Menos candidatos, mais eleitos: militares e policiais ampliam presença na política

Reeleição de nomes mostra força do segmento

Fabio Victor
Marina Pinhoni
Folha

Apesar de o número de candidatos que se declararam egressos das Forças Armadas e das forças de segurança, como as polícias Militar e Civil, ter diminuído nesta eleição em relação à de 2022 (em termos absolutos e em proporção ao total de concorrentes), a quantidade de eleitos nesse segmento aumentou.

Segundo levantamento da Folha com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 99 candidatos militares ou policiais tiveram êxito nas urnas (8% dos que concorriam nesse universo), ante 94 em 2022 (4,9% do total).

MILITARIZAÇÃO – O número de eleitos agora é menor do que o de 2018, quando a onda bolsonarista provocou uma forte militarização de candidaturas: naquele ano, 118 militares e policiais conseguiram se eleger. Mas a proporção em relação ao total de candidatos do segmento foi a mesma da atual eleição, 8%, recorde das eleições recentes, o que indica que a militarização da política segue em alta.

Neste ano, na primeira eleição depois da condenação de integrantes das Forças Armadas e de forças de segurança por tentativa de golpe, 1.233 candidatos declararam à Justiça Eleitoral serem oriundos dessas corporações ou optaram por usar na urna alguma patente ou referência a essas instituições (5,9% do total de candidatos).

O número de candidatos diminuiu 36,4% em relação à disputa de 2022, quando concorreram 1.924 candidatos nesse estrato, ou 6,6% do total. A campanha de quatro anos atrás foi o ápice de uma enxurrada de candidaturas de militares e policiais, tendência iniciada em 2018, com a vitória do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro e a consolidação do bolsonarismo no país.

CRITÉRIOS – São os próprios candidatos que declaram sua ocupação. Para chegar ao resultado do levantamento foram considerados dois critérios: quem declarou as profissões de policial (civil e militar), bombeiro militar, militar reformado e integrante das Forças Armadas. Pelo nome de urna foram filtradas todas as patentes e ocupações relacionadas a esse universo.

O número de candidatos militares e policiais pode ser maior do que o registrado pelo levantamento porque alguns optam por não usar a patente no nome de urna nem declaram ocupação militar, como foi o caso dos dois governadores eleitos egressos do Exército, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, e Luciano Zucco (PL), vitorioso no Rio Grande do Sul. É a mesma situação de Guilherme Derrite, capitão da reserva da PM-SP.

OCUPAÇÃO – À Justiça Eleitoral, Tarcísio informou ser governador, e Zucco e Derrite, deputados. Tarcísio entrou para a política em 2018, ao ser nomeado ministro da Infraestrutura por Jair Bolsonaro. Tinha largado a farda para ingressar no serviço público dez anos antes, em 2008. Quando concorreu pela primeira vez ao governo, em 2022, não usou a patente.

O caso de Zucco e de Derrite é diferente: nas duas primeiras eleições que disputaram, em 2018 e 2022, ambos lançaram mão de suas patentes (o primeiro como “Tenente-coronel Zucco”, o segundo como “Capitão Derrite”).

CAMPEÃO DE VOTOS – Entre os que usaram a patente ou identificação policial no nome de urna ou declararam essas ocupações ao TSE, o campeão de votos nesta eleição foi o capitão da reserva do Exército Renan Contar, que se apresenta nas campanhas como Capitão Contar (PL), eleito senador em Mato Grosso do Sul com 856 mil votos.

Em segundo aparece o delegado da Polícia Civil Lenildo Sertão, o Delegado Caveira (PL), deputado federal mais votado do Pará, com 414,9 mil votos. E em terceiro outro delegado da Polícia Civil, Alessandro Vieira (MDB), ou Delegado Vieira nas urnas, reeleito senador em Sergipe com 399,7 mil votos.

PAZUELLO – Dos candidatos egressos das Forças Armadas, General Pazuello (PL-RJ), ministro da Saúde no governo Bolsonaro, se reelegeu deputado federal, com 146,1 mil votos; Major Vitor Hugo (PL-GO), líder do governo Bolsonaro na Câmara em 2019 e que estava como vereador em Goiânia, voltará à Casa –recebeu 104,4 mil votos.

No recorte dos policiais militares –os mais numerosos tanto entre os candidatos quanto entre os eleitos–, os mais votados foram Israel Nantes Santos, o Sargento Nantes (PP-SP), sétimo para deputado federal em SP, com 333,4 mil votos, e Gilberto Gomes da Silva, o Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deputado federal mais votado na Paraíba, com 267,1 mil votos.

MILITARES E POLICIAIS – O PL foi o partido que mais elegeu militares ou policiais, 51 entre 195 candidatos (26,2%). Em segundo está o PP: 11 dos 47 postulantes tiveram êxito (23,4%). O Republicanos se destacou negativamente no segmento: dos 121 candidatos militares ou policiais do partido, apenas 8 se elegeram (6,6%).

Dos 29 condenados pelo STF no processo principal da trama golpista, 21 são militares das Forças Armadas (dois deles tiveram as penas substituídas por multas), e a maioria dos restantes era oriunda das polícias Federal, Civil e Rodoviária Federal –isso sem contar os cinco coronéis da cúpula da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) condenados e presos por omissão nos ataques de 8 de Janeiro.

Flávio Bolsonaro é uma das piores coisas que pode acontecer à política brasileira

Pode ser uma imagem de texto

Flávio alega quw

Vicente Limongi Netto

O moleque Flavinho Rachadinha,  também manjado nas rodas dos milicianos, descarado e cínico, reclama da baixaria contra ele na propaganda de Lula. Como se o amigão de Vorcaro fosse decente e correto homem público.  Mente nas propagandas dele, não tem moral nem autoridade para reclamar das acusações de Lula.
Todas elas factuais, conhecidas do público e, do eleitor consciente que mandará o filho de Jair presidiário para o inferno, depois do próximo dia 25.  Flavinho é uma das piores figuras surgidas na vida pública brasileira em todos os tempos.
SELVAGERIA – A propósito da selvageria que tomou conta da campanha presidencial, as ameaças de morte ao ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Flávio Dino, e a servidores do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), indicam as infames e covardes armas da intolerância bolsonarista.
Fantasiados de santinhos, os integrantes da escória de Flávio Bolsonaro deixam pistas claras de como agirão caso vençam as eleições. O Brasil corre o risco de afundar no retrocesso social e econômico e virar colônia dos Estados Unidos.

Do sobrenome ao movimento: o que as urnas revelam sobre o bolsonarismo

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PF aponta atuação direta de Ibaneis na tentativa de compra do Master pelo BRB

Deputada do PL critica políticas sociais, mas mãe recebe benefício assistencial

Deputada eleita do PL tem mãe beneficiária do BPC

Lauro Jardim
O Globo

Crítica de políticas sociais, especialmente voltadas a mulheres e minorias, a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) tem a própria mãe como beneficiária de um programa assistencial do INSS.

A artesã Débora Campopiano recebe ao menos desde 2019 o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais.

CRITÉRIO – Aos 59 anos, Débora não se enquadra no critério etário e, portanto, só poderia receber o benefício na modalidade destinada a pessoas com deficiência. Somado a isso, ela mantém um perfil no Instagram com mais de 28 mil seguidores, no qual divulga cursos de confecção de bonecas artesanais e de pano. Em uma publicação de 2025, convidou seguidores a adquirir um workshop, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes sem juros.

Em outra publicação, de agosto de 2023, a própria Eduarda aparece no perfil da mãe convidando alunas para um curso inicialmente gratuito, que daria acesso posterior a outras ofertas de aprendizado. Outro post, também de 2023, anuncia um dos cursos por R$ 67 à vista ou em 12 parcelas de R$ 6,82.

Procurada, a assessoria de Eduarda não informou se a deputada mora com a mãe. A informação é relevante porque a renda familiar é um dos critérios para a concessão do BPC. O benefício exige, em regra, renda mensal por pessoa da família de até um quarto do salário mínimo (hoje, cerca de R$ 405), além de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).

ELEGIBILIDADE – Caso Eduarda integre o grupo familiar considerado para o cálculo, seus rendimentos podem afetar a elegibilidade da mãe. Isso porque dados da Câmara Municipal de Praia Grande indicam que Eduarda já trabalhava como comentarista da Jovem Pan ao menos desde 2022. Em 2025, com 21 anos, ao assumir o mandato de vereadora, passou a receber salário superior a R$ 10 mil.

A renda obtida com a venda de cursos também pode ser relevante para a análise dos requisitos do benefício. A assessoria não esclareceu se Débora aufere rendimentos com essa atividade nem se eventuais ganhos pessoais e familiares foram informados ao INSS.

A eleição em que as redes viraram cabo eleitoral

Entenda a filosofia de vida que levou Martinho da Vila a fazer sucesso

Martinho da Vila marcará presença em uma conferência na UFS

Martinho explora a cadência do samba

Paulo Peres
Poemas & Canções

O escritor, cantor e compositor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila (Isabel), nascido em Duas Barras (RJ), expressou musicalmente sua “Filosofia de Vida”. Esse samba foi gravado por Martinho da Vila no CD “Filosofia de Vida, O Pequeno Burguês”, em 2010, pela MZA.

FILOSOFIA DE VIDA
Martinho da Vila

Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia

Pra que reclamar de algo que não mereço
A minha razão é a fé que me guia
Nenhuma inveja me causa tropeço
Creio em Deus e na Virgem Maria
Encaro sem medo os problemas da vida
Não fico sentado de pernas pro ar
Não há contratempo sem uma saída
Pra quem leva a vida devagar

Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia

Que o supérfluo
Nunca nos falte
Básico para
Quem tem carestia
Não quero mais do que eu necessito
Pra transmitir minha alegria

Derrotada nas urnas, mulher de Ramagem pede para voltar ao cargo em teletrabalho nos EUA

Amorim acusa Trump de tentar cercar Brasil com pretexto de combater crime organizado

Campanha de Lula acusa Meta de interferir na eleição em benefício de Flávio Bolsonaro

Combustíveis e jornada de trabalho: a aposta de Lula para virar a eleição

Perder a eleição não significa ficar fora do poder: o papel dos partidos no pós-urnas

Lula e Bolsonaro tornaram-se dois totens seguidos por bandos “neolíticos furiosos”

Iotti: protestos pró e contra Lula | Pioneiro

Charge do Iotti (Gaúcha Zero Hora)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Lula e Bolsonaro tornaram-se dois totens
que são seguidos por “neolíticos furiosos”

Há muito tempo opto por pensar os assuntos humanos a partir de uma visão de longa duração — conceito do historiador Fernand Braudel. Nessa abordagem metodológica, os eventos pontuais são vistos numa linha do tempo bem mais ampla do que décadas ou séculos. É deste ponto de vista que vejo a miséria da corrupção sistêmica do Estado brasileiro, incluindo aí o finado Supremo Tribunal Federal.

Devo dizer que, quando me refiro à corrupção sistêmica miserável do Estado brasileiro, incluindo aí o finado STF, refiro-me tanto à corrupção de caráter mediada pelo dinheiro quanto à corrupção de caráter das instituições mediada por adesão ideológica ou partidária.

Neste segundo caso, o drama se torna ainda mais agudo quando atinge o STF e o Judiciário em geral, o Ministério Público — neste tópico específico, ver a decisão do MPF de não investigar Paulo Gonet da PGR —, e os agentes do pensamento público nos veículos profissionais de mídia, torcendo abertamente para um dos candidatos à Presidência da República.

TRÊS CATEGORIAS – Sobre este último caso, acho a tipologia do filósofo americano Jason Brennan bastante didática, posta em seu provocativo “Against Democracy”. Os eleitores estariam divididos em três categorias: os “hobbits”, os “hooligans” e os “vulcanos” — como o Spock do seriado “Jornada nas Estrelas”.

Os primeiros, o povo em geral, correndo de um lado para o outro, pagando boletos e com escassos recursos de economia da atenção para gastar com política. Os segundos, disputando alucinadamente os primeiros, a maioria esmagadora da população, a fim de levá-los a votar nos seus candidatos — os “hooligans” são os militantes enfurecidos e polarizados.

E, finalmente, os terceiros, munidos de um repertório muito maior sobre política e suas contradições constantes, céticos em consequência desta mesma experiência com a nulidade das esperanças políticas.

FALSOS VULCANO – Pois bem, suspeito fortemente que os agentes do pensamento público deveriam ser todos “vulcanos”, mas, infelizmente, a esmagadora maioria é constituída por “hooligans” disfarçados.

Proponho um breve diálogo com o filósofo americano Francis Fukuyama. No seu “Origens of Political Order – From Prehuman Times to French Revolution”, o autor afirma que a tendência do comportamento político, tanto dos líderes quanto da população em geral, é seguir a “política de parentesco”, provavelmente datada da era pré-histórica, dentro da história ancestral dos grupos sociais.

Política de parentesco é um caso de política dos homens, em oposição à política das leis. Segundo Fukuyama, esta última é muito mais difícil de ser realizada, uma vez que “a natureza humana” —não vou discutir esse vespeiro aqui, mas ele usa essa ideia, inclusive, no seu recém-lançado “In The Realm of The Last Man, a Memoir”— tende à primeira disposição.

CORRUPÇÃO DE CARÁTER – A política de parentesco pode ser tanto relações de sangue —laços familiares ou de clã—, quanto relações totêmicas ou simbólicas. Suspeito que o caso de corrupção de caráter das instituições, ou mesmo, apenas, dos homens, mediada por adesão ideológica apaixonada, como na polarização, se encaixe perfeitamente neste tópico.

A política das leis, a mesma do idealizado Estado moderno laico, não pegou porque vai contra a tendência ancestral dos homens e mulheres. Família, clã, totem, simbólico partilhado, deuses, bandos, bolhas, gangues, enfim, tudo que tem a seu favor a inércia de uma espécie pré-histórica que posa com ares de moderna.

A política das leis luta, a cada minuto, contra essa inércia, e perde na maioria dos grupos sociais e dos países, inclusive no Brasil. Perde, muitas vezes, mesmo, nas grandes instituições da República, por meio da corrupção de caráter, mediada pela fidelidade ao bando, conhecida entre nós por “blindagem corporativa”, nos casos recentes do STF e do Ministério Público.

DOIS TOTENS – Lula é um totem, e Bolsonaro, outro. Ambos são totens, seguidos cegamente pelo bando de neolíticos que compõem o cenário político-ideológico nacional.

A própria ideia de busca de objetividade não pegou na espécie, assim como a leitura como prazer e não só por necessidade funcional. A tentativa de impor uma relação com o mundo e com a política, mediada pela razão e sua busca pela objetividade, foi um surto breve de homens europeus obsessivos, derrotada pela história posterior aos séculos 16, 17 e 18, até hoje.

Com o fracasso desse projeto aqui, ruíram os mecanismos de “democratic accountability” do sistema político. Não há como cobrar nenhuma responsabilização do Estado, do STF ou do Ministério Público no Brasil. Perdeu-se a compostura, a vergonha e o futuro.

No desespero, PT alega que Flávio reduzirá aposentadoria, gastos de saúde e educação

Datafolha mostra pequena melhora na avaliação do governo Lula | Sobral em Revista

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Carlos Newton 

Uma coisa é certa nesta eleição – nas redações e nas redes sociais não faltam jornalistas militantes do PT que estão dedicados a semear notícias manipuladas e causar pânico em relação à possibilidade de vitória do candidato Flávio Bolsonaro. Uma das principais orientações da cúpula petista é anunciar que o candidato adversário, Flávio Bolsonaro, vai reduzir o valor de pensões e aposentadoria, além de diminuir as verbas para educação pública e atendimento no SUS.

Como dizia Ataulfo Alves em seu clássico samba-canção “Pois É”, pode-se dizer, sem medo de errar, que “a maldade dessa gente é uma arte”. Os jornalistas militantes anunciam essas fake news como se já fossem decisões oficiais que já tivessem aprovação, mas tudo é uma tremenda conversa fiada, com informações “à la carte”, ou seja, ao gosto do freguês.

NÃO HÁ PLANOS – A verdade é que tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula da Silva, nenhum dos dois tem o menor esboço de programa administrativo, no momento as equipes só pensam em ganhar a eleição, e ninguém foi convidado para ocupar o Ministério da Fazenda pelo PT ou pelo PL.

Mas as informações distribuídas pelo PT aos jornalistas amestrados têm impressionante precisão. Dizem que o corte nos gastos sociais irá atingir 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões. E vão além, num delírio irrefreável, dizendo que a proposta em estudo elimina a vinculação obrigatória de gastos com saúde (15% da Receita Corrente Líquida) e educação (18% da Receita Líquida de Impostos), passando a corrigi-los apenas pela inflação.

Bem, é nesse momento que a matéria amestrada perde sustentação. A vinculação obrigatória de gastos com saúde e educação foram aprovadas em leis e não podem ser modificadas aleatoriamente pelo presidente da República, seja ele Flávio Bolsonaro ou Lula da Silva.

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P.S. 1
– O mais surrealista é a matéria dizer que o suposto  “plano” de Flávio Bolsonaro será aprovado entre a eleição e a posse, em 1º de janeiro. É uma tremenda Piada do Ano, e a Folha embarcou nessa canoa furada, enquanto o TSE mandava tirar da TV a fake news.

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P.S. 1
– Por mera coincidência, na sexta-feira o novo porta-voz da campanha à reeleição do presidente Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), declarou que o “tesouraço” no Orçamento proposto pelo candidato Flávio Bolsonaro será similar ao feito na Argentina pelo presidente Javier Milei. Em suma, Lula e o PT pensam (?) que podem ganhar a eleição divulgando fake news.
(C.N.)

Lula ou Flávio: quem assumir o novo governo terá de destravar a infraestrutura

Eleição do Senado frustra expectativas de Moraes sobre impeachment de ministros

Moraes esperava Senado menos hostil ao STF

Bela Megale
O Globo

Em conversas com interlocutores do mundo jurídico, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se mostrou surpreso com a eleição do Senado e afirmou que houve uma “reversão” do cenário imaginado.

O magistrado dividiu com pessoas próximas a leitura que recebeu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que senadores de centro seriam eleitos e que não haveria uma maioria contrária ao STF na Casa.

REELEIÇÃO DE ALCOLUMBRE – Também avaliava que Alcolumbre, seu aliado e amigo, conseguiria se reeleger como presidente do Senado, o que seria uma importante barreira de contenção para pedidos de impeachment, já que o presidente do Senado precisa pautar o tema.

Como informou a coluna, as expectativas de Moraes foram frustradas e mais de 50 senadores que defendem o impeachment de ministros da corte ocuparão as cadeiras do Senado a partir de 2027.

Nas conversas que têm tido com ministros do STF, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN) sinaliza que há disposição de dialogar com a corte, mas que não abrirão mão do impeachment de Alexandre de Moraes.

Fã-clubes de astros pop se mobilizam por Lula e miram o eleitor jovem