Haddad mira o agro para vice e tenta romper resistência do interior paulista

Disputa por vaga no TCU divide Centrão e reacende debate sobre emendas

Sem alternativa, agora Lula tem de apostar na polarização para se fortalecer

Planalto avisa que, após 4 meses, Lula envia ao Senado a indicação de Messias

Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025 — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Messias tem currículo fraco, mas tem muta força no PT

Victoria Azevedo
O Globo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional o nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Palácio do Planalto. A oficialização ocorre quatro meses depois de o presidente anunciar o nome do ministro.

Lula anunciou a seus auxiliares que enviaria o nome do chefe da AGU durante reunião ministerial nesta terça-feira. De acordo com relatos de dois participantes, o presidente desejou êxito a Messias e cobrou empenho do ministro nessa nova etapa junto aos senadores.

APROVAÇÃO – O chefe do Executivo também pediu que os ministros trabalhem junto a seus aliados no Senado para garantir a aprovação do nome de Messias.

O petista anunciou o nome de Messias para a vaga na Corte aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso em 20 de novembro, contrariando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e a cúpula da Casa, que apostavam no nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

De lá para cá, houve um distanciamento de Alcolumbre com o Palácio do Planalto, embora o senador tivesse sido um dos principais pontos de governabilidade do Executivo no Congresso neste Lula 3.

ALARME FALSO – O presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em 10 de dezembro, prazo considerado apertado para governistas.

Diante dessa resistência e de um cenário desfavorável para o chefe da AGU, o Planalto segurou o envio da mensagem presidencial formal como estratégia para ganhar tempo. Agora, com o envio da mensagem, é esperado que o rito regimental seja destravado.

Ainda não há clareza, no entanto, de quando essa sabatina será marcada. Alcolumbre já havia indicado a integrantes do governo que deixaria esse processo para acontecer somente após as eleições, em outubro.

ESVAZIAMENTO – Um aliado do presidente do Senado, no entanto, diz que há um movimento para tentar convencer o parlamentar do contrário, já que o Congresso deverá ficar esvaziado a partir de junho por causa do processo eleitoral.

Na semana passada, Lula recebeu no Palácio do Planalto um grupo de parlamentares e ministros do MDB para conversar sobre o cenário político.

De acordo com relatos de um participante, houve um apelo ao presidente para que houvesse um movimento de distensionamento com Alcolumbre para viabilizar a a sabatina de Messias, diante da preocupação de o STF ficar com um ministro a menos em meio ao avanço das investigações do caso Banco Master. Alcolumbre foi informado do encontro.

RETOMAR DIÁLOGO – De acordo com aliados de Messias, a expectativa é que, com o envio da documentação ao Senado, o ministro retome o contato com senadores, algo que foi interrompido no fim do ano passado com o recesso parlamentar.

Pelos cálculos de seus apoiadores, ele já conversou com 75 dos 81 senadores desde que seu nome foi anunciado pelo petista. Parlamentares da base dizem acreditar que, apesar de resistências pontuais, o nome de Messias é viável e deve avançar no Senado, desde que o governo atue para garantir um ambiente político favorável à sabatina e à votação em plenário. A leitura predominante é que Lula busca evitar novos ruídos e assegurar uma aprovação sem sobressaltos.

Aliados de Alcolumbre, no entanto, dizem que ainda não há garantias. Eles afirmam que há uma insatisfação da cúpula da Casa com a atuação da Polícia Federal e dizem enxergar influência do Planalto e de Lula no avanço de investigações que miram parlamentares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Messias não é nenhuma Brastemp, sem notório saber e sem reputação ilibada, pois é um militante petista, desde sempre ligado ao partido. Mesmo assim, é provável que seja aprovado, se o Planalto atender a alguns pedidos de Alcolumbre, que não costuma bater prego sem estopa. (C.N.)

Edinho Silva reconhece isolamento e diz que MDB estará fora da aliança de Lula

Um poema muito romântico, mas com desejos de amor platônico

Vetores de Um Desenho De Linha De Homem E Mulher Olhando Um Para O Outro e  mais imagens de Adulto - iStock

Ilustração de Taylan Ozgur (Arquivo Google)

Paulo Peres
Poemas e Canções

A poeta e compositora Márcia Figueiredo Barroso criou um poema romântico ao extremo, “Amantes”, em que estabelece as bases de uma convivência para que possam se suportar e viver juntos, num cotidiano aceitável, uma meta a ser seguida para manter um verdadeiro amor.

AMANTES
Márcia Barroso

Não te quero todo,
Nem te quero meio
Quero-te inteiro!
E inteira quero estar
Ainda que para isso
Tenhamos que juntar
Todos os cacos
Perdidos nas viagens,
Mas que, certamente,
Podemos remontar

Não quero a culpa
Como nossa companheira
Nem seu eterno amor
De mim prisioneiro
Ao contrário,
Quero a liberdade do voo
E a cumplicidade
Do simples desejo de voltar

Não quero promessas sem sentido,
Nem juras mal proferidas
Quero mesmo é ser feliz
Até nas despedidas
Para, assim, testar a saudade
Sem pressa, nem ansiedade,

Afinal se o amor é verdadeiro
Estaremos juntos,
Ainda que distantes
E seremos amantes,
Mesmo que seja
Em sonho, ou bruma,
E viveremos nosso idílio,
Nem que seja
Num só instante!

No desespero, Lula foi levado a manter Alckmin outra vez como vice na chapa

Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar reeleição em 2026

Para tentar reduzir a rejeição, Lula apela para Alckmin

Mariana Brasil e Isadora Albernaz
Folha

O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice na chapa para a disputa eleitoral deste ano. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou.

Aliados de Lula já afirmavam que a tendência seria repetir a parceria com Alckmin, uma vez que os resultados obtidos pelo vice no terceiro mandato agradaram ao presidente.

MDB FICA FORA – A equipe do petista chegou a cogitar que o posto de vice fosse ocupado por algum nome do MDB, em gesto à sigla, o que acabou descartado.

Pessoas próximas a Lula, como o ministro Camilo Santana (Educação), chegaram a afirmar publicamente que o partido seria a saída “mais viável” para a vice, com menção a nomes como o do ministro Renan Filho (Transportes) e o governador do Pará, Helder Barbalho.

Tentativas de aproximação também foram feitas por parte do presidente do PT, Edinho Silva, mas o próprio partido apontou resistências a se aliar a Lula — mais da metade dos diretórios estaduais do MDB assinaram manifesto a favor da neutralidade do partido nas eleições presidenciais.

SÓ NOS ESTADOS – O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, afirmou recentemente que essa aliança de seu partido com o PT se daria apenas nos estados, o que deve se manter, de acordo com a situação política de cada um.

A confirmação de Alckmin foi anunciada durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a estratégia da necessidade de defesa das ações do governo.

A orientação é endereçada especialmente aos 16 ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Lula está no desespero por vários motivos, principalmente em função da pesquisa revelando que a rejeição a seu nome é maior do que a rejeição a seu governo, um dado negativo que realmente balança qualquer político. Ficou desapontadíssimo com o desprezo do MDB, que não acredita em sua vitória e vai esperar o resultado do primeiro turno para decidir se volta a apoiar Lula ou dá preferência ao adversário dele, que deve ser Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado, se não houver novidades no front ocidental… De toda maneira, a indicação de Alckmin é importantíssima, e vamos analisá-la com maior profundidade em nosso próximo artigo, nesta quarta-feira. (C.N.)

Andrei Rodrigues, da PF, denuncia ataques “covardes” em meio a investigações sensíveis

Só falta Caiado convidar Bolsonaro para subirem juntos a rampa do Planalto…

Ronaldo Caiado será lançado pré-candidato ao Planalto por Kassab

Caiado parece conhecer o chamado caminho das pedras

Vicente Limongi Netto

Médico, alto, jovial, voz forte, Ronaldo Caiado se transforma em super-homem tentando se espelhar no também médico, o eterno Juscelino Kubitschek.  Enche os pulmões de patriotismo e creme de pequi, e declara que sua primeira providência como presidente da República será decretar anistia geral, ampla e irrestrita.

Todos os monumentos e bustos de Brasília serão homenageados com beijos de batom.  Estará, assim, desmoralizada a mais famosa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), à frente o relator cruel e sanguinário. ministro Alexandre de Moraes.

SUBINDO A RAMPA – É possível que, eleito chefe da nação, Ronaldo Caiado vá pessoalmente convidar o ex-presidente Bolsonaro, seja na Papudinha ou na mansão do condomínio/ para subirem juntos a rampa do Palácio do Planalto. O gesto de grandeza de Caiado ecoará por todo o Brasil. Será difícil segurar as lágrimas. 

Mesmo Bolsonaro adoentado, merecendo severos cuidados médicos, Caiado mandará que escolha o país que quiser, para ser embaixador.  Bolsonaro sempre gostou de se meter em confusão. Seus filhos e Valdemar Costa Neto apostam que decidirá pelo Irã, Líbano, Ucrânia ou Coréia do Norte.

Como é monoglota o mito de barro levará embaixo do braço o filho falastrão, Eduardo, para ser interprete. Sem ônus para o contribuinte. 

RODINHA ENFADONHA – Na bolorenta Globonews, Valdo Cruz chuta: “Merval tem preferência, sempre”. Deus do céu. Rodinha enfadonha de compadres e comadres. Merval exibindo o ar sinistro de como gaguejar ao vivo. O O Jornalismo brasileiro vive destes formidáveis analistas. Falam pelos cotovelos. Procuram fazer ar de inteligentes. 

O assinante é lesado com boas informações e outras tantas medíocres, geralmente chupadas de impressos. O descaramento é de fazer corar santo de altar de igreja.  

BONS VENTOS – Vice- presidente e ministro Geraldo Alkmin presidiu hoje a primeira reunião do Conselho da Suframa deste ano, agora com novo superintendente, o qualificado servidor de carreira da autarquia, desde 2016, Leopoldo Augusto Melo Montenegro.

Bons ventos de vitórias e conquistas, mais empregos e novas fábricas para o Amazonas e para a Suframa, tendo à frente o engenheiro de produção, na relevante função, Leopoldo Montenegro, que também tem especialidade em gestão de pessoal e de projetos, além de graduação em Direito e Administração.

Donald Trump e a política como exercício de um poder meramente pessoal

Trump acredita ser o “rei” do mundo, sem limites

Pedro do Coutto

A analogia proposta por Demétrio Magnoli, em sua coluna no O Globo, ao associar Donald Trump à figura de um “chefe mafioso”, não pretende ser literal, mas sim oferecer uma lente interpretativa para compreender um fenômeno político mais amplo: a transformação do poder institucional em poder pessoal. Trata-se de uma leitura que dialoga com análises contemporâneas sobre lideranças que operam menos por regras e mais por relações de lealdade, influência direta e enfrentamento sistemático das estruturas tradicionais.

Nesse modelo, o centro da política deixa de ser o conjunto de instituições — Congresso, Judiciário, imprensa — e passa a gravitar em torno da figura do líder. A lógica não é mais a da mediação, mas a da imposição. A força política se mede não pela capacidade de construir consensos, mas pela habilidade de mobilizar seguidores, pressionar adversários e reconfigurar o ambiente institucional em benefício próprio.

PADRÃO COMPORTAMENTAL – É justamente aí que a metáfora ganha sentido: não como acusação criminal, mas como descrição de um padrão de comportamento em que a fidelidade pessoal se sobrepõe às normas impessoais.

Ao longo dos últimos anos, esse tipo de liderança encontrou terreno fértil em sociedades marcadas por desconfiança nas elites, fadiga institucional e polarização intensa. Trump soube explorar esse ambiente com precisão, apresentando-se como alguém capaz de romper com o “sistema” — ainda que, na prática, sua atuação revele uma tentativa de reorganizá-lo sob sua própria lógica.

O discurso antissistema, nesse contexto, funciona como ferramenta de mobilização, enquanto o exercício do poder tende a concentrar decisões e enfraquecer mecanismos de controle. Um dos aspectos mais sensíveis dessa dinâmica é a substituição gradual da legalidade pela lealdade.

RELATIVIZAÇÃO – Em democracias liberais, o funcionamento do Estado depende de regras claras, previsibilidade e limites institucionais. Quando esses elementos são relativizados, abre-se espaço para uma política mais volátil, em que decisões passam a depender da vontade do líder e de sua relação com aliados e opositores. Não se trata apenas de estilo, mas de estrutura: a forma como o poder é exercido começa a alterar o próprio funcionamento do sistema.

Esse processo não ocorre de maneira abrupta, mas sim por meio de tensões constantes. Questionamentos a decisões judiciais, ataques à imprensa, dúvidas lançadas sobre processos eleitorais — todos esses elementos contribuem para desgastar a confiança nas instituições e reforçar a centralidade do líder como única referência legítima. O resultado é um ambiente em que o debate público se empobrece e a política se torna cada vez mais personalizada e menos institucional.

CONCENTRAÇÃO DE PODER – O caso de Trump, portanto, ultrapassa a figura individual e se insere em um movimento mais amplo, observado em diferentes partes do mundo, no qual lideranças fortes emergem prometendo eficiência e ruptura, mas frequentemente entregam concentração de poder e instabilidade institucional. A metáfora utilizada por Magnoli, nesse sentido, cumpre um papel importante: o de provocar reflexão sobre os limites entre liderança forte e erosão democrática.

O que está em jogo não é apenas o estilo de um governante, mas a resiliência das instituições diante de pressões que buscam redefinir seu papel. Democracias não são sistemas automáticos; dependem de equilíbrio, respeito às regras e disposição para o dissenso. Quando esses elementos são substituídos por relações de força e lealdade pessoal, o risco não é apenas político — é estrutural.

Moraes cobra esclarecimentos imediatos de Bolsonaro sobre declarações do filho Eduardo

Sem noção, Eduardo fez um vídeo para mostrar ao pai

Sarah Teófilo
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre um possível descumprimento das medidas cautelares impostas durante a prisão domiciliar concedida ao ex-mandatário.

A decisão foi tomada após a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, gravado durante participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Na gravação, Eduardo afirma que estava fazendo o vídeo para mostrar ao pai.

VÍDEO – “Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

A manifestação ocorreu em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. O ministro determinou que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. Ele também está proibido de usar as redes sociais. O ministro determinou, então, que os advogados do ex-presidente expliquem a publicação de Eduardo.

REAVALIAÇÃO – Na decisão que autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes estabeleceu que, ao fim desse período de 90 dias, a situação será reavaliada, inclusive com possibilidade de nova perícia médica, para verificar a necessidade de manutenção da medida. A domiciliar deverá ser cumprida na residência do ex-presidente, com imposição de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

O ministro apontou que, devido à idade de Bolsonaro, ao histórico médico e ao quadro de saúde apresentado por ele, o ambiente domiciliar é mais adequado neste momento para sua recuperação. Segundo Moraes, o boletim médico confirmou o diagnóstico de broncopneumonia aspirativa, com base em exame de imagem, indicando que Bolsonaro está em estado geral estável, mas ainda necessita de tratamento com antibióticos e monitoramento clínico por até duas semanas, a depender da evolução.

Oposição reage ao STF e articula contra-ataque para blindar o poder das CPIs

“Collor venceu Lula em 1989 e agora será a vez de Caiado”, afirma Kassab

ronaldocaiado, seja oficialmente muito bem-vindo ao PSD. Sua enorme  experiência na política, e sua gestão como governador, entre as mais bem  avaliadas do Brasil, reforçam nosso compromisso de termos no PSD os

Caiado promete anistiar os golpistas logo no primeiro dia

Carlos Newton

Eufórico durante o evento para lançar a pré-candidatura do governador goiano Ronaldo Caiado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, comentava com membros da Comissão Executiva que o partido tem muita chance de vencer essa eleição. Seu argumento é de que, se em 1989 o então governador alagoano Fernando Collor conseguiu derrotar Lula, sendo candidato por um pequeno partido, o PRN, que nem existe mais, agora será a vez de Caiado, que muito mais conhecido e tem apoio de um dos maiores partidos do país.

Kassab, que se considera dono do PSD e atua como se fosse um senhor dos anéis, despreza a legislação eleitoral e indica candidato a Presidência sem promover prévias nem convocar convenção nacional.  

FALSA COMISSÃO – Desta vez, simplesmente formou uma comissão, integrada por ele, Guilherme Afif Domingos, Jorge Bornhausen e Andrea Matarazzo, e liquidou a fatura, embora houvesse outros dois pré-candidatos muito fortes – os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que se tornaram dois perdidos numa política suja, sem saber o que fazer da vida, como diria o dramaturgo e ator Plínio Marcos.

O lançamento de Caiado, que ia disputar de qualquer jeito e somente se filiou ao PSD no dia 14, depois que Kassab lhe garantiu a candidatura, balançou o coreto de outros candidatos, porque é um político experiente e vai tirar votos de todos eles.

Sabe-se que o petista Lula tem, no máximo, 33% dos votos, o que é suficiente para chegar ao segundo turno. Mas depende de quem for o rival, para vencer a eleição. Os adversários mais fortes são Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, que correm na mesma faixa.

CAIADO SURPRENDEU – Logo em seu primeiro discurso, Caiado surpreendeu, ao apresentar um programa e governo consistente e viável, mostrando que não está para brincadeiras.

Sua principal bandeira visa a atrair o voto de bolsonaristas, ao afirmar que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia, buscando, segundo ele, a pacificação do país.

Na área econômica, defendeu a exploração e processamento de minerais críticos, como as terras raras pesadas. Caiado citou o modelo implementado em Goiás como referência para o país deixar de ser apenas exportador de matéria-prima.

Propôs parcerias com os governos dos Estados Unidos e Japão para promover a indústria de separação desses minerais, essenciais para a fabricação de baterias, imãs e equipamentos de alta tecnologia. E disse mais, muito mais, mostrando que tem bala na agulha também contra a criminalidade.

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P.S. –
Já ia esquecendo. Ao ser aceito por um partido grande, Caiado consolida o apoio do agronegócio, que vai encher de dinheiro sua campanha, deixando Kassab quase desfalecido de tanta felicidade. Como senhor dos anéis e dono do PSD, ele tem a chave do cofre do partido e não empresta para ninguém. (C.N.)

Quer brilhar? Diga que os homens brancos heterossexuais são os culpados por tudo…

Nani Humor: O fim da filosofia

Charge do Nani (nanihumor.com)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Você quer dicas de como atingir uma maior pureza ideológica? Vou dar algumas, por pura generosidade, e porque quero ver você brilhar nos espetáculos culturais que saem nas colunas sociais. E mais: quero que você ganhe espaço nas editoras, nos prêmios e nos jantares inteligentes!

Começando por geopolítica. Se existir um regime de ditadores que matam, torturam e sequestram seu povo, inclusive, e com especial requintes de crueldade, as mulheres — estuprando-as em nome de um deus qualquer —, mas, se esse regime xingar os americanos, e, hoje em dia, especificamente, o Trump, seja a favor dos torturadores amigos.

SIGA O ITAMARATY – Defenda a legitimidade desse regime, faça memes contra os americanos, evite informações que exponham o caráter perverso do regime, acuse-as de fake news.

Vamos dar nomes aos bois? Defenda o regime dos aiatolás, torça descaradamente pelo Irã, espalhe a notícia falsa de que Bibi Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, morreu, enfim, diga quase tudo que a diplomacia brasileira diz hoje.

Seja a favor da China, mesmo que o regime, notoriamente, seja totalitário, controle as redes sociais, invista em países que financiam o terrorismo, como o Irã. Tenha verdadeiros orgasmos quando falar da inteligência artificial chinesa. Sonhe com um mundo em que todos os povos livres do imperialismo americano viverão sob a batuta da democracia e tolerância chinesas.

ANTISSIONISTA – Seja antissemita, mas diga que é “antissionista”, termo para enganar bobo. Espalhe por aí, sem dizê-lo, que os judeus dominam o mundo, os bancos, a mídia, o que faz de você um simpatizante dos famosos “Protocolos dos sábios de Sião”, peça antissemita típica da Rússia czarista do início do século 20.

Se trabalhar na mídia, não dê notícias sobre ataques a sinagogas que possam sujar o nome dos parceiros ideológicos, os terroristas. O antissemitismo significativo hoje é de esquerda, logo, se você for de esquerda, seja antissemita.

e for feminista, defenda todas as mulheres, só largue a mão das judias, se israelenses, torça pelo estupro delas. Silencie quando terroristas islâmicos as matarem e violentarem. Mas, cuidado pra ninguém sacar você muito facilmente.

ODEIE ISRAEL – Se for estudante universitário, xingue os colegas judeus, impeça-os de entrar nos campi. Faça manifestação contra professores judeus.

Se nasceu judeu, repita todos os dias, em todas as mídias, que você odeia Israel e o Bibi, pra ninguém duvidar da sua pureza ideológica. Combata o colonialismo na Palestina, torça para a aniquilação da “entidade sionista”, como dizem os irmãos, os aiatolás.

Deixando a geopolítica de lado. Mesmo que você denuncie a ditadura nas suas obras artísticas, defenda absolutamente o STF, mesmo se ele for pego com batom na cueca. Qualquer crítica a este, argumente entusiasticamente que quem fez a crítica é um fascista. Afirme que todos os abusos do judiciário são em defesa do Estado de Direito.

DEFENDA AS TRANS – Por falar em fascista, nunca entre em discussões sobre identidade feminina. Não caia no pecado capital merecedor da fogueira de questionar o que faz uma mulher ser mulher. Fuja disso como o diabo foge da cruz. Use expressões como “pessoas que engravidam”, “pessoas com vagina”. Defenda mulheres trans no esporte feminino.

Tudo que acontecer de ruim, ponha a culpa nos homens cis, brancos e heterossexuais. Melhor, e de forma mais sintética e conceitual, ponha a culpa no patriarcado. Diga que homens cis heterossexuais brancos são culpados de tudo —nunca é demais repetir essa máxima se você quiser disputar o Oscar da pureza ideológica.

Se tiver uma editora, só publique livros woke. Se tiver uma livraria, só ponha à mostra livros woke. Se for da classe artística, torça contra os americanos em tudo, mas continue lambendo as botas do Oscar, maior marcador cultural americano de sucesso.

E MAIS… – Se for da classe acadêmica, só faça teses sobre decolonialidades, teoria de gênero, o ânus como órgão único da igualdade. Se for psicanalista, não pinte o cabelo e diga que a verdadeira clínica é a política.

Diga que toda forma de relação com homens objetifica a mulher. Torça para que as novelas e filmes só mostrem casais homoafetivos. Jamais seja evangélico. Se a vontade for incontrolável, compre algum kit de marketing que pinte sua imagem nas redes sociais como sendo um evangélico que vota no PT e é contra a Michele Bolsonaro.

Enfim, acorde de manhã gritando “genocida!”, “fascista!”, “sionista!”. Se não quiser ter filhos, diga que é porque você teme a crise climática, jamais confesse que é por preguiça pura e simples. E, acima de tudo, defenda a soberania nacional contra um ataque de mosquitos.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGHomem cis ou homem cisgênero são expressões usadas para descrever pessoas que não são trans, ou seja, estão identificados com o próprio gênero com que nasceram e não pretendem trocar de sexo. (C.N.)

Flávio Dino aponta falhas em emendas Pix e mira repasses ligados à Igreja da Lagoinha

Valdemar descarta Michelle como vice e pressiona família Bolsonaro a resolver conflitos

Valdemar diz que Eduardo só volta se Flávio vencer 

Hyndara Freitas
O Globo

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que a família Bolsonaro precisa “resolver todos os problemas” que tem entre seus integrantes e defendeu que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa ganhar a Presidência da República para que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) retorne ao Brasil.

“O Flávio vai ter que mostrar o que ele vai fazer, não deve estar atacando o (presidente) Lula (PT), não deve perder tempo com isso, e ele está se preparando para isso, está fazendo plano de governo para poder apresentar algo que seja real e viável. E ele está se preparando para isso de uma maneira muito especial. Eles (Bolsonaro) têm problema na família, lógico, mas vamos ter que resolver todos porque essa eleição vai ser decidida por muito pouco. Se nós não resolvermos esse problemas dentro da família, o Eduardo não volta mais para o Brasil, nós temos que ganhar as eleições”, falou durante evento do grupo Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira (30).

DEFESA DE EDUARDO – Mais tarde, em conversa com jornalistas, Valdemar explicou que esses problemas acontecem porque há “muitos membros da família envolvidos na política”. O presidente do partido ainda saiu em defesa de Eduardo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter cobrado esclarecimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre um possível descumprimento das medidas cautelares impostas durante a prisão domiciliar concedida ao ex-mandatário.

Isso porque Eduardo gravou um vídeo, durante sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, no qual disse que estava fazendo aquele conteúdo para “mostrar para o seu pai”. Entretanto, ao autorizar a prisão domiciliar para Bolsonaro, Moraes determinou que o ex-presidente não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa, e também fica proibido de usar as redes sociais.

“SEM TELEFONE” – “Esse vídeo eu tenho certeza que o Bolsonaro não verá. Porque eu já perguntei, a presidente Michelle esteve no partido na semana passada, e ela me falou que não entra telefone lá de jeito nenhum. E o Bolsonaro nesse aspecto, sempre respeitou a lei. (Eduardo) pode ter se enganado, não mentido. Ele pode querer que um vídeo chegue ao pai, quer dizer, mas pode chegar até através da televisão. Mas não acredito que tenha mentido, não”, falou Valdemar.

No evento, o presidente do PL voltou a defender que Flávio tenha uma vice mulher. Nos últimos meses, o líder partidário vinha defendendo o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para o posto, mas nesta segunda afirmou que ela pretende concorrer ao Senado. Por outro lado, também descartou qualquer chance de Michelle ser a vice na chapa de Flávio.

“A Tereza Cristina falou para mim, na semana passada, que não pretende ser vice, que tem um projeto para o Senado. Ela vai ajudar bastante a gente no plano de governo, vai ajudar bastante, mas ela não será candidata à vice, eu tenho certeza, ela não quer”, disse. ” A Michelle não, é muito difícil. Quem vai escolher isso é o candidato, junto com o pai. A Michelle não, eu acho que não, porque ela já tem o mesmo nome. Tem que abrir para outros partidos”, acrescentou.

FLÁVIO E LULA – Ao comentar sobre a escolha de Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato à presidência da República, Valdemar disse que ele tem “muito prestígio e aprovação”, mas que tem “dúvidas” sobre a empreitada porque o segundo turno “vai ser Flávio e Lula”.

“Ninguém tem dúvida disso. E tenho certeza que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal para nós era que todos eles nos acompanhassem no primeiro turno, para dar chance para ganharmos a eleição no primeiro turno. Se separar, vai acontecer o seguinte: Lula e Flávio no segundo turno. E o Caiado é um grande candidato, tem uma grande aprovação. E não tenho dúvida que o Flávio, presidente da República, vai convidar todos esses governadores que tiveram sucesso para fazer parte do governo”, acrescentou.

Comissão da Câmara exige provas de que Sicário não foi “suicidado” na PF

Entenda a origem do termo “sicário”, apelido de aliado de Vorcaro preso  pela Polícia Federal - SCTODODIA

PF se recusa a exibir a gravação do suicídio de “Sicário”

Carolina Sott
Site nd+

A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ganhou um novo capítulo após deputados federais levantarem suspeitas de possível “queima de arquivo” e cobrarem esclarecimentos do Ministério da Justiça.

Na quarta-feira (25), a Comissão de Segurança Pública da Câmara enviou um requerimento pedindo informações detalhadas sobre as circunstâncias da morte de Sicário, do sepultamento e dos registros oficiais relacionados ao caso.

APURAÇÃO COMPLETA – No documento, assinado pelo presidente do colegiado, Coronel Meira (PL-PE), os parlamentares solicitam a “apuração das circunstâncias da custódia, do atendimento e dos registros relacionados ao óbito e sepultamento”.

Entre os principais pontos, a comissão questiona se houve abertura de investigação sobre a morte de Sicário por parte da Polícia Federal.

Os deputados pedem que o Ministério da Justiça, pasta comandada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, informe se foi instaurado “procedimento administrativo ou investigativo” para apurar os fatos, além de exigir a verificação da regularidade de toda a documentação oficial.

LAUDOS MÉDICOS – O requerimento também cobra a checagem da cadeia de registros do óbito, incluindo a emissão da DO (Declaração de Óbito), o registro em cartório e a compatibilidade entre laudos médicos, periciais e documentos oficiais.

Luiz Phillipi Mourão ficou conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro após ser preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Segundo as investigações, ele desempenhava papel central na organização criminosa.

De acordo com os investigadores, Mourão seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, realizar extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e conduzir ações de intimidação física e moral.

“LONGA MANUS” – Relatórios também apontam uma “dinâmica violenta” nas interações entre ele e Vorcaro.

As apurações indicam ainda que o “Sicário” atuava como uma espécie de “longa manus” da organização – termo jurídico usado para designar alguém que age em nome de outro – e que receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos prestados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Faltou pedir o principal – a cópia da gravação da tal tentativa de suicídio, que o superintendente da Polícia Federal em Belo Horizonte disse existir, “sem pontos cegos”. Nada do que foi pedido é mais importante do que a gravação, para saber se o “Sicário” foi suicidado, em condições idênticas ao assassinato do jornalista Vladimir Herzog, no regime militar. Apenas isso. (C.N.)

Alckmin deixa ministério, pressiona Lula e mantém incógnita sobre 2026

Alckmin diz que seu futuro político será definido por Lula

Deu no O Globo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 2 de abril para se dedicar às eleições. Ele seguirá como vice-presidente até o fim do mandato.

Ainda não está definido se Alckmin seguirá como vice do presidente Lula (PT) em sua chapa à reeleição em outubro ou se irá concorrer a outro cargo, mas para disputar qualquer cargo ele precisa se desincompatibilizar da função de ministro, de acordo com a Lei Eleitoral.

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – “Cumprindo a legislação, vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. Então, a data é 4 de abril, mas dia 3 é Sexta-feira Santa… então provavelmente dia 2.”, falou durante evento da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. Indagado sobre seu futuro político, Alckmin apenas afirmou que “o presidente define”.

Na noite da última sexta-feira, Alckmin participou da filiação de Simone Tebet ao PSB, que vai concorrer ao Senado por São Paulo. “Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”, declarou Alckmin no evento, que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

CANDIDATO AO SENADO – Há algumas semanas, Lula sinalizou que Alckmin também poderia ser candidato ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT) na eleição paulista. O vice-presidente, porém, deseja ficar no cargo de vice-presidente.

Dirigentes do PSB optaram por não rebater publicamente o assunto, mas admitem, sob reserva, que o presidente tensiona a relação e gera certa pressão e constrangimento com Alckmin. Isso porque, segundo interlocutores, o presidente nacional da sigla, João Campos, prefeito de Recife, já deixou claro a Lula que o único ponto não negociável da aliança eleitoral passa pela manutenção do vice-presidente no cargo.

O partido, nesse sentido, não pretende criar empecilhos para a segunda vaga ao Senado em São Paulo, nem pela composição com Haddad, assim como se coloca à disposição para impulsionar a campanha paulista do PT. Mas, segundo afirmam essas fontes consultadas pelo GLOBO, a alternativa de Alckmin, caso seja preterido em nome de uma articulação com uma sigla do Centrão, como o MDB, seria “voltar para casa”, e não encarar as urnas para outra função pública.

Caiado é lançado pelo PSD com discurso anti-Lula e críticas ao legado Bolsonaro

Kassab diz que Caiado será a “terceira via” no pleito

Yago Godoy
O Globo

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a decisão de lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o pré-candidato do partido à Presidência da República, foi motivada pelo fato do goiano ter “mais chances” de alcançar o segundo turno das eleições e, segundo ele, vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O líder partidário rechaçou que Caiado será a “terceira via” no pleito, sendo definido como uma “alternativa aos brasileiros”.

“A decisão foi por uma questão eleitoral, entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar no segundo turno. E chegando no segundo turno, que precisa chegar no segundo turno para ganhar as eleições, ele vencerá as eleições “, disse Kassab, em declaração concedida durante o evento Banco Safra Macro Day.

ELOGIOS – Kassab elogiou os outros presidenciáveis do PSD — os governadores Ratinho Junior, do Paraná, que desistiu da disputa, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, preterido pelo partido em relação a Caiado. Na manhã desta segunda-feira, Leite publicou um vídeo em que criticou a decisão e disse que postura mantém cenário de “polarização radicalizada”.

“Isso (escolher Caiado) não quer dizer que o Ratinho não teria sido um excelente candidato e um grande presidente da República. E da mesma maneira o Eduardo Leite, com a sua juventude, a sua vontade de acertar e, assim como o Ratinho, com a sua excelência e sua excelente gestão”, avaliou Kassab.

Ainda de acordo com o presidente do PSD, Caiado se colocaria como uma alternativa após os resultados de governos recentes. Ele declarou que os resultados positivos de Lula no campo social são “inegáveis”, mas criticou a gestão econômica do petista e os recentes “casos de corrupção”. Já ao lembrar do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Kassab afirmou que ele foi “lamentável” durante a pandemia da Covid-19, o que justifica sua rejeição.

OPORTUNIDADE – “Os últimos governos, e tanto a família Bolsonaro, quanto a família petista, tiveram suas oportunidades. A gente quer que venha alguém que ainda não teve oportunidade, e foi muito bem-sucedido em todas as missões que teve na sua carreira”, afirmou.

Nos últimos dias cresceu uma pressão, vinda de personalidades de centro de fora do PSD, para que Eduardo Leite fosse o escolhido. Os economistas e ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pérsio Arida se posicionaram publicamente a favor de uma candidatura de Leite, mas a posição na cúpula do partido é que Caiado ainda seria o melhor nome para representar a sigla.

Já Ratinho Júnior desistiu da candidatura presidencial depois de considerar que estava com o futuro político ameaçado no Paraná, após o PL formalizar uma aliança com o senador Sergio Moro. Depois de indicar que aceitaria a candidatura, o governador recuou de olho na sucessão no comando de seu estado.

SUCESSÃO DIFÍCIL –  Se Eduardo Leite enfrenta um cenário interno adverso no Rio Grande do Sul, Caiado, pavimentou um caminho mais sólido para eleger seu sucessor, o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Responsável por uma das gestões mais bem avaliadas do país, o governador deixar o cargo nas mãos de Vilela nesta semana, que terá liberdade para operar o governo até as eleições.

O vice de Caiado é filho de Maguito Vilela, que chefiou Goiás entre 1995 e 1998. A pré-candidatura foi lançada em 14 de março, em evento marcado pela formalização da filiação de Caiado ao PSD e que contou com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e do líder nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP).

PRETERIDO – Já Leite, por sua vez, agora preterido na corrida à Presidência, precisa deixar o Executivo gaúcho até o prazo máximo de desincompatibilização, estipulado para 4 de abril. A definição faria com que o vice, Gabriel de Souza (MDB), assumisse o governo a seis meses do pleito, o que lhe permitiria ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte à reeleição.

Apesar disso, na semana passada, o governador gaúcho já havia declarado que, caso não fosse o escolhido por Kassab, ficaria no cargo até o fim de seu mandato, que termina em dezembro. O cenário dificulta a vida de Gabriel, que possui a forte concorrência do deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL) e, à esquerda, dos ex-deputados estaduais Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) — todos aparecem com vantagem sobre Souza nas pesquisas de intenção de voto.

Se você quiser falar com Deus, precisa seguir as recomendações de Gilberto Gil

Salvador celebra Gilberto Gil em noite de homenagem e resistência

Gilberto Gil nos ensina a rezar conforme a música

Paulo Peres
Poemas & Canções

O político, escritor, cantor e compositor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, na letra “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, retrata o cotidiano na sua mais pura realidade, enfatizando o desapego aos bens materiais e os sacrifícios de purificação para estar merecedor de estar diante de Deus.

Essa belíssima canção foi composta em homenagem à religiosidade de Roberto Carlos, que não quis gravar, por considerá-la forte demais, e acabou sendo gravada pelo próprio Gilberto Gil, em 1980, pela WEA.

SE EU QUISER FALAR COM DEUS
Gilberto Gil

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar