Temer diz que Meirelles já tem maioria no MDB para viabilizar sua candidatura

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Cálculo realista feito no Palácio do Planalto indica que Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer, está com a candidatura à Presidência da República consolidada pelo MDB. Do total de 629 votos previstos na convenção nacional do partido, marcada para o início de agosto, Meirelles teria 440 votos já consolidados. Até então, havia dúvidas sobre a viabilidade de o MDB lançar um nome próprio.

Ainda há resistências, mesmo com a maioria dos votos do partido, como o MDB de Alagoas, que tem influência direta do senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado.

INDICATIVO – No último fim de semana, em conversa com o próprio presidente Michel Temer, em São Paulo, Meirelles recebeu o indicativo de que já há maioria no partido pela sua candidatura.

O que facilitou a viabilidade do ex-ministro da Fazenda é que ele deixou claro que está disposto a bancar integralmente os gastos de sua campanha. Com isso, vai sobrar dinheiro para candidatos da legenda ao Senado, à Camara dos Deputados e aos governos estaduais.

Agora, o MDB está em busca de um nome para ser o vice na chapa à Presidência da República, de preferência, de outro partido. Há tentativa de aliança com o PRB que, recentemente, desistiu da candidatura do empresário Flávio Rocha, executivo do grupo Guararapes, que controla a rede de lojas Riachuelo, entre outras empresas.

É preciso implantar “tolerância zero” às agressões sofridas por professores

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Charge do Cícero (Arquivo Google)

Antonio Carlos Fallavena

O problema da educação e do ensino começa e termina em casa. Lamento que a imensa maioria da sociedade ache que a solução nasce e cresce na escola. A culpa é sempre do outro ou dos outros. O individualismo fincou raízes na sociedade e agora, para arrancá-las, teremos de lutar muito, e calar nunca. Acreditem, toda mudança terá de ser feita à força – pela lei, pela fiscalização e pela punição. Somente assim poderemos recomeçar o primeiro processo, a educação. O segundo, do ensino ou escolarização, pode ser mais facilmente resolvido, selecionando melhor os professores e oferecendo remuneração à altura.

Na verdade, queremos uma feijoada educacional da década de 60, mas usamos produtos com outra qualidade e acabamento nos dias atuais. Resultado: temos a feijoada, mas sem o gosto experimentado na década de 60.

NOVAS GERAÇÕES – Assim são as crianças. Décadas atrás, eram educadas pelos pais, notadamente pelas mães. Nos últimos tempos, tudo mudou e as mães são as primeiras a largar seus filhos na escolinha. É dessa forma que moldamos as novas gerações.

Sem perder a noção, não confundamos as coisas – a escola não educa. Embora, erroneamente sejam identificadas como “secretarias de educação” na verdade são “secretarias de ensino”.

Assim, enquanto a educação acabou (ou nem começou) em casa, a escola está sem qualidade para ensinar, não tinha e não tem mais capacidade e condições de educar.

MESMOS ERROS – Quem fez nascer as crianças que se responsabilize por educá-las. Como isso não ocorre, agravam-se os problemas do setor, com a degradação profissional dos professores, que hoje são ameaçados e até agredidos por alunos.

Cada vez mais assistiremos tais absurdos. E não escondamos que pelo menos parte da situação vivida hoje pelos professores foi plantada por uma parcela deles, que defendem a ocupação de escolas, participam de passeatas em defesa de corruptos e ladrões e tantas “coisinhas” mais.

Lamento que muitos professores atuais, na sua maioria, continuem repetindo os mesmos erros daqueles que foram seus professores no passado recente.

AGRESSÕES – Acompanho a escola pública nas últimas três décadas. Vivenciei muitos episódios e suas facetas nos temas educação e ensino. As agressões a todos os segmentos envolvidos (o correto seria comprometidos) demonstram não apenas a queda da qualidade no ensino, mas o desmonte das responsabilidades, das referências positivas e dos resultados produzidos.

Com a experiência  de alguém que sempre defendeu a escola pública e a recuperação da qualidade do ensino, através da valorização do magistério e da participação organizada e qualificada dos pais junto aos filhos, posso afirmar: a escola pública faliu e hoje vive das memórias de um tempo que não existe mais.

Quando um(a) professor(a) é agredido(a) e fica por isto mesmo, é preciso concluir que fracassamos como sociedade, como pais e como pessoas. Como poderemos ter uma escola de qualidade se aqueles que detêm formação e capacidade para escolarizar não conseguem sequer ser respeitados por seus alunos. Para ser respeitado, é preciso se dar ao respeito.

Delator cita repasses para empresa dos filhos de José Yunes, o amigo de Temer

 Adir Assad descontava o seu percentual nas propinas

Fabio Serapião
Estadão

O operador financeiro Adir Assad afirmou em acordo de delação premiada ter repassado, entre 2010 e 2011, de R$ 1,2 milhão a R$ 1,4 milhão em espécie para a Yuny Incorporadora – empresa que tem como sócios Marcos e Marcelo Mariz de Oliveira Yunes, filhos do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer.

Assad é apontado como o maior “noteiro” a atuar nos desvios apurados na Lava Jato e em pelo menos outras duas operações: a Monte Carlo e a Saqueador. Segundo o Ministério Público Federal, as empresas de fachada do operador firmavam contratos fictícios com grandes empresas. O valor dessas notas, descontado o porcentual cobrado por Assad, era transformado em dinheiro em espécie e devolvido à empresa ou a operadores de propina indicados por ela.

PREVENTIVA – O operador financeiro teve a prisão preventiva decretada quatro vezes desde 2015. Ele foi solto por duas vezes, mas novamente levado à prisão por decisão do juiz Sérgio Moro, em agosto de 2016. Assad foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

José Yunes, por sua vez, deixou o governo Temer após ter sido citado na delação de Cláudio Mello, da Odebrecht. O executivo disse que parte dos R$ 10 milhões solicitados em reunião no Palácio do Jaburu, da qual o ministro Eliseu Padilha e Temer participaram, teria sido entregue no escritório de Yunes, na capital paulista.

 

O advogado também é investigado no inquérito sobre o chamado Decreto dos Portos. A hipótese da Polícia Federal é de que ele seria um dos intermediários para recebimentos ilícitos de Temer. Os dois negam irregularidades.

DINHEIRO VIVO – A delação de Assad, firmada com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio e São Paulo, já foi homologada pela Justiça Federal. Segundo o operador, um funcionário de suas empresas foi responsável por apresentar o representante da Yuny que propôs a assinatura do contrato fraudulento que deu origem aos valores em espécie. Assad não nomeou quem seriam as pessoas que o procuraram nem o destinatário dos valores.

O Estadão revelou em março do ano passado que empresas ligadas à Yuny Incorporadora pagaram ao menos R$ 1,2 milhão para empresas de Assad. As empresas de Marcos e Marcelo Mariz de Oliveira Yunes aparecem em 113 transações com a SM Terraplanagem e em 28 operações com a Legend Engenheiros.

NOTAS FRIAS – A Legend e a SM, segundo o Ministério Público Federal, não possuíam condições para funcionar e eram emissoras de notas frias utilizadas para produzir dinheiro em espécie. Esses valores abasteciam o caixa 2 de empresas interessadas em pagar vantagens indevidas a agentes públicos e a partidos políticos, conforme a Procuradoria.

Do grupo Yuny, repassaram valores às empresas de Assad a Yuny GTIS Leopoldo, Yuny GTIS Abell, Yuny VCEP, Yuny Pirap Empreendimentos, Yuny Vila Romana, Yuny Apollo, Yuny Polaris Participações, Yuny Gemini, Yuny Halley Participações, Yuny Vila Carrão e Yuny GTIS Atillio Innocenti.

Aécio Neves sinaliza a aliados que pretende se candidatar a deputado federal

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Alckmin acha que Aécio devia abandonar a política

Cristiane Jungblut
O Globo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) sinalizou a parlamentares mineiros que vai concorrer a deputado federal nas eleições de outubro. Segundo aliados, o tucano concluiu que não há condições políticas para tentar obter nas urnas um novo mandato ao Senado. Apesar de aparecer em segundo nas pesquisas, o senador teria um índice de rejeição elevado, o que, na avaliação dos tucanos de Minas, inviabilizaria sua candidatura. Aécio é réu em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça no episódio do repasse de R$ 2 milhões de Joesley Batista. Ele também é investigado no Supremo em inquéritos derivados da Operação Lava-Jato.

Oficialmente, a assessoria do tucano afirma que ele ainda não se manifestou sobre seu futuro político. Parlamentares do PSDB de Minas ouvidos em caráter reservado pelo GLOBO, dizem, no entanto, que Aécio, além de pensar na disputa da Câmara, tem refletido inclusive sobre a hipótese de deixar a política e não ser candidato.

PRAZO FATAL – A convenção do PSDB de Minas Gerais será dia 28 de julho. O presidente do diretório mineiro, deputado Domingos Sávio, afirma que os tucanos esperam um pronunciamento formal de Aécio até lá.

— A posição que o senador Aécio tomar será respeitada. Essa dúvida sobre o destino dele (Senado ou Câmara) toma conta de todos nós, mas ele irá responder sobre isso até o dia da convenção — diz Sávio.

Os tucanos mineiros relembram que a candidatura de Aécio ao Senado começou a naufragar na negociação da cúpula do PSDB que tornou o senador Antonio Anastasia o candidato do partido ao governo de Minas Gerais. Ex-governador mineiro sucedendo o próprio Aécio no cargo, Anastasia, que foi vice do tucano, teria incluído como condição para disputar o Palácio da Liberdade o veto do partido à reeleição do ex-companheiro de governo ao Senado.

ALTERNATIVAS – Nas conversas com tucanos de sua confiança, Aécio tem debatido a possibilidade de seguir dois caminhos: a candidatura a deputado e a desistência de disputar as eleições. A segunda opção, segundo os tucanos, agrada a própria família de Aécio, que pressionaria o tucano a deixar a política. Concorrer à cadeira na Câmara é considerado uma saída atrativa para Aécio porque ele manteria, caso eleito, as prerrogativas parlamentares que lhe asseguram tratamento especial nos casos em que é investigado.

O acerto em torno da candidatura de Anastasia contou com o aval do presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, que já confidenciou a aliados não querer “carregar” Aécio numa campanha a presidente. Alckmin é o pré-candidato do PSDB à Presidência e deve ter seu nome oficializado em convenção, no próximo dia 4 de agosto.

ALCKMIN OPINA – Em abril, pouco depois de o STF tornar Aécio réu, Alckmin afirmou afirmou que seria “ideal” para o partido que Aécio não fosse candidato ao Senado. O tucano argumentou que o veto a Aécio seria uma forma de demonstrar que o PSDB lidaria de forma diferente que o PT com as denúncias de irregularidades praticadas por seus filiados.

— Claro que o ideal é que não seja candidato, é evidente — afirmou Alckmin, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Para o PSDB mineiro, a prioridade é eleger Antonio Anastasia governador. Neste contexto, o partido poderá usar a vaga na chapa que seria de Aécio para atrair partidos que possam engrossar a aliança em torno do tucano. O PSD, por exemplo, indicou o deputado Marcos Montes (MG) como potencial vice de Anastasia.

Partido rejeita general Heleno e deixa Bolsonaro com apenas 8 segundos na TV

Rejeição dos partidos a Bolsonaro é impressionante

Gabriel Castro
Veja

O general Augusto Heleno Ribeiro não será o vice de Jair Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. Plano B do deputado após a recusa do senador Magno Malta (PR-ES), Heleno havia aceitado o convite, mas o PRP – partido ao qual o general está filiado – rejeitou a aliança com o PSL.

O PSL pretendia firmar o acordo em uma reunião ocorrida na noite desta terça-feira. Mas, na conversa, os representantes do PRP alegaram que já haviam se comprometido com algumas alianças regionais e que não haveria viabilidade de consultar os diretórios para fechar questão em torno de Bolsonaro.

“O que eles alegaram é que não daria tempo de reunir os estados, que tem estados que já estão fechados com o governador e gente querendo apoiar outro candidado (à Presidência)”, disse Bolsonaro a Veja nesta quarta-feira.

NEGATIVA – Mesmo quando o PSL ofereceu uma aliança apenas no plano nacional, com liberdade nos Estados, a resposta foi negativa. “Todo mundo ficou chateado. Nós achamos que seria bom para o PRP”, afirma Bolsonaro.

Um dos estados em que o PRP já fechou aliança é a Bahia, onde o partido anunciou recentemente seu apoio à reeleição do governador Rui Costa, do PT.

Agora, Bolsonaro tende a escolher alguém do próprio PSL para o posto. A advogada Janaína Paschoal, filiada à sigla, tem sido citada por ele como o nome mais provável depois de Malta e Heleno. Com a recusa de PR e PRP, Bolsonaro pode disputar a eleição com apenas 7 segundos diários de propaganda eleitoral na TV. O deputado ainda guarda esperança de atrair outra sigla para a coligação: “Até 5 de agosto, tudo pode acontecer”, diz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA rejeição da classe política a Bolsonaro é impressionante. Apesar de favorito, não consegue apoio. (C.N.)

Ciro envia cartas a Boeing e Embraer pedindo que a fusão seja suspensa

Não é negócio a ser feito em fim de governo, diz Ciro

Luís Lima
O Globo

Em encontro com empresários e sindicalistas patronais, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, defendeu a dissolução do acordo em que a Boeing comprou 80% da área de aviação comercial da Embraer. Ciro disse que enviou uma carta aos presidentes das duas empresas orientando a não consumarem a fusão até que o próximo presidente tome posse, sob justificativa de que não vê uma possibilidade “saudável” de acordo.

— Esse acordo feito no estertor de um governo e na iminência de 84 dias de uma eleição presidencial é clandestino e absolutamente ameaçador da segurança nacional brasileira. Portanto, ele não deveria ser consumado, e, se for, tem que ser desfeito — declarou Ciro, alegando que o conteúdo da carta será divulgado nesta quarta-feira.

NOVA REFORMA – Ainda no evento, Ciro, que é defensor da revogação da reforma trabalhista, aprovada pelo presidente Michel Temer, moderou o tom. O presidenciável justificou a declaração de revogar pura e simplesmente a reforma, a que já classificou como uma “porcaria”, por sua origem de militante.

— O que farei é trazer a bola de volta para o meio do campo e rediscutir a reforma trabalhista — disse, reforçando que nada será revogado sem que uma nova proposta seja aprovada.

A mudança de tom também é vista como uma tentativa de se aproximar dos partidos do chamado “blocão”. Ao moderar o tom, ele atenderia, inclusive, a uma demanda do DEM, partido que ele também luta para ter o apoio. .

BLOCÃO – Em meio às negociações para o fechamento de alianças na disputa presidencial, Ciro disse que todas as sugestões em discussão com partidos de centro-direita do chamado “blocão” são bem-vindas e nenhuma fere princípios, ou seja, são possíveis de serem conciliadas ao seu plano de governo. O presidenciável falou à tarde em um evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista.

— Não quero ser dono da verdade, não quero ser ditador do Brasil. Quero reunir as melhores ideias para que o país celebre um novo projeto nacional de desenvolvimento — disse, a jornalistas, após o evento.

Para tentar dar celeridade à conquista de apoio de partidos como DEM, PP, PRB, SD e PR — chamado de blocão —, o assessor econômico de Ciro, Mauro Benevides, foi escalado para dialogar com técnicos indicados por algumas das siglas. O objetivo, segundo um dos caciques do blocão, é o de chegar a um consenso sobre as propostas até o fim da semana que vem.

Os caciques do blocão já tiveram duas grandes reuniões em Brasília e em São Paulo desde sábado passado. Questionado sobre quais pontos foram debatidos na ocasião, Ciro limitou-se a dizer que os parlamentares pediram para conversar sobre seu programa de governo, mas que não entraram em detalhes. As negociações continuam nesta semana, com um novo encontro marcado para esta quinta-feira, com a presença do deputado Rodrigo Maia.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA Embraer é um sucesso impressionante. Anunciou ontem o fechamento da venda de  300 aeronaves, por US$ 15 bilhões, em negócios fechados sem a participação da Boeing. A meu ver, Ciro Gomes tem razão em pedir a suspensão da tenebrosa transação, que não é uma fusão, com foi anunciada, e sim uma absorção da Embraer pela Boeing. É preciso examinar a questão com maior transparência, creio eu. (C.N.)   

Comunismo só não deu certo porque o homem é o lobo do homem

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Charge do Helmut Jacek (Arquivo Google)

Francisco Bendl

Li, mas não me lembro onde, que os três maiores avanços que a humanidade teve foram com relação a três notáveis homens pensadores e ativos, ao mesmo tempo: Karl Marx, a respeito das relações capital/trabalho; Sigmund Freud, sobre a Psicanálise; e Charles Darwin, com vistas à evolução, cujo termo grego usado à época queria dizer mudança, adaptação.

Já foi dito na TI inúmeras vezes e até por mim, leigo no assunto, que jamais o comunismo daria certo ou o socialismo, em face do ser humano. A vaidade, a ganância, o egoísmo, a busca pela superioridade sobre as demais pessoas, o exercício do poder, tudo isso impediria que movimentos com vistas à coletividade fossem aceitos, porque o homem seria o seu maior inimigo – o lobo do homem, na visão do filósofo inglês Thomas Hobbes.

CONTRIBUIÇÃO – Teoricamente, Marx e Engels contribuíram e muito para que os trabalhadores tivessem algum direito reconhecido pelos patrões, além de terem criticado o modo como o capitalismo seria cruel para a vida humana, explorador e alimentador de desigualdades sociais.

Dito isso, precisamos lembrar que Cuba se tornou comunista por causa dos americanos. Foi comandada pelo corrupto ditador Fulgêncio Batista, que havia transformado a ilha em cabaré da América, além de esconder o dinheiro da máfia dos Estados Unidos em seus bancos, até que o Movimento 26 de julho, liderado por Fidel Castro, destituiu o criminoso em 1959.

Foi uma das maiores importantes revoltas que o mundo conheceu, de um país se livrar do seu ditador mediante as forças do povo, comandado por um líder verdadeiro e autêntico.

SEM ELEIÇÕES – Fidel teria sido um dos maiores exemplos para o mundo se, após dois, três anos, do término da Revolução, ele tivesse instituído eleições e ter devolvido o poder ao povo.

Tendo optado forçosamente pelo lado soviético, porque os americanos lhe negaram apoio, e precisando de ajuda econômica, Fidel teve de seguir o modo soviético de governar, através da ditadura.

Mais: Emprestou o seu território para que Kruschev instalasse seus foguetes a poucos quilômetros dos Estados Unidos, gerando a famosa Crise dos Mísseis, em 1962, que por um triz quase nos levou à Terceira Guerra Mundial, sem previsibilidade de qual seria o desfecho, mas, certamente, o mundo seria riscado pelas bombas atômicas!

AMO E SENHOR – Fidel adorou o poder, os holofotes, a fama conquistada, e foi permanecendo como amo e senhor do país insular.

Seus dissidentes eram mortos fuzilados no “paredón” ou presos para o resto de suas vidas, e assim controlava o povo e o que acontecia na ilha.

Portanto, há quase sessenta anos, dificilmente Cuba irá alterar a sua Constituição, pois as gerações que lutaram a revolução, que dela fizeram parte, praticamente não existem mais, pois a população de hoje se acostumou a viver com as carências que A ditadura lhe impingiu, a ter direitos cerceados, tanto individuais quanto coletivos.

FALSO HERÓI – Fidel foi o herói que se transformou em um criminoso; um homem brilhante, que se deixou apagar por si mesmo; uma personalidade que deveria ser reconhecida e homenageada mundialmente, porém hoje o mundo o conceitua como um personagem maligno, um verdugo para o seu próprio povo.

Sem liberdade, não pode haver democracia nem justiça social.

Coca e Ambev racham as esquerdas, na guerra das renúncias fiscais

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É preciso agradecer a “generosidade” dos políticos

José Casado
O Globo 

Estava eufórica: “Comemoro nossa grande vitória, vitória do Brasil”. Vanessa Grazziotin, senadora pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) do Amazonas, celebrava a garantia de uma renúncia fiscal de R$ 3,8 bilhões por ano no Orçamento da União para os produtores de refrigerantes instalados na Zona Franca de Manaus. Os principais beneficiários são empresas multinacionais, donas de mais de 80% das vendas no país.

Grazziotin exalava alegria porque conseguira impedir um corte de R$ 1,6 bilhão nas benesses estatais a essas empresas privadas. Michel Temer havia decretado redução nos incentivos, para usar o dinheiro em subsídios ao preço do diesel da Petrobras. A senadora do PCdoB comandou a derrubada da decisão do “governo golpista” no Senado, semana passada.

PETROLEIRAS – “Esses recursos iriam bater, diretamente, no caixa da Ipiranga, da Shell e outras”, disse, abstraindo a Petrobras, que é dona de 80% do mercado de diesel.

Houve desconforto no bloco oposicionista. “O que a gente anda votando aqui?”, protestou o líder do Partido dos Trabalhadores, Lindbergh Farias. “Isso é subsídio. Sabe quanto recurso público entra numa lata de refrigerante? De R$ 0,15 a R$ 0,20. É escandaloso!”

A cena era inusitada: a autodenominada esquerda rachou num embate sobre privilégios do Estado para dois ícones do capitalismo global, Coca-Cola e Ambev, beneficiários de dois terços dos incentivos dados ao setor de refrigerantes.

ZONA FRANCA – O PCdoB defendia o ajutório estatal às multinacionais em Manaus, como “alternativa à devastação da Floresta Amazônica”. A Zona Franca custa R$ 20 bilhões anuais aos cofres públicos.

O PT atravessou a última década apoiando subsídios de R$ 1,5 bilhão por ano às multinacionais de automóveis. Resolveu condenar subsídios às de refrigerantes, perfilando-se ao “golpista” Temer.

Adversário de ambos, e com família dona de concessionárias da Coca-Cola, Tasso Jereissati (PSDB-CE) interveio: “Senador Lindbergh, eu gostaria de saber por que, durante os 12 anos do PT, esse benefício foi concedido?” Ouviu insultos.

MEIO SÉCULO – Sob Lula e Dilma, a Zona Franca de Manaus foi prorrogada por mais meio século, até 2073. Eles aumentaram o bolo de renúncias fiscais ao ritmo de 16% ao ano acima da inflação. Subsídios diretos somaram R$ 723 bilhões entre 2007 e 2016, valor maior que os gastos do sistema público de saúde durante sete anos.

Outros R$ 400 bilhões foram transferidos a grupos privados via empréstimos do BNDES, com aumento da dívida pública.

De cada dez reais em subsídios concedidos, oito são repassados sem transparência. Não há controle de eficiência, e a maior parte sequer tem prazo de validade — em tese, é perene.

LUCROS/ROYALTIES – As dádivas estatais multiplicam lucros das empresas privilegiadas, nacionais ou estrangeiras. Remetidos ao exterior, esses lucros são taxados como royalties nos países-sede dos grupos controladores.

Nesse enredo, o Brasil presenteia impostos, as empresas ganham, e os governos ricos abocanham fatias do lucro verde-amarelo ao tributá-los pesadamente.

No embate sobre quais multinacionais merecem privilégios do Estado, PCdoB e PT reafirmaram a velha política de transferência de renda dos pobres para os mais ricos.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

“Estou pronto para a missão”, diz o general Augusto Heleno, vice de Bolsonaro

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Bolsonaro ganha ou perde votos com um vice militar?

Jussara Soares
O Globo

Cotado para ser anunciado nesta quarta-feira como vice de Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira (PRP) afirma que está pronto para a função. “Estou preparado para cumprir a missão, caso ela aconteça, mas não estou pleiteando isso, nem almejando” — disse o militar.

Nesta terça-feira, em viagem ao interior de São Paulo, Bolsonaro afirmou que nesta quarta-feira anunciará um general para ser seu vice. Mas o general Augusto Heleno disse que ainda não tinha conhecimento de que havia sido confirmado para o cargo. “Eu ainda não fui informado. Isso está para ser decidido, mas sem prazo. Não sei se as coisas se precipitaram” — disse.

NA ACADEMIA – O general Heleno e Bolsonaro se conheceram no final dos anos 70 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no sul fluminense. Na época, Augusto Heleno era tenente, e Bolsonaro, hoje um ex-capitão, era cadete. Os dois se aproximaram graças ao paraquedismo e jamais perderam o contato. No Planalto, o general diz que a patente não influenciará.

— A hierarquia militar não vale no Planalto, nem em nenhum outro lugar fora do quartel — garantiu general Augusto Heleno, que se filiou ao PRP graças ao incentivo de Bolsonaro.

LIDERANÇA – Mesmo na reserva, Heleno ainda é uma liderança no Exército. Ele ficou mais conhecido do público em geral em 2004, após assumir o cargo de comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti. De volta ao Brasil, trabalhou no Alto Comando do Exército, antes de ser nomeado comandante militar da Amazônia, em 2008, no governo Lula. Na época, entrou em choque com o governo petista por causa da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

Em 2014, já na reserva, criticou o ofício enviado pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, à Comissão Nacional da Verdade (CNV) reconhecendo que as Forças Armadas praticaram tortura. Para Heleno, as Forças Armadas não devem admitir e nem pedir desculpas por violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A pergunta continua valendo: com a presença de um general linha-dura na sua chapa, Bolsonaro ganha ou perde votos?  (C.N.)

Sem a Boeing, a Embraer anuncia venda de 300 aeronaves, por US$ 15 bilhões

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O modelo E 195-E2 já é um grande sucesso de vendas

Célia Froufe
Estadão

A Embraer anunciou nesta terça-feira, 17, vendas, opções e cartas de intenção de oito clientes para suas aeronaves. O potencial dos negócios é para 300 aviões – avaliados em US$ 15 bilhões – para serem entregues nos próximos anos, de acordo com a companhia. Os anúncios foram feitos durante a Farnborough Air Show, uma das principais feiras de aviações do mundo, que ocorre na cidade de mesmo nome, a sudoeste de Londres.

A Farnborough Air Show é a primeira feira da qual a Embraer participa após ter anunciado, na primeira semana de julho, a venda de 80% de sua divisão de aviação comercial para a americana Boeing. O acordo, que deverá ser totalmente concluído no fim de 2019, está sujeito a aprovação do governo brasileiro e dos agentes reguladores.

OUTRAS VENDAS – A fabricante brasileira detalhou que a companhia aérea Republic assinou contrato para 100 aeronaves com opção para adquirir mais 100. A Mauritânia Airlines adquiriu dois E-175, avaliados em US$ 93,8 milhões. O modelo é o menor da área de aviação comercial da Embraer, com capacidade para até 90 passageiros.

Já a Azul, como havia informado mais cedo a companhia, assinou uma carta de intenção para 21 aeronaves E195-E2, o maior avião da família mais moderna de jatos da Embraer, com cabine para até 146 viajantes.

A Aérea Watanya Airways, do Kuwait, será o cliente-lançador dessa nova família de aeronaves (E2) no Oriente Médio, com a assinatura para 10 aviões E195-E2 com mais 10 direito de compra do mesmo modelo.

MAIS NEGÓCIOS – Já Hervetic Airways, da Suíça, assinou uma carta de intenção para 12 aeronaves E190-E2 , com capacidade para até 114 pessoas, com direito de compras para mais 12, que podem ser convertidos para E195-E2, um modelo maior. Um cliente não revelado da Espanha adquiriu três unidades de E195-E2, com opção para mais dois. A empresa de leasing NAC comprou três unidades da E190-E2.

Além dessas vendas que foram formalizadas durante a Farnborough Air Show, a United anunciou ontem a compra de 25 aeronaves E175, que foi celebrada oficialmente hoje, totalizando os 300 pedidos potenciais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
E ainda dizem que o acordo com a Boeing vai salvar a Embraer… Na verdade, a Embraer faz um sucesso tão grande que nem precisa da Boeing. O novo avião militar KC-390 está destinado a vender milhares de unidades, podem apostar. Vai deixar para trás o C-130J, Super Hercules, da Lockheed. (C.N.)

Com os salários perdendo para inflação, como pagar os planos de saúde?

Resultado de imagem para planos de saude chargesPedro do Coutto

A pergunta acima sintetiza de forma bastante clara o problema maior das 47 milhões de pessoas que em todo o país possuem planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar está calculando um reajuste este ano de 10% percentual a incidir sobre os contratos individuais, com percentual maior para planos realizados através de empresas. A indagação transporta uma realidade absoluta. O funcionalismo público, especialmente não teve reajuste algum nos dois últimos anos. A inflação em 2016 foi de 4,5%. A inflação oficial divulgada pelo IBGE, em 2017 atingiu 2,9%. Temos aí uma acumulação de 7,4% a partir de 2 anos atrás.

As demais categorias de assalariados, incluindo servidores de empresas estatais, não passaram dos 3%. Portanto, aqueles que possuem contratos de planos de saúde, em sua grande maioria, vão encontrar sérias dificuldades para arcar com o aumento projetado pela ANSS.

SUSPENSÃO – O problema dos planos de saúde não se esgota nessa colocação. A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal FeDeral, atendendo a uma representação da OAB determinou a suspensão da medida estabelecida pela ANSS com base em pretensão dos planos de saúde, a qual determinava que os novos titulares dos planos arcassem com 40% de determinados dispêndios junto às redes hospitalares e consultórios, num sistema da franquia ou compartilhamento.

A ministra Carmen Lúcia revelou que enviará a matéria ao plenário da Corte Suprema no mês de agosto e resolverá em definitivo a questão. 40% é um percentual altíssimo impeditivo de ser repassado aos titulares dos planos. Além do mais, a Corte Suprema vai confrontar essa participação com as cláusulas dos contratos em vigor. Isso porque, digo eu, não se pode alterar contratos nos quais não havia tal solução. Os contratos, como se sabe, não podem ser modificados de forma unilateral.

A reportagem de André de Souza, Luciana Carneiro e Glauce Cavalcanti, edição de ontem de O Globo, ilumina totalmente a controvérsia em questão.

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FOLHA DO INSS É DE 546 BILHÕES E NÃO DE 860 BILHÕES

Reportagem de Carla Araujo e Andrea Jubé, Valor de ontem informou que o presidente Michel Temer assinou decreto determinando o pagamento de metade dp 13º salário no mês de Julho. Os 32 milhões de aposentados e pensionistas vão receber no início de agosto. Mas a matéria revela que o custo dessa antecipação é de 21 bilhões de reais. Logo a folha mensal do Instituto Nacional de Seguro Social é de 42 bilhões de reais, exatamente o dobro do pagamento antecipado.

Mas se a folha do INSS é de 42 bilhões mensais, multiplicando-a por 13 dará um resultado de 546 bilhões e não dos 800 bilhões que reiteradas vezes o Ministério da Fazenda disse que atinge. Agora, observa-se que a versão verdadeira é muito diferente. Se a folha anual é de 546 bilhões como dizer que o desembolso com aposentados e pensionistas atinge uma escala no mínimo 50% maior?

A partir de ontem os números verdadeiros prevalecem na matéria do Valor e também a publicada pelo O Globo.+

Jamais as coligações eleitorais foram tão importantes quanto na sucessão de 2018

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Trata-se de uma sucessão muito peculiar, que mais parece uma eleição “solteira”, como aconteceu em 1989, quando Fernando Collor (PRN) venceu. As alianças eleitorais nunca foram tão importantes na sucessão presidencial, mas o fechamento das coalizões somente será feito na chamada undécima hora, já no início de agosto. E o resultado será uma maluquice total, com os partidos se coligando na eleição presidencial, mas dando liberdade a que se fechem alianças diferentes em cada estado, dependendo das circunstâncias políticas imortalizadas pelo mestre espanhol Ortega y Gasset.   

Jair Bolsonaro não é considerado da classe política. Desde sempre, tinha eleitorado militar cativo, colocou a família no negócio, sempre fez questão de não se misturar, digamos assim. Agora luta desesperadamente por uma coligação que não se concretiza, porque ele não se tornou político. Queria o PR que tem votos e espaço na TV, acabou se aliando ao PRP, sigla do antigo partido integralista de Plínio Salgado, que filiou o general Augusto Heleno, o vice de Bolsonaro. 

TUDO NO AR – Aliás, Bolsonaro não é o único a se frustrar buscando apoio, pois tudo ainda está no ar e nenhuma coligação foi verdadeiramente concretizada. Parece brincadeira, mas tudo depende do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é um falso pré-candidato à Presidência, mas pode ajudar a decidir a eleição.

Nos últimos anos, Rodrigo Maia revelou um talento enorme para operações nos bastidores da política. Sabe-se que não disputará a eleição à Presidência, será reeleito  deputado e continuará a presidir a Câmara, é imbatível no baixo clero.

Maia tem méritos. Conseguiu ressuscitar o DEM, que estava em extinção, e formou um bloco muito forte com o PP e o Solidariedade, atraindo também o PR e o PRB. Articulou a volta do velho Centrão criado na Constituinte pelo deputado Roberto Cardoso Alves (PFL-SP) , e agora ressurge em nova versão, sempre muito influente.

ALCKMIN E CIRO – O apoio do Centrão é disputado ferozmente por Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Se não conseguir fechar a aliança com o grupo de Maia, o tucano Alckmin sabe que estará fora do páreo.

Acontece que ninguém acredita que Alckmin possa vencer esta eleição, que está entre Bolsonaro e Ciro Gomes, porque Marina Silva (Rede) não tem jogo de cintura, sempre esnobou os partidos, pensa que é a Rainha Elizabeth de Xapuri, equanto Bolsonaro é considerado uma espécie de Napoleão de hospício. Lidera as pesquisas, no Centrão há quem o defenda, mas a maioria não acredita nem confia nele. Sua credibilidade junto aos partidos é rarefeita. Tem votos, mas não sabe dialogar politicamente.

SUSPENSE – A expectativa é enorme. A eleição ainda não começou, porque até agora quem está vencendo são os votos brancos, nulos e indecisos, que passam de 50% e formam maioria absoluta. Por isso, nunca antes, na história deste país, as coligações eleitorais foram tão importantes. Mas somente serão decididas na primeira semana de agosto.

A meu ver, o Centrão vai apoiar Ciro Gomes, por saber que Alckmin não tem chances e Bolsonaro é do tipo autocarburante, que pega fogo sozinho.

O maior cabo eleitoral de Ciro é o deputado Rodrigo Maia, que mandou fazer uma pesquisa e o resultado deu o candidato do PDT em viés de alta.

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P.S
. – No meio da confusão, não se pode desprezar a força política de Lula da Silva, que tenta enfraquecer Ciro Gomes. Uma expressiva parte do eleitorado está convencida de que Lula é um larápio, mas julga que os outros políticos são piores do que ele. É por isso que estamos diante de uma eleição verdadeiramente eletrizante. (C.N.)

Bolsonaro ganha ou perde votos com o general Augusto Heleno como seu vice?

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General Augusto Heleno é da linha dura militar

Jussara Soares
O Globo

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, deve oficializar o seu vice nesta quarta-feira. Em visita ao município paulista de Registro, nesta terça-feira, o político prometeu anunciar um militar para compor a sua chapa, de acordo com o deputado federal Major Olímpio, que o acompanha na viagem.

Com o fim das negociações com o PR, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira (PRP) é o nome que deve ser confirmado. O militar é o responsável pelo programa de governo de Bolsonaro na área de segurança pública. A conveção do PSL está marcada para o próximo domingo, dia 22, no Rio de Janeiro.

CONFIRMAÇÃO — O Bolsonaro prometeu que vai anunciar o vice amanhã e disse que será um general. Deve mesmo ser confirmado o general Heleno — disse Major Olímpio, presidente do PSL em São Paulo.

Em entrevista ao Globo hoje, o general disse que está pronto para a função. Mesmo na reserva, Heleno ainda é uma liderança no Exército. Ele ficou mais conhecido do público em geral em 2004, após assumir o cargo de comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti.

De volta ao Brasil, trabalhou no Alto Comando do Exército, antes de ser nomeado comandante militar da Amazônia, em 2008, no governo Lula. Na época, entrou em choque com o governo petista por causa da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

TORTURAS – Em 2014, já na reserva, criticou o ofício enviado pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, à Comissão Nacional da Verdade (CNV) reconhecendo que as Forças Armadas praticaram tortura. Para Heleno, as Forças Armadas não devem admitir e nem pedir desculpas por violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.

Depois da recusa do senador Magno Malta (PR) em ser vice de Bolsonaro, as conversas com o PR foram encerradas diante das exigências do chefe da legenda, Valdemar Costa Neto, que queria que aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, com a coligação com o partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

“PUXADOR” — “Isso está fora de cogitação. Em São Paulo, o (deputado federal) Eduardo Bolsonaro será um grande puxador de votos. Muitas pessoas votarão apenas na legenda por causa do (Jair) Bolsonaro. Não vamos abrir mão de eleger mais deputados do PSL com uma coligação com o PR” — justificou Major Olímpio.

Nesta terça-feira, Bolsonaro visitou muncípios do Vale do Ribeira, onde foi criado em Eldorado Paulista. Pela manhã, o pré-candidato esteve em Miracatu, onde visitou um irmão, e depois em Registro se encontrou com uma irmã e participou de uma reunião comerciantes locais. À noite, o parlamentar se reunirá com produtores de banana na cidade de Sete Barras.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGResta saber se Bolsonaro ganha ou perde votos com Augusto Heleno na chapa. Na minha modesta opinião, ele vai perder votos. (C.N.)

Paulo Maluf já derrotou o câncer, agora falta vencer a cassação de seu mandato

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Recuperação rápida de Paulo Maluf é um “milagre” 

Andréia Sadi
G1 Brasília

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados marcou para o dia 7 de agosto a reunião que deve cassar o mandato do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), afastado do cargo por ordem da Câmara dos Deputados e preso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) ao blog pelo corregedor da Câmara, deputado Evandro Gussi (PV-SP). Ele disse que o seu parecer sobre o tema está pronto e já foi entregue à Mesa Diretora. No entanto, ele não quis comentar o teor de seu parecer.

CASSAÇÃO – Fontes da Câmara afirmaram ao blog, reservadamente, que a tendência da Mesa Diretora é cassar o mandato de Maluf, como determinou o ministro Fachin do STF há mais de seis meses.

Maluf foi preso por determinação do ministro Edson Fachin em dezembro, condenado pelo crime de lavagem de dinheiro durante sua gestão como prefeito de São Paulo. Em abril, o ministro Dias Toffoli concedeu prisão domiciliar ao deputado.

A sentença de Fachin também determinou a perda do mandato de deputado, o que ainda não ocorreu porque os deputados alegam que estavam em dúvida se o caso havia transitado em julgado ou não.

PARECER – O STF já respondeu ao questionamento da Câmara. Com isso, o deputado Evandro Gussi finalizou o seu parecer e disse que Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa, marcou a reunião da Mesa para o dia 7 de agosto, na volta do recesso parlamentar.

Segundo o blog apurou, deputados da base aliada justificam a demora para cumprir a decisão do STF porque se dizem “constrangidos” com a ideia de cassar, pela Mesa Diretora, um colega. Mas afirmam que não descumprirão a decisão do STF.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, já foi comunicado de que os deputados não vão mais “segurar” o mandato de Maluf, que é do partido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Coitado do Maluf… Continua procurado no mundo inteiro pela Interpol, embora possa ser facilmente encontrado em sua mansão. Ao sair da prisão, estava enfermíssimo, com câncer disseminado (metástase) e um número enorme de doenças. De repente, o milagre, com uma recuperação fantástica, a ponto de agora fazer fisioterapia três vezes por semana, numa clínica de Medica Esportiva. A cassacão é mais um capítulo da perseguição que lhe movem, em situação semelhante à de Lula, outro injustiçado.
(C.N.)

 

Neutralidade na sucessão presidencial seria imperdoável, diz presidente do PSB

 (Foto: Anderson Oliveira/PSB Nacional)

Siqueira, presidente do PSB, defende apoio a Ciro

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Pressionado por PT e PSDB a não apoiar Ciro Gomes (PDT) na eleição presidencial, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a neutralidade neste ano seria “imperdoável”, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews. “A neutralidade seria imperdoável. Num momento crucial como este para o país, o partido não pode ser omitir”, afirmou Siqueira.

O presidente do PSB tem negociado o apoio a Ciro Gomes. As conversas se intensificaram nas últimas semanas, mas as legendas ainda enfrentam dificuldade em Pernambuco. Isso porque o governador do estado, Paulo Câmara, quer convencer o PT a não lançar Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, como candidata ao governo de Pernambuco.

SEM CHANCE – Para garantir sua reeleição, Câmara tem de convencer o PSB a se aliar ao PT na corrida presidencial, hipótese hoje praticamente descartada pela cúpula do partido.

A aproximação com o PSB é o objetivo principal de Ciro Gomes, que vê na aliança uma possibilidade de isolar o PT no campo de centro-esquerda.

Diante disso, integrantes do PT têm pressionado o partido a liberar as bancadas estaduais.

PSDB TENTA – O PSDB também quer evitar o apoio do PSB a Ciro Gomes. O pré-candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, e os aliados dele têm conversado com interlocutores do PSB para evitar a aliança.

O apoio dos tucanos a Ciro Gomes é visto como “preocupante” por Alckmin, já que o atual governador de São Paulo, Marcio França, é do PSB e, por enquanto mantém a aliança com o peessedebista.

Ao PT interessa um jeito de inviabilizar a candidatura de Ciro Gomes

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Fotocharge reproduzida do Google

João Domingos
Estadão

O anúncio do governador Paulo Câmara, de Pernambuco, de apoio à candidatura presidencial de Lula, e a pressão pela neutralidade do partido exercida pelo governador de São Paulo, Márcio França, desestabilizaram o PSB. E, pelo menos por enquanto, deram uma esfriada nas negociações dos socialistas com o pré-candidato Ciro Gomes, do PDT. O movimento dos dois governadores levou ainda o presidente do partido, Carlos Siqueira, a adiar a reunião do Diretório Nacional que decidiria com qual candidato o PSB seguirá na eleição presidencial.

O partido, no entanto, não pretende se declarar neutro. “O momento é muito importante, é crucial para o futuro do País. O PSB não pode ficar sem uma posição clara na eleição presidencial”, diz Siqueira. Ele não adianta qual será.

DIRETÓRIO – Como boa parte dos diretórios é a favor da aliança com Ciro Gomes, dirigentes do partido anteveem a retomada das conversações logo que o choque do adiamento da reunião do Diretório passar. Para todos os efeitos, Siqueira marcou a convenção (chamada de congresso) para o dia 5 de agosto. A reunião do Diretório terá de ser feita antes. E o que a for decidido ali, será levado para a convenção.

Nesse período, o PT pretende fazer de tudo para atrair o PSB para seu lado. Não se trata somente da busca de um parceiro que pode ser enquadrado na categoria de partido médio, com uma bancada de 26 deputados, quatro senadores e cinco governadores, três deles eleitos na cabeça de chapa, em 2014, e dois que eram vice e que herdaram o governo com a saída dos titulares: Márcio França, substituto de Geraldo Alckmin, e Daniel Pereira, que assumiu o lugar de Confúcio Moura, em Rondônia.

CONCILIAÇÃO – E por que segurar o PSB do seu lado é tão importante para o PT? Porque atrapalha a vida de Ciro Gomes, que pretendia anunciar os socialistas como seu primeiro aliado de peso. Depois, tentaria negociar com o PCdoB e com os partidos do Centrão. Se conseguir tal feito, Ciro pretende dizer, na campanha, que é um candidato que buscará a conciliação nacional e que a seu lado cabem nomes da centro-esquerda à centro-direita. Em resumo, todo o País estará representado pelas forças que ele pretende unir.

E por que para o PT é fundamental atrapalhar a vida de Ciro? Porque o PT sabe que a candidatura de Lula é inviável, pois o ex-presidente está enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Terá, então, de lançar mão de seu plano B, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Acontece que Haddad é pouco conhecido no Nordeste e dificilmente terá desempenho ao menos parecido com o das eleições passadas. Ciro, ao contrário, é da região. Para se ter uma ideia, não fossem os Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Piauí, que deram 10,15 milhões de votos de frente para Dilma em 2014, a petista teria perdido a eleição para o tucano Aécio Neves, que conseguiu, com a ajuda de Geraldo Alckmin, 6,8 milhões de votos de vantagem só em São Paulo.

EFEITO NORDESTE – Na eleição passada a maior vantagem de Dilma sobre Aécio (2,4 milhões de votos) veio do Ceará, Estado de Ciro Gomes. Pelos cálculos do candidato do PDT, ele poderá tirar cerca de 4,5 milhões de votos sobre os outros candidatos com os quais disputa a eleição.

Então, para todos os efeitos, ao PT nesse instante interessa enfraquecer o máximo possível a candidatura de Ciro Gomes no Nordeste, onde o PSB também é forte. Exatamente por isso a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, correu ao governador Paulo Câmara no meio da semana para prometer a ele apoio dos petistas à sua tentativa de reeleição.

Câmara sabe que Lula é imbatível em Pernambuco. Portanto, anunciar uma dobradinha com o ex-presidente tornou-se fundamental para ele. Por isso mesmo é que Câmara anunciou o apoio a Lula e não ao PT ou ao eventual candidato que vier a ser escolhido para o lugar do ex-presidente, como Haddad.

PF investiga empreiteiras usadas para desviar recurso no governo de Aécio

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A propina para Aécio era de 3%, segundo o delator

Deu no Jornal Nacional

A Polícia Federal investiga a suspeita de que duas empresas tenham sido usadas para desviar recursos da construção da Cidade Administrativa em Belo Horizonte para campanhas do então governador Aécio Neves (PSDB). A sede do governo de Minas Gerais foi construída de 2008 a 2010 durante o governo do tucano. Ela foi orçada em R$ 900 milhões. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmou que a obra passou de R$ 1,8 bilhão.

Em delação premiada, no fim de 2016, o ex-diretor superintendente da construtora Odebrecht em Minas Gerais Sérgio Neves denunciou um suposto esquema de desvio dinheiro.

PROPINA DE 3% – Segundo o delator, o então presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, Oswaldo Borges, determinou que 3% de um contrato com as empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e a OAS iriam para Aécio Neves para futuras campanhas políticas. O contrato era de R$ 360 milhões.

A Polícia Federal investiga a denúncia de que o desvio de dinheiro ocorreu por meio de fraudes, durante a construção da Cidade Administrativa. Oswaldo Borges é apontado como operador de Aécio Neves neste caso. Ele é acusado pelo ex-executivo da Odebrecht de intermediar o esquema antes mesmo da licitação.

“Ele determinou que adicionalmente nós deveríamos contemplar duas empresas locais”, disse Sérgio Neves na delação.

SUBCONTRATADAS – As duas empresas seriam a Cowan e a Alicerce. O delator disse que elas foram subcontratadas, mas para não fazer nada. “Custou R$ 5 milhões no contrato. Fizemos um contrato para a prestação de serviço de R$ 5 milhões fictícios. (…) Fictícios, sem a prestação de serviço com a Cowan e R$ 2,6 milhões com a Alicerce, um contrato de consultoria sem a prestação de serviços”, disse Sérgio Neves.

Representantes das duas empresas prestaram depoimento à Polícia Federal no ano passado. Eles negaram que os contratos tenham sido fictícios e apresentaram documentos e notas fiscais que comprovariam os pagamentos.

Em uma nota fiscal da Cowan de R$ 4,6 milhões, por exemplo, estão relacionados vários equipamentos, como guindastes e caminhão betoneira, que teriam sido locados para o consórcio. Um documento da Alicerce, no valor R$ 608 mil, se refere a prestação de serviços de consultoria.

CONFIRMAÇÃO – Mas o depoimento de outro executivo da Odebrecht, Carlos Berardo Zaeyen, que era o responsável pelos contratos do consórcio, contradiz a Cowan e a Alicerce.

Ele disse à Polícia Federal que não tem conhecimento de prestação de serviços da Alicerce e nem da utilização de equipamentos da Cowan na Cidade Administrativa.

A Polícia Federal investiga a suspeita de que as notas fiscais apresentadas sejam frias. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito agora está na Justiça de Minas Gerais.

PDT se adianta e vai oficializar candidatura de Ciro Gomes nesta sexta-feira

É impressionante: Ciro conseguiu ressuscitar o PDT

Andreza Matais
Estadão

O PDT convocou para esta sexta-feira, dia 20, a convenção nacional do partido que irá oficializar a candidatura de Ciro Gomes ao Palácio do Planalto. O evento ocorrerá na sede nacional do partido, em Brasília. O PDT escolheu o primeiro dia definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o início das convenções partidárias. O prazo para as convenções se encerra em 5 de agosto.

Bem posicionado nas pesquisas, Ciro tem atraído a atenção de um bloco formado por partidos de centro direita, formado por PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade. Há uma grande expectativa na campanha do pedetista de que ele contará com o apoio do bloco ao seu nome. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A expectativa é enorme. Além do Centrão, o
 PSB também pode apoiar Ciro Gomes.  Mas a eleição ainda não começou, porque até agora quem está vencendo são os brancos, nulos e indecisos, que passam de 50% e formam maioria absoluta. Nunca antes, na história deste país, as coligações eleitorais foram tão importantes. Somente serão decididas na primeira semana de agosto. Como diria o grande publicitário e compositor Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock. (C.N.)

Polícia Federal investiga uma conta na Espanha que é atribuída a José Dirceu

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Dirceu continua na mira da equipe da Lava Jato

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A Polícia Federal abriu novo inquérito para investigar o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula). A PF informou ao juiz Sérgio Moro sobre a abertura do inquérito sobre supostas propinas na Espanha em benefício de Dirceu citada pelo ex-vice-presidente da Engevix Gerson Almada.

De acordo com o ofício, por ordem do delegado Christian Robert Wurster, foi instaurado o “inquérito nº 0752/2018-4 – SR/PF/PR para apurar possível ocorrência do delito” de lavagem de dinheiro, “além de todas as demais circunstâncias, porquanto Gérson de Mello Almada, teria pago valores decorrentes da Petrobras a José Dirceu, por intermédio de uma ‘conta corrente’ mantida com a Engevix e Milton Pascowitch”.

LULA E DIRCEU – Em depoimento prestado em julho de 2017, com sigilo levantado em 1º de dezembro, Almada disse saber de uma suposta conta em Madri, administrada pelo lobista Milton Pascowitch, abastecida por propinas de contratos da Petrobras.

Os beneficiários da conta seriam o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). O depoimento do empreiteiro foi anexado à denúncia do Ministério Público Federal sobre propinas de R$ 2,4 milhões das empreiteiras Engevix e UTC para Dirceu (Casa Civil – Governo Lula).

FALSOS CONTRATOS – No mesmo depoimento, Almada confessou que firmou “contratos dissimulados” com a empresa de comunicação Entrelinhas com o fim de pagar propinas a Dirceu.

O empreiteiro afirmou que “o objeto dos contratos, anexados aos autos, nunca foi prestado à Engevix e que, mediante o fornecimento das notas fiscais pela Entrelinhas, a empreiteira pagou de 2011 a 2012, o valor de R$ 900 mil”.

Em dezembro, a Lava Jato pediu ao juiz federal Sérgio Moro que a Polícia Federal investigue as novas revelações do empreiteiro. Em fevereiro, o juiz federal Sérgio Moro abriu nova ação penal contra o ex-ministro por supostas propinas de R$ 2,4 milhões das empreiteiras Engevix e UTC. Foi nos autos desta ação que Almada citou a conta na Espanha.

Advogados eleitorais de Lula também se desentendem e preocupam o PT

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Eugênio Aragão abre guerra contra o consultor do PT

Daniela Lima
Folha/Painel

Não bastasse a peleja pública travada pelos advogados na esfera criminal, Lula terá que manejar nova disputa, agora entre defensores que atuam na causa eleitoral. Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça escalado para representar o petista no TSE, tem batido de frente com Luiz Fernando Pereira, o consultor do PT que sustenta que, mesmo condenado em segunda instância, o ex-presidente poderia disputar a eleição. A sigla teme que, preso, Lula vá para a batalha jurídica com o time em pé de guerra.

Lula já é alvo de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral impetrada na semana passada pelo MBL. Quando Aragão, advogado constituído na corte, foi entregar a defesa, descobriu que Pereira já havia encaminhado uma peça ao tribunal.

ATROPELADO – O ex-ministro da Justiça se sentiu atropelado. A confusão chegou à cúpula do partido. Pereira foi levado ao PT por Gleisi Hoffmann, presidente da legenda, que agora está fora do país.

O partido está em agonia com as desavenças entre os advogados, já célebres pela troca de farpas entre Sepúlveda Pertence e Cristiano Zanin. O PT começa a achar que a briga de egos dos defensores deixará Lula como a maior vítima.

Gleisi diz que tem pregado a potenciais aliados a tese de que se Lula for impedido de chegar às urnas, a eleição pode ser deslegitimada. Mas nega os relatos de que teria pregado boicote à disputa caso ele não seja candidato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O consultor do PT é jovem e voluntarioso. Sua tese de que Lula pode ser candidato sub judice está furada, porque se baseia em situações anteriores à Lei da Ficha Limpa. O ex-ministro Aragão sabe que a defes tem de buscar outro caminho, mas agora é tarde, a contestação já foi feita pelo consultor. (C.N.)