. A política externa não está imune à dinâmica interna.

DIFICULDADES – O paradoxo atual é evidente: os Estados Unidos mantêm orçamento de defesa superior ao das dez nações seguintes combinadas, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), um dos principais centros globais de monitoramento de gastos militares. Ainda assim, enfrentam dificuldade crescente em traduzir superioridade bélica em estabilidade política duradoura. A dissuasão clássica pressupõe que o adversário não suportará os custos. O Irã sinaliza disposição para absorvê-los.

Israel opera sob lógica existencial distinta. Para Jerusalém, conter a expansão estratégica iraniana é imperativo imediato. Para Washington, o cálculo envolve implicações globais: mercados energéticos, alianças atlânticas, posicionamento no Indo-Pacífico e competição estratégica com Pequim. A convergência tática não elimina divergências estruturais de risco.

O elemento mais preocupante é a fragilidade diplomática. Não há arquitetura robusta de negociação paralela comparável ao processo que levou ao JCPOA em 2015. A ausência de canal institucionalizado aumenta o risco de erro de cálculo.

LIDERANÇA FRAGMENTADA – O que está em jogo transcende o Oriente Médio. Trata-se da natureza da liderança americana em uma ordem internacional fragmentada. Desde o fim da Guerra Fria, Washington operou sob a suposição de que poderia intervir, reconfigurar e retirar-se mantendo influência decisiva. Hoje, sair tornou-se mais complexo do que entrar.

O conflito com o Irã revela limite estrutural: poder militar absoluto não equivale a controle político absoluto. Hegemonia contemporânea depende de legitimidade, coalizões e previsibilidade sistêmica. Quando a previsibilidade se deteriora, o custo da liderança aumenta exponencialmente.

Trump acreditou que projetaria força controlada. Enfrenta uma dinâmica que escapa ao controle linear. O Irã não precisa derrotar militarmente os Estados Unidos para alterar o equilíbrio. Precisa apenas estender o conflito, elevar seus custos e regionalizar seus efeitos.

TRANSIÇÃO DE HEGEMONIA – Se a escalada evoluir para um ciclo duradouro de desgaste, poderá simbolizar algo mais amplo: a transição de uma hegemonia incontestada para um cenário de competição sistêmica permanente. Não se trata do colapso do poder americano, mas da metamorfose de sua natureza.

O espelho persa devolve à Casa Branca uma verdade que Washington reluta em admitir: a superioridade militar permanece, mas a capacidade de determinar os desfechos já não lhe pertence integralmente. A distância entre poder e controle tornou-se visível.

O que está em curso pode ultrapassar os limites de um confronto regional. Pode assinalar o instante em que a hegemonia americana deixou de operar como garantia automática de resultados e passou a enfrentar as fricções de um sistema internacional em redistribuição. Os Estados Unidos continuam fortes. O que já não é absoluto é sua margem de decisão sobre o rumo dos acontecimentos.

Piada do Ano! Moraes mandou que Vorcaro barrasse Joesley em Londres

Joesley tentou convencer Maduro a deixar poder e se exilar na Turquia, diz jornal

Joesley não soube fazer amizade com o ministro Moraes?

Vinícius Valfré, Gustavo Côrtes e Aguirre Talento
Estadão

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, consultou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024.

O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou a determinação à organização do fórum.

NO CELULAR – O I Fórum Jurídico Brasil de Ideias foi organizado pelo Grupo Voto e tinha como um dos financiadores o Banco Master.

O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em conversa com o jornalista Márcio Chaer, diretor do portal de notícias jurídicas ConJur, o banqueiro recebe uma lista de possíveis convidados e responde, em uma sequência de três mensagens:

“Boa. Só Joesley foi bloqueado. Não comentou os demais. Entendo que aprovou. Ainda assim, reperguntei. Possível que ele não queira explicitar a concordância. Mas concordo ao afastar um só nome”, disse Vorcaro ao jornalista, que mediou as mesas de debates.

INSTRUÇÕES – A informação foi inicialmente publicada por Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. O Estadão confirmou que Vorcaro fazia referência a instruções recebidas de Moraes. O evento teve com um dos principais palestrantes o ex-presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Moraes à Suprema Corte.

Naquele período, havia uma grande disputa da J&F com a Paper Excellence pela compra da Eldorado Celulose. Era uma briga de R$ 15 bilhões. A companhia que brigava contra o grupo de Joesley Batista havia contratado Temer como um de seus advogados.

Em nota nesta sexta-feira, 6, a defesa do banqueiro apresentou um pedido ao STF para investigar o vazamento de informações do celular dele, incluindo “conversas íntimas” e “supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Tinha de haver uma Piada do Ano. Agora, a defesa de Vorcaro vai botar a culpa nos vazamentos e pedir que essas informações sejam desconsideradas pelos investigadores da Polícia Federal, que Deus os proteja dos “Sicários” suicidas dessa gentalha. (C.N.)

Alckmin deixará ministério em abril e mantém em aberto o cargo que disputará

Alckmin deve deixar a pasta “na data da lei”

Eliane Oliveira
O Globo

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que deve deixar a pasta “na data da lei”, no dia 4 de abril, com o objetivo de disputar as eleições. Está em curso uma negociação política no governo para definir se ele continua como vice na chapa à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ou se tentará um cargo majoritário em São Paulo, como governador ou senador.

As conversas são feitas em conjunto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que é pressionado pelo PT a disputar o Palácio dos Bandeirantes. Alckmin não entrou em detalhes sobre o cargo que disputará. Ele apenas lembrou que não é preciso deixar o cargo de vice-presidente para disputar as urnas, mas sim o cargo que acumula na Esplanada. “Vice-presidência não tem desincompatibilização, só o ministério”, afirmou Geraldo Alckmin, ao ser questionado sobre prazos eleitorais.

MENOS RESISTÊNCIA – Principal nome de Lula em São Paulo, Haddad ainda não confirmou publicamente que aceitará a candidatura para enfrentar Tarcísio de Freitas, mas o ministro já demonstra menos resistência do que meses atrás. Mesmo sem disputar a um cargo eletivo no estado, Alckmin virou peça decisiva nessa equação porque é o nome com maior capilaridade no interior paulista, sobretudo em segmentos onde o governo Lula tem mais dificuldade de penetração, como o agronegócio.

A ideia discutida nos bastidores é que, caso Haddad dispute o governo, Alckmin tenha papel ativo na campanha, ajudando a ampliar pontes fora da capital.

Alckmin e Haddad ocupam hoje posições estratégicas no governo federal e qualquer movimento eleitoral mexe também na composição da chapa presidencial. Segundo interlocutores a par do assunto, Alckmin prefere continuar como vice de Lula, mas aliados discutem alternativas, inclusive para acomodar alianças mais amplas com partidos de centro.

FIGURA CENTRAL – Com mais de cinco décadas de vida pública, o vice-presidente permanece como figura central nas negociações políticas da base governista. Sua eventual candidatura tende a marcar mais um capítulo de uma trajetória que atravessa diferentes fases da política brasileira — do protagonismo do PSDB nos anos 1990 e 2000 à atual aliança com Lula, que redefiniu os contornos do centro político no país.

Dentro da base governista, aliados defendem diferentes caminhos para o vice-presidente, desde a manutenção da chapa com Lula até outras disputas eleitorais. Dirigentes do PT afirmam que Alckmin terá liberdade para escolher qual cargo pretende disputar, enquanto interlocutores políticos discutem a configuração das alianças para a próxima eleição presidencial.

Nos bastidores, também surgiram especulações sobre a possibilidade de mudanças na composição da chapa presidencial, diante da tentativa de ampliar alianças com partidos de centro. Em meio a essas discussões, o próprio Alckmin tem mantido discrição pública sobre seu destino eleitoral, afirmando que a definição sobre 2026 será tomada mais adiante.

DISPUTAS – Figura histórica do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) por mais de três décadas, Alckmin disputou a Presidência da República duas vezes, em 2006 e 2018. Em um movimento que simbolizou uma reconfiguração da política nacional, deixou o PSDB em 2021, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro e tornou-se vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022, compondo uma frente ampla que reuniu antigos adversários políticos.

A chapa venceu o segundo turno e levou Alckmin à vice-presidência, cargo que acumula desde 2023 com o comando do ministério responsável pela política industrial e pelo comércio exterior do país.

CARREIRA POLÍTICA – Médico de formação e professor universitário, Alckmin construiu sua carreira política em São Paulo, onde foi prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal e vice-governador antes de assumir o comando do estado em 2001. Ele governou São Paulo por quatro mandatos — dois completos entre 2001 e 2006 e outros dois de 2011 a 2018 — tornando-se o político que mais tempo permaneceu à frente do Palácio dos Bandeirantes desde a redemocratização.

À frente do MDIC, Alckmin passou a conduzir a estratégia de reindustrialização do governo, articulando iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria, à atração de investimentos e à ampliação das exportações brasileiras. O ministério também ficou responsável por programas de incentivo à inovação e à produção nacional em setores considerados estratégicos, dentro da política industrial batizada de “Nova Indústria Brasil”.

Lindbergh pede investigação de Campos Neto por omissão no caso Banco Master

Deputado apresentou uma representação à PGR

Yago Godoy
O Globo

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do PT na Câmara, apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar a conduta de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, à frente do comando da instituição em meio às fraudes que envolvem o caso do Banco Master. O parlamentar definiu a postura do gestor como uma “omissão dolosa”.

Segundo o deputado, o objetivo da ação é “assegurar uma apuração independente e completa” sobre os possíveis responsáveis pelo escândalo. Para Lindbergh, há “decisões administrativas e eventuais condutas comissivas ou omissivas” que podem ter favorecido as irregularidades praticadas pelo banco e seu dono, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal (PF).

OMISSÃO DOLOSA – “(A Notícia-Crime na PGR foi protocolada) Para que seja investigada omissão dolosa de Campos Neto na fiscalização bancária e se apure indícios de que norma editada durante sua gestão possa ter contribuído para facilitar fraudes atribuídas ao Banco Master”, escreveu Lindbergh, nas redes sociais, nesta quarta-feira.

O parlamentar também mencionou o envolvimento do ex-diretor do Banco Central, Paulo Souza, afastado do cargo por ligações com Vorcaro. Ele e Belline Santana foram afastados ontem por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

SUSPEITAS – A determinação ocorreu por conta de uma investigação ter apontado suspeitas de que os dois prestavam serviços de “consultoria informal” para o banqueiro, recebendo vantagens indevidas. Ambos já haviam deixado o cargo por decisão administrativa do BC no âmbito de uma investigação interna sobre o Master.

Atualmente, Campos Neto é vice-chairman e chefe global de políticas públicas do banco Nubank. Procurada, a empresa disse que não irá se manifestar sobre a acusação de Lindbergh. A reportagem não localizou a assessoria do ex-presidente do Banco Central. O espaço segue aberto.

ARTICULAÇÃO DA ESQUERDA –  O Palácio do Planalto está disposto a tentar vincular o caso Master ao ex-presidente e seus aliados, conforme mostrou reportagem do GLOBO. Campos Neto foi indicado à presidência do Banco Central pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2019, cargo em que permaneceu até janeiro de 2025.

Nas redes sociais, nesta semana6, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disse que a operação “expôs definitivamente a corrupção do Banco Central de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto”, ao citar que Souza e Santana “recebiam dinheiro de Vorcaro para impedir a fiscalização” do banco.

Durante a gestão de Campos Neto, o Banco Central foi alertado por anos de que o Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado em meio a alegações de fraude, estava se expandindo em um ritmo alarmante. O sistema nacional de garantia de depósitos, conhecido como Fundo Garantidor de Crédito (FGC), enviou cartas de advertência ao BC, enquanto executivos dos maiores bancos do Brasil, principais financiadores do FGC, também entraram em contato com a autoridade monetária para expressar preocupação, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Namorada de Vorcaro citou a esposa de Moraes numa conversa obtida pela PF

Martha Graeff | New York City - Adam Katz Sinding

Mulher de Vorcaro está preocupadíssima com o futuro

Paulo Cappelli e Petrônio Viana
Metrópoles

Companheira de Daniel Vorcaro, a influencer e ex-repórter Martha Graeff citou a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, em conversa com o banqueiro, transcrita de um dos celulares interceptados pela Polícia Federal (PF).

No diálogo, ocorrido em março de 2025, Martha Graeff questiona Vorcaro sobre as negociações da venda do Banco Master para o BRB. “Alguma novidade aí? As coisas estão melhorando? Piorando? Iguais?”, perguntou.

DISSE VORCARO – “Amor, está uma loucura. Não consigo nem dizer. Estou apanhando e batendo dia inteiro. Foi muito pior que eu imaginava. Muito”, respondeu Vorcaro, referindo-se à reação do banco BTG Pactual e de seu fundador, André Esteves, à previsão de acordo.

“Agora a guerra com André [Esteves] está exposta. Ao menos as pessoas do mercado entendem que as matérias ruins estão erradas e compradas por ele. Já está saindo em vários sites”, relatou o controlador do Banco Master.

“Nossa, amor, não estava sabendo disso. Vocês pararam de se falar então?”, perguntou Martha Graeff. “Sim”, afirma Vorcaro. Em seguida, a namorada do banqueiro, que mora em Miami, diz ter lido os jornais brasileiros.

CITANDO VIVIANE – Mais adiante a namorada de Vorcarco toca no assunto do contrato com a mulher do ministro Alexandre de Moraes:

“Agora estava lendo o negócio da Viviane Barci”, contou Martha Graeff.

“Amor, deixa eu te pedir. Não fica lendo essas coisas”, disse o empresário.

“Não vou mais ler, amor. Eu só fui ver agora porque estou perdida, sem saber o que está acontecendo”, respondeu a influencer.

Em 2024, o Banco Master contratou o escritório Barci de Moraes, onde atuam esposa e filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pelo valor de R$ 129 milhões.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA cada dia, são tantas as novidades nesse escândalo sinistro que fica difícil acompanhar os capítulos. Assim, não há pipoca que aguente. (C.N.)

Ciro Nogueira era “amigo” de Vorcaro e apresentou emenda a favor do Master

Ciro Nogueira quer PEC de um ano só para R$ 600 e reajuste do mínimo

Ciro Nogueira nega “conduta inadequada” com Vorcaro

Deu na Folha

Mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que o ex-banqueiro trata o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), como “grande amigo de vida”.

Em conversa com sua namorada, a blogueira Martha Graeff, Vorcaro apresenta Ciro, um cardeal do centrão, como “muito amigo meu”. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, diz a mensagem, enviada em maio de 2024 e obtida pela Folha.

BOMBA ATÔMICA – Em agosto do mesmo ano, Vorcaro escreve a Martha que “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!”. “Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, continua ele. “Wow amor. Louca pra saber de tudo ao vivo”, ela responde.

Na ocasião, Ciro havia apresentado uma emenda para aumentar a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O texto foi incluído na PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre a autonomia do Banco Central.

A emenda ficou conhecida como “emenda Master” por favorecer o banco. Os CDBs do Master ofereciam taxas que chegaram a 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e usavam em sua campanha de marketing a cobertura pelo FGC, para sugerir que estava livre de riscos.

NO ARQUIVO – A proposta de Nogueira foi engavetada após resistência das principais entidades ligadas ao setor bancário.

A reportagem também obteve uma conversa do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) com Vorcaro. O parlamentar envia: “Oi, amigo, precisamos fazer a vídeo conferência [sic] eu vc e Ciro”. O ex-banqueiro responde “Opa. Vamos. Só me chamar”.

Em outra conversa com Martha, Vorcaro fala sobre o casamento de Duda Nogueira, filha de Ciro, e diz que gostaria que a namorada o acompanhasse na festa, ocorrida em agosto de 2024.

CASAMENTO – Nas mensagens trocadas em julho de 2024, Martha pergunta qual é o sobrenome do Ciro e se ele era pai da Duda, ao que Vorcaro responde que sim. “A Carla conhece a filha [Duda]”, continua Martha.

“Ela vai casamento?”, pergunta Vorcaro. “Eu queria que vc fosse comigo. Se vc ficar da pra ir”, segue.

No fim do mesmo mês, Vorcaro diz a Martha que ira conversar com Fabíola, sua ex-mulher. “Que ótimo, amor, eu tava pensando nisso, inclusive de você falar também do casamento da filha do Ciro abertamente, pra evitar uma situação chata de antemão. Não vai ser uma conversa fácil. Boa sorte, amor. Aqui torcendo”, diz a namorada. “Vou falar”, responde Vorcaro.

DIZ NOGUEIRA – Procurado pela Folha, o senador afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa que mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, “o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.

“Ciro Nogueira volta a destacar que está tranquilo quanto às investigações da Polícia Federal nas denúncias que envolvem o empresário, uma vez que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”, completou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A imprensa está alvejando todo político que se aproximou de Vorcaro, mas é preciso separar o joio do trigo, como se dizia antigamente. Nem todo político está envolvido no escândalo propriamente dito, mas muitos deles vão se sujar, é claro.
(C.N.)

Um poema em homenagem ao genial arquiteto Bernardo Artigas

www.antoniomiranda.com.br

Holanda, poeta pernambucano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O designer gráfico, editor, professor, advogado, jornalista, contista e poeta pernambucano Gastão de Holanda (1919-1997) escreveu este poema após visitar o Edifício da FAU USP “Faculdade de Arquitetura de São Paulo”, em 1977, prestando assim uma homenagem póstuma ao arquiteto Bernardo Artigas, que projetou o prédio da instituição e foi um de seus criadores.

FACULDADE DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO
Gastão de Holanda

O arquiteto abrange o espaço com seus braços
e que se esculpe nesse espaço?
ubiquidade, instrumentos de música,
o auto-retrato do arquiteto:
olhos, língua, testa,

a serena contemplação de um claro
organizado lugar de encontros.

A laje pulsa.
A mão risca a proporção do homem,
decalca o pensamento, o andar,
o ir-e-vir cotidiano e diz:

– Podeis trabalhar tranquilos: aqui é o Teto do povo.

O voo existe antes do espaço desenhado.
A alma do arquiteto
recortada pelo espectro da coluna

vigia nossos passos,
e o gesto em flor
é uma opção bifurcada em artérias.

O sangue do arquiteto está coagulado ali,
sepulto e vivo nas veias do ferro,
na carne do cimento
semente diluída no voo de estudantes/abelhas,
no mel e na medida do tempo.

Tempo? ou luz que tudo enlaça?
Que diferença há entre o edifício e a árvore?
Entre a árvore e esse homem debruçado?
Entre esse homem e seu edifício vivo?
O seu fazer alcança teto e galho,
viaja o quintal das plataformas e colhe
na Primavera o fruto de um desígnio,
o capricho do vivo silêncio
que amadurece as formas antigas
artigas.

Show de Lulinha em contas bancárias é um fenômeno que pode derrotar Lula

Tribuna da Internet | Se continuar foragido, Lulinha vai implodir a  candidatura de seu pai

Charge de JCaesar (Veja)

Andre Shalders
Metrópoles

Uma única conta bancária pertencente ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões em quatro anos, de 2022 a 2025. As informações são da quebra de sigilo do filho do presidente, obtidas com exclusividade pela coluna.

A conta bancária em questão é da pessoa física de Lulinha. Está aberta em uma agência do segmento Estilo, do Banco do Brasil, em São Paulo (SP).

OUTRAS CONTAS – Segundo os investigadores, essa quebra de sigilo é apenas parte do quebra-cabeça financeiro envolvendo o filho do presidente da República. O conjunto completo deverá emergir da análise de outras contas bancárias, tanto em nome da pessoa física quanto das empresas dele.

Dos R$ 19,3 milhões transacionados por Lulinha nessa conta bancária de 2022 a 2025, a metade (R$ 9,66 milhões) corresponde a créditos. O restante foram pagamentos para outras contas.

O auge das transações se deu no segundo ano do governo do pai, em 2024, com R$ 7,2 milhões movimentados. Em 2025, o montante caiu para R$ 3,3 milhões. Em 2026, até o dia 30 de janeiro, foram R$ 205.455,96.

INVESTIMENTOS – As características da movimentação indicam tratar-se de uma conta de investimentos — a maioria dos pagamentos vem das empresas de Lulinha, de rendimentos de aplicações e de transferências de outras pessoas.

As maiores fontes de pagamentos para Lulinha no período da quebra de sigilo são as próprias empresas dele: a LLF Tech Participações (R$ 2,37 milhões) e a G4 Entretenimento e Tecnologia (R$ 772 mil). Do restante, a maior parte veio de rendimentos de aplicações do próprio Lulinha.

Lulinha é investigado pela suspeita de ser sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O Careca é um dos principais alvos da chamada Farra do INSS, o escândalo de descontos ilegais de aposentadorias revelado pelo Metrópoles.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A reportagem diz que a defesa de Lulinha garante que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo. Ele no momento mora na Espanha, e a investigação está apenas começando. Quando abrirem as outras contas bancárias dele, vai ser um festival, que deve influir negativamente na campanha de Lula. Comprem pipocas. (C.N.)

Moraes não pode continuar mentindo sobre sua atuação a favor de Vorcaro

No dia em que foi preso, Vorcaro perguntou a Alexandre de Moraes: "Fiz uma  correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou  bloquear?” O ministro respondeu os apelos deMíriam Leitão
O Globo

A negativa do ministro Alexandre de Moraes de que tenha trocado mensagens com Daniel Vorcaro não é crível. Estão nas publicações feitas pelo blog de Malu Gaspar e pelo jornal O Globo os prints do diálogo entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Só ter havido um diálogo, qualquer um, já seria grave, pelo fato de existir um contrato de prestação de serviços de advocacia entre o banqueiro e o escritório da mulher e dos filhos do ministro.

Esse contrato nem deveria ter existido, mas em existindo, o ministro deveria ficar longe dos clientes do escritório da sua família.

UM PROPÓSITO – O diálogo ser através de um método para evitar a recuperação da conversa, ou seja, por prints de visualização única, é ainda mais sério. E a parte recuperada no bloco de notas de Vorcaro indicam que toda a conversa tinha um propósito.

Por isso, o melhor que o ministro Alexandre de Moraes tem a fazer é dar uma explicação direta sobre o que foi aquele diálogo, por que escolheu o caminho da visualização única.

A negativa não se sustenta porque o número do ministro foi checado pelo Globo. O país tem o direito de saber o que foi aquela conversa.

EMENDA FATAL – No caso do senador Ciro Nogueira (PP-PI) há um fato concreto. Ele apresentou um projeto dos sonhos de Daniel Vorcaro, capaz de aumentar muito a capacidade de captar liquidez no mercado, ao estender para o nível absurdo de R$ 1 milhão a cobertura do FGC.

Seria, se tivesse sido aprovada, uma tábua de salvação para Daniel Vorcaro que afundava na época em uma grave crise de liquidez, ou seja, não conseguia mais vender CDBs.

O senador tem dito que não era amigo de Vorcaro. Esse fato é irrelevante. O que precisa de explicação, como disse aqui ontem, é por que apresentou essa proposta.

Quando a corrupção ameaça o próprio sistema financeiro e a política…

Chefes militares reajustam os próprios salários para ganhar quase R$ 75 mil

Quem feriu a disciplina da FAB deve ser punido, diz comandante

Comandante da FAB elevou sua remuneração às alturas

Robson Augusto
Revista Sociedade Militar

Em menos de um ano, os comandantes das Forças Armadas viram sua remuneração total crescer de forma expressiva. Com um novo reajuste aplicado a partir de janeiro de 2026, os valores recebidos no topo da estrutura militar ultrapassam com folga o percentual concedido à base da tropa.

Enquanto soldados e demais militares tiveram 4,5% em abril de 2025 e mais 4,5% em janeiro de 2026, somando 9% sobre o soldo, os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deram um salto remuneratório que acrescentou 69% à remuneração pelo cargo comissionado no Ministério da Defesa, o que fez com que os totais recebidos já ultrapassem mensalmente 70 mil reais.

NO CONTRACHEQUE – A Revista Sociedade Militar teve acesso aos espelhos dos bilhetes de pagamento dos oficiais generais em questão e percebe-se um novo reajuste, agora na ordem de 30% e que já foi creditado a partir de janeiro de 2016. Dessa vez o salário, que em abril de 2025 havia subido para 24.553,28, passou para R$ 31.917,27.

Como remuneração das Forças Armadas, o comandante Tomás Miguel Paiva recebe agora, após o reajuste de 4.5% que alcançou todos os militares, o valor de R$ 40.823,30 e como CCX 011.8, o oficial passou a receber R$ 31.917,27, totalizando o bruto de R$ 72.742,57, em valores de janeiro de 2026.

A mesma situação se aplica aos outros oficiais generais que comandam as Forças Armadas. Marcos Sampaio Olsen, da Marinha, (R$ 73.404,29) e Marcelo Kanitz Damasceno, da Aeronáutica (R$ 74.875,39). Também foi aquinhoado o almirante de esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire (R$ 73.404,9), que comanda o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMFA).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A reportagem foi enviada por José Guilherme Schossland, sempre atento. É vergonhoso ver as Forças Armadas envolvidas com penduricalhos. Os comandantes atribuíram aos próprios salários um aumento de 69% e concederam apenas 9% para o resto da tropa. Sinceramente, não merece o menor respeito por esse tipo de chefe militar. Só merecem nosso desprezo. (C.N.)

Celular de Vorcaro revela mensagens a Moraes horas antes de prisão em 2025

Dino anulou quebra de sigilo da amiga de Lulinha, mas sua decisão foi inócua

Supremo Tribunal Federal

A Polícia Federal está pouco ligando para a decisão de Dino

Carlos Newton

Ao suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, amiga íntima de Lulinha, o filho fenômeno do presidente, com quem ela costuma viajar no Brasil e no exterior, o ministro Flávio Dino deu uma das maiores mancadas de sua vida, porque anulou apenas a decisão recente da CPMI do INSS, que já não tinha nenhum valor, pois juridicamente era apenas repetitiva, não trazia nenhuma novidade.

Foi uma festa no Planalto, na direção do PT e nas hordas lulistas, mas essa decisão de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal é absolutamente inócua e não terá o menor efeito.

COMEMORAÇÃO – A chamada imprensa amestrada chegou a comemorar, anunciando que Flávio Dino abrira espaço para que a decisão beneficiasse também o empresário fenômeno Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, cujas estrepolias financeiras ameaçam implodir a campanha do pai.

Se Fino aceitar novos recursos, é claro que podem se beneficiar da decisão os outros 86 envolvidos nas irregularidades no INSS e que tiveram seu sigilo quebrado em 26 de fevereiro, em uma mesma votação. Mas isso logo será sanado, basta a CPMI votar separadamente cada quebra de sigilo.

No afã de servir aos interesses do presidente Lula da Silva, que o nomeou para o STF, Dino se apressou em abrir caminho para a blindagem de Lulinha. No entanto, repita-se, sua decisão não tem o valor de uma moeda de dois reais, apenas revela a falta de experiência e o amadorismo do ministro.

APURAÇÃO AVANÇA – Enquanto Dino se perde tentando descobrir a pólvora, a Polícia Federal e a força-tarefa montada pelo ministro André Mendonça avançam na apuração do escândalo.

Como juiz natural da causa, ou seja, o único que pode se manifestar sobre a questão no Supremo, Mendonça já tinha autorizado em janeiro a quebra de sigilo de Lulinha e de Roberta Luchsinger, lobista muito conhecida em Brasília.

Assim, desde fevereiro a Polícia Federal está estudando a situação fiscal e bancária dos dois amigos, já tendo descoberto que o filho fenômeno de Lula, em apenas um de suas contas bancárias, movimentou quase R$ 20 milhões em quatro anos.

AMIGOS ÍNTIMOS – Roberta Luchsinger tem uma relação de amizade íntima com Lulinha. O excelente portal Poder360 mostrou recentemente que eles viajaram juntos ao menos seis vezes em 2024 e 2025. As reservas de ambos haviam sido registradas sob o mesmo código localizador. Foi uma viagem para Portugal e cinco dentro do Brasil.

A lobista é o elo entre Lulinha e o fraudador Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha.

E agora a Polícia Federal está vasculhando as contas de Lulinha, em busca de depósitos mensais de R$ 300 mil, que o Careca do INSS teria feito através de Roberta Luchsinger, conforme depoimento de um empregado do Careca do INSS. No Planalto, como diria o genial jornalista e compositor Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock.

###
P.S. –
Estamos de olho em Flávio Dino, que é um pêndulo, dá uma no cravo e outra na ferradura. É corajoso a ponto de combater os penduricalhos, mas depois revoga decisões de CPI usando expressões tipo “parece que”. Legalmente, isso nada significa. Vamos acompanhar como ele se comporta daqui para a frente, torcendo para que ele seja do bem e não se submeta à troika de Gilmar, Toffoli e Moraes. (C.N.)

Sistema S anuncia megaevento a ser realizado em todos os Estados e no DF

Confira o relatório de Resultados da Semana S - Sistema Fecomércio

Além dos serviços à população, haverá shows artísticos

Vicente Limongi Netto

Uma grande mobilização nacional vai ocorrer nas maiores cidades brasileiras nos dias 15 e 16 de maio, mostrando a força da iniciativa privada na prestação de serviços à população. Assim, depois de favorecer mais de um milhão de pessoas em sua primeira edição no ano passado, a chamada “Semana S” volta em 2026 com programação ampliada que vai transformar as capitais brasileiras em grandes centros de conhecimento e empreendedorismo.

Essa série de eventos organizados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com as federações estaduais, o Sesc e o Senac, oferece cursos, serviços de saúde e grandes feirões de empregos em todo o Brasil, assim como atividades de lazer e shows, inteiramente gratuitos.

¼ DO PIB – O setor do comércio e turismo, responsável por cerca de 1/4 do PIB brasileiro, celebra sua força e capilaridade com essa agenda integrada na “Semana S”.

Para que as ações coordenadas do evento aconteçam da melhor maneira possível, uma estrutura de planejamento e execução alinhada vai conectar os diferentes organizadores desse evento simultâneo em todo o país.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirma que a iniciativa se consolida como vitrine da atuação do Sistema S na transformação do Brasil através do desenvolvimento econômico e social sustentável.

DISSE TADROS – “A Semana S é a materialização do compromisso da iniciativa privada com todos e todas que trabalham por um Brasil melhor. Na primeira edição do evento nacional, arrecadamos 121 toneladas de alimentos tivemos mais de um milhão de participantes e fizemos 251 mil atendimentos a micros e pequenas empresas”, relatou o presidente da CNC.

Em 2026, a programação prevê atendimentos sociais, orientação de carreira, encontros de networking, palestras e atrações culturais nas 26 capitais e no Distrito Federal. A proposta do Sistema S é que a programação seja direcionada para atender a demandas socioeconômicas e culturais de cada região.

Pedir ao Supremo o fim do “Inquérito das Fake News” foi Piada do Ano da OAB

Mensagens de Vorcaro mostram que ele era íntimo de Alexandre de Moraes

Arquivos coluna Brasília-DF - Blog da Denise

Charge do Gomez (Correio Braziliense)

Victoria Azevedo e Patrik Camporez
O Globo

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal (PF), sugerem que o ex-banqueiro se encontraria com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em abril de 2025. Procurado, Moraes não se manifestou.

As informações foram publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles. O GLOBO também teve acesso às trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e a sua então namorada, Martha Graeff, em abril de 2025.

ENCONTRAR MORAES – No dia 19 daquele mês, ele escreveu que estava indo encontrar “alexandre moraes aqui perto de casa”. Em resposta, ela escreve: “Como assim amor/ Ele está em Campos????/ Ou foi pra te ver?”. Vorcaro, por sua vez, diz que “ele tá passando feriado”.

Não é possível saber, pelas mensagens, qual local é “Campos”, citada na mensagem.

Uma empresa da mulher e dos filhos do ministro, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, é dona de dois imóveis em Campos do Jordão, em São Paulo. São apartamentos de cobertura contíguos em um condomínio de um bairro nobre da cidade, que segundo o registro oficial foram comprados por R$ 4 milhões cada um.

SUPERCONTRATO – A colunista do GLOBO Malu Gaspar mostrou em abril de 2025 que o Banco Master contratou para representá-lo judicialmente o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado.

Em dezembro do ano passado, a colunista revelou que o contrato era de R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses a partir do início de 2024.

Na troca de mensagens obtidas pela PF há uma segunda menção a “Alexandre Moraes”, dez dias depois. Em 29 de abril daquele ano, Vorcaro escreve para a namorada afirmando que está em casa e, em seguida, fazem uma chamada de vídeo com duração de dois minutos. Ao final, a namorada pergunta: “Quem era o primeiro cara?”. O ex-banqueiro responde: “Alexandre moraes”.

DE PIJAMA… – O diálogo segue com ela perguntando “Ele gostou da casa amor!?? Tá muito mais astral”. E ele responde: “Sin/ Falou que e bem melhor/E ele adorava apto”.

Ela, por fim, responde: “Falou pra te agradar/ Que vergonha eu tava de pijama”.

Nos arquivos do celular de Vorcaro obtidos pela PF também aparece o número de telefone do ministro do STF, salvo em 26 de dezembro de 2023.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Moraes está recolhido, não responde às acusações. Será que ainda sonha (?) em escapar dessa embrulhada, enriquecido tão ilicitamente? Bem, sonhar ainda não é proibido nem paga imposto. O fato concreto é que a situação do ministro se complica cada vez mais e ele tem 129 milhões de motivos para estar deprimido, como diz o jornalista Mario Sabino. (C.N.)

Moraes, a mulher, Toffoli e Tanure, em mesa paga por Vorcaro em Nova York

Vorcaro pagou jantar para ministros do STF nos EUA - Diário do Poder

Vorcaro foi o grande anfitrião do jantar de gala em NY

Paulo Cappelli e Felipe Salgado
Metrópoles

Uma planilha que integra investigação da Polícia Federal indica que os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, sentaram na mesa denominada “2 Banco Master“, em um jantar de gala promovido durante a Lide Brazil Conference, em Nova York (EUA).

O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.

Os nomes de Moraes, Toffoli e Viviane Barci aparecem na planilha de organização das mesas do jantar. Na mesma mesa estava o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do Banco Master e que, segundo a investigação, teria “exercido influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”.

NA MIRA DA PF – Os três citados estão no centro da crise envolvendo a instituição financeira. Toffoli vendeu sua participação no Resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. Já o escritório de advocacia de Viviane Barci firmou contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master.

Outra mesa patrocinada pelo instituição financeira, identificada como “1 Banco Master”, reuniu o ex-presidente Michel Temer, a esposa Marcela Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o então governador de São Paulo e CEO do Lide, João Doria, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, além do próprio Daniel Vorcaro.

À época do evento, Daniel Vorcaro já havia sido investigado por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e chegou a ser alvo de ordem de prisão em 2019.

OUTRAS MESAS – O jantar também contou com a presença de outras autoridades e empresários que ficaram em mesas sem patrocínio do Banco Master.

Entre eles estavam os ministros do STF Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, os ministros aposentados da Corte Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e o ex-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os convidados de Vorcaro podem alegar que não sabiam que era ele quem pagava as despesas, mas é claro que Vorcaro circula pelas mesas que patrocinava. Aliás, ele tinha 129 milhões de motivos para fazê-lo, como diz o jornalista Mário Sabino. (C.N.)

Moraes e Dino votam para manter Bolsonaro preso e negam domiciliar

1ª Turma decidirá se mantém ou não a decisão de Moraes

Márcio Falcão
Mariana Laboissière
G1

Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta quinta-feira (5) para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso no 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-DF), prédio conhecido como “Papudinha”, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A Primeira Turma do Supremo começou a analisar, no plenário virtual, se mantém ou não a decisão de Moraes que rejeitou um novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente. Esse julgamento se encerra na noite desta quinta. Além de Moraes, votam os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A tendência é que a turma confirme o entendimento de Moraes.

TENTATIVA DE GOLPE – Essa é a primeira vez que o colegiado analisa os pedidos de prisão domiciliar. Antes, só o relator do caso — ministro Alexandre de Moraes — tinha avaliado. Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de estado em 2022.

Os advogados alegaram ao Supremo que, diante do quadro de saúde delicada e com várias doenças graves, Bolsonaro deveria cumprir pena em casa, Relator, Moraes apontou que a perícia médica da Polícia Federal concluiu que, até o momento, não há necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar, mesmo reconhecendo que possui “quadro clínico de alta complexidade”.

O ministro destacou que a prisão domiciliar é um benefício excepcional e que o ex-presidente não cumpre os requisitos, uma vez que foram identificadas tentavas de fuga durante cumprimento da prisão preventiva., quando houve a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Diferentemente do alegado pela defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização.